![]() Adir de Souza Presidente do SINTESPAR |
Postado por: Adir de
Souza
Data: 14/09/07 18:26:24 h
Pagina denovo on line
Nossa pagina
interativa de noticias está de novo on line...
Aguardem novidades no
site.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/02/07 03:29:33 h
seu voto é importante
Adir
de Souza
Aos colegas estamos chegando na reta final desde ja muito
grato pelo Voto depositado e comunico que a votação da revista vai até dia 28,
portanto venho pedir mais uma vez seu qualificado Voto, no site esta sendo
efetuada a votaçao online, vota lá entra no site
www.cipanet.com.br
de prêmio destaque ao clicar aparece em verde Segurança do Trabalho
clica e aparecem os nomes para votar, e manda
para sua Lista de amigos
desde já obrigado e veja nossa página
www.sintespar.com.br
E
nossa Rádio na WEB
www.radiokosak.com.br
desde já grato
Adir de Souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/01/07 01:44:01 h
ATO PÚBLICO
Favor enviar para
sua LISTA
O SINTESPAR - Convida a todos os Técnicos de Segurança
do Trabalho do Estado do Paraná
No dia 20 de janeiro como ficou decidido na
assembléia do dia 07 de dezembro de 2006
Fazermos um Ato Público, por Um
Piso Salarial digno que nossa Categoria merece.
E em protesto pela Morte do
Técnico de Segurança do Trabalho, Fernando Bittencourt de Campos, na cidade de
Jacarezinho.
A Concentração – Será em Frente à Universidade Federal do
Paraná na Praça Santos Andrade, e caminharemos até a Boca Maldita
Hora:
10:00 Horas
Dia 20 de Janeiro Sábado
Esperamos contar com A categoria,
para mostrar a nossa União e Força, e espirito de Solidariedade; esta é a hora!
E conto com todos os colegas que querem melhoria nas condições de trabalho
Que os empresários respeitem a nossa profissão.
Que a sociedade saiba da
impotancia da nossa profissão.
Que trabalho é meio de vida, e Não de Morte
Favor confirmar sua apresença
pelo email sintespar2006@yahoo.com.br
Adir de Souza
www.sintespar.com.br
Postado por: Adir de
Souza
Data: 17/12/06 18:19:33 h
FENATEST REALIZA SEMINÁRIO EM MAIO 2007
Minha sugestão é a realização de Um Congresso
O
cartaz da foto é do 2º CONTEST Congresso Nacional dos Técnicos de Segurança do
Trabalho Realizado na nossa querida e bela ilha e de Florianópolis, com a
realização do Sindicatos dos Técnicos de Santa Catarina SINTESC com apoio do
SINTESP e SINTESPAR Sindicatos dos Técnicos de Segurança do Trabalho de São
Paulo e Paraná pois estes tres Sindicatos tem a sua carta sindical na mesma data
e nasceram na luta pela nossa categoria e também de uma Associação Nacional que
criamos na época para aglutinar as entidades Sindicais, e interessante ressaltar
que os Sindicatos de nossa Categoria nesta época tinham um ano e existência, e
depois nunca mais foi realizado algo deste mesmo porte e com a importancia que
teve para a categoria, pois estavam presentes neste evento, toda direção da
Fundacentro, vários Secretários de Estado do Trabalho e todas as entidades de
Técncos do Brasil precisamos resgatar esta UNIÃO e Tenho orgulho de ter
trabalhado para que estes eventos fossem realidade.
E depois da criação da
FENATEST NUNCA MAIS FOI REALIZADO NADA DESTA IMPORTÂNCIA PARA NOSSA CATEGORIA
Porque a FENATEST não tem coragem de realizar o 3º CONTEST?
além do
nome CONTEST QUE É BASTANTE SUGESTIVO E AINDA, ISTO É PRESERVAR A HISTORIA DE
LUTA DE NOSSA CATEGORIA.
E A FENTATEST quer realizar um seminário, sem
pedir a opinião da categoria sem ouvir os mais interessados, ja resolveram tudo,
local, programação,comissão organizadora tudo!
Proteste reclame você e
merece ser ouvido é seu direito
Envie um e-mail para Sr. Cláudio diretor da
FENATEST
Envie um e-mail para o diretor da FENATEST e manifeste a
sua opinião Vamos mostrar a nossa Força
kkcau@yahoo.com.br
Adir
de Souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 05/12/06 03:01:17 h
Funcionária do Alvorada sofre acidente de trabalho
4/12/2006 - Yahoo
Ac.Trabalho - Acidente no Palácio da
Presidência
Funcionária do Alvorada sofre acidente de trabalho
Maria Angélica Rodrigues dos Santos, 51 anos, acidentou-se hoje de manhã
quando operava uma máquina industrial de lavar roupa no Palácio da Alvorada,
residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como seu braço
direito ficou preso na engrenagem, o Corpo de Bombeiros foi chamado ao Palácio
para prestar os primeiros socorros.
Também acionado para socorrê-la, o
médico que fazia plantão no Alvorada acompanhou a funcionária na ambulância dos
bombeiros até o Hospital de Base de Brasília. Maria Angélica chegou ao serviço
de emergência do hospital consciente e com suspeita de fratura, mas os médicos
constaram que havia apenas uma contusão, além de um pequeno corte no lábio,
suturado com três pontos.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/10/06 17:50:10 h
A Fentaest é dos Técnicos de Segurança
Favor Ler de baixo para cima
Resposta: Ao Sr. José
Augusto
Quem nunca se preocupou para que os TÉCNICOS DE SEGURANÇA
DO BRASIL tenham Convenção Coletiva, Pisos Salariais, que nunca ajudou os
Sindicatos politicamente e muito mesmos financeiramente não tem moral para falar
em Ética, muito menos Lealdade, a nossa Lealdade tem que ser com os Técnicos de
Segurança do Trabalho, este discurso falso de Dono da Verdade, além de parecer
doentio, de que queremos tirar seu pirulito, leva o lema nazi-fascista, do tempo
do integralismo, de quem não esta comigo esta contra mim.
O Sr.José
Augusto não tem moral para falar de Lealdade, pois nunca foi Leal com os
verdadeiros idealizadores da FENATEST e que o colocaram na entidade, como Sr.
Valdete, Sr. Ferreira Sr. Jaziel e o Sr. Wilson Lourenço e é bom que aprenda que
Lealdade incondicional só se dá a um DITADOR, virou as costas para estas pessoas
e se auto-intitula Dono da FENATEST.
E Quando afirmo que não tem moral,
pois os Sr, José Augusto, há muito tempo ele não é dirigente sindical, foi posto
para fora da chapa do SINTESP, em reunião para escolha da chapa, e foi por
unanimidade ninguém aceitou seu nome para fazer parte do SINDICATO.
E um
dos princípios fundamentais para que a nossa Federação tenha acima de tudo
legitimidade e unidade e não unicidade e que seus dirigentes Sejam dirigentes
dos Sindicatos de Técnicos em seus respectivos estados e profissionais que atuem
na área.
Se não corremos o risco de ver nossa FENATEST dirigida só por
empresários, (patrão) donos de assessorias então vejam Sr José Augusto é dono da
www.engesegc.com.br, Paulo Kirchenner é dono de uma empresa chamada SETRA, o
Nardelli dono de um escritório, Contabilidade Nardelli e diretor de um Sindicato
dos Àrbitros de Futebol do Estado do Paraná.
O Sr. José Augusto Usa
demasiadamente a palavra Lealdade em todas as comunicações merece uma pequena
analise, quem é Leal não precisa ser tão afirmativo assim, parece que fica
cobrando e não vejo dar nada em troca, ser Leal deve na condição humana na
convivência em sociedade e usa esta palavra LEALDADE como forma de coerção.
Neste caminho que está indo e se acabar a contribuição sindical
obrigatória que sustenta FENATEST com 15% de um dia de trabalho de todos os
Técnicos de Segurança do Trabalho do Brasil, como a entidade vai sobreviver? Se
os verdadeiros dirigentes Sindicais das entidades nos Estados não fazem parte da
FENATEST quem vai bancar e mandar na entidade? Os donos empresas de EPI? Ou o
dono empresa de comunicação. (revista).
O Sr. José Augusto, tenta com
suas atitudes jogar os outros dirigentes contra eu e o Armando só estou fazendo
uma constatação para refletirmos e nunca imaginamos e não queremos ninguém de
fora, queremos é todos juntos e nem o Sr. José Augusto nós queremos fora de
nosso movimento, queremos que ele participe de perto para ver como fazer uma
entidade ser respeitada e conhecida a nível nacional que hoje não é,
principalmente no meio dos colegas Técnicos poucos sabem o papel de nossa
entidade.
Não queremos nem o cargo que ele ocupa da CNTC nem o SÁLÁRIO
que ele recebe uns 5.000,00 reais por mês, e ele que alega ser tão Leal nunca
fala deste salário para seus amigos, e é bom ressaltar que este cargo é dos
Técnicos de Segurança.
E leiam e vejam o Tamanho da prepotência e
arrogância com que o companheiro se pronuncia que somos minoria e que ele domina
17 SINDICATOS e tem a maioria e o que está em debate é o que é bom para nosso
movimento a nível Nacional e para os Técnicos de Segurança do Trabalho do
Brasil, com certeza é a mudança. Se em 14 anos esta entidade não mostrou a que
veio, tinha que ter humildade de dizer e deixar outras pessoas trabalharem.
E quando afirma sobre a sua suposta maioria que para mim não quer dizer
nada: Hitler também quando assumiu o governo da Alemanha tinha a maioria de 80%
da população e vejam no que deu.
E quando usa o exemplo do companheiro
Schulte, é demonstração da cara de pau usar um exemplo deste tão pelego, eu sei
que ele perdeu a eleição no Sindicato dos Comerciários de Pelotas para uma chapa
de oposição montada pela Força Sindical, mas é muito diferente pois em cada
Estado existe uma Federação deste segmento dos Trabalhadores e no nosso
movimento Temos somente uma entidade a nível Nacional, e o que senhor fez
alterando o Estatuto foi Golpe para se manter no poder ad-eternum, falta de
escrúpulo.
E ainda o senhor é muito mal educado e covarde efetuou a sua
inscrição em nosso Seminário em junho em Curitiba e educadamente o coloquei na
Programação e respondeu com atitudes grosseiras e desrespeitosas e covardes
porque não me colocou na programação para debatermos no ENATEC em São Paulo tem
medo de olho no olho, frente a frente de encarar a verdade acredito que sua
vinda a Curitiba não coincidiu com seu trabalho de “Consultor” que viria fazer
em Curitiba e no litoral do Paraná, isto é falta de Ética tomando trabalho de
Técnicos novos na área e de pessoas que precisam.
E quero ressaltar para
ser fiel com a verdade e parabenizar, o nosso Presidente Elias Bernardino pelas
suas atitudes e constatei pessoalmente isto no evento do Rio de Janeiro, que me
recebeu com civilidade e a sua forma democrática de condução dos debates sendo
respeitoso e democrático, nos fez crer que o companheiro Elias sem o Sr. José
Augusto por perto, conduz melhor o trabalho da nossa entidade.
Parece
que nosso Movimento Sindical da área de Segurança do Trabalho ainda tem que
descobrir o que é Democracia que a participação no processo democrático não se
limita ao dia da eleição (de nossa Entidade), e que o voto é somente um dos atos
e SINDICATO na minha visão política é coisa séria, e como célula importante de
um País em um Estado de direito Democrático, e o senhor José Augusto tem que
aprender a compreender mais sobre esse processo histórico e parar de achar e se
arvorar onipotente e dono da FENATEST.
Usando pseudo poder, pois se não
entender, que somente existirá com a união da entidades Sindicais dos Técnicos
de Segurança do Brasil, e que não tem capacidade de fazer união, e que vai ser
cobrado pela história, e não vamos parar de questionar, pois a entidade pertence
a toda a categoria, e pela minha formação política e história de luta que tenho
no Movimento Sindical tenho obrigação Moral de devolver a nossa entidade para os
profissionais que verdadeiramente defendam os Técnicos e Segurança e lutem por
nossos interesses, o senhor José Augusto já teve 14 anos e nada fez de concreto.
E afirmo que não estou sozinho nesta empreitada, tem muito mais colegas
que o senhor José augusto imagina, em todo o Brasil que comungam desta mesma
posição, ele poderia deixar nosso movimento, para sair com um pouco de dignidade
se é que ainda possui.
Discursando em Viena, na primavera de 1872,
Rudolf Von Ihereing bem ilustrou o símbolo da Deusa Themis da Justiça, “a espada
sem a balança é a força bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito.
Uma completa a outra, e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando a
justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade com que manipula a
balança.”.
Adir de Souza
Presidente do SINTESPAR
www.sintespar.com.br
From: José Augusto da Silva Filho
To: \"Antonio Sergio Aras de Almeida\"
Subject: Precisa haver unicidade nos assuntos da
Fenatest...
Date: Fri, 6 Oct 2006 19:58:44 -0300
Prezados (as) Amigos
(as) e Companheiros (as)
Prezado amigo e companheiro Presidente da FENATEST
Elias Bernardino da Silva Júnior
Devido a minha total indignação e
diante dos fatos que presenciei e ando presenciando, inclusive com desmandos,
autoritarismo e inverdades, tomei a iniciativa de maneira livre e expontânea,
escrever esta matéria abaixo, que é de interesse comum para todos nós da
Federação e dos Sindicatos Filiados. Não posso concordar com o que os meus olhos
vêem e lêem, o que meus ouvidos ouvem e principalmente o que falam. Assumindo
totalmente a responsabilidade sobre tudo que escrevi aos meus companheiros e
amigos da Federação. Precisamos de um NORTE....urgente....
Temos princípio e
lealdade junto a FENATEST e junto a todos que dela participam, e principalmente,
até os dias de hoje nunca faltou minha lealdade e os meus serviços para com o
movimento sindical nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho e tampouco
para com o nosso atual Presidente da FENATEST, que além de ser meu amigo é e
sempre foi companheiro de lutas (como muitos de voces também os são). Portanto,
estou dando a minha contribuição como já é de costume, pelo menos àquelas
pessoas e companheiros que me conhecem.
NOTA:
O Estatuto em
momento oportuno seria discutido e não foi definido quando (data), pois mesmo
com a decisão e aprovação na última Reunião de Diretoria de que se deva
reformá-lo, não seria agora para outubro, onde seria convocada Assembléia
específica para tal, por parte do Presidente da Fenatest. Isto não é prioridade,
mas sim uma grande jogada política de quem nunca teve a maioria dentro do
movimento sindical e que pretendem retalharem os companheiros atuais Diretores
da Federação.
O Jornal Primeiro Passo do Sintesp edição 189, o Armando
declara na página 04 (com a foto de todos que participaram da Reunião da
Diretoria e que foram ao Sintesp após a Reunião (visita), que a Assembléia para
se discutir a reforma estatutária seria convocada em outubro/2006, sendo que não
foi definido esta data conforme Reunião de Diretoria. Fiquei mais uma vez
horrorizado com mais esta postura deste sujeito, que foi para esta reunião com
duas procurações embaixo dos braços (Sávio do Sintest-MG e de Jaziel do Sintesb
sendo este último com o seu sindicato desfiliado da FENATEST. E o Armando
contando com este pseudo trunfo, como ele tivesse sitiado os sindicatos da BA,
MG e de AL. Que absurdo...isto é e foi ridículo companheiros!
A grande e
pretenciosa estratégia do Armando e do Adir, é tirar definitivamente o José
Augusto da Diretoria da Federação nas próximas eleições (com esta pseuda reforma
estatutária), juntamente com Nardelli, Robson, Sérgio Aras, Paulo Kircnher e
tantos outros companheiros que não possuem cargos nos Sindicatos Estaduais
filiados. Além do mais, se for aprovado este artigo no Estatuto, ele será
inconstitucional, já analisamos esta pretenciosa proposta política, junto aos
nossos Advogados em Brasília, inclusive consultando o companheiro Schulte, que
passa pela mesma situação atualmente, pois tem cargo apenas na Fecosul e não no
Sindicato e vejam Senhores, ocupa o cargo de Primeiro Secretário na nossa CNTC.
Pergunto isto é legal ou ilegal??? Naturalmente que é Constitucional. Vamos
parar com isto.
Tentam também com as propostas que irão apresentar,
impedir as reeleições para os cargos de Diretoria e Presidência da FENATEST.
Querem darem um RODO!!!
Esta aí companheiros mais uma vêz, estampada a falta
de unicidade nos assuntos da Federação e a falta de sincronia que rola e que
sempre houve por parte dos Presidentes do Sintesp e do Sistespar e
principalmente a falta de companherismo, ética e seriedade por parte deste
pequeno e minúsculo grupo, pois se assim o fizerem e apresentarem esta proposta,
iremos contestá-la com o apoio de no mínimo 17 Sindicatos Filiados pela não
aprovação. Tentem e ele irão ver! Como sempre ocorreu, quando eles nos enfrentam
e tentam encaminhar propostas que não estão sincornizadas e não representa a
unicidade da grande maioria dos filiados e dos Diretores da Federação, são
vencidos democraticamente e pela maioria através do voto.
Seriedade
acima de tudo, pois a atual prioridade (exatamente e neste atual momento) é e
seria a seguinte pauta que deveria compor a convocação desta Reunião da
Diretoria e do Conselho de Representantes da FENATEST, caso ela realmente seja
convocada:
Promover o II Encontro Nacional de SESMT ainda para este ano
de 2006, discutirmos sobre o CBO (Código Brasileiro de Ocupações) 3516 como
novas atividades do Técnico de Segurança do Trabalho, vindo alterar a Portaria
3275/89; CTPP (Comissão Tripartite Paritária Permanete), NR4, PNSST (Política
Nacional de Segurança e Saúde do Trabalho), Código Brasileiro de Segurança e
Saúde no Trabalho do Projeto de Lei 7.097/2002, Registro Profissional do Técnico
de Segurança do Trabalho, com um cadastro nacional de toda a categoria de todos
os Estados; Formação Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho, enfim o
II Encontro Nacional do SESMT, poderia ter um tema central como por exemplo:
Liberdade e Autonomia no Trabalho - Formação e Aperfeiçoamento Profissional.
Debateríamos também outros sub temas: Ética Profissional, Conselho Federal dos
Técnicos de Segurança do Trabalho, Competências e Capacidades Profissionais
diante da atual CBO e as novas atribuições do Técnico de Segurança do Trabalho,
Níveis de Atuação do Profissional no Mercado de Trabalho, Acordo Coletivo e
Salários da Categoria nos Estados, e a grande polêmica e dúvidas que existem com
milhares de companheiros sobre o curso e a formação de Tecnólogo em Segurança e
Saúde no Trabalho e a atividade profissional após formação.
Com esta
iniciativa devemos conseguir com unidade e força, com propostas reais e
concretas amplamente e democraticamente debatidas neste Encontro, avançarmos em
busca de novas conquistas e espaços necessários para o crescimento de nossas
entidades sindicais (sindicatos e federação) e principalmente a valorização e
crescimento profissional dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Brasil.
Encaminharmos também aquilo que seja relativo a construção de Projetos de Lei
junto ao Congresso Nacional, com algo consistente e representativo, fruto das
propostas aprovadas neste Evento. Da mesma forma assuntos relacionados a
Educação junto ao MEC/SEMTEC e esse por sua vez encaminharia ao Conselho
Nacional de Educação. Sensibilizar e mostrar a nossa força junto a patronal,
onde se pretendemos viabilizar efetivamente nos Estados através de nossos
Sindicatos Filiados, os acordos e/ou convenções coletivas de trabalho.
O
objetivo e idéia inicial seria esta, para tanto necessita se convocar uma
Reunião da Diretoria e do Conselho (conjuntamente) para tratarmos exclusivamente
desta matéria urgente e necessária para todos os Filiados, para a FENATEST e
para toda a categoria nacionalmente. Isso sim que é prioridade companheiros. Na
reunião se discutiria as datas deste evento, local, o temário, expositores,
infra-estrutura, organização, divulgação, patrocinadores e outros mecanismos
para viabilização e realização do evento.
Espero que esta minha matéria
não seja foco ou peça de fofocas na rede (pela internet), mas no sentido de
fortalecer e engrandecer as nossas lutas!!!
Precisamos e será
necessário, caminharmos logo e avançarmos, vindo construir realmente um Projeto
e um Plano Nacional.
PS.: Aguardo manifestações de todos voces sobre
esta matéria
Cordialmente
José Augusto da Silva Filho
Diretor da CNTC
Diretor da FENATEST
Postado por: Adir de
Souza
Data: 12/09/06 08:58:15 h
doença do trabalho ficrá mais fácil provar
DEU NO JORNAL GAZETA DO POVO TERÇA-FEIRA, 12 de
setembro de 2006
PREVIDÊNCIA
Comprovar doença de trabalho
ficará mais simples
Até o fim deste mês, ficará mais fácil para o
trabalhador comprovar doenças relacionadas ao ambiente de trabalho. Deve entrar
em vigor o Nexo Técnico Epidemiológico (NTE) do Instituto Nacional de Seguro
Social (INSS), informou ontem o secretário-geral do Ministério da Previdência
Social, Carlos Eduardo Gabas. Ele participou em Curitiba do Seminário Estadual
de Conselho de Previdência Social, realizado pela Gerência-Executiva do INSS no
Paraná.
Na prática, o INSS passará a ter um banco de dados em que cada
categoria profissional será relacionada às doenças estatisticamente mais
freqüentes a sua área. Quando o trabalhador fizer a consulta ao órgão, o perito
vai analisar se o caso está ou não na lista das doenças peculiares a sua
atividade. Em caso afirmativo, o trabalhador passa a receber automaticamente o
auxílio-doença acidentário, que garante o depósito mensal do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) durante todo o tempo em que estiver afastado e mantém
o vínculo com a empresa por pelo menos um ano após a licença. Se a empresa não
concordar com a decisão, caberá a ela provar que a doença não é originária do
emprego.
Hoje, o trabalhador precisa apresentar a Comunicação de
Acidente de Trabalho (CAT), normalmente assinada por um médico da empresa, para
comprovar a relação da doença com o ambiente de trabalho. \"Em muitos casos, os
trabalhadores têm dificuldade em comprovar esse vínculo e acabam optando pelo
auxílio-doença\", explica o secretário-geral Carlos Gabas.
A medida
também visa incentivar as empresas a garantirem um ambiente de trabalho adequado
a seus funcionários. \"As empresas que reduzirem o número de acidentes de
trabalho vão pagar alíquotas menores\", diz Gabas. Atualmente, as empresas pagam
alíquotas do Seguro Acidente de Trabalho (SAT) de 1%, 2% e 3% sobre a folha de
pagamento, variando conforme o risco da atividade. Mesmo aquelas que efetivam
mudanças e baixam seus números de acidentes continuam pagando o valor da
alíquota máxima. \"A idéia é incentivar a melhoria da segurança no trabalho. Por
exemplo, se o número de acidentes de trabalho aumentar, a empresa também vai
passar a pagar uma alíquota com valor maior\", explica Gabas.
Para o
coordenador do curso de economia da UniFAE, Gilmar Lourenço, a medida \"faz
parte do pacote de bondades que o governo federal vem lançando para a sociedade
nesse ambiente eleitoral\". Para ele, os efeitos práticos devem ser pouco
significativos, e o NTE deveria fazer parte de uma \"detalhada reforma
trabalhista, e não ser apenas uma medida pontual do governo, que ainda pode ser
desconsiderada pelo Congresso\".
O NTE está previsto na Medida
Provisória 316, editada pelo governo no mês passado, e depende da publicação de
um decreto para entrar em vigor. No momento, o texto do decreto está sendo
analisado pelo departamento jurídico da Casa Civil. A partir da sua edição, a
medida provisória tem força de lei por 60 dias.
A MP 316 deve ser
analisada pelo Congresso até o próximo dia 25 de setembro, ou passará a trancar
a pauta de votações. Caso não seja aprovada, os parlamentares terão que editar
um decreto para disciplinar os efeitos que tenha gerado durante sua vigência.
Breno Baldrati
Postado por: Adir de
Souza
Data: 19/08/06 17:00:03 h
TÉCNICO NO CONSELHO DA FUNDACENTRO
Dr. Geraldo Serathiuk,
Sensibilizado pela sua forma
educada e carinhosa, com a minha pessoa agradeço em meu nome e toda esta
categoria que se angustia muitas vezes por não poder tomar atitude em defesa dos
trabalhadores, eu conheço de perto o que acontece.
Estar no conselho curador
da FUNDACENTRO na representação da bancada dos trabalhadores representado a SDS,
nao da um centavo na minha conta bancaria, esta participação, muito pelo
contrario deverei gastar dinheiro do bolso, pois nao terá passagem ou transporte
pago pela entidade mas para este, seu amigo e Técnico de Segurança do Trabalho
com muito orgulho, que ficou afastado desta entidade quase 5 anos sem salário e
sem poder arrumar outro emprego por denunciar mortes de trabalhadores na cidade
de LONDRINA em 86, somente eu e minha família sabemos os que passamos, desculpem
o desabafinho, mas faria tudo de novo se preciso for.
muito obrigado ao Sr.
a todos os servidores da DRT Paraná
Adir de Souza
----- Original Message
-----
From: DRT/PR - Geraldo Serathiuk
To: Adir
Sent: Friday, August
18, 2006 3:10 PM
Subject: RES:
CARO ADIR DE SOUZA
EM MEU
NOME E DE TANTOS AMIGOS QUE VOCÊ TEM ENTRE OS PROFISSIONAIS DA DRT/PR GOSTARIA
DE PARABENIZA-LO POR ESTA DESIGNAÇÃO NO CONSELHO CURADOR DA FUNDACENTRO. PARA
ALGUÉM QUE UM DIA FOI PERSEGUIDO POR SUAS LUTAS SER RECONHECIDO É MOTIVO PARA
SEMPRE ACREDITAR QUE A JUSTIÇA VENCE AS INJUSTIÇAS. E QUE O TRABALHO SOMADO A
HUMILDADE VENCE A ARROGÂNCIA.
PARABÉNS.
ABRAÇO
GERALDO SERATHIUK
DELEGADO REGIONAL DO TRABALHO DO PARANÁ
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA No- 105, DE 17 DE AGOSTO DE 2006
O MINISTRO DE
ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO,
no uso de suas atribuições, e tendo em vista o
disposto no § 2odo
art. 6o- do Anexo ao Decreto no- 4.663, de 2 de abril de
2003,
resolve:
Art. 1o- Designar PAULO ROGÉRIO ALBUQUERQUE DE
OLIVEIRA e GERALDO ALMIR ARRUDA para, na qualidade de
membros titular e
suplente, respectivamente, representarem o Ministério
da Previdência e
Assistência Social junto ao Conselho Curador
da Fundação Jorge Duprat
Figueiredo, de Segurança e Medicina
do Trabalho - FUNDACENTRO.
Art. 2o-
Designar MARCO ANTONIO GOMES PEREZ e
MARIA DA GRAÇA LUDERITZ HOESEL para, na
qualidade de
membros titular e suplente, respectivamente, representarem o
Ministério
da Saúde junto ao Conselho Curador da Fundação Jorge
Duprat
Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO.
Art. 3o-
Designar ADIR DE SOUZA e PAULO ROBERTO
BARCK para, na qualidade de membros
titular e suplente, respectivamente,
representarem a Social Democracia
Sindical junto ao Conselho
Curador da Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de
Segurança e
Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO.
Art. 4o- Reconduzir JOEL
PEREIRA FÉLIX e WASHINGTON
APARECIDO DOS SANTOS para, na qualidade de
membros
titular e suplente, respectivamente, representarem a Confederação
Geral
dos Trabalhadores junto ao Conselho Curador da Fundação Jorge
Duprat Figueiredo, de Segurança e medicina do Trabalho - FUNDACENTRO
Art. 5o- Reconduzir MAGNUS RIBAS APOSTÓLICO e
ADIB MIGUEL EID para, na
qualidade de membros titular e suplente,
respectivamente, representarem a
Confederação Nacional das
Instituições Financeiras junto ao Conselho Curador
da Fundação Jorge
Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho -
FUNDACENTRO
Art. 6o- Reconduzir MARIA NEUMA LOPES DE SALES e
OSWALDO
PAULINO para, na qualidade de membros titular e suplente,
respectivamente,
representarem o Ministério do Trabalho e
Emprego junto ao Conselho Curador
da Fundação Jorge Duprat Figueiredo,
de Segurança e Medicina do Trabalho -
FUNDACENTRO.
Art. 7o- Reconduzir ARNALDO GONÇALVES e LUIZ
CARLOS DE
OLIVEIRA para, na qualidade de membros titular e
suplente, respectivamente,
representarem a Força Sindical junto ao
Conselho Curador da Fundação Jorge
Duprat Figueiredo, de Segurança
e Medicina do Trabalho - FUNDACENTRO.
Art. 8o- Revogam-se as Portaria no- 805, de 12 de maio de
2003,
publicada no DOU de 13 de maio de 2003, Seção 2, página 30;
Portaria no-
230, de 14 de março de 2003, publicada no DOU de 17 de
março de 2003, Seção
2, página 32; Portaria no- 149, de 5 de abril de
2004, publicada no DOU de
17 de abril de 2004, seção 2, página 25;
Portaria no- 660 de 23 de abril de
2003, publicada no DOU de 25 de
abril de 203, seção 2, página 45; Portaria
1028 de 7 de agosto de
2003, publicada no DOU de 8 de agosto de 2003, seção
2, página 31;
Portaria no- 1026 de 7 de agosto de 2003, publicada no DOU de
8 de
agosto de 2003, seção 2, página 31; Portaria 1025 de 7 de agosto de
2003, publicada no DOU de 8 de agosto de 2003, seção 2, página 31;
Portaria no- 962 de 9 de julho de 2003, publicada no DOU de 10 de
julho
de 2003, seção 2, página 29; Portaria 1056 de 25 de agosto de
2003,
publicada no DOU de 26 de agosto de 2003, seção 2 página 24;
Portaria no-
1033 de 15 de agosto de 2003, publicada no DOU de 18
de agosto de 2003,
seção 2 página 26.
Art. 9o- Esta Portaria entra em vigor na data de sua
publicação.
LUIZ MARINHO
SECRETARIA EXECUTIVA
Ministério do Trabalho
e Emprego
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/07/06 14:23:32 h
seminario é noticia
SEMINÁRIO PARANAENSE É NOTICIA
Cidades
cidades@parana-online.com.br
Segurança dos trabalhadores não recebe a
devida atenção
Elizangela Wroniski [01/07/2006]
Foto: Fábio
Alexandre/O Estado
Lei exige a adoção de medidas que visem
evitar acidentes.
No Paraná, ocorrem todos os anos 30 mil acidentes de
trabalho, sendo que 900 pessoas ficam inválidas e 200 perdem a vida. Para tentar
melhorar este quadro, o Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do
Paraná (Sintespar) vem promovendo cursos de capacitação para profissionais da
área. Ontem, 200 participaram do Seminário Paranaense de Segurança da Saúde no
Ambiente do Trabalho, em Curitiba.
Para o presidente do Sintespar, Adir de
Souza, muita coisa ainda precisa ser feita na área do trabalho. Ele diz que o
governo gasta milhões em campanhas para combater a dengue, por exemplo, mas
pouca coisa é feita pela segurança dos trabalhadores. “Em 2005, 42 pessoas
morreram de dengue no País, enquanto 2.800 perderam a vida em acidentes de
trabalho”, compara. Ele diz que outros setores, como as universidades, também
deveriam prestar mais atenção ao problema. Cita ainda que muitos equipamentos
usados pelos trabalhadores paranaenses são obsoletos, oferecendo muitos riscos.
No ano passado, uma jovem de 23 anos perdeu a mão num supermercado em Curitiba,
quando estava moendo carne. “É um acidente horrível. A pessoa fica até duas
horas presa na máquina até os técnicos desmontarem”, exemplifica. Nos últimos
anos, foram três acidentes desse tipo no Estado.
Ontem, os técnicos de
segurança do trabalho conheceram um pouco mais a nova legislação, que traz itens
específicos para profissionais da área da saúde. “A lei exige a adoção de
medidas que visem evitar acidentes.”
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/06/06 18:24:26 h
resposta ao direotr da federação
Sr. José Augusto.
Vemos que o colega efetivamente não
tem palavra, você primeiro efetuou sua inscrição e com Civilidade espírito
democrático e educação por ser diretor de Nossa Federação o colocamos na
programação, algo perfeitamente normal, como você colocou na programação ENATEC
no Apoio o nosso sindicato sem nos consultar, muito menos para dar sugestões na
programação e tem obrigação de entrar em contato com os colegas para ouvir.
Informo ao companheiro que este convite que efetuamos não é pessoal, e não
tratamos a atuação de nosso sindicato de ordem pessoal o convite foi feito como
representante do Sindicato dos Técnicos do Paraná eu nunca efetuaria um convite
pessoal para senhor, pois não faz parte deste seleto grupo, e esta sua colocação
já mostra seu destempero de quem deveria dar exemplo de civilidade e sua falta
de educação com um colega de profissão, mostrando assim não estar preparado para
bem representar a nossa categoria.
Mostra com esta atitude sua falta de
espírito democrático, e não sabe lidar com as pessoas que tem somente opiniões
diferentes sobre a condução da direção da nossa Federação.
Pois é uma pena,
sei que travaríamos um bom debate, uma grande oportunidade para mostrarmos aos
Técnicos de Segurança que você tem compromisso, e o quanto você é mentiroso.
O que aconteceu é que você afinou não tem coragem de vir ao Paraná dar
resposta a suas atitudes de 14 anos na frente da entidade, e não ter nada para
mostrar de concreto para a categoria e sabe muito bem do trabalho que fazemos no
Paraná há anos e informando e nossa atuação em todos os fóruns possíveis e
principalmente sem mentir.
E ontem à noite em nossa reunião tivemos
informações e até recebemos e-mails de colegas que o senhor estará nesta data em
Curitiba e na região metropolitana fazendo trabalho de Assessoria da Empresa que
o senhor é Dono é Patrão e inclusive tirando trabalho de nossos colegas uma
verdadeira falta de ética, não chega o salário 5.000,00 que recebe da CNTC pago
pela contribuição sindical dos Técnicos de Segurança do Trabalho de todo o
Brasil.
O senhor sabe do nível de politização da nossa diretoria e dos
Técnicos do Paraná sabe que será questionado e não terá resposta para dar aos
colegas, e aqui não dá para fazer discurso fácil para receber aplauso depois ir
embora sem nada de concreto, como tem feito há anos, ir às aberturas de eventos
fazer discurso e ir embora sem compromisso.
Porque na maioria dos estados
nossa categoria não tem convenção coletiva de trabalho? o que a Federação fez
para ajudar? Pois sabemos que em 14 anos somente Paraná, São Paulo e Goiás têm
convenção coletiva de trabalho e nesses 14 anos o Senhor não FEZ NADA.
O
Senhor em todos estes anos só tem usado a nossa categoria em proveito próprio
tanto é que virou empresário há muitos anos não bate cartão. Na nossa diretoria
no Paraná e na maioria dos Estados os dirigentes dos Sindicatos Técnicos
trabalham nas empresas normalmente, e a noite, nos sábados, domingos efetuam seu
trabalho para a categoria por idealismo, e de GRAÇA, para pagar o Senhor e o
Presidente, é ILEGAL, INJUSTO E IMORAL.
Colocou na presidência da nossa
Federação um laranja despreparado, do Rio de Janeiro que ganha 2.000,00 reais
por mês para não fazer nada também, compraram uma SEDE no Rio de Janeiro para a
Federação, sem autorização de grande parte dos Sindicatos de Técnicos do Brasil
como se a direção da Federação estivesse sempre na mão do Sindicato do Rio e
qualquer cidadão consciente e com visão democrática e com responsabilidade com a
categoria saberia que a direção da FENATEST deveria ser itinerante, dando
oportunidade para todos os que querem trabalhar pela categoria, esta prepotência
que acham que podem e sabem sozinhos conduzir os nossos destinos em detrimento
de colegas de outros estados.
Temos conhecimento dos colegas do Rio Grande
do Sul que fazem um grande trabalho na categoria, eventos reuniões com todas as
dificuldades que conhecemos, pois trabalham nas empresas como citei acima, estão
elaborando e tentando fechar uma convenção coletiva e sabemos o quanto é
difícil, e o que a Federação está fazendo para ajudar Nada?
Em Santa
Catarina os colegas estão batalhando muito para terem a sua convenção coletiva
de trabalho e a Federação NÂO DÁ nenhuma ajuda em outras categorias vemos sempre
a frente de uma negociação as Federações auxiliando os sindicatos nesta Tarefa e
nossa é só discurso e Sindicato sem convenção coletiva com a Reforma Sindical
que esta aí para vir ficará numa situação difícil e em conseqüência prejudicando
os nossos colegas Técnicos de Segurança.
Eu já lhe informei pessoalmente e
sugeri a realização de um Congresso Nacional e efetuamos dois Congressos
Nacionais e com nome muito mais sugestivo I CONTEST em Fortaleza no dia 06 de
outubro de 1976 com grande participação dos colegas, e II CONTEST - CONGRESSO
NACIONAL DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO, foi realizado em Florianópolis
com a participação de todas as entidades de Técnicos e colegas de todo o país,
com grande participação das autoridades, estaduais e nacionais e com debate
democrático de todos os temas que afetam a nossa categoria e com posições
diferentes como o colega João Alberto Pimentel do Rio Grande do Sul que entregou
documento, usou a palavra protestou colocou suas posições e Foi respeitado e não
tratado como inimigo, atitude que você precisa aprender ainda e vamos ao
Realizar o II CONTEST, este evento Enatec junto com feira fica muito esvaziado,
vamos fazer um evento somente nosso da nossa categoria com participação efetiva
de todas as nossas entidades, e debatendo temas efetivos e afetos a nossa
categoria, assim todas as nossas lutas e metas serão de conhecimento de todos os
profissionais do Brasil.
Federação para participar somente de alguns eventos
não precisa existir, ou melhor, precisa mudar a atuação ou direção, Fazer um
grande Congresso Nacional em São Paulo que é mais central para os colegas
participarem e mais de 50% dos Técnicos de Segurança do Trabalho do país estão
no Estado de São Paulo que, aliás, merecem mais atenção desta Federação porque a
maior Arrecadação da entidade prove do Estado de São Paulo.
E vou parando
por aqui, eu preferia que fosse em público com presença de centenas de Técnicos
de todos OS ESTADOS. Talvez se tivessem coragem de me colocar na programação do
ENATEC e alguns minutos me darem à palavra, prestaria de verdade um serviço à
categoria, fazendo uma programação voltada verdadeiramente aos interesses da
Categoria.
Como escreveu um colega Técnico de Segurança da Itaipu o senhor
tem prestado uma ação nociva e PREDATÓRIA a nossa categoria, esperamos que logo
seja tomado pelo sentimento de saber que seu tempo Já passou e se dedique mais
cuidar da sua empresa, e que se em 14 anos nada de concreto foi efetuado deveria
se afastar para sair com um pouco de dignidade e mesmo em todos os anos sem
largar o osso, com certeza deve ser contra a reeleição do Presidente Lula
democracia e respeito aos trabalhadores somente para os outros.
Adir de
Souza
Ao Adir de Souza
Informo que convite
feito por você nunca foi uma honra para mim. E outra, não trata de uma questão
de humildade, pois esta característica faz parte de minha personalidade e não da
sua. Para mim isto não é um convite especial meu nobre senhor...
Tenho, tive
e sempre terei compromisso com a categoria nacionalmente, inclusive com os
Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado do Paraná. Agora contigo não tenho
compromisso algum, mesmo o senhor sendo presidente deste sindicato.
Diante
de tal fato e de vossa deselegância que lhe é peculiar, em me convidar desta
forma que está sendo feita, sem me comunicar, pois fiquei sabendo através de um
fax que recebi de um amigo TST do PR, além de não participar mais do painel do
qual o meu nome foi imposto por você, não irei comparecer também ao evento e já
comunique esta minha decisão ao nosso Presidente da FENATEST Elias Bernardino da
Silva Júnior.
A pessoa que deve ser convidada para este Painel neste
Seminário é o Presidente da FENATEST Elias Bernardino da Silva Júnior, que
também é o Presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no
Estado do Rio de Janeiro. Ele se convidado, falará sobre o Papel da FENATEST e
de outros temas nacionais no Debate de temas específicos da Categoria. Portanto,
faça o convite a ele.
Tenha uma excelente reunião de diretoria e um bom
trabalho para todos que participam da organização do evento. As minhas saudações
aos membros da Diretoria.
Cordialmente
José Augusto da Silva Filho
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/05/06 14:00:02 h
Comitê quer prevenir acidentes
Nosso Sindicato Participou na sexta feira dia 26 demaio na
Fundacentro-Paraná de para tentar fazer com que este comitê tenha um papel
importante na e que medidas sejam tomadas quando acontecem os acidentes graves e
fatais tendo ações concretas na investigação e que após um diagnostico seja
tamadas as medidas preventivas
Comitê quer
prevenir acidentes de trabalhoRosângela Oliveira [27/05/2006]Foto: Aliocha
Maurício/O Estado
INSS, secretarias de Saúde, DRT e hospitais estavam no
encontro.
Montar um banco de dados único, que reúna todas as informações
sobre mortes e amputações decorrentes de acidentes de trabalho. Essa é a
proposta do Comitê Estadual de Investigação de Óbitos e Amputações Relacionadas
ao Trabalho no Paraná, cujos membros se reuniram ontem, em Curitiba, com
representantes de diversas instituições que recebem esses dados. Com a
unificação, será possível atuar de forma preventiva nos setores e segmentos que
lideram as ocorrências. As fontes que irão alimentar esse banco de dados virão
de instituições como o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS),
secretarias Estadual e Municipal de Saúde, Delegacia Regional do Trabalho (DRT)
e hospitais. De acordo com a assistente social do Ministério Público do Paraná,
Roselene Sonda, os dados que existem hoje não são consistentes, pois ocorrem
muitas falhas de informação. Estimativas da Fundacentro, entidade ligada ao
Ministério do Trabalho que atua em pesquisa relacionada à segurança e saúde dos
trabalhadores, é que as subnotificações chegam a 80%. Outro problema são os
funcionários terceirizados, já que as empresas não identificam os trabalhadores
por categoria, mas generalizam a função. Apesar dos dados de mortes e amputações
relacionados ao trabalho serem incompletos, alguns setores já indicam a
necessidade de uma atuação urgente. A Prefeitura de Curitiba verificou que os
óbitos decorrentes de acidentes de trabalho lideram na construção civil e
transporte. Em relação às amputações, a maioria dos casos ocorre nos setores de
metalurgia e indústria alimentícia. A coordenadora da Secretaria do Trabalho da
capital, Lisian Lourenço Nass, acredita que quando as notificações passarem a
ser obrigatórias, os dados chegarão mais próximos da realidade. A representante
do Centro Estadual de Saúde do Trabalho da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa),
Olga Estefania, afirmou que isso está próximo de acontecer, pois hoje a Rede
Nacional de Atenção à Saúde do Trabalhador, do Ministério da Saúde, está
exigindo a notificação obrigatória. Segundo Olga, os dados da secretaria apontam
que, de 1996 a 2005, foram notificadas 3.234 mortes e amputações no Paraná.
Porém, quando se investiga quais os segmentos onde as situações ocorrem com mais
freqüência as informações não constam. \"Por isso, com a notificação obrigatória
teremos mais qualidade e quantidade nas emissões\", falou. Para a promotora de
Justiça da Promotoria de Defesa à Saúde do Trabalhador, Elaine Sanches, o grande
desafio agora será unificar esses dados, \"pois será com base neles que
poderemos direcionar as ações\".
Postado por: Adir de
Souza
Data: 07/05/06 12:59:32 h
ato público realizado pelo sintespar
Prevenção não acompanha ritmo de criação de vagas
Gisele Rech [29/04/2006]
Foto: Fábio Alexandre/O Estado
Ato na Boca apresentou números impressionantes à população.
O Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas
ao Trabalho foi lembrado em Curitiba com uma ação conjunta da Delegacia Regional
do Trabalho (DRT), do Sindicato dos Técnicos em Segurança do Paraná e da
Associação de Defesa dos Lesionados no Trabalho do Estado do Paraná.
Representantes das entidades se reuniram na Boca Maldita para distribuir
panfletos e divulgar números impressionantes em um telão.
No Paraná,
aconteceram 30 mil acidentes de trabalho em 2005, resultando em quase 200
mortes. No Brasil, foram 2.800 vítimas fatais e 12 mil inválidos.
Segundo o
superintendente da DRT, Geraldo Serathiuk, com base no Anuário Estatístico de
Acidentes de Trabalho, os números aumentaram proporcionalmente à ampliação do
número de empregos. \"O crescimento deve trazer geração de empregos, mas também
de investimentos em ações de prevenção de acidentes\", diz.
Um dos
principais motivos dos acidentes realmente é a falta de treinamento, que
trabalha em favor da prevenção. \"O problema é que os empregadores preferem
gastar posteriormente em ações trabalhistas ou sobrecarregar a Previdência do
que investir em treinamento\", diz Adir Souza, presidente do Sindicato dos
Técnicos em Segurança do Paraná. Segundo ele, apesar do número de denúncias dos
trabalhadores ter aumentado, o movimento no Brasil ainda é muito tímido, já que
o temor às represálias muitas vezes deixa o trabalhador submisso, agüentando
condições insalubres de trabalho. \"Não faz parte da nossa cultura e sinto que
há um resquício da ditadura, já que há um freio à democracia.\"
Na avaliação
de Souza, esse receio freia o trabalho das comissões internas de prevenção de
acidentes - as Cipas, já que a estabilidade da função é de apenas um ano. \"O
que tem que mudar é a mentalidade dos empregadores e a conscientização do
problema através de ações do poder público.\" Souza cita como exemplo as
campanhas federais contra a dengue, que no ano passado matou 42 pessoas.
\"Talvez se houvesse uma campanha tão efetiva quanto a da dengue para os
acidentes de trabalho, o problema não fosse tão grave.\"
O médico Paulo
Coelho, presidente da Associação de Defesa dos Lesionados no Trabalho do Estado
do Paraná (ADLT), informa que as lesões mais comuns são de ordem biomecânicas e
envolvem trabalhadores em fábricas, onde o esforço costuma ser repetitivo. Outro
problema é o excesso de horas seguidas numa mesma função. \"Com a criação do
banco de horas, um engodo para o trabalhador, alguns são submetidos a muitas
horas a mais de trabalho, o que aumenta o risco de acidentes. Mesmo com um dia
de descanso, ele não consegue compensar o excesso dos dias anteriores.\"
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/03/06 16:34:40 h
ENTREVISTA: DEOGLEDES MONTICUCO
ENTREVISTA: DEOGLEDES MONTICUCO
Pela valorização
dos órgãos e entidades de pesquisa do governo
Por Adriane do Vale
Fotos: Osiris Bernardino
O engenheiro de segurança do trabalho
Deogledes Monticuco defende a valorização dos órgãos e entidades do governo
federal com vistas à melhoria das condições de trabalho no ambiente laboral
“O comprometimento corporativo e a preocupação pela segurança e
saúde dos trabalhadores estão diretamente ligados à alta direção de cada
empresa.”
Com 30 anos de experiência na área de segurança e saúde do
trabalho, nos mais diversos ramos da economia como indústria da construção
civil, setor automobilístico, siderurgia, petroquímica, comércio e montagem
industrial, o engenheiro de segurança e saúde do trabalho Deogledes Monticuco
também atua em consultoria e pesquisa.
Coordenador nacional da revisão da
NR-18, que completou, em 2005, 10 anos, Monticuco é diretor da Associação
Paulista de Engenheiros de Segurança do Trabalho (Apaest) e autor de oito livros
e de vários artigos técnicos.
Nesta entrevista concedida à Revista Cipa fala
sobre o atual momento do setor prevencionista, sobre as conquistas da norma da
construção civil após a revisão, sobre o comprometimento das empresas com à
segurança e saúde dos trabalhadores e sobre as mudanças que ainda precisam ser
implementadas na área. Acompanhe a seguir os principais trechos.
CIPA: O
senhor atua há 30 anos no setor prevencionista. Que avaliação faz da segurança e
saúde no trabalho, no Brasil, ao longo desse período?
MONTCUCO: A segurança
e saúde no trabalho tem evoluído bastante nos últimos 30 anos, com a
participação dos profissionais da área, a atuação das empresas, sindicatos dos
empregadores e dos empregados, no sentido de aprimorar as condições de trabalho
e a redução dos acidentes e doenças ocupacionais. No entanto, houve uma
estagnação, nos últimos anos, por parte dos órgãos e entidades de pesquisas do
governo federal, por falta de melhoria nas estruturas.
CIPA: No que se
refere à legislação prevencionista brasileira, ela atende às necessidades do
setor ou ainda temos muito a avançar? Que comparação com outros países?
MONTICUCO: A legislação brasileira atende parcialmente as necessidades do
dia-a-dia. No ato da publicação a legislação está ultrapassada, pois ela é
baseada em experiências do passado. É importante a criação de mecanismos no
sistema tripartite e paritário para a atualização e aperfeiçoamento constantes,
devido as rápidas mudanças que ocorrem em atividades específicas, desde avanços
tecnológicos a processos, até do ponto de vista cultural. As boas mudanças
dependem muito da estrutura e das condições de trabalho dos órgãos e entidades
de pesquisas do governo e também da participação ativa da sociedade em articular
os avanços na legislação. Temos muito a avançar, especificamente na indústria da
construção, pois existem assuntos que merecem ser discutidos para aprimorarmos
ainda mais a
norma, em prol dos trabalhadores, das empresas, dos sindicatos
dos empregadores e empregados, ou seja, da sociedade como um todo. Eu,
particularmente, evito comparar o Brasil com outros países nessa área de
segurança e saúde no trabalho, pois as condições tecnológicas e culturais são
diferentes. É muito salutar importar o que existe de bom em cada país e adaptar
às nossas reais condições.
CIPA: O senhor participou das alterações da
NR-18 que, em 2005, completou 10 anos. Que balanço faz do período pós-revisão?
MONTICUCO: Eu participei das alterações da NR-18 como coordenador durante 13
meses até a publicação da mesma em 1995. Sem dúvida, a norma apresentou avanços
expressivos, resultado da participação de diversos segmentos da sociedade,
quando do estudo e implementação da sua alteração. De um modo geral posso
considerar como positivo o balanço da NR-18 pós-revisão, ou seja, redução de
acidentes fatais e graves, tirando da indústria da construção o título de
campeão de acidentes fatais. Além da introdução do planejamento da segurança do
trabalho na indústria da construção por meio do Programa de Condições e Meio
Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT); a incorporação da
terminologia meio ambiente nessa atividade; a obrigatoriedade do treinamento,
com carga horária mínima definida, na fase de admissão dos funcionários e;
outros avanços que continuam ocorrendo, principalmente, ao meu entender, a
concepção de projetos e implementações de proteções coletivas incorporados no
cronograma executivo da obra.
CIPA: Na opinião do senhor, por que a
NR-18 após sua revisão se tornou um modelo a ser seguido pelas demais normas e
ainda hoje se mantém dinâmica?
MONTICUCO: Primeiramente, o ambiente
profissional formado entre os integrantes do sistema tripartite e paritário, em
1995, foi o melhor possível. Todos queriam avanços significativos,
conseqüentemente foi possível discutir os assuntos colocados nas pautas das
reuniões de tal forma que foram exaustivamente debatidos e finalmente aprovados
em consenso, nenhum item submetido à votação. Em segundo lugar, a inserção na
norma de mecanismos para formação do Comitê Permanente Nacional sobre Condições
e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção (CPN) e dos Comitês
Permanentes Regionais sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria
da Construção permitiu a continuidade do trabalho iniciado em 1995. A grande
participação dos profissionais que fizeram parte da Comissão Tripartite e
Paritária da NR-18 no primeiro CPN foi fundamental para que ela se tornasse
referência e se mantivesse dinâmica.
CIPA: As NR-s 7 e 9 também
completaram 10 anos há pouco tempo, têm um importante papel na prevenção dos
acidentes e doenças ocupacionais e muitas vezes não são compreendidas e
implantadas como deveriam. Por que elas não são discutidas como a NR-18?
MONTICUCO: Pelo histórico da alteração da NR-18, citado anteriormente,
percebe-se que houve uma participação intensa de diversos segmentos da
sociedade, principalmente dos sindicatos de empregadores e empregados, além do
governo por meio de contribuições e presença de representantes nas reuniões
desde a fase inicial até a conclusão do trabalho. Tudo isso foi fundamental para
a aceitação e implementação no dia-a-dia desses avanços, cuja metodologia
perdura até hoje. É importante a participação da sociedade nas discussões de
qualquer alteração de norma.
CIPA: O senhor tem uma grande experiência
na área de segurança e saúde do trabalho dentro de várias empresas. Que análise
faz do comprometimento corporativo atual em relação à SST? A preocupação está no
homem (trabalhador) ou no lucro (produção)?
MONTICUCO: O comprometimento
corporativo e a preocupação pela segurança e saúde dos trabalhadores estão
diretamente ligados à alta direção de cada empresa. Existem as que investem,
valorizam e dão apoio a esta área e a colocam como assessoria da alta direção,
pois consideram importantes as atividades desenvolvidas. Essas empresas têm uma
política empresarial que se preocupa com as condições de trabalho, com a imagem
perante a comunidade e conseqüentemente com a sobrevivência no mercado cada vez
mais competitivo. De outro lado, temos empresas que procuram apenas o lucro
imediato e muitas vezes nem o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nem o
Ministério Público conseguem fazer cumprir a legislação vigente. O que fazer?
Depende de uma atuação mais firme desses órgãos. Também é muito importante o
papel dos profissionais da área, no sentido de esclarecer aos empregados os
riscos a que estão expostos com as respectivas medidas preventivas, em todos os
níveis hierárquicos. Se o profissional não conseguir sucesso na empresa é
preferível procurar outra ou mudar de função, pois neste caso, não está
conseguindo vender direito o seu conhecimento. Nada adianta estar na empresa
apenas para cumprir a legislação. O profissional deve ser atuante e procurar
crescer e desenvolver tecnicamente, só assim conseguirá espaço no mercado de
trabalho.
CIPA: Em sua carreira o senhor algumas vezes esteve
diretamente ligado às CIPAs. Qual a importância que têm, em sua visão, na
promoção da segurança e saúde ocupacionais? MONTICUCO: Minha experiência está
ligada às CIPAs da indústria da construção. Não atuava como membro, e sim como
assessor nas reuniões realizadas. Considero de suma importância uma CIPA bem
organizada em obra, pois os membros efetivos e suplentes, tanto dos empregadores
como dos empregados, são agentes multiplicadores nos aspectos de segurança e
saúde ocupacionais, contribuindo para a implementação dessa área, com resultados
expressivos. A inserção de diretrizes básicas da CIPA na NR-18 é um avanço,
afinal permitiu sua formação em obras com uma duração inferior a um ano, sem a
preocupação de estabilidade dos cipeiros. No entanto, há necessidade de
aprimoramento, para tanto, recomendo ao Comitê Permanente Nacional sobre
Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção incluir o
assunto na pauta das próximas reuniões.
CIPA: Com base em sua
experiência, quais são os entraves políticos e culturais que impedem o maior
comprometimento da sociedade com a qualidade de vida nos ambientes de trabalho?
MONTICUCO: A falta de liberação de recursos humanos e financeiros, aliado às
condições de trabalho dos profissionais dos órgãos e entidades de pesquisas do
governo faz com que a prevenção de acidentes e doenças ocupacionais sejam
relegadas a segundo plano. Nas décadas de 70 e 80 houve um apoio expressivo do
governo, quando foi possível disseminar a cultura prevencionista na sociedade e
como conseqüência os cidadãos discutiam e tinham uma preocupação maior nesta
área.
CIPA: Como o senhor vê a questão da Política Nacional de Segurança
e Saúde no Trabalho (PNSST)?
MONTICUCO: Não se pode pensar numa Política
Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho (PNSST) sem primeiramente pensar numa
mudança de estrutura dos órgãos e entidades de pesquisas do governo, bem como
das condições de operacionalização. Ocorre muitas vezes que uma política é bem
elaborada a curto, a médio e a longo prazo, mas na prática não sai do papel
devido aos fatores citados.
CIPA: Para uma maior redução dos acidentes e
doenças ocupacionais são necessárias modificações na estrutura da prevenção?
Quais seriam essas mudanças, na opinião do senhor?
MONTICUCO: Em relação ao
MTE, para atender a crescente demanda deve acompanhar as mudanças tecnológicas,
as alterações e atualizações necessárias à legislação. Também é importante
voltar a ter uma atuação mais efetiva na fiscalização da segurança e saúde do
trabalhador. Para isso, deve contar com um número suficiente de profissionais,
pois houve uma redução expressiva nos últimos anos, tornando difícil manter o
padrão do passado. O órgão normativo precisa responder as dúvidas e indagações
feitas pelos profissionais via Internet e o órgão fiscalizador, por meio dos
agentes de inspeção, deve fiscalizar apenas assuntos relacionados à segurança e
saúde do trabalho, como executava antes, como passaram a fiscalizar outros
assuntos, por determinação superior, o tempo dedicado à área foi reduzido. No
que se refere à Fundacentro, também precisa dispor de um número suficiente de
profissionais para atender a demanda, a começar com a reposição dos que se
aposentaram ou se desligaram. Além disso, a dotação orçamentária deve ser àquela
adotada durante muitos anos, que se baseava na arrecadação do seguro acidente.
Outro ponto importante é a existência de um plano de carreira claro e objetivo,
para que os funcionários possam atuar como superintendentes e delegados
regionais, com períodos determinados. Por outro lado, o MTE e Fundacentro também
precisam ter uma ação conjunta e voltarem a realizar o Congresso Nacional de
Prevenção de Acidentes do Trabalho (Conpat), além de incrementarem ainda mais os
eventos regionais na área da segurança e saúde do trabalho. Neste caso, é
importante que os conferencistas sejam remunerados pelo tempo de preparação, de
exposição e custos dos materiais utilizados, pois assim a comissões
organizadoras poderão exigir melhor qualidade dos trabalhos apresentados. A
existência de um site para intercâmbio entre os profissionais da área também é
fundamental, para esclarecimento de dúvidas ou troca de informações.
CIPA: O senhor é um dos diretores da Associação Paulista de Engenheiros
de Segurança do Trabalho (Apaest), qual o trabalho desenvolvido pela entidade em
prol da prevenção e da categoria?
MONTICUCO: Os diretores e convidados da
Apaest reúnem-se uma vez por mês e por meio dessas reuniões temos conseguido um
bom intercâmbio em prol da prevenção de acidentes e doenças do trabalho, bem
como o fortalecimento da categoria. Alguns resultados práticos alcançados foram
o estudo e aprovação, em Assembléia Geral Ordinária, do Regulamento de Honorário
para Perícias e Consultorias de Engenharia de Segurança do Trabalho. Este
regulamento encontra-se no CREA/SP para registro. Também conseguimos a
reformulação do site da entidade, o qual está à disposição dos interessados no
www.apaest.org.br e realizamos intercâmbios com outras entidades a favor da
Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho.
CIPA: O senhor é autor
de alguns livros na área de SST. Quais o senhor destacaria e qual seu objetivo
ao escrevê-los?
MONTICUCO: Eu destacaria primeiramente os de proteções
coletivas e o de instalação elétrica, pois os maiores riscos nas obras estão na
falta ou nas péssimas condições das proteções coletivas e das instalações
elétricas. Meu maior objetivo sempre foi e continuará sendo o de repassar o
conhecimento adquirido à sociedade. Sou muito grato a Deus em ter esta
oportunidade, sendo assim não devo ser egoísta em querer exclusividade.
CIPA: Deixamos espaço para suas considerações finais.
MONTICUCO:
Considero de suma importância para área da segurança e saúde do trabalho a
participação ativa de todos os profissionais (engenheiros, médicos, técnicos,
enfermeiros do trabalho e auxiliar de enfermagem) nas discussões que norteiam o
momento atual, as necessidades e os caminhos para as melhorias da prevenção de
acidentes e doenças ocupacionais.
“É importante a criação de
mecanismos no sistema tripartite e paritário para atualização e aperfeiçoamento
constantes, devido as rápidas mudanças que ocorrem em atividades específicas...”
“Não se pode pensar numa Política Nacional de Segurança e Saúde no
Trabalho (PNSST) sem primeiramente pensar numa mudança de estrutura dos órgãos e
entidades de pesquisas do governo, bem como das condições de operacionalização.”
Postado por: Adir de
Souza
Data: 08/03/06 11:56:21 h
ACIDENTE FATAL = MAIS UM
MAIS UM
TRABALHADOR
LUIZIÂNIA - Jornal Gazeta do Povo de 07 de março de
2006
Homens morrem asfixiados em silo de milho
Ângelo Aparecido
Baião, 57 anos, e Luiz Carlos de Lima, 40 anos, funcionários de uma fazenda em
Luiziâna, na região Centro-Oeste do estado, morreram asfixiados, ontem, após
tentarem consertar o elevador de um silo de armazenagem de milho. O acidente
aconteceu por volta das 10 horas quando um dos operários desceu por cerca de 10
metros no fosso do silo para tentar destravar o elevador que faz o transporte de
grão. Minutos depois, o segundo funcionário, ao ouvir um barulho no interior do
fosso, desceu para socorrer o colega e também acabou morrendo asfixiado.
Segundo o Corpo de Bombeiros, que trabalhou com a ajuda de tubos de
oxigênio e de um exaustor, a morte dos funcionários ocorreu por imprudência,
pelo fato dos dois trabalharem sem segurança e com máscaras inadequadas. O gás
que provocou a morte dos dois funcionários, segundo o engenheiro agrônomo Davi
Leite do Nascimento, é resultado da fermentação do milho quando armazenado em
silos.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 03/03/06 12:46:52 h
mais um trabalhador perde a vida no trabalho
EMPRESA DE CAL 03/03/2006 - 10h48
Acidente de
trabalho mata homem de 52 anos em Almirante Tamandaré
José Maurício Romeiro,
52 anos, morreu após cair no silo de serragem - local onde o pó da madeira é
armazenado - de uma empresa de cal em Almirante Tamandaré, região metropolitana
de Curitiba. O acidente aconteceu por volta de duas horas da madrugada desta
sexta-feira.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Romeiro morreu
asfixiado. O corpo do funcionário foi retirado por volta de 7h da manhã.
Segundo um funcionário da empresa, que preferiu não se identificar,
Romeiro trabalhava no forno de cal como foguista. \"O forno funciona 24h por
isso o `horário estranho do acidente\'\", conta. Ainda de acordo com o
empregado, este foi o primeiro acidente na empresa.
A reportagem tentou
ouvir o dono da empresa para saber as condições de segurança dos funcionários,
mas ele não foi encontrado.
Em breve mais informações.
Karlos
Kohlbach - Gazeta do Povo Online
Postado por: Adir de
Souza
Data: 17/02/06 01:09:19 h
RESPOSTA EM DEFESA DA CATEGORIA
Rio
de Janeiro, 10 de Fevereiro de 2006.
Acrescentar
Sr. Adir, as normas
de direito encontram sempre seu fundamento em outras normas jurídicas.
Encadeiam-se de tal sorte a dar origem a um complexo sistema normativo, fora do
qual não podemos imaginar nenhuma regra de direito; ou bem ela se coloca dentro
do sistema, dele passando a retirar sua força obrigatória, ou permanecer fora do
referido sistema, caso em que deixa de existir como regra de direito.
Em
razão disso, as normas jurídicas representam-se hierarquizadas dentro do
sistema. Desde as simples normas contratuais estabelecidas entre particulares,
até a Constituição Federal, forma-se uma autêntica pirâmide jurídica, na qual a
juridicidade de cada norma é haurida da juridicidade da norma superior.
Quando o Sr. Coloca na rede após mais uma de suas discussões com um
companheiro do SINDITEST – RS o seguinte texto “ Sr. Kowacski para o seu governo
este curso e resultado da competência da direção do nosso sindicato e não
precisamos receber nada de ninguém nem da sua opinião, inclusive não há mais
vagas. A nossa competência parece que incomoda? Porque não questiona o que é
verdadeiro o seu apoio ao presidente da sua federação que ganha 2.000 por mês
para não fazer nada?
O seu desrespeito não só com a minha pessoa, mas com a
nossa Entidade está bem claro no Artigo 9º - Os sindicatos filiados estão
sujeitos às penalidades de suspensão e eliminação do quadro social. Observando o
seguinte:
a) serão suspensos os direitos dos sindicatos filiados:
II –
Que desacatarem o Conselho de Representantes ou a Diretoria Executiva.
Diante do exposto o Sr. de acordo com o item D do artigo 9º, deverá preceder
a aplicação das penalidades, sob a pena de nulidade, a audiência do sindicato
acusado, a qual aduzirá por escrito a sua defesa no prazo de 15 dias.
Ficou
bem claro também quando o Sr. menciona “ da sua Federação”, ninguém o está
obrigando a ficar na nossa Federação, só lamento que um estado da grandeza do
Paraná esteja neste momento com um presidente acéfalo.
O Sr. sempre fala em
democracia, ética, mas faz tudo ao contrário, vive sempre discutindo, brigando,
ofendendo os companheiros, tenho recebido muitas reclamações do Sr., inclusive
tenho recebido vários ataques do Sr. Que não respeita ninguém, quando o Sr. Fala
que lhe ameacei por telefone, está colocando palavras que não citei, de qualquer
maneira sugiro que faça uma reflexão do ocorrido, tira umas férias, descanse e
sinceramente espero que ao regressar passe a respeitar todos á sua volta.
Atenciosamente,
Elias Bernardino da Silva Junior
Presidente da Fenatest
LEIA RESPOSTA ABAIXO
Curitiba,
14 de fevereiro de 2006.
Sr. Elias o que me entristece é que enviei seu
e-mail para vários colegas do seu estado e todos foram unânimes em afirmar com
absoluta certeza que o Senhor Não tem capacidade de escrever como está no seu
e-mail, e que deve ter solicitado a ajuda de algum advogado, que pena, queria
ter orgulho da capacidade do presidente da nossa entidade, mas mesmo assim
acredito que já esta melhorando, esta começando a pedir ajuda.
Como o
Senhor citou o Estatuto e está escrito no, artigo 4º letra b) A gratuidade para
o cargo eletivo se senhor está dispensado da empresa em que atua, mas como é de
conhecimento publico e ninguém sabe onde o Senhor Trabalha isto é ilegal e deve
devolver o que já recebeu dos Técnicos do Brasil.
Mas é claro agora vai
querer arrumar um registro frio.
Art. 4º - São condições para
funcionamento da FENATEST:
a) A observância das Leis e dos princípios de
moral e compreensão dos deveres cívicos;
b) Gratuidade do exercício do cargo
eletivo, salvo a hipótese de afastamento do trabalho para o exercício do
mandato.
O absurdo é nos SINDICATOS DE TÉCNICOS do Brasil a grande
maioria não ganha nada faz por idealismo, ideologia como no nosso Estado, por
acreditar e amar esta nossa profissão e trabalham de graça para senhor ganhar
2.000,00 mensais
Com sua resposta o Sr comprova o que afirmei, pois, não
mostrou nada o que faz pela categoria, o Sr só esta ameaçando de expulsão, não
tem o que mostrar, só se nos enviar fotos de abertura de Seminários que a única
atitude que toma para viajar com dinheiro dos Técnicos.
E não tem
formação política e não está preparado para a condução dos destinos da nossa
categoria, da nossa luta, temos colegas mais preparados, para exercer esta
função com competência e espírito democrático.
Necessitamos que o
dirigente nacional da nossa entidade seja respeitado, pelo atores sociais da
nossa área que abra as portas das instituições, para nos ouvir e que o senhor
tem feito é totalmente ao contrário, tanto é que na ocasião da reunião em
Brasília, eu e o Armando é que fizemos as honras da casa de levar nossos colegas
de Sindicatos de outros estados para uma visita e até resolver problemas junto
ao Ministério do Trabalho, e este trabalho deveria ser o papel da Federação, mas
não o fazem.
E tenho certeza absoluta que afirmar que um dirigente
sindical não faz nada, não é desacato, não é desrespeito, o uso da crítica e o
debate contribuem para o crescimento de um coletivo, e o contraditório é um
principio universal do direito.
E apoio incondicional só se dá a um
DITADOR e a crítica faz parte de uma sociedade democrática principalmente quando
isto é fato real constatado por todos os membros de uma categoria a nível
nacional, que a grande maioria dos nossos colegas nem sabe que existe a
Federação e quem conhece não sabe para que serve, porque nunca viu suas ações em
prol dos Sindicatos, ajudando para que os mesmos tenham convenção coletiva de
Trabalho, como temos no Paraná com mais de 40 Sindicatos Patronais, que tenham
piso salarial no seu estado, tanto é que somente Paraná, São Paulo e Goiás,
possuem convenção coletiva de Trabalho devidamente assinada com os Sindicatos
Patronais, o Senhor não conseguiu realizar este trabalho nem no seu estado, como
vai ter capacidade de fazer um bom trabalho a nível nacional se não arruma nem a
sua casa como quer ser dirigente nacional qualquer cidadão menos politizado
veria que precisamos mudar.
Mas ainda acredito no seu bom senso que para
o bem da nossa profissão que o senhor entregará o Sindicato dos Técnicos do Rio
de janeiro para vários colegas que querem trabalhar por acreditarem que podem
fazer com dignidade o trabalho de representar a categoria, que tem idealismo e
ideologia, para defender os interesses da categoria se um Técnico ligar para
entidade ou entrar em contato via eletrônica será atendido de imediato como
fazemos no Paraná e São Paulo, e outros estados o que não acontece no seu
Estado, sindicato de portas abertas o dia todo.
E no caso da Federação
deveria tomar o mesmo destino o senhor tomasse uma atitude altiva digna, para
ficar na historia ser entregue para sindicatos que fazem de verdade a defesa da
categoria, que tem sede, e defendem os interesse dos Técnicos de Segurança do
Trabalho.
Mostra também na sua colocação simplista e legalista que, não
é afeto da democracia que tanto sangue e vidas foram ceifadas e que é uma
conquista da sociedade brasileira, e age da forma mais anti-democrática possível
e um desagregador da categoria que toma a suas atitudes usando um estatuto feito
as escuras, atrasado e anacrônico.
E agora vou mostrar algo mais real,
com estes 2.000,00 (dois mil reais) mensalmente que o Senhor Recebe ilegalmente
que além de tudo é imoral e isto é ética que o Senhor reclamou que comentei não
é justo, pois o dinheiro que entra na Federação é dinheiro de todos os Técnicos
de Segurança do Trabalho do Brasil e são 70.000,00 (setenta mil reais anuais)
dito pelo senhor.
O que se poderia fazer Com os seus 2.000,00 poderia
comprar 12 computadores e acesso a internet para vários Sindicatos que
necessitam não arrecadam quase nada que o estado tem poucos Técnicos atenderia
melhor a categoria, poderiam ter página na internet como alguns sindicato
possuem, e nem no seu estado não tem nada nem página, não sei o que senhor faz,
acredito que além de incompetente de tudo é vadio e preguiçoso.
Na nossa
entidade no Paraná somente em nossa página www.sintespar.com.br temos mais de
40.000 acessos em 1 (um ano) e mais 3.000,00 mensais inclusive de colegas do Rio
de Janeiro que se sentem desamparados, desprotegidos, sem convenção coletiva de
Trabalho, e na pagina do seu estado nada.
http://www.sintestes.com.br/
Espirito Santo
http://www.sintesp.org.br/ São Paulo
http://www.sintestmg.org.br Minas Gerais
E o que é pior a
dependência da Federação que é vergonhosa para todos os profissionais, do
Brasil, que a pagina além de estar fora do ar a meses agora de um mês para cá
quando se acessa abre o portal de um grande grupo empresarial da área de
segurança, isto podemos suspeitar de algo muito errado uma entidade tem que ter
independência ou explicar para os colegas do Brasil inteiro qual é o LINK que
há.?
www.fenatest.org.br
Sr. Elias o senhor deveria ter vergonha do
que aconteceu no evento que tentou realizar no final de 2005 no seu estado,
segundo as pessoas que participaram do mesmo me informaram que quando foi
chamado os as pessoas para montar a mesa de abertura tinha mais autoridades do
que no auditório e as falas dos participantes foi de lamento da sua
incompetência, o Sr. Já sabe que não agrega ninguém ao seu lado, ate o momento
não recebi um e-email em sua defesa, aliás estou recebendo somente parabéns
Um pouco de história para avivar a sua memória eu quero deixar bem
claras minhas posições que nelas não estão contidas nada de pessoal, mas tenho
certeza que não se faz e nem se coordena um movimento nacional de uma categoria
tão importante como a nossa, desta forma, com ódios, mas sim no diálogo, mesmo
nas diferenças, as opiniões diferentes é que fazem o crescimento de uma
sociedade democrática e pluralista.
Ao ser convocado por vários
companheiros para formar uma chapa, para a eleição do Sindicato dos Técnicos de
Segurança do Trabalho no Estado do Paraná, já assumi um compromisso com técnicos
há quem devo minha lealdade, e com as pessoas que representam entidades, ou
organizações irmãs o comprometimento é de ideais políticos e de uma proposta de
trabalho em prol da categoria que representamos, e de temas que afetam toda a
sociedade, e é bom que se diga que não entrei ontem nesta luta, no trabalho de
organização dos técnicos de Segurança do Trabalho, desde 1976, isto é bem antes
de muita gente ser técnico, porque nós éramos ainda Supervisor de Segurança.
Estivemos em Brasília várias vezes de (Ônibus) na CES. Comissão de
Enquadramento Sindical, e conseguimos algo inédito, que é fazer defesa
pessoalmente junto a esta representação, para conseguirmos existir, de fato e
direito.
Após a Regulamentação da Profissão estivemos várias vezes no
MEC, para termos um currículo, e com várias dificuldades pois, havia interesses
de entidades ligadas ao patronato, para ficar com a formação dos Técnicos, que
poderiam ser bons técnicos, mas idiotas com cidadãos.
Trabalhamos muito
para que os técnicos de Segurança do Trabalho tivessem baixado pelo ministério
do Trabalho as Atribuições, que muito profissionais nem sabem que possuem.
Criamos uma entidade nacional, para melhor representar os Técnicos, para
mostrar às autoridades que o movimento era forte e organizado e nacional, a
ANSET, Associação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, que foi para
congregar, e não para fabricar estrelas, foi trabalho conjunto, de pessoas de
vários estados, e dedicação pessoal.
Participamos da Organizamos o 1º
CONTEST, CONGRESSO NACIONAL DOS TÉCNICOS DE SEGRANÇA DO TRABALHO, em outubro de
1986 na cidade de Fortaleza, que o mérito e trabalho maior foi do companheiro
Clézio que mais tarde, fugiu de fortaleza só com a roupa do corpo, para não
morrer, por ter feito denuncias de condições de trabalho degradantes e os
grandes empresários não gostaram. E este evento reuniu mais de 500 técnicos de
todo país, para ouvir palestra técnicas mas acima de tudo discutir assuntos
pertinentes a sua atividade e o encaminhamento de suas lutas, sem o objetivo de
ser um evento lucrativo, ou alguém ganhar dinheiro ou mercantilista com se faz
hoje em dia.
Em 1988 participamos ativamente durante a constituinte,
podemos dizer com orgulho que não teve nenhum membro da constituinte que não
recebeu material sobre Segurança do Trabalho e grupo de representes das então
associações de técnicos de várias partes do Brasil, o Gabinete do então deputado
Federal do Paraná Santinho Furtado era o nosso QG.e usamos telefone e
fotocópias, e de São Paulo o Deputado Cunha Bueno, pessoas que seremos
eternamente gratos, o que existe de Segurança do Trabalho e sobre a eleição e da
e estabilidade, dos membros da CIPA na constituinte e Palavra Segurança junto
com Saúde foi negociado com então centrão grupo de membros da direita dentro do
congresso, e pessoal da área da saúde já fazia lob junto aos constituintes os
que hoje defendem que a vigilância sanitária deve fiscalizar a área do trabalho
e hoje usam a lei 8080 e o Secretario de Segurança do Ministério do Trabalho na
época defendia esta idéia Sr. Riani Costa que depois virou vereador no interior
de São Paulo pelo PT, temos no Sindicato do Paraná as fotos se for necessário
provar.
Participamos da organização do 2º CONTEST, CONGRESSO NACIONAL
DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO, de 10 a 14 de julho de 1989, na cidade de
Florianópolis, evento este que reuniu 800 Técnicos de todo país, e autoridades
da área de prevenção de vários estados, Secretarias do Trabalho, e o evento foi
comandado pelo então presidente do Sindicato dos Técnicos de Santa Catarina, o
Saudoso companheiro Sérgio Roberto Machado, que infelizmente faleceu em acidente
automobilístico no Estado da Bahia, e com a participação ativa do SINTESP.
SINDICATOS DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO DO ESTADO DE SÃO PAULO E DO
SINTESPAR- - SINDICATOS DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO DO ESTADO DO
PARANÁ e SANTA CATARINA.
E quero salientar ainda, que todas essas
atividades foram realizadas em grupos de pessoas de vários Estados, com esforço
trabalho e dedicação e na maioria das vezes custeadas do próprio bolso, não
citarão nomes para não cometer o erro e a injustiça de esquecer alguém.
Por estas duas últimas décadas, participei de quase todos os movimentos,
sindical e da área de Segurança do trabalho no meu estado e a nível nacional,
Organização de outras categorias, central sindical, e sempre procurei ser
coerente em minhas atitudes com meu discurso.
E quando ironicamente o
Senhor me sugere férias eu lhe respondo que já tirei as minhas férias em Janeiro
para usar os dias nas negociações com os sindicatos patronais, é por este
motivo, que nos temos muitas coisas que no Seu estado não tem para nossa
categoria o Senhor não faz nada e ainda fica pensando em férias?
E para
o bem dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Brasil se afaste do nosso
movimento, e como citou um colega do Paraná o senhor tem efetuado uma ação
predatória para nossa categoria.
Adir de Souza
Presidente do
sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná
Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/02/06 20:43:46 h
Técnico de Segurança Salva Vida
À DERIVA 11/02/2006 - 19h21
Pai e
filho são resgatados com a ajuda de sistema de segurança de Itaipu
O
monitoramento com radar e câmeras ajudou a salvar pai e filho num barco à
deriva, no lago de Itaipu, neste sábado, em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado.
O barco virou com o mecânico Cláudio Oliveira e o filho, Jonas Oliveira,
de 12 anos, e ficou à deriva, mas quando se aproximava das turbinas da
hidrelétrica, foi flagrado pelas câmeras do sistema de segurança da usina.
Como o tempo estava bom, os dois resolveram velejar, mas logo depois
começou a chover e a ventar forte.
O drama dos dois velejadores durou
quase uma hora. Eles ficaram agarrados ao casco da embarcação no meio do
temporal, enfrentando ondas provocadas pelo vento. Jonas disse ao Paraná TV que
o susto foi bastante grande.
O técnico em segurança, Nélcio Klippel, que
estava de plantão na barragem, acionou o resgate. Graças a ele, pai e filho
foram salvos por uma equipe da Marinha paraguaia e por bombeiros que trabalham
na usina.
Gazeta do Povo Online
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/01/06 17:15:59 h
Acidente de trabalho tira a vida de funcionário da WHB
Acidente de trabalho tira a vida de funcionário
da WHB
Vítima caiu dentro de um buraco de 7 metros de profundidade.
Trabalhadores reclamam que a área não estava isolada corretamente
A
falta de segurança no ambiente de trabalho fez mais uma vítima fatal. Ontem dia
17, o funcionário da WHB Usinagem e Fundição (empresa metalúrgica da região da
CIC que fornece peças para montadoras como Renault e Volkswagen-Audi), Éder de
Oliveira Pinto, de apenas 19 anos de idade, perdeu a vida ao cair em um buraco
de 7 metros de profundidade. De acordo com informações dos colegas de trabalho
da vítima, a empresa está construindo uma nova linha de produção e não teve o
cuidado de isolar a área e nem colocar uma placa de advertência no local.
O acidente ocorreu na última segunda-feira, dia 16, nas dependências da
fábrica. O trabalhador foi encontrado somente às 15h15 do mesmo dia, ainda com
vida. Não se sabe ao certo quanto tempo ele ficou dentro do buraco. Assim que
foi localizado, o funcionário foi conduzido ao Hospital do Trabalhador, mas não
resistiu aos ferimentos e faleceu às 19 hrs de ontem. Hoje, dia 18, o Sindicato
dos Metalúrgicos da Grande Curitiba organizou um protesto em frente à empresa,
que fica na Rua Wiegando Olsen, n° 1600, na CIC.
A entidade sindical
também já encaminhou, em caráter de urgência, denúncia à Delegacia Regional do
Trabalho (DRT) e ao Ministério Público, para que seja apurada a responsabilidade
pela morte do trabalhador. Vale lembrar que a WHB já foi autuada diversas vezes
por irregularidades na questão de segurança do trabalho. Nos últimos anos,
vários acidentes já ocorreram na linha de produção da empresa.
Acidente
de trabalho tira a vida de funcionário da WHB
Postado por: Adir de
Souza
Data: 05/12/05 00:09:55 h
SEMINARIO
SEMINÁRIO
ESTADUAL.
NOVAS PERSPECTIVAS DA POLITICA DE SEGURANÇA E SAUDE DO TRABALHADOR
Clique aqui para baixar o folder
Local:
Auditório do
SENAC
Rua André de Barros, 750 - Curitiba
Apresentação:
A
relação de trabalho é um dos vínculos mais fortes estabelecidos pelo homem na
sociedade, em particular no trabalho. Neste contexto as modernas condições de
trabalho caracterizadas pelo uso progressivo de novos processos tecnológicos e
pela intensificação do serviço tem provocado aumento da fadiga e desgaste dos
trabalhadores. O papel da educação e das políticas públicas no processo de
informação e conhecimento dos direitos dos trabalhadores é fundamental para que
se possa resgatar uma nova ética no trabalho fundada na solidariedade e na
construção de novas formas de relações humanas.
OBJETIVOS
GERAL:
Difundir conhecimentos e ações técnicos para prevenir acidentes e doenças
ocupacionais no Estado do Paraná.
ESPECIFICO:
Incentivar ações
regionais com princípio do tripartismo;
Divulgar ações e trabalhos técnicos;
Difundir conhecimentos e trocar experiências;
Debater as relações éticas
no trabalho;
Contribuir para o aprimoramento técnico - cientifico dos
profissionais da área de segurança e saúde do trabalhador.
Público Alvo:
Técnicos de Segurança do Trabalho, Engenheiros, Médicos, Enfermeiros,
Membros de CIPA, pessoas da área de Recursos Humanos, trabalhadores da saúde e
do trabalho, representantes sindicais de trabalhadores e empregadores e demais
interessados.
INSCRIÇÕES GRATUITAS
SETP – CRT – Fone: (41)
3324-8652,
ou pelo e-mail clovisgalhardo@setp.pr.gov.br
SINTESPAR –
Fone: 041-3322-8971
e-mail sintespar@yahoo.com.br
INVESTIMENTO
1
kg de Alimento não perecível que será Doado ao Centro de Educação Infantil Tia
Lúcia.
PROGRAMAÇÃO À TARDE
Dia 12 de dezembro 2005 - Segunda-feira
13h00 – Inscrição
14h00 Abertura oficial
Mesa composta de
Autoridades das seguintes entidades:
Secretaria do Trabalho, Emprego e
Promoção Social.
Secretaria do Estado da Saúde
Delegacia Regional do
Trabalho
Fundacentro - Regional do Paraná
Sindicato dos Técnicos de Seg.
do Trabalho no Estado do Paraná
14h30m – Palestra Abertura
Tema:
NOVAS PERSPECTIVAS DA POLITICA DE SEGURANÇA E SAUDE DO TRABALHADOR
Dr. Marco
Antônio Perez - Coordenador de Saúde do Trabalho - Ministério da Saúde- Brasília
– DF
Coordenador-Geral da 3ª conferência nacional de Saúde do Trabalhador
15h30m às 16:00 – Debates
16h00 às 16h15m - Intervalo – Café
16h15m – Políticas de Saúde e Segurança nos locais de trabalho.
Sr.
Roberto Karam – Presidente do Sindimetal.
Sindicato da industria
Metalúrgica.
Vice-presidente da FIEP Federação das Industrias do Estado do
Paraná
Sr. Marcos Armando Alves Ferreira – Fórum Popular de Saúde
17h30m as 18h00- Debate
18h00 – Encerramento das atividades do
dia
Dia 13 de dezembro de 2005
8h30m-Ações Públicas em Segurança
e Saúde no Trabalho
MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO
PROMOTORIA DE
ACIDENTES DO TRABALHO
INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL
SECRETARIA
DE ESTADO DA SAÚDE
DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO
10:00 h –
Intervalo 10hs15m - Painel Técnico - Considerações sobre Normas Regulamentadoras
Norma Regulamentadora NR 04 - SESMT
Sr. Adir de Souza – Presidente
do Sintespar. Técnico de Seg. Trab. Da Fundacentro PR, Membro Titular da CTPP e
membro do GTT
Norma - Regulamentadora NR 10 – Instalações e Serviços em
Eletricidade.
Sr. Júlio César Oliveira – Diretor Executivo do Sintespar –
Técnico de Seg. Trab. da COPEL
12hs – Almoço
13h30m -Norma
Regulamentadora NR 31 – TRABALHO RURAL
Sr. Antônio Albari da Silva-Diretor
do Sintespar – Membro do GTT Rural e Técnico da Emater - PR
Segurança e
Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Assistência a Saúde
Norma
Regulamentadora NR 32 –
Dra. Noeli Martins – Médica do Trabalho – Membro do
GTT - e Auditora Fiscal do Trabalho DRT Paraná
14h40m-Experiência do
Comitê Estadual de Investigação de Óbitos e Amputações Relacionados ao Trabalho
Drª Renee Araújo Machado – Procuradora do Trabalho
15h– Intervalo
16 horas: Tecnologia, Vida e Saúde: O Resgate da Ética no Mundo do
Trabalho
Drª Aldacy Rachid Coutinho – Professora da Universidade Federal do
Paraná.
17h00 às 17h30m- Debates
17h30m- Encerramento do
Seminário
Secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Promoção Social.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/11/05 11:24:08 h
Montadora teria “camuflado a realidade”
Home - Sexta-feira, 11/11/2005 - Hoje no Paraná-Online -
Tempo - Indicadores Econômicos -
Economia
economia@parana-online.com.br
Montadora teria “camuflado a realidade”
Lyrian Saiki [11/11/2005]
A Delegacia Regional do
Trabalho no Paraná (DRT-PR) recebeu denúncia de trabalhadores da montadora
Audi/Volkswagen, instalada em São José dos Pinhais, e da Associação dos
Trabalhadores Lesionados. Conforme a associação, a direção da montadora teria
camuflado o trabalho pesado feito pelos funcionários. Fiscais da DRT-PR
estiveram na montadora na última terça-feira, conforme havia sido acertado
durante a segunda reunião do Conselho de Política Automotiva (CPA), na semana
passada.
De acordo com a denúncia feita pela associação à DRT-PR, a
direção da empresa, ao alegar que ocorrera um problema no compressor de ar,
teria reduzido a velocidade da linha em 50%. Além disso, a linha de produção do
Golf teria ficado parada durante a inspeção da DRT, e os funcionários
trabalharam somente com a linha do Fox. Ainda segundo os funcionários,
“colocaram duas pessoas para pegar a tampa dianteira e traseira do Fox, quando a
realidade é uma pessoa somente.”
O delegado regional do trabalho,
Geraldo Serathiuk, informou que já esperava este tipo de denúncia de dentro da
fábrica. “Quando entramos neste processo, sabíamos que iríamos receber este tipo
de informação, e tenho certeza de que receberemos muito mais informações ainda”,
disse. Segundo ele, a denúncia feita pelos trabalhadores já se encontra nas mãos
do auditor fiscal que está cuidando do caso.
“Se a empresa estiver de
fato fazendo isso deve saber que está tratando com gente experiente, no sentido
técnico e político”, alertou o delegado. Segundo ele, a DRT tem conhecimentos e
mecanismos de aferição para ver o que está de fato ocorrendo. “A empresa tem que
ter maturidade num momento desses. É melhor ela ajudar do que camuflar a
realidade, para evitar constrangimentos futuros.” Ontem, fiscais da DRT-PR
fizeram inspeção na Renault, e hoje farão na Volvo. A vistoria nas instalações
das três montadoras por fiscais da DRT foi decidida na semana passada. O
objetivo, com isso, é reduzir o número de denúncias de acidentes e doenças
ocupacionais.
A assessoria de imprensa da Audi-Volkswagen informou que a
direção da empresa só vai falar a respeito após a próxima reunião com a DRT,
marcada para semana que vem (dia 16).
Postado por: Adir de
Souza
Data: 03/11/05 11:05:13 h
Governo Requião toma a frente para combate aos acidentes
laborais no Paraná
O Governador Roberto
Requião sai na frente dos demais Estados no combate aos acidentes laborais. Traz
à discussão no dia 25/10/05, por ocasião da reunião semanal do seu secretariado,
as questões relativas à saúde do trabalhador, especialmente daquele que trabalha
nas montadoras.
O Delegado do Trabalho do Paraná, Dr. Geraldo Serathiuk,
fez um relato assombroso do quadro trágico dos acidentados no trabalho em nosso
Estado, esclarecendo que dos 642 acidentes registrados pela DRT, 348 ocorreram
só no setor de armação. Na montagem, foram mais 156 acidentes. No setor de
pintura, outros 65. E no da estamparia, 37 acidentes de trabalho. Serathiuk
ainda denunciou que o trabalhador às vezes é demitido tão logo comece a dar
sinais de que tem uma doença ocupacional.
Requião convocou para
participar também da reunião as montadoras para que pudessem oferecer defesa
contra as acusações dos abusos que vem sendo cometidos, desrespeitando-se a
legislação de segurança e proteção à saúde dos trabalhadores. Mas nenhuma das
montadoras enviou representante à reunião. O Estado do Paraná é o quarto
colocado em acidentes no País e que é campeão mundial de acidentes. No
transcorrer da reunião foram apresentados diversos vídeos demonstrando o quadro
da tragédia da mutilação de trabalhadores, lesionados em serviço.
O
empregador é devedor de saúde e não pode se valer da tese que vem adotando,
dizendo que a responsabilidade pelos acidentes é da Previdência já que pagam o
SAT (Seguro de Acidentes do Trabalho), em percentual variável sobre a folha de
pagamento, dependendo do seu enquadramento, por atividades de risco. Não se
trata de risco social, porque os acidentes não podem ser considerados tragédia.
São passíveis de serem evitados com prevenção. Mas a cultura prevalente ainda é
pela redução dos custos operacionais e por isso não há investimento em saúde e
segurança dos trabalhadores, que tem direito a encontrar no trabalho dignidade e
prazer e não as mutilações e doenças ocupacionais, como vem ocorrendo.
Para agravar a situação dos trabalhadores os acidentes são
subnotificados, ou seja, as empresas não cumprem o que determina o art. 22 da
Lei 8.213/91, que determina a emissão da CAT – Comunicação do acidente, mesmo
nos casos de dúvidas. Diante dessa prática abusiva, os trabalhadores não
conseguem o reconhecimento pelo INSS do benefício acidentário e em conseqüência
ficam desprotegidos, sendo despedidos, tão logo o empregador tome conhecimento
do acidente e ou do desenvolvimento de doença ocupacional. O trabalhador tem
dificuldades na obtenção de provas da doença e do nexo causal (ter ocorrido na
relação de trabalho). Por isso, Serathiuk solicitou do Governador Requião que as
delegacias de polícia passem a receber as denúncias dos trabalhadores,
colaborando na confecção das provas necessárias à configuração do infortúnio
laboral,
O governador Requião já criou no Estado do Paraná a Delegacia
Acidentária. Nossa sugestão é que se amplie a competência dessa delegacia para
abarcar a proposta apresentada por Serathiuk, para que as delegacias do interior
também passe m a receber as denúncias dos trabalhadores.
As montadoras
receberam favores do governo Lerner para se instalarem, em isenção de impostos e
pesadíssimos investimentos do Estado em infra-estrutura. Agora elas têm que dar
a contrapartida. Assegurar emprego digno, sem risco de acidentes, reafirmando
Requião que a Constituição Estadual, no seu artigo 31, prevê que o Estado não
pode manter contratos com empresas que tragam problemas para a segurança dos
trabalhadores. Arrematando, conclui afirmativamente:
“A partir de agora,
qualquer tipo de incentivo para atração de empresas será vinculado às ações
trabalhistas. As empresas estrangeiras, como qualquer outra, têm obrigações
trabalhistas e a reordenação das montadoras é compromisso deste governo”,
Leia mais:
Aumentam acidentes em montadoras
Redação/O Estado do
Paraná [26/10/2005]
Foto: Márcio Machado/SECS
Serathiuk propôs que as
delegacias de polícia passem a receber as denúncias dos trabalhadores.
A
saúde do trabalhador, especialmente daquele que atua nas montadoras de veículos
do Paraná, foi alvo de discussão ontem, durante reunião semanal do secretariado.
Segundo a Delegacia Regional do Trabalho (DRT), o Paraná é o quarto em número de
acidentes do trabalho no País. Na ocasião, representantes dos metalúrgicos
denunciaram as más condições de trabalho.
O governador Roberto Requião
reiterou que a Constituição Estadual, no seu artigo 31, prevê que o Estado não
pode manter contratos com empresas que tragam problemas para a segurança dos
trabalhadores. “A partir de agora, qualquer tipo de incentivo para atração de
empresas será vinculado às ações trabalhistas. As empresas estrangeiras, como
qualquer outra, têm obrigações trabalhistas e a reordenação das montadoras é
compromisso deste governo”, afirmou.
Segundo Requião, a quantidade de
denúncias de acidentes e doenças ocupacionais em montadoras de carros, recebidas
pela DRT e pelo Ministério Público do Trabalho vem crescendo. Em uma delas,
encaminhada por um trabalhador no final do mês de agosto, mostra que apenas no
primeiro semestre desse ano, em uma montadora da região, aconteceram 642
acidentes de trabalho.
Os números apresentados pelo governador foram
confirmados pelo delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk. Dos 642
acidentes, detalhou o delegado, só no setor de armação foram constatados 384
acidentes. Na montagem, foram mais 156 acidentes. No setor de pintura, outros
65. E no da estamparia, 37 acidentes de trabalho. Serathiuk ainda denunciou que
o trabalhador às vezes é demitido tão logo comece a dar sinais de que tem uma
doença ocupacional.
Segundo dados da DRT, o Paraná é o quarto do País em
acidentes de trabalho. “Cerca de 220 trabalhadores morrem por ano, sendo 30 mil
acidentes registrados. Nas empresas, raras são as cláusulas de defesa e
segurança”, afirmou. Muitas das causas dos acidentes, disse, também estão
relacionadas ao ritmo frenético por aumento da produção. “Muitos funcionários
assim que sofrem lesões e são afastados das empresas entram em uma lista negra
das empresas para não conseguirem mais trabalho”, acrescentou o delegado.
Estratégia
Chefe da Perícia do INSS no Paraná, Simplício Carlos Barbosa
revelou outra estratégia utilizada pelas montadoras: a tentativa de
descaracterizar o real estado de saúde dos trabalhadores lesionados. Responsável
pelos benefícios previdenciários, o INSS atende casos como auxílio-doença e
aposentadoria por invalidez. “Nossos dados de 2000 a 2005 mostram que as
montadoras da Região Metropolitana de Curitiba apresentaram índices com
acentuados aumentos de auxílio-doença em problemas de coração, por exemplo. Já
por acidentes de trabalho, os níveis encontram-se estáveis”, afirmou. “Sem
dúvida, há suspeita de poucas ou subnotificações sobre a quantidade de acidentes
registrados nas indústrias”, avaliou.
Na ocasião, Serathiuk propôs ao
governador que, a exemplo de cidades industriais, como São Paulo, e do
Ministério Público Estadual (MPE) - que tem uma promotoria especializada em
acidentes de trabalho - as delegacias de polícia, das cidades onde tenham
maiores índices de acidente, passem a receber denúncias e a fazer inquérito
policial para investigar e constituir provas a favor dos trabalhadores. “Pois os
trabalhadores têm tido dificuldades em constituir prova dos acidentes, em razão
dos contratos terceirizados por tempo determinado, quando a empresa constata
algum problema de saúde já demite o funcionário”, falou.
O delegado regional
do Trabalho também sugeriu ao governador a criação de um Grupo de Trabalho que
levante o verdadeiro cenário dos acidentes de trabalho no Paraná.
Montadoras
A Renault do Brasil, que tem a planta instalada em São José dos Pinhais,
informou através da assessoria de imprensa que “a preservação da saúde e a
segurança dos funcionários são valores fundamentais para a Renault do Brasil.”
“A empresa tem o compromisso de atender a legislação, bem como as diretrizes
corporativas”, afirmou a assessoria, lembrando que a fábrica tem certificações
internacionais como a Ainf, de gerenciamento de saúde.
Fonte:
http://www.parana-online.com.br/noticias/index.php?op=ver&id=169848&caderno=6
Fonte: Jornal O Estado do Paraná
Postado por: Adir de
Souza
Data: 21/10/05 14:08:56 h
Convite aos Técnicos de Segurança do Trabalho e
Prevencionistas
Convite aos Técnicos de Segurança do
Trabalho e Prevencionistas
precisamos levar quanto mais gente
melhor,
acidentados, doentes, gente que precisa do estado, pode levar quem
vc
achar
melhor, se tiver pouca gente o Governo pode dizer que ninguem
se preocupa
com os Acidentados no Trabalho nossos colegas Técnicos de
Segurança do
Trabalho devem pedir dispensa da empresa para comparecer neste
ato publico
para mostrar a nossa
força este é o momento de levarmos as
denuncias das más condiçoes de
Trabalho
hora 08:00 horas Museu Oscar
Niemeyr antigo audirtorio do edificio Castelo
Branco
Jornal o estado
do Paraná 21/10/05 coluna Panorama
Acidentes de trabalho
O
presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado
do
Paraná (Sintespar), Adir de Souza, esteve na Delegacia Regional do Trabalho
(DRT/PR) para pedir ao delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk,
que
solicite ao governador Roberto Requião a ampliação da discussão do
problema
dos acidentes de trabalho em montadoras no Paraná para outras
atividades e
segmentos econômicos.
O assunto será pauta da audiência
pública que acontece na próxima
terça-feira (dia 25), às 8h, no Museu Oscar
Niemeyer. \"Também são altos os
índices de acidentes dentro dos bancos,
hospitais, frigoríficos e
madeireiras, entre outros\", afirmou Adir, que
participará da audiência.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 20/10/05 17:06:19 h
OS TRABALHADORES DO PARANÁ PEDEM SOCORRO
A famosa reunião das terças feira do governador Roberto
Requião a chamada (escolinha) irá debater um fato inédito Segurança e saúde no
Trabalho, irão dizer que é demagogia de época de eleição, mas por outro lado
nunca na historia deste país um Governador tocou neste tema que é sensível, pois
mostra as falta de respeito do capital com os seus “colaboradores”.
A
concepção de democracia como vemos nos livros e num Brasil de hoje em pleno
estado de direito como valores já consagrados pela sociedade, o que não ocorre
nos locais de Trabalho no chão de fábrica se o trabalhador tivesse a liberdade
de recusa ao executar uma tarefa que tenha risco a sua integridade física e isto
ainda é um dos maiores causadores de acidentes do trabalho, e é claro em
conjunto com os salários miseráveis.
A concepção de cidadania, que
norteia (pensar uma palavra mais adequada) a Constituição Federal, inclui a
garantia do direito ao trabalho, à saúde e à previdência social, entre outros,
que decorrem dos modelos de desenvolvimento adotados pelo país.
Em 2003,
os gastos da Previdência Social foram de 8,2 bilhões de reais com pagamento de
benefícios acidentários e aposentadoria especial (concedida em face de exposição
a agentes prejudiciais à saúde ou integridade física, com redução no tempo de
contribuição). Todavia, como decorrência da falta de uma política articulada,
não é possível saber quanto se gasta atualmente no país com SST. Todos os
valores disponíveis são estimados.
Segundo Pastore, em um dos poucos
estudos feito sobre o tema, para cada real gasto com benefícios previdenciários,
há um custo total para a sociedade de quatro reais, incluindo gastos com saúde,
horas de trabalho perdidas, reabilitação profissional, custos administrativos
etc. Esse cálculo eleva a um custo total para o país de aproximadamente 33
bilhões de reais por ano, não sei se o foco de aftosa causa tanto prejuízo assim
e quem sofre mais com este fato parece que é o boi que é sacrificado e os
acidentes do Trabalho nunca foi prioridade de nenhum Governo porque não aparece
na imprensa e como se diz não dá mídia.
É louvável a atitude do
governador esta grande empresa não pode vir para cá e trazer doenças e levar o
lucro, Mas não precisamos ir tão longe há poucos meses uma jovem perdeu a mão e
parte do ante braço e veio de Araucária para Curitiba no hospital do
trabalhador, com a sua mão presa à máquina por horas, somente por este fato vale
tentar fazer algo e trabalhando em um supermercado que parece inofensivo e
denunciamos ao Ministério Publico do Trabalho que está tomando as devidas
providencias, quem sabe agora algumas secretarias de estado tenham um programa
estabelecido de Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho as empreiteiras da Copel
da Sanepar os trabalhadores da Saúde no Paraná, e para constatar é só vermos os
relatórios da 4ª conferencia Estadual de Saúde do Trabalhador que aconteceu
neste ultimo final e Semana em Curitiba, o Secretário de Estado da saúde ficou
assustado pois viu que sua pasta nunca teve um programa estabelecido de Gestão
nesta área de Saúde do Trabalhador até Chamou as Centrais sindicas, e vai criar
uma Comissão para discutir o assunto.
Os Agrotóxicos no Paraná matam
mais de 150 trabalhadores a cada ano sem contar os doentes intoxicados pelo
resto da vida e os grandes fabricantes são todas Multinacionais também que fazem
reunião no interior do estado demonstrando seus produtos ainda dão um boné aos
agricultores e chamam o veneno de “defensivo agrícola” e o único país do mundo
que usam esta denominação, e usam em nosso país produtos (venenos) proibidos em
seu país de origem.
Quem ouve rádio sabe quantos acidentes de Transito
aconteceu nesse ano em Curitiba, eu desafio alguém a nos informar quantos
acidente de Trabalho aconteceu na semana passada em Curitiba ninguém sabe, os
comunicados vão para INSS, que não passa para O Ministério do Trabalho não
existe nada integrado nesta área e recebemos noticias em tempo real do mundo, o
Ministério do Trabalho não tem dinheiro para pagar diária para seus Auditores,
muitos fazem seus relatórios em suas casas por falta de computador e meu neto no
ensino fundamental de escola publica municipal usa computador de ultima geração,
é necessário o esforço de toda a sociedade para com este lastimável dano aa
saúde dos trabalhadores e os que auferem o lucro assumam as sua
responsabilidades.
O trabalho, compreendido como toda transformação da
natureza para benefício do homem, além de necessário para a manutenção da vida
humana, é importante fator na definição das condições de saúde de cada
indivíduo.
O emprego de novas tecnologias, novas práticas gerenciais e a
incorporação de novas matérias primas aos processos de trabalho têm repercussão
direta sobre a morbi-mortalidade dos trabalhadores.
Adir de Souza
Presidente do Sindicato dos Técnicos de
Seg. Trabalho no Estado do
Paraná
Diretor Nacional de Segurança e Saúde da SDS - Social Democracia
Sindical
Membro Titular da CTPP da Bancada dos Trabalhadores
Membro do
GTT da NR-4
Membro do GTT da Convenção 174 da OIT
Técnico de Segurança
do Trabalho da
FUNDACENTRO PARANÁ
041- 3353-5222
www.sintespar.com.br
Contatos 041- 3322-8971
Cel 9113-2506
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/10/05 12:39:03 h
GOVERNADOR TOMA ATITUDE?
O
Governador Robero Requião(PMDB) irá realizar uma audiencia pública na proxima
reunião da escolinha dia 25/10/05 para tratar do problema dos acidentes e
doenças relacionadas ao Trabalho Trabalho e renuncia fiscal para as montadoras,
e convidou o Delegado do Trabalho no Paraná Geraldo Serathiuk, para moderar o
debate entre os atores sociais, Ministerio Público do Trabalho, INSS,Sindicato
dos Metalurgicos,Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Paraná
Postado por: Adir de
Souza
Data: 04/10/05 15:37:14 h
NÚMERO DE ACIDENTES NO TRABALHO É O PIOR DOS ÚLTIMOS 12
ANOS
NÚMERO DE ACIDENTES NO TRABALHO É O
PIOR DOS ÚLTIMOS 12 ANOS
Os números de acidentes e mortes no
trabalho aumentaram. Esta é uma das constatações que podem ser feitas com base
nos dados do Anuário Estatístico da Previdência Social 2004 (AEPS 2004),
divulgado esta semana pelo Ministério da Previdência. Os registros, que em 2003
somavam 399.077 acidentes, no ano passado cresceram para 458.956 casos - um
acréscimo de 15%. As mortes, que também em 2003 registravam 2.674 ocorrências,
subiram para 2.801 casos em 2004, evidenciando um aumento de 8%.
De acordo
com os dados oficiais, a indústria lidera o ranking dos acidentes: foram 211.559
ocorrências em 2004. Em segundo lugar está o setor de serviços - que é também o
segmento que mais gera doenças ocupacionais - responsável por 202.566 registros.
O setor de transformação reponde por 169.618 acidentes. Já a agricultura,
representa 8% do número total de infortúnios, com 37.197 casos.
Conforme
as informações apresentadas no Capítulo 30 do AEPS 2004, o registro mais comum,
de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID) são os ferimentos
do punho e da mão, que caracterizam 14% dos acidentes de trabalho no país.
O documento divulga ainda a faixa etária dos trabalhadores mais afetados
pelos incidentes: 20 a 29 anos. Confira a análise completa dos dados do AEPS na
edição de novembro da revista Proteção.
Fonte: Revista Proteção -
30/09/05
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/09/05 12:31:44 h
Viagens de ônibus serão mais seguras no Paraná
Viagens de ônibus serão mais seguras no Paraná
A
partir desta quinta-feira (15), todos os ônibus que prestam serviços de
transporte intermunicipal nas rodovias paranaenses estarão obrigados a informar
aos passageiros sobre a localização e operação das saídas de emergência dos
veículos e como proceder em casos de acidentes. Além disso, estão proibidos de
permitir o consumo de cigarro e de qualquer outro tipo de fumo durante a viagem
e ainda reforçar a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança.
A
determinação é baseada na Lei Estadual n.º 14.652, cujo decreto foi publicado em
junho deste ano. De acordo com ela, todas as informações devem ser transmitidas
antes da partida.
As orientações serão dadas oralmente pelo próprio
motorista, que pode ser auxiliado ou substituído por meios audiovisuais. A
resolução recomenda ainda a existência de folhetos contendo todas as informações
e desenhos esquemáticos do veículo.
Desde a sanção do governador Roberto
Requião, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão responsável pela
regulamentação do transporte intermunicipal no Estado, vem trabalhando com as
empresas para que elas se adaptem às novas exigências.
“Foram cerca de
90 dias para que as empresas pudessem se adequar às novas regras e dar mais
segurança aos seus passageiros”, explica o secretário dos Transportes, Waldyr
Pugliesi.
Para Pugliesi, a obrigação confere mais segurança na prestação
dos serviços de transporte coletivo. “Assim como acontece no transporte aéreo, o
passageiro do transporte rodoviário está sujeito a riscos e essas novas
determinações pretendem minimizá-los”, diz.
O diretor-geral do DER,
Rogério Tizzot, informa que a fiscalização do Departamento, que já realiza
operações constantes, fica responsável agora por garantir o cumprimento da lei
sob pena de multa já a partir do primeiro dia de vigor.
“As equipes de
fiscalização do DER passam a observar o cumprimento das novas regras já no dia
15. Mas as regras não devem ser um problema para as empresas, já que o tempo de
adaptação foi razoável e com orientação do DER. Além disso, temos notícia de que
boa parte delas já opera segundo a resolução”, anaslisa.
MUDANÇAS
1.
A partir de agora, as empresas serão obrigadas a (via oral ou vídeo e também por
meio de folhetos explicativos):
2. Indicar as saídas de emergência do
veículo para os casos de acidentes e/ou emergências;
3. Indicar o
correto acionamento e manuseio dos mecanismos de saída de emergência do veículo,
nos casos de emergência e/ou acidentes;
4. Dar instruções de segurança
que orientem os passageiros como agir e se comportarem nos episódios de
acidentes e/ou emergências;
5. Orientar para a proibição do cigarro ou
qualquer outro fumo durante a viagem;
6. Orientar para o uso do cinto de
segurança – obrigatório apenas em veículos produzidos depois de 1999;
7.
Trocar a cor das cortinas nas janelas de saídas de emergência pela cor vermelha
e a inscrição na cor branca (e de forma contrária, caso as demais cortinas já
sejam vermelhas.
Da AEN
Postado por: Adir de
Souza
Data: 14/09/05 10:50:05 h
economia SOLIDÁRIA
Cidades cidades@parana-online.com.br
Trabalhadores com serviço e renda própria
Joyce Carvalho
[14/09/2005]
João de Noronha / GPP
Catadores de lixo nas
ruas de Curitiba: exploração ainda existe.
Emancipar os
trabalhadores dos setores de confecção e reciclagem de lixo, muitas vezes
explorados pelos patrões ou atravessadores, é o impulso para a criação de uma
rede de cooperativas de economia solidária no Paraná. A iniciativa parte da
Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS) da Central Única dos Trabalhadores
(CUT) e da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) no Paraná. A economia solidária
se caracteriza pela organização dos trabalhadores para a geração própria de
serviço e renda.
Segundo Sérgio Athayde, do escritório paranaense da
ADS, as pessoas que trabalham na coleta de lixo para a reciclagem sofrem nas mão
dos atravessadores em regime de trabalho semi-escravo. Pagam aos \"patrões\" o
aluguel do depósito (onde também moram) e do carrinho.
No segmento do
vestuário, o problema está nas pequenas empresas que montam peças de roupa,
principalmente calças jeans, no norte e noroeste do Estado. \"São excessos nas
jornadas de trabalho, locais com condições precárias, sem registro em carteira,
entre outros. Essas empresas abrem e fecham em várias cidades, deixando os
trabalhadores na mão\", afirma.
O objetivo de formar uma rede de
cooperativas para os empregados nestes dois setores é capacitar
profissionalmente, valorizar o produto, alcançar melhor posição no mercado e
gerar mais renda. \"A rede dá escala na comercialização e valorização do
produto\", explica Athayde.
No caso da reciclagem de lixo, já existem
dois pólos com associações e cooperativas nas regiões de Maringá e Londrina. A
expansão acontecerá primeiramente no interior do Estado, segundo Athayde, em
cidades como Jacarezinho, no Norte Pioneiro, e Foz do Iguaçu, no Oeste. No setor
de vestuário, as cooperativas ainda serão criadas.
O delegado regional
do trabalho, Geraldo Serathiuk, conta que já existe o auxílio aos trabalhadores
organizados para a construção de barracões e compra de equipamentos nas
cooperativas. Os recursos para a criação da rede serão obtidos junto ao
Ministério do Trabalho (MT) e governo do Paraná. O ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, também garantiu apoio. Serathiuk acredita que em até quinze
dias, o governador Roberto Requião dará a sua posição sobre o apoio. Se tudo der
certo, a composição da rede pode começar ainda este ano, incluindo a capacitação
dos trabalhadores. Até o momento, existem 605 cooperativas de economia solidária
no Paraná.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 06/09/05 13:32:05 h
Montadoras fecham o semestre com recorde assustador
Solicito aos colegas da área prevencionistas
para enviar esta matéria para a sua lista de e-mails, temos que enaltecer a
atitude de uma Autoridade que se sensibiliza com os fatos que ocorrem nos locais
de Trabalho e toma atitude sem medo de se expor e as Denuncias de nosso
Sindicato é sempre atendida no Paraná e tem solicitado apoio do Ministério
Publico do Trabalho para eliminar condições de trabalho indignas.
A
ainda relatou o fato ao Governador Roberto Requião e lembrou ao mesmo a nossa
constituição estadual conforme artigo abaixo
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO
PARANÁ
Art. 31 - Ao Estado é vedado celebrar contrato com empresas que
comprovadamente desrespeitarem normas de segurança, de medicina do trabalho e de
preservação do meio ambiente.
Adir de Souza
Presidente do Sindicato dos
Técnicos De Segurança do Trabalho no Estado do Paraná
Delegacia Regional do Trabalho no Paraná - Seção de
Comunicação Social.
02/09/2005
Montadoras fecham o semestre com recorde
assustador
de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.
Denúncia de
acidentes e doenças ocupacionais em montadoras de carros vem crescendo de forma
assustadora junto à Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PR). Na última,
encaminhada por um trabalhador no final do mês de agosto, mostra que apenas no
primeiro semestre desse ano, em uma montadora da região, aconteceram 642
acidentes de trabalho. Segundo o denunciante, no setor de armação foram 384
acidentes; na montagem aconteceram 156; no setor de pintura 65; e na estamparia
37 acidentes de trabalho.
Nuncio Manalla, diretor do Sindicato dos
Metalúrgicos de Curitiba e que representa a entidade sindical no Conselho
Consultivo da Previdência Social, que também esteve na DRT e afirmou que a
Volkswagen, por exemplo, nos quatro anos que está atuando no Paraná já afastou a
mesma quantidade de trabalhadores que estão atualmente trabalhando na empresa.
Ou seja, mais de 3 mil trabalhadores afastados nesse período. Já a Renault, em
2004, abriu 112 Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT´s), sendo que destas
89 foram afastadas por Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho
(Dort).
Segundo o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, estes
números são muito maiores e mais graves, pois muitas empresas não fazem a CAT
(Comunicação de Acidentes de Trabalho) e usam de contratos por tempo determinado
e de rotatividade de trabalhadores para não caracterizar a doença ocupacional,
impossibilitando a cobertura previdenciária, deixando os trabalhadores em
condições de abandono. “Tenho recebido trabalhadores jovens em meu gabinete que
me deixam emocionados com a situação de saúde, pois se encontram sem cobertura
previdenciária e impossibilitados de voltar ao mercado de trabalho”, lamenta.
Para o delegado do Trabalho, isso é um crime revoltante. “Não posso
concordar que empresas que vieram se instalar no Paraná, à custa de renúncia
fiscal e com apoio de crédito, estejam cometendo um crime com o nossos
trabalhadores”, complementa Serathiuk, que diz ainda que é preciso dar um basta
nesta situação.
Serathiuk solicitou à Seção de Relações e de Fiscalização do
Trabalho da DRT que, em conjunto com o sindicato e empresas, promovam uma mesa
de negociação, com o objetivo de elaborar um Termo de Ajuste de Conduta. “A
intenção é implementar uma política de prevenção de doenças ocupacionais e de
acidentes de trabalho”, frisa.
Frigoríficos e cooperativas - Esta situação
não é muito diferente em parte do setor dos frigoríficos e cooperativas. “Vejo
gente soltando foguete com crescimento das exportações do setor, sem levar em
conta o subproduto do crescimento, que é a falta de investimento em políticas de
prevenção de acidentes, deixando trabalhadores em situação de desamparo. Tem
gente que recebe homenagem e não faz CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho)”,
fala Serathiuk.
De acordo com ele, muitas vezes, esse desrespeito ao
trabalhador tem o apoio de linhas de crédito de bancos públicos ao setor
produtivo, “o que é um absurdo”, enfatiza. “Defendo que só poderia liberar
crédito para quem respeita as normas e as Convenções Coletivas, que definem o
nível salarial e as condições de saúde e segurança no trabalho”, conclui o
delegado do Trabalho, dizendo ainda que não podemos continuar lendo manchetes em
jornais como “Montadoras fecham mês com recorde de vendas”, publicada dia 02 de
setembro e “Cresce exportações das cooperativas e frigoríficos”, do dia 19 de
agosto, e achar que esta tudo bem.
Assessoria de imprensa
Renata Souza
(jornalista)
comunicacao.drtpr@mte.gov.br
41 3219-7774 / 9644-9122
CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DO PARANÁ
Art. 31 - Ao Estado é vedado
celebrar contrato com empresas que comprovadamente desrespeitarem normas de
segurança, de medicina do trabalho e de preservação do meio ambiente.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/09/05 08:50:06 h
Parabéns
Prezado companheiro Adir
Recebi o seu e-mail, consultei as fotografiase e pude apreciá-las.
Recordei o dia da posse da diretoria do SINTESPAR, ocasião em que vocês
sacudiram minhas emoções com aquele gesto de homenagear a mim e a minha
grande companheira, amiga e comadre nancy.
Naquela festa pude
constatar o seu prestigio e liderança junto aos
profissionais
prevencionistas, à comunidade, com os politicos e com as
autoridades.
Com o seu trabalho sério e da sua diretoria, vocês conquistaram o
respeito de todos, respeitando e prestigiando as personalidades e os amigos
do passado, do presente. Dessa forma garantindo nosso futuro que será
com certeza de muito progresso. seguimos pois, nossos trilhos, os quais
soubemos muito bem assentá-los sobre bons dormentes.
Percebi também a
bonita participação dos seus familiares em especial da
senhora sua esposa
que nesses últimos anos tem sido o seu esteio no
desempenho das atividades
do nosso sindiciato que por certo esta em ótimas
mãos.
Parabéns a todos:
Toda Diretoria, seus familiares e aos nossos colegas
prevencionistas
representados pelo sindicato (vocês).
Um grande abraço deste amigo que muito
lhes estima.
Elias Martins
Postado por: Adir de
Souza
Data: 25/08/05 14:22:56 h
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/08/05 16:17:39 h
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Postado por: Adir de
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Data: 11/08/05 12:45:12 h
A DEPRIMENTE HISTÓRIA DA AFL-CIO
A DEPRIMENTE HISTÓRIA DA AFL-CIO
A recente divisão
da AFL-CIO constitui-se em mais um trágico capítulo na história do sindicalismo
nos EUA. Na sua origem, ele até teve um glorioso papel nas lutas do
proletariado. Em meados do século XIX, devido à acelerada expansão capitalista
no país, a sua jovem e aguerrida classe operária criou os primeiros sindicatos
e, no bojo da ascensão de suas lutas, fundou a Federação Americana do Trabalho
(AFL), em 1881.
O seu principal mentor foi Samuel Gompers. Pouco depois,
em 1886, ocorreram 5 mil greves pela redução da jornada para oito horas
semanais. A repressão policial foi brutal e resultou no assassinato dos
“Mártires de Chicago” – episódio originário das comemorações do Dia
Internacional dos Trabalhadores.
Com o tempo, porém, o sindicalismo
estadunidense renegou o seu passado e se converteu ao pragmatismo mais
exacerbado. A expansão imperialista do país, que abocanhou parte do território
mexicano e estendeu seus tentáculos pelo restante do continente, resultou na
formação de uma aristocracia operária que passou a justificar a espoliação dos
trabalhadores das nações saqueadas.
O sindicalismo passa a ser comandado
por uma nova concepção – o tradeunionismo. O primeiro sinal dessa distorção
surge durante as guerras de anexação das antigas colônias espanholas. Gompers,
que antes se dizia “marxista”, defende os interesses da burguesia nacional e
apóia o governo na agressão aos povos de Cuba, Haiti, Porto Rico e Filipinas.
A partir desta fase, a visão pragmática do tradeunionismo resultaria nas
maiores atrocidades da história do sindicalismo mundial. Diante da vitória da
revolução russa, em 1917, a central hostiliza a jovem república proletária e
defende o envio das tropas ianques para, juntamente com os exércitos da Europa e
Japão, evitar a propagação daquela experiência socialista.
O
anticomunismo vira bandeira desta central sindical, passando inclusive a constar
de seus estatutos. A luta de classes é renegada e as greves são rejeitadas pela
central, que se torna cúmplice da repressão policial. A AFL passa a pregar
abertamente a “mera regulação da mercadoria trabalho”, segundo orientação de
Gompers, e a expansão do capitalismo-imperialista.
Máfia e negócios
Para implantar essa concepção burguesa, a burocracia da AFL esmaga toda
a resistência interna. Grevistas são taxados de “comunistas” e delatados à
polícia. A prática antidemocrática atinge o seu apogeu na fase da “grande
depressão”, desencadeada pela queda da Bolsa de Nova Iorque em 1929. Diante da
revolta dos operários contra a explosão do desemprego, a AFL realiza um acordo
com a máfia.
Transforma suas sedes em postos de contrabando em troca da
ajuda dos gangsteres na repressão às lideranças rebeldes. A máfia chega a ocupar
postos na executiva da central. Al Capone, líder do mundo do crime, justifica a
violência nos sindicatos: “É preciso manter o trabalhador afastado da literatura
vermelha e do logro comunista”.
Outra marca que se cristalizou nesta
época foi a do racismo. Os sindicatos nacionais, sob o argumento do desemprego,
pregam abertamente a exclusão dos negros do mercado de trabalho e do quadro de
sócios. O sindicalismo se elitiza, representando apenas os especializados. “Não
queremos admitir como membros os rebotalhos, os que não prestam para nada”,
defende um dirigente em 1933.
A AFL rejeita a organização por ramo de
produção e investe na representação por ofício. O contrato coletivo de trabalho
é substituído pela negociação individual. Dirigentes se tornam negociadores
profissionais, com salários milionários. “O patrão dirige a empresa e o líder
sindical dirige as negociações coletivas. Os dois são técnicos e devem ser bem
remunerados”, argumentaria outro líder da entidade. O efeito desta prática
cupulista e elitista é a queda do número de sindicalizados, que despenca de 5,1
milhões para 2,6 milhões de sócios nos anos 30.
Sem qualquer compromisso
com a classe, a cúpula da AFL passa a usar os recursos dos associados para
adquirir empresas, comprar terras na Flórida e aplicar em bancos. Inaugura-se a
fase do business-union, do sindicalismo de negócios, turbinado com os vultuosos
fundos destinados ao pagamento de pensões e aposentadorias.
Segundo João
Bernardo, no livro “Capital, sindicatos e gestores”, ainda no final da década de
70, “mediante os investimentos realizados pelos fundos de pensão que controlam,
os sindicatos detinham percentagens consideráveis das ações em algumas
importantes companhias: 13,7% do Holliday Inn, 13,6% da Texas Instruments, 12,9%
da McDonalds, 12,8% da K Mart, 12,6% da Delta Air Lines”.
Resistência
abortada
Com o objetivo de se opor à orientação patronal da AFL, em 1921
é criada a Liga Educacional Sindical, liderada por Willian Foster. A experiência
durou pouco tempo; seus ativistas são expulsos das entidades com base no
estatuto anticomunista. Já em 1938, com o aumento das greves operárias contra as
chagas da recessão, lideranças descontentes rompem com a AFL e organizam o CIO
(Congresso das Organizações Industriais), no primeiro grande racha do
sindicalismo estadunidense. Ele se coloca como alternativa para a organização
dos trabalhadores semi-especializados, dos negros e desempregados. A sua
estrutura é por ramo de produção, contrapondo-se aos sindicatos de oficio e de
empresas afiliados da AFL.
O CIO ganha força durante a II Guerra
Mundial. Enquanto a AFL financia e organiza entidades de apoio a Hitler e
Mussolini, como a temida Catai, a nova central encabeça um movimento antinazista
que adquire rápido prestígio na sociedade. Em 1945, o CIO ajuda na fundação da
Federação Sindical Mundial (FSM), entidade que consegue unir o grosso do
sindicalismo internacional na luta contra os restos autoritários do
nazi-fascismo. Mesmo sofrendo enorme desgaste político e perda de associados, a
AFL mantém o apoio do patronato, da extrema direita organizada no Partido
Republicano e de setores do Partido Democrata.
A esperança da construção
de um novo sindicalismo nos EUA, independente e classista, não consegue se
sobrepor à poderosa burguesia imperialista. Diante da violenta repressão
desencadeada pela “guerra fria”, os dirigentes do CIO começam a dar sinais de
fraqueza. As corporações capitalistas se recusam a negociar com seus sindicatos
afiliados e o parlamento aprova a lei Taft-Hartley, em 1947, proibindo o
registro de entidades “comunistas”.
Em 1948, sua convenção de Portland
decide adequar os estatutos às restrições da legislação federal. Um ano depois,
na convenção de Cleveland, dez organizações afiliadas, representando um milhão
de trabalhadores, são expulsas por manterem em seus programas a luta contra o
capitalismo.
Em fevereiro do mesmo ano, o CIO se retira da FSM. James
Casey, tesoureiro-geral da central, explica a decisão: “No passado, unimo-nos
aos comunistas para lutar contra os fascistas; em outra guerra, unir-nos-emos
aos fascistas para lutar contra os comunistas”. Logo após, o CIO apóia a guerra
na Coréia. Taxados de comunistas, os sindicalistas progressistas são expulsos
das entidades afiliadas.
Em dezembro de 1955, há exatamente cinqüenta
anos atrás, a AFL e o CIO se fundem. George Meany, o primeiro presidente da
central unificada, define sua linha político-sindical. “Nós cremos no sistema
capitalista. Somos dedicados à preservação desse sistema e não estamos dispostos
a permutar por nenhum outro”. A partir desta data, ganha forma a aparatosa
estrutura da central estadunidense, que agora parece dar sinais de esgotamento.
Fonte: Altamiro Borges, Diário Vermelho
Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/08/05 12:17:16 h
Lula é a mãe
São
Paulo, domingo, 07 de agosto de 2005
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GILBERTO DIMENSTEIN
Lula é a mãe
Não existe
registro de um governante brasileiro que tenha falado tanto publicamente de sua
mãe como Lula. As referências a Lindu tornaram-se ainda mais freqüentes nas
últimas semanas, entremeadas nos discursos presidenciais sobre as denúncias de
corrupção que envolvem o governo.
Lula diz vir da herança materna sua
valorização da educação, da ética e até da perseverança. Na quinta-feira
passada, no Piauí, chorou ao falar que, graças a Lindu, teria aprendido a nunca
perder a esperança, por maiores que fossem as dificuldades. \"Não tinha jeito de
você ver a minha mãe sentar numa mesa, mesmo quando não tinha o que comer, e
perder a esperança.\"
Talvez as referências sejam orientadas por um cálculo
de marketing para garantir a identidade com os mais pobres. Talvez até, quem
sabe, a fragilidade psicológica de Lula atraia a lembrança da protetora figura
materna.
Seja qual for a motivação, Lula está assumindo uma pregação inédita
para um presidente brasileiro, mostrando aos mais pobres o papel da família -no
caso a mãe- como núcleo educacional. Essa pregação tem um valor didático
interessante e vem sendo cada vez mais explicada não só em palavras mas em
números.
Nunca o Brasil dispôs, como agora, de estudos tão detalhados sobre
o papel da família na vida escolar. Pesquisas divulgadas neste ano revelam que
basta os pais se mostrarem atentos ao que o filho faz ou deixa de fazer em sala
de aula para aparecerem efeitos positivos. Não estou falando aqui em ajudar na
lição de casa, mas apenas na atenção.
Um exame (Saresp) realizado com cerca
de 5 milhões de alunos de escolas municipais, estaduais e privadas de São Paulo,
cujos resultados foram divulgados no mês passado, indica que, quanto mais omisso
é o pai ou a mãe, pior o desempenho do aluno.
Em todo o país, 6.204 escolas
ficam abertas no fim de semana, nas quais se promovem atividades alunos e
familiares. A tendência é geral: queda da violência. Afinal, cria-se uma
sensação de propriedade e de respeito associada ao ambiente educacional.
Em
dois anos desse programa em São Paulo, onde 5.306 participam do Escola da
Família, segundo avaliações externas, a incidência de agressões físicas caiu
46,5%; 57% foi a queda de homicídios; 39,5% de depredações ao patrimônio
(pichações, por exemplo).
Em 2.102 escolas em que, além de estarem abertas
nos finais de semana, lançaram-se programas de protagonismo juvenil, estimulando
jovens a desenvolverem projetos em seu bairro, a queda do número de
delinqüências ainda foi mais profunda. Diminuíram especialmente as ameaças e
agressões feitas por alunos a professores e funcionários. A Fundação Seade
prepara um estudo, a partir desses dados, mostrando que, além da queda da
violência, melhora a nota e a taxa de evasão dos alunos. Compreensível: afinal,
são ofertadas atividades extracurriculares, envolvendo 28 mil monitores
universitários.
Esse tipo de interação produz cenas mágicas. Em Taboão da
Serra, na região metropolitana de São Paulo, professores ganham bônus se
visitarem a casa das famílias de seus alunos.
No começo, os professores
demonstraram resistência, receosos de caminhar pelas ruelas de favelas ou
bairros pobres, marcados pela violência. Viram-se, então, escoltados pelos
alunos, que lhes garantiam salvo-conduto. Em cada casa, havia um clima de
recepção cerimoniosa: todos vestidos com roupas limpas, banho tomado, a mesa
repleta de doces, bolos e salgados. Os receios se desfizeram. Os pais e os
filhos, sentindo-se respeitados, deram os mais diferentes sinais de valorização
da escola.
Resultado: o professor, além de conhecer melhor seu aluno -e
assim consegue resolver ou evitar problemas- se vê mais apoiado pela família e,
de quebra, ainda tem um aumento no salário.
Esses números e fatos indicam
que a educação não deveria ser sinônimo de sala de aula -essa é a tradução
medíocre, atrasada e inútil de encarar a transmissão de conhecimento. Educação
integral é, em essência, a química que se produz na conjunção de família,
comunidade e escola.
Daí que começa surgir, neste ano, uma experiência,
envolvendo universidades como USP e Unicamp na formação de diretores de escolas
e professores em educação comunitária -ou seja, aprenderão técnicas para
envolver as famílias, o bairro e a cidade nas escolas. Passa-se a valorizar no
magistério a função do educador como um empreendedor comunitário, capaz de fazer
as mais diversas alianças em sua rua, seu bairro e sua cidade, aproveitando de
um químico ou físico aposentados, passando pelos médicos, até os espaços
culturais e esportivos, muitos dos quais pouco utilizados durante a semana. Há
uma série de indivíduos e entidades que só não ajudam porque não são chamados ou
não sabem como quem conversar na escola. Bastou lançar o \"Escola da Família\",
em São Paulo, para aparecerem 40 mil voluntários.
Ao citar tanto a mãe, Lula
está trazendo, involuntariamente, ao debate o papel da família na educação -a
primeira etapa de formação do capital humano.
PS- Fiz um dossiê em meu site
(www.dimenstein.com.br) sobre as estatísticas de desempenho escolar e violência
a partir da relação família e escola, além do detalhamento dos programas.
E-mail - gdimen@uol.com.br
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/08/05 13:39:01 h
São mais de 120 os chineses presos em mina inundada
São mais de 120 os chineses presos em mina
inundada
10/08/2005 - Estado de São Paulo
Pequim - O número de
mineiros bloqueados em uma mina inundada do sul da China desde domingo, com
poucas possibilidades de sobrevivência, é de 123, informou uma fonte oficial.
Este novo número foi divulgado pelo vice-governador da província de Guangdong,
You Ningfeng, citado pela agência Nova China.
As estimativas precedentes
registravam 101 ou 102 mineiros bloqueados e as autoridades admitiram que era
difícil saber o número exato de mineiros que estavam no local no momento do
acidente, na tarde de domingo. A catástrofe aconteceu por um motivo
desconhecido, mas autoridades acreditam que violações das normas de segurança
estejam por trás do ocorrido.
Apenas quatro mineiros conseguiram escapar
depois que o túnel de 420 metros foi inundado. Equipes de resgate informam que a
quantidade de água bloqueando a passagem é imensa, estimada em pelo menos 15
milhões de metros cúbicos.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 02/08/05 15:11:29 h
TRABALHO x SAUDE
NOTÍCIAS
RUMO INCERTO PARA SAÚDE E SEGURANÇA
O perfil da Saúde e
Segurança na esfera do Ministério do Trabalho está a cada ano mais apagado. A
impressão que se tem é de que o assunto não tem importância para o Governo.
Sucateado, empobrecido, com cada vez menos estrutura e autonomia para
desenvolver ações de fiscalização nos ambientes de trabalho das empresas, o
Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho agoniza.
A minuta da Política
Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (PNSST) criada por um Grupo
Interministerial ligado aos Ministérios do Trabalho, Saúde e Previdência quer
ser uma “luz no fim do túnel” colocando o assunto na lista de prioridades do
Governo Federal. Será? A articulação de ações entre Trabalho, Saúde e
Previdência, que devem ser os mais interessados em acidentes e doenças do
trabalho, é o objetivo principal desta nova política que o Governo está tentando
delinear. O problema é que não existe articulação, logo, a Política não está
convencendo ninguém, nem mesmo aos próprios profissionais destes ministérios.
Desentendimentos entre Saúde e Trabalho sobre a competência para fiscalizar ou
vigiar ambientes laborais deixam claro que serão necessárias ainda muitas ações
até que se chegue a um denominador comum.
Que diremos então das empresas
e dos trabalhadores, que estão a “ver navios” com relação ao assunto? Não será
porque a tal PNSST foi construída a portas fechadas, sem a participação dos
patrões e empregados? A reportagem Rumo incerto para a Saúde e Segurança do
Trabalho
Postado por: Adir de
Souza
Data: 26/07/05 12:30:38 h
REVER CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA SAT
REVER CLASSIFICAÇÃO DE RISCO PARA SAT
A forma de
cobrança do Seguro de Acidente de Trabalho (SAT) vai mudar entre março e abril
de 2006. Hoje, as empresas pagam alíquotas de 1%, 2% ou 3% sobre a folha de
pagamento, de acordo com o risco de cada atividade, o que garante arrecadação de
R$ 5 bilhões por ano. Agora, a Previdência Social está fazendo um estudo
epidemiológico cruzando o número de benefícios concedidos por doença, não apenas
os acidentários, com a atividade. Isso permitirá que o INSS estabeleça novas
alíquotas para cada segmento.
Nas lesões por esforço repetitivo (LER) e
doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho (DORT), as estatísticas
oficiais contabilizavam 14 mil casos em 2003, mas o número chega a 130 mil
quando são incluídos todos os benefícios — inclusive os não classificados como
ocupacionais — conforme O GLOBO publicou ontem na reportagem “A epidemia da
dor”. As LER/DORT já são 70% das doenças ocupacionais e aposentam cinco mil
pessoas por ano.
Pelos dados dos últimos cinco anos, a Previdência
estabelecerá alíquotas diferentes para empresas do mesmo setor. Elas poderão
pagar a metade ou o dobro do percentual fixado para seu segmento, conforme seu
desempenho. Quanto menos acidentes, menor o seguro.
Empresas do mesmo
setor terão alíquotas diferentes
Arruda diz que a arrecadação não deve
aumentar com a nova tributação, mas os gastos com a saúde do trabalhador devem
cair. Em 2004, a Previdência gastou R$ 4 bilhões com benefícios acidentários e
R$ 5,3 bilhões com aposentadorias especiais.
Segundo Arruda, a proposta
foi aprovada por empresários e trabalhadores no Conselho Nacional de Previdência
Social. Magnus Apostólico, superintendente de Relações de Trabalho da Federação
Nacional dos Bancos (Fenaban), concorda com os benefícios às empresas que
reduzirem o número de doentes. Mas é contra a revisão das alíquotas por dados do
passado.
Já os trabalhadores aprovaram a medida. João Carlos Gonçalves,
o Juruna, secretário-geral da Força Sindical, concorda com a mudança, mas
lembrou da importância de se implantar os comitês de trabalhadores nas empresas
para ajudar a prevenir doenças e acidentes.
Casos como o de Valéria
Valença que não é mais bancária, mas carrega reflexos da profissão. Demitida em
1998, após a privatização do Banco Real de Minas Gerais, hoje é cobradora de
ônibus. O trabalho provocou três hérnias de disco, tendinite no ombro direito e
síndrome do túnel do carpo, desobstruído numa cirurgia em 2004.
Fonte: Sinait - 04/07/05 (compilado)
Postado por: Adir de
Souza
Data: 22/07/05 15:25:36 h
OS CUSTOS DOS ACIDENTES NO TRABALHO
OS CUSTOS DOS ACIDENTES NO TRABALHO
Presidente do SINTESPAR
Os riscos de acidentes no trabalho são
uns dos problemas contemporâneos mais importantes para as sociedades no mundo
todo. No Brasil os índices dos acidentes no trabalho ainda são alarmantes,
comparativamente com outros países com economia e força de trabalho semelhante,
apesar do esforço de empregadores, empregados e governo.
As estatísticas
divulgadas pela DataPrev, referentes ao ano de 2003, mostram que não há um
declínio claro e evidente desse tipo de acontecimentos o que torna o fato em um
verdadeiro problema de saúde pública que deve ser entendido e tratado em sua
verdadeira dimensão, seja pelas suas implicações econômicas junto aos
acidentados, seja pelas repercussões na economia como um todo e pelo custo que
isto significa para a sociedade de uma maneira geral.
É importante
determinar os custos econômicos diretos dos riscos no trabalho, assim como seus
efeitos indiretos, que ocasionam impactos no âmbito social (ocasionado na vida
dos trabalhadores incluindo o plano familiar), as repercussões para as empresas,
a sociedade, identificando os mecanismos genéricos de produção dos riscos e dos
principais fatores participantes para estabelecer as medidas condizentes de
prevenção que devem ser fatíveis de realização.
Os principais problemas a
serem resolvidos consistem em obter todas as informações necessárias, e que
sejam confiáveis, para determinar os custos em sua verdadeira dimensão e
extensão, assim como utilizar instrumentos adequados para operacionalizar
variáveis que permitam a avaliação dos diferentes fatores que participam na
gênese dos acidentes no trabalho.
Para determinar os custos dos riscos dos
acidentes é necessário:
1.- Determinar a incidência dos Riscos no Trabalho
na população a ser estudada,
2.- Identificar os principais mecanismos de
produção das lesões e danos,
3.- Identificar os principais agentes de lesão,
4.- Estabelecer os principais fatores condicionantes dos riscos no trabalho,
5.- Determinar os efeitos diretos dos riscos no trabalho sobre o
trabalhador,
6.- Quantificar os custos para atendimento e tratamento do
acidentado,
7.- Quantificar os custos para a empresa,
8.- Determinar os
principais efeitos indiretos dos acidentes no trabalho sobre a família do
trabalhador, das repercussões e suas conseqüências no entorno social e do
convívio do indivíduo.
É evidente que os incidentes e acidentes, têm um
custo econômico e social maior ao comumente divulgado, ao mesmo tempo estes são
gerados dentro de um padrão geral ou processo definido pelos seus mecanismos de
causa, sob condições e fatores constantes que são suscetíveis de serem
quantificados e de serem controlados por meio de medidas preventivas concretas
em fases e momentos específicos durante um processo de trabalho.
Consideramos finalmente que é totalmente possível identificar e controlar os
principais fatores que desencadeiam os acidentes no trabalho, de maneira a
proporcionar ambientes mais seguros na medida da aplicação de ações preventivas,
específicas, para lograr uma efetiva proteção contra a maior parte dos agentes
que provocam acidentes.
Bruno C. Bilbao Adad
Engenheiro de Segurança no
Trabalho
Para o Sintespar
A/C Sr. Adir de Souza
Presidente
Bruno Caruso Bilbao Adad
Endereço(s) de email(s):
Bruno.Adad@pr.senai.br
Um abraço.
Bruno.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 22/07/05 13:12:28 h
Vamos para são paulo?
Estamos
tentando viabilizar ônibus para visita a feira Expproteção em São Paulo e
Encontro dos Técnicos saída Dia 1º de setembro e retorno a noite. Com saídas
De Curitiba, Cascavel, Maringá passando por Londrina.
Interessados
entrar em contato pelo e-mail sintespar@brturbo.com.br
Adir
Postado por: Adir de
Souza
Data: 22/07/05 13:11:03 h
Visita a feira e encontro dos técnicos em são Paulo
Estamos tentando viabilizar ônibus para visita
a feira Expproteção em São Paulo e Encontro dos Técnicos saída Dia 1º de
setembro e retorno a noite. Com saídas
De Curitiba, Cascavel, Maringá
passando por Londrina.
Interessados entrar em contato pelo e-mail
sintepar@brturbo.com.br
Adir
Postado por: Adir de
Souza
Data: 19/07/05 10:32:01 h
Comissão de Trabalho indica relator para projeto sobre
LER
Consolidada - 7/6/2005 20h55
Comissão de Trabalho indica relator para projeto sobre LER
Laycer Tomaz
Osvaldo Bezerra (E) disse que os problemas de saúde
gerados pelo trabalho repetitivo exigem iniciativas imediatas do poder público.
O presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público,
deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), designou o deputado Tarcísio
Zimmerman (PT-RS) para a relatoria do Projeto de Lei 4347/98. De autoria dos
deputados Walter Pinheiro (PT-BA) e Luciano Zica (PT-SP), a proposta regulamenta
o tratamento da lesão por esforço repetitivo (LER) no mercado de trabalho e
define políticas públicas de prevenção às doenças relacionadas ao trabalho.
A decisão de Alves atendeu a pedido da presidente da Associação de
Trabalhadores e Trabalhadoras Vítimas de Assédio Moral na Brasil Telecom,
Schirlei de Azevedo do Amaral Ribeiro. Ela participou hoje de audiência pública
promovida pelas comissões de Trabalho; e de Seguridade Social e Família sobre os
problemas de trabalhadores em serviços de teleatendimento. \"O projeto pode ser
a solução e deve ser tirado da gaveta\", disse a presidente da associação.
Políticas públicas
Schirlei Ribeiro sustentou que faltam políticas
públicas adequadas para a prevenção de doenças e a fiscalização do
teleatendimento. Segundo ela, muitos jovens, após 18 meses de trabalho, já
apresentam sintomas de LER. \"Não adianta apenas normatizar a jornada no setor.
Precisamos rever toda a organização do processo de trabalho, porque hoje a
gestão é perversa e conduz ao assédio moral, que gera as doenças\", disse. A
jornada de trabalho no teleatendimento é atualmente de seis horas diárias.
\"Estamos criando um exército de jovens mutilados pela LER, vítimas do seu
primeiro emprego\", advertiu Schirlei. A presidente da entidade também denunciou
que a Brasil Telecom demitiu todos os empregados que tentaram formar um
sindicato, o que motivou o surgimento da associação, que visa combater toda
forma de assédio moral que afeta a categoria.
Medidas imediatas
O
chefe do Centro Regional do Distrito Federal da Fundacentro (entidade vinculada
ao Ministério do Trabalho), Osvaldo da Silva Bezerra, reconheceu que os
problemas de saúde gerados pelo trabalho repetitivo no setor de teleatendimento
exigem iniciativas imediatas do poder público. Bezerra explicou que, em função
do grande número de afastamentos por motivo de saúde, a Fundacentro está dando
prioridade ao estudo das novas doenças que afetam quem trabalha no
teleatendimento. \"É preciso construir uma norma legal que discipline o trabalho
no setor\", disse. Ele observou que a Instrução Normativa 98, que hoje rege o
trabalho na área, representou um avanço positivo, mas ainda não é abrangente o
bastante.
A instrução também foi criticada pelo presidente da Associação
Brasileira de Telemarketing, Topázio Silveira Neto. Ele destacou que a norma não
exige comprovação do nexo causal entre a atividade profissional e a incidência
da lesão por esforço repetitivo (LER). Para ele, a doença tem caráter
multicausal. \"Não podemos concordar que ela seja considerada causada pelo
teleatendimento sem antes investigar a vida dos pacientes, que podem ter outras
atividades que a motivem, como é o caso das manicures ou dos jogadores de
vôlei\", exemplificou.
Topázio Neto também questionou o diagnóstico da
Fundacentro, afirmando que a entidade não dispõe de capacidade logística para
avaliar o desempenho do setor no País como um todo. \"Ela faz apenas avaliações
localizadas, que são distorcidas porque o Brasil é muito diverso\", garantiu.
O presidente da Associação Brasileira de Telemarketing explicou ainda que o
setor emprega cerca de 550 mil trabalhadores no País e cresce em torno de 10% ao
ano, destacando-se inclusive como exportador de serviços, contribuindo para a
balança comercial.
Propostas relacionadas:
- PL-4347/1998
Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Francisco
Brandão
Agência Câmara
Tel. (61) 216.1851/216.1852
Fax. (61)
216.1856
E-mail:agencia@camara.gov.br
Postado por:
Webmaster
Data: 16/07/05 19:53 h
| Núcleo vai combater
crimes contra a saúde no Paraná Gisele Rech [14/07/2005]
Os crimes contra a saúde e acidentes de trabalho têm, a partir de agora, um atendimento centralizado, que receberá denúncias diretas da população. Ontem foi apresentado, de modo oficial, o Núcleo de Repressão a Crimes Contra a Saúde (Nucrisa), criado mediante uma parceria entre a Polícia Civil e o Ministério Público. A intenção do trabalho conjunto, inédito no Brasil, é atender a grande demanda de casos envolvendo saúde pública e acidentes de trabalho - hoje, em Curitiba, são 500 casos em andamento nos distritos policiais. Fora as denúncias investigadas pelo Ministério Público. "O Ministério Público trabalhava esses casos exclusivamente no centro de apoio à saúde pública e do trabalhador. Agora, com a parceria com a Polícia Civil, o processo investigativo certamente ficará mais ágil", diz o procurador Marcelo Maggio. O Nucrisa funcionará dentro do Ministério Público e terá como comandante a delegada Paula Christiane Brisola, com uma equipe que tem ainda um investigador e dois escrivães. O grupo já trabalha em pelo menos 50 casos e pretende ampliar em breve o número para 400. "Os casos mais comuns envolvem acidentes de trabalho, mas há casos de erros médicos, negligência e imperícia, que podem levar o paciente à morte", diz a delegada. Recentemente, o Ministério Público passou a investigar em Londrina a morte de alguns pacientes na fila de espera por uma vaga na UTI do Hospital Universitário. Mesmo envolvendo a Secretaria de Estado da Saúde, se o caso fosse em Curitiba, Paula deixa claro que o Nucrisa não deixaria de investigar. "Investigamos qualquer caso ligado a saúde, não importa contra quem se dá a ação", assegurou. Vigilância A punição de profissionais que fazem cobranças a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que cobram por receitas ou vendem fórmulas milagrosas ou que mantêm clínicas sem autorização de funcionamento - como as de aborto, por exemplo - também está na pauta do Nucrisa. Uma prova do poder de fogo do novo órgão foi dada esta semana, com a intervenção da Nucrisa no processo de investigação do fechamento de uma clínica que fazia cirurgias plásticas ilegalmente em Curitiba. A LFS Clínica de Cirurgia Plástica, conhecida também como Personal Corp, não tinha estrutura física adequada para cirurgias, nem licença da Prefeitura. A médica proprietária da clínica, Luciana de Freitas Santos, foi autuada por lesão corporal e responderá a um inquérito policial. "A Vigilância Sanitária operou o fechamento e abrimos a investigação. A clínica não tinha condição alguma para realizar cirurgias. A possibilidade de um paciente ter uma infecção hospitalar é muito grande e queremos alertar as pessoas para que denunciem ambientes hospitalares que demonstrem qualquer irregularidade", diz a delegada. Para denunciar crimes contra a saúde e acidentes de trabalho, o Nucrisa disponibiliza o telefone (41) 3250-4859. |
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/07/05 13:16:09 h
MAIS UM ALIADO - Os crimes contra a saúde e os
acidentes de trabalho
cidades@parana-online.com.br
Núcleo vai combater crimes contra a saúde no Paraná
Gisele Rech
[14/07/2005]
O procurador Marcelo Maggio acredita que o
processo investigatório ficará mais ágil.
Os crimes contra a
saúde e acidentes de trabalho têm, a partir de agora, um atendimento
centralizado, que receberá denúncias diretas da população. Ontem foi
apresentado, de modo oficial, o Núcleo de Repressão a Crimes Contra a Saúde
(Nucrisa), criado mediante uma parceria entre a Polícia Civil e o Ministério
Público.
A intenção do trabalho conjunto, inédito no Brasil, é atender a
grande demanda de casos envolvendo saúde pública e acidentes de trabalho - hoje,
em Curitiba, são 500 casos em andamento nos distritos policiais. Fora as
denúncias investigadas pelo Ministério Público. “O Ministério Público trabalhava
esses casos exclusivamente no centro de apoio à saúde pública e do trabalhador.
Agora, com a parceria com a Polícia Civil, o processo investigativo certamente
ficará mais ágil”, diz o procurador Marcelo Maggio.
O Nucrisa funcionará
dentro do Ministério Público e terá como comandante a delegada Paula Christiane
Brisola, com uma equipe que tem ainda um investigador e dois escrivães. O grupo
já trabalha em pelo menos 50 casos e pretende ampliar em breve o número para
400. “Os casos mais comuns envolvem acidentes de trabalho, mas há casos de erros
médicos, negligência e imperícia, que podem levar o paciente à morte”, diz a
delegada.
Recentemente, o Ministério Público passou a investigar em
Londrina a morte de alguns pacientes na fila de espera por uma vaga na UTI do
Hospital Universitário. Mesmo envolvendo a Secretaria de Estado da Saúde, se o
caso fosse em Curitiba, Paula deixa claro que o Nucrisa não deixaria de
investigar. “Investigamos qualquer caso ligado a saúde, não importa contra quem
se dá a ação”, assegurou.
Vigilância
A punição de profissionais
que fazem cobranças a pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que
cobram por receitas ou vendem fórmulas milagrosas ou que mantêm clínicas sem
autorização de funcionamento - como as de aborto, por exemplo - também está na
pauta do Nucrisa.
Uma prova do poder de fogo do novo órgão foi dada esta
semana, com a intervenção da Nucrisa no processo de investigação do fechamento
de uma clínica que fazia cirurgias plásticas ilegalmente em Curitiba. A LFS
Clínica de Cirurgia Plástica, conhecida também como Personal Corp, não tinha
estrutura física adequada para cirurgias, nem licença da Prefeitura. A médica
proprietária da clínica, Luciana de Freitas Santos, foi autuada por lesão
corporal e responderá a um inquérito policial. “A Vigilância Sanitária operou o
fechamento e abrimos a investigação. A clínica não tinha condição alguma para
realizar cirurgias. A possibilidade de um paciente ter uma infecção hospitalar é
muito grande e queremos alertar as pessoas para que denunciem ambientes
hospitalares que demonstrem qualquer irregularidade”, diz a delegada.
Para denunciar crimes contra a saúde e acidentes de trabalho, o Nucrisa
disponibiliza o telefone (41) 3250-4859.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 14/07/05 14:29:48 h
Vagas para Técnicos de Segurança
URGENTE Vaga para Técnicos de Segurança recem
Formados
2 vagas para masculino e 1 feminino, Favor enviar curriculum para o
SINDICATO
sintespar@yahoo.com.br ou sintespar@brturbo.com.br
Adir de
souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 09/07/05 13:51:09 h
ACIDENTE FATAL
Assunto: Acidente de trabalho
Jovem morre em
acidente de trabalho
Rapaz fazia limpeza de uma máquina, que foi ligada
por outro funcionário; empresa manifesta luto
Gisele Rodrigues e
- Cristiani Azanha - Santa Bárbara d\'Oeste
O ajudante geral Eduardo da
Silva Leite, 25, morreu triturado na máquina em que trabalhava, ontem, na
Unidade Fabril 10, das Indústrias Romi, em Santa Bárbara d\'Oeste. Leite era
funcionário da empresa desde 2002. Os funcionários do setor ficaram em estado de
choque e foram dispensados.
Em nota oficial, a direção da empresa lamentou a
morte do funcionário e informou estar em luto. A empresa também informou que irá
tomar todas as providências para assistência à família do trabalhador e se
colocou à disposição das autoridades para informações.
A família do
funcionário acredita que houve falha no sistema de segurança da empresa. Segundo
o pai do rapaz, Antonio Bezerra Leite, há cerca de um mês, o filho havia
reclamado que teria quase se acidentado na empresa. \"Ele escorregou na hora de
limpar uma máquina e, para não cair de um lugar muito alto, ele se segurou numa
base de ferro e cortou o dedo\", contou o pai. Bezerra lamentou o acidente e
acrescentou que o filho estava com casamento marcado para o início do próximo
mês.
De acordo com apuração preliminar da Polícia Civil, o acidente
ocorreu por volta das 12h, quando o funcionário limpava o interior de uma
máquina misturadora de areia e outro trabalhador ligou a máquina. De acordo com
a polícia, o painel onde a máquina é acionada estava aberto e não havia placa
indicativa de que o equipamento estava passando por manutenção. Enquanto Leite
trabalhava na limpeza da máquina, outro funcionário voltou do almoço e ligou o
equipamento.
O equipamento foi desligado depois que um funcionário
encontrou o crachá de Leite sobre a mesa e suspeitou que ele não teria deixado o
local. A máquina possui cerca de cinco metros de altura e, em seu interior, há
hélices cortantes e rodas esmagadoras de areia.
O presidente do
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Santa Bárbara, Cláudio Roberto
Pereira, disse desconhecer histórico de acidente de trabalho fatal na empresa.
Segundo o sindicalista, ocorrências de acidentes de trabalho na empresa também
não são comuns.
O corpo do rapaz será sepultado às 16h30, no Cemitério
da Paz, conhecido como Cabreúva.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 08/07/05 12:20:26 h
Mensagens aos colegas
Bom dia Adir,
Tenho lido as notícias no site do
Sintespar. Houve uma época em que eu estive mais ligado ao sindicato devido
horário de trabalho por turnos, e por 5 anos trabalhando fora de curitiba
conforme você sabe.
Mas a época da qual me refiro é aquela em que o
sinticado lutou para que tivéssemos hoje uma profissão regulamentada, de certa
maneira somos privilegiados, acompanhei a sua luta e de outros. Talvez seja
interessante mostrarmos para os novos profissionais da área que devemos nos
unir, e se não tivermos alguém com braço forte, a força para nos derrubar é
grande. Se não fosse o seu idealismo e de outros não sei como estaríamos hoje.
Um abraço,
Carlos Venicio Marcon
Técnico de Segurança e Med. do
Trabalho
TROX DO BRASIL
F: 41-3316-8438
E-mail:
rh_marcon@troxbrasil.com.br
http:// www.troxbrasil.com.br
Postado por: Adir de
Souza
Data: 06/07/05 14:19:46 h
O DIA DIA NO SINDICATO
Prezados colegas
Eu gostaria, Adir e demais
colegas do sindicato, de agradecer e de tecer
meus elogios ao brilhante
evento de posse da nova diretoria do sindicato dos
Técnicos de Segurança do
Trabalho do Paraná,no dia 30/07/2005, pela
organização, pela grande
confraternização e pelo alto nível demonstrado no
jantar, que reuniu
inúmeros colegas da área.
Também, gostaria de registrar que se hoje aqui
chegamos não foi por acaso,
mas sim pela luta destemida e pelo pulso firme
de alguns idealistas que
nunca se deixaram envergar diante das vicissitudes
e das barreiras, pois
sabemos que nestes 22 anos de luta para manter o
\"sindicato aberto para
todos\", (fundado em 1983), foram muitas as batalhas
enfrentadas, entretanto
muitas também foram as conquistas, pois apesar da
democracia plena vivida
neste país, não podemos nos esconder atráz da amarga
realidade que é viver
num mundo capitalista de patronais fortes e sem
cultura prevencionista como
ainda é a nossa sociedade empresarial
brasileira.
Sou um exemplo da atuação do SINDICATO em defesa da
categoria, pois fui
reintegrada ao meu emprego, após uma demissão arbitrária
e enquanto me
encontrava doente e fragilizada, graças ao apoio desta
entidade que lutou
pelos meus direitos junto comigo e nos momentos em que
pensei fraquejar ali
estavam eles a me apoiar e, após muitos dissabores,
finalmente pude ser
aposentada!
Por isso é triste registrar
reclamações de cobrança de contribuição confederativa, pois entendemos que se
hoje temos um piso que estabelece legalmente que o Técnico de Segurança não pode
receber menos que o determinado é graças a luta deste sindicato;se hoje temos
uma profissão regulamentada, é porque este sindicato muito
lutou para
consegui isto; se hoje temos algum apoio da DRT na fiscalização é graças a boa
política desenvolvida nos últimos anos junto a esta instituição;se hoje temos a
obrigatoriedade do registro do SESMT junto a DRT também é
graças a este
sindicato que muito tem brigado pela manutenção desta obrigatoriedade pois
somente assim é que sabemos quais são as empresas que
tentam burlar a lei do
trabalho seguro e com qualidade para todos!
Portanto colegas, a contribuição
é só o mínimo que pode ser feito por uma categoria em prol de infinitas benesses
e de infinitos agraciados por estas benesses, sejam elas (as benesses)
diretamente ligadas ao Técnico de Segurança ou ligadas aos trabalhadores, que
sabemos que levam este país nos ombros e muito pouco são lembrados na sua
qualidade de vida no trabalho!
Por isso, não posso me calar, e quero dizer:
Parabéns a você Adir e aos demais componentes da Diretoria pela LUTA, pela
DIGNIDADE, pelo RESPEITO e pela PREOCUPAÇÃO que sempre demonstraram pelos
trabalhadores do PARANÁ e também do BRASIL, pois somos um exemplo a ser seguido
por outros sindicatos desta área, para que também se motivem e lutem pela
segurança e pelo bem estar de todos.
Um abraço principalmente ao colega
WALTER!
Gleci de Siqueira
Técnica de Segurança do Trabalho há 30
anos ( me formei em 1975).
>From: \"sintespar yahoo\"
>To:
>Subject: E-mail
do Site SINTESPAR
>Date: Fri, 1 Jul 2005 12:54:24 -0300
>
>Walter
>Obrigado por entrar em contato conosco e parabens pela
sua atitude pois numademocracia temos que exercer o nosso direito de saber de
cobrar dasentidades classistas e publicas porque do desconto e nós do sindicato
temos
>obrigação de explicar e de orientar, esta empresa que você esta
trabalhando só te contratou porque este humilde sindicalista ( mas antes de tudo
somos Técnicos de Segurança igual a você) que lhe responde solicitamos uma
>fiscalização do Ministerio do Trabalho denunciada por um outro colega
nosso de pofissão, e todos os dirigentes do sindicato trabalham nas empresas
igual a você no sindicato ninguem ganha nada, a unica diferença é que você
estava
>batalhando sozinho para arrumar um trabalho e nos batalhamos para
reunir outros colegas para arrumar emprego para vários e são centenas de
empregos
>que arrumamos e peço com respeito que você merece compareça na
sua entidade venha conhecer primeiro o SINDICATO ver o que estamos fazendo
primeiro e
>queremos até receber as suas criticas e sugetões e sua ajuda.
>Obs. veja na nossa página a fotos do eventos cursos que relizamos
somente este ano fizemos cursos sobre PPP. instrutor de operador de
empilhadeira,direção defensiva, sobre NR 10 seminarios sobre NR 32 dezenas de
palestras
>nas empresas reuniões com os Tecnicos em Maringá, Umuarama,
reuniões em São Paulo participação nos grupos de trabalho que altera as normas
NRs inclusive
a NR-4 e na CTPP, 31, NR-10, tem muita gente trabalhando por
você pela nossa categoria em todo estado do Paraná, e com muito sacrificio pois
NÃO temos recursos finaceiros como outros SINDICATOS, e sua ajuda é muito
>importante participando não só contribuindo, pois o que é mais injusto é
uma minoria que contribui para ajudar a maioria, e todas quartas a partir das
19:00 horas estamos reunidos no Sindicato a mais de 3 anos e com certeza e
>na proxima quarta feira queremos contar com sua presença.
>E
ainda se precisar de algum material da área Técnica nos informe, se eu não tiver
envio para outros colegas, que poderão lhe ajudar e vou enviar seu email para
outros colegas você ficará bem informado da nossa profissão.
>Você
informa no seu e-mail que conhece vários técnicos nenhum viu o nossotrabalho,
pois neste momento que lhe escrevo chegou uma solitação de um
>Tecnico
para uma empresa FAVOR ENVIAR NOME END. OU EMAIL DE TODOS ESTES
>QUE
>COLEGAS QUE VOCÊ CONHECE
>Até quarta feira
>um grande
abraço
>Adir de Souza
>Presidente
>
>
>RH@SERZEGRAF.COM.BR
>ficha@sintespar.com.br
>
>
> nome: WALTER SILVA GROCHENTZ JUNIOR
> >
> > mensagem:
BOA TARDE SRS. SINDICALISTAS, ESTOU ENVIANDO ESTE E-MAIL POR
>PROTESTO,
POIS ESTAVA EXECUTAMDO MINHAS ATIVIDADES NORMAIS, QUANDO A
>FUNCIONÁRIA
DO RH ME INFORMOU QUE ESTARIA DESCONTANDO DA MINHA FOLHA DE
>PAGAMENTO A
CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA, DISSE A ELA QUE TUDO BEM, O QUE EU
>PODERIA
FAZER! NADA, POIS ESTÁ NA CONSTITUIÇAO NÃO É? MAS A MINHA
>INDIGNAÇÃO
>É A SEGUINTE,DEPOIS DE SETE ANOS FORMADO POR VÁRIOS MOTIVOS DIFERENTES
SÓ
>AGORA CONSEGUI UM EMPREGO NA ÁREA, E APÓS REGISTRAR O SESMT NA D.R.T
ME
>CHEGA ESTA CARTA INFORMANDO O DESCONTO E OS MOTIVOS DOS DESCONTOS, EU
ACHO
>QUE O SINDICATO TEM ACESSO AO NUMERO DE TÉCNICOS QUE SE FORMAM
>SEMESTRALMENTE E OS QUE ESTÃO ATUANDO OU NÃO NA ÁREA(ESTIMATIVA, NÃO
>NUMEROS
>CONCRETOS )E A PRIMEIRA CORRESPONDÊNCIA QUE RECEBO DO
SINDICATO É DE
>COBRANÇA, POIS NUNCA VI CAMPANHAS DO SINDICATO PARA
TENTAR AJUDAR OS
>TÉCNICOS QUE NÃO ATUAVAM A ENTRAR NO MERCADO (PELO
MENOS NA MIDIA OU OUTRO
>TIPO DE INFORMATIVO POIS ATÉ ENTÃO NÃO TINHA
INTERNET)) AJUDANDO COM CURSOS
>DE ATUALIZAÇÃO DIVULGAÇÃO DE VAGAS(NÃO SÓ
PELA INTERNET)OU TENTAR SABER
>PORQUE ESTES TÉCNICOS NÃO ESTÃO NO
MERCADO,POIS CONHEÇO VÁRIOS TÉCNICOS E
>NENHUM NUNCA VIU TRABALHO
SEMELHANTE,SEI QUE TENHO QUE CONTRIBUIR E VOU
>CONTRIBUIR MAS NÃO ACHO
JUSTO.
> >
> > WALTER S. GROCHENTZ JÚNIOR
> > TÉC.
DE SEG. DO TRABALHO
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/07/05 16:22:47 h
Incendio
Sexta-feira, 1º de julho de 2005
ACIDENTE 08/06/2005 - 18h59
Incêndio destrói depósito
de madeireira em Curitiba
Um incêndio destruiu parte de uma madeireira na
manhã desta quarta-feira no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Os bombeiros
levaram quatro horas para apagar o fogo.
O acidente aconteceu por volta
das 7h30 na madeireira Selectas, que fica na BR-476. De acordo com o Corpo de
Bombeiros, uma fagulha pode ter iniciado o incêndio no
interior um dos dois
silos (contrução para armazenamento de grãos e folhagens) da empresa, que
continha serragem usada para
a alimentação de uma caldeira.
Os
bombeiros chegaram rápido ao local e
impediram que as chamas se espalhassem
para outros setores da madeireira. Foram
utilizados dois carros do Corpo de
Bombeiros e um caminhão-tanque, e
gastos 30 mil litros de água durante a
operação. Os bombeiros também tiveram trabalho para retirar a serragem de dentro
do silo que ainda não havia sido queimada pelo incêndio. A área ao redor do silo
incendiado não precisou ser interditada.
A empresa não revelou o
prejuízo causado
pelo fogo.
Informações Alexandre Cegala - Gazeta do
Povo
Texto - TudoParaná
Postado por: Adir de
Souza
Data: 22/06/05 13:05:44 h
nova diretoria que será eleita amanhã
Nome
Adir de Souza
João Carlos
Fassina
Paulo Roberto da Costa Serrano
Robert Yuri Pfaffenzerller
João Saran Carraro
Sérgio Santana Pequeno
Sergio Ribeiro de Carvalho
Denílson Culpi
Julio César de Oliveira
Aramis. B. F. Schatz
Paulo Wocjik
Elizeu Oliveira de Freitas
José Antonio Araujo
José
Pereira dos Santos
Ari Luis Antunes
Amiltom de Jesus Antunes
Joaquim
Correia da Cruz Prado
Gleci Terezinha Siqueira
Germano Pestana Neto
Eloy Cidreira Lopes Filho
Miguel Pokojeski
Idel Chaves
Paulo
Afonso Mulhmann
Altair S. de Castro Junior
Tadeu Tobias Andersen Junior
Edson Carlos Michuska
Adão Valdivino de Miranda
Linelson De Brito
Rodrigues
Richard Wilson Lui
Wellington Simas
Valter Biscaia da
Silva
Odair Debacco
Antonio Albari da Silva
Antonio Manoel Avelino
Pereira
Ney Cezar Kos
Paulo Cesar Teluski
Cirino dos Santos
Paulo Roberto Fostim
Simonne Cristiane Graff
Wilson Kochake
Soni
Alvicio Kunzel
Cristiane Virgilina de Souza
Edevaldo dos Santos Aragão
Luis Carlos Brás da Silva
Laura Linian P.Pequeno Bordin
Jorge de
Paula Carvalho
Cristiane L.Cordeiro
Marcos Fragoso
Odetino Santana
Leonice Claro Soares
Lincon V. Uldre
Otto Roberto Basílio Schmeing
Marcio Santos Marques
Antonio Vilson de Deus
Darci Maria da Rosa
Ildefonso Costa Junior
Oscar Lima Ramos
Wilson Polimeni
Oliveira
Pereira Lopes
Simone Kroll
Postado por: Adir de
Souza
Data: 22/06/05 13:03:36 h
Nome Telefone
E-mail
Adir de Souza Fundacentro Curitiba 41-9113-2506
sintespar@yahoo.com.br
João Carlos Fassina Copel Curitiba 41-9938-6348
j.fassina@copel.com
Paulo Roberto da Costa Serrano Alcatel Celuar Curitiba
41-9915-2186 pauloserrano@brturbo.com.br
Robert Yuri Pfaffenzerller Alcatel
-Fixo Curitiba 41-9962-2675
João Saran Carraro Placas do Parana Curitiba
41-9137-0769
Sérgio Santana Pequeno Curitiba 41-9977-2229
Sergio Ribeiro
de Carvalho Ouro Verde Curitiba
Denílson Culpi Curitiba 41-3272-3472
denilsonculpi@hotmail.com
Julio César de Oliveira Copel Curitiba
41-3331-3950 j.oliveira@copel.com
Aramis. B. F. Schatz Volvo Curitiba
41-3317-8190
Paulo Wocjik Volvo Curitiba 41-3317-8190
Elizeu Oliveira de
Freitas Hospital Trab. Curitiba 41-3212-5756 freitaseg@sesa.pr.gov.br
José
Antonio Araujo Curitiba 41-9936-8684
José Pereira dos Santos Ultrafertil
Curitiba 41-3621-2732
Ari Luis Antunes Curitiba
Amiltom de Jesus Antunes
Aker Curitiba 41-9941-3809 amilton.antunes@akerkvaernver.com
Joaquim Correia
da Cruz Prado Construtora Itau Curitiba
Gleci Terezinha Siqueira Aposentada
Curitiba 41-9126-5492
Germano Pestana Neto Molins Curitiba 41-3282-3962
Eloy Cidreira Lopes Filho Extinpag Curitiba 41-3349-1606
Miguel
Pokojeski Dana Curitiba 41-9103-2768
Idel Chaves Pref. S. J. Pinhais.
Curitiba
Paulo Afonso Mulhmann aposentado Curitiba 41-3665-6814
Altair
S. de Castro Junior Autônomo Curitiba 41-3026-5673
Tadeu Tobias Andersen
Junior Curitiba 41-36657990 tadeutst@yahoo.com.br
Edson Carlos Michuska
Placas do Paraná Curitiba
Adão Valdivino de Miranda Placas do Parana
Curitiba 41-91167992 amiranda@placas.ind.br
Linelson De Brito Rodrigues DPM
–Proj. Inst. Ltda Curitiba
Richard Wilson Lui Autônomo Curitiba
Wellington Simas Sesi Curitiba 41-9993-5420
Valter Biscaia da Silva
Copel Curitiba
Odair Debacco Viacão Curitiba Curitiba 41-9222-8999
Antonio Albari da Silva Emater Curitiba 41-9976-4456 albari@onda.com.br
Antonio Manoel Avelino Pereira Petrobrás Curitiba
Ney Cezar Kos Sanepar
Curitiba 41-3330-3262 nckos@sanepar.com.br
Paulo Cesar Teluski GVT Curitiba
41-3025-2758
Cirino dos Santos Diplomata Curitiba 45-99653582
cirino@diplomata@ind.br
Paulo Roberto Fostim Estrela Azul Curitiba
Simonne Cristiane Graff Pref. Curitiba Curitiba
Wilson Kochake Pref.
Curitiba Curitiba
Soni Alvicio Kunzel Cocamar Maringá 44-9962-5588
Cristiane Virgilina de Souza Autônoma Maringá
Edevaldo dos Santos Aragão
Univ.Est.Maringá Maringá
Luis Carlos Brás da Silva Romagnlii Maringá
44-9963-5125
Laura Linian P.Pequeno Bordin Autonoma Maringá
Jorge de
Paula Carvalho Aposentado Maringá
Cristiane L.Cordeiro Maringá
Marcos
Fragoso Copel Maringá
Odetino Santana Selmi Londrina 43-9968-4832
santana@selmi.com.br
Leonice Claro Soares Francovig Londrina
Lincon V.
Uldre Copel Londrina
Otto Roberto Basílio Schmeing Lamix Cascavel
45-3224-0412 ottorobertob@yahoo.com.br
Marcio Santos Marques Cascavel
45-3225-7272
Antonio Vilson de Deus Atlas Pato Branco
Darci Maria da
Rosa Medibel Software Pato branco
Ildefonso Costa Junior Autonimo Guarapuava
Oscar Lima Ramos Pref de Umuarama Umuarama 44-9956-7533
oscarlimaramos@yahoo.com.br
Wilson Polimeni Autônomo Arapongas 43-3274-5829
Oliveira Pereira Lopes Autonomo Campo Mourão 44-3523-5264
Simone Kroll
Transportadora Imbau Telemaco Borba simonekroll@yahoo.com.br
Postado por: Adir de
Souza
Data: 21/06/05 11:20:08 h
ACIDENTE DE TRABALHO - Operário tem braço
atingido por máquina
ACIDENTE DE TRABALHO -
Operário tem braço atingido por máquina
Ele teria tentado soltar galhos
enroscados em máquina de triturar maderia, quando acabou ficando preso
César Augusto
A esteira para trituração de resíduos de madeira,
onde aconteceu o acidente com Adriano Nascimento
Um operário de uma empresa
que trabalha com trituração de resíduos de madeira para servir de combustível em
fornos industriais teve o braço esmagado ontem à tarde na esteira utilizada para
a reciclagem do material. O acidente aconteceu por volta das 15 horas na Multi
Pinus, localizada no Parque Kiugo Takata (Zona Sul). Adriano do Nascimento, 18
anos, é funcionário da empresa há aproximadamente quatro meses e teria tentado
soltar alguns galhos que estavam enroscados entre um cilindro e a esteira,
quando o seu braço foi preso.
Segundo a proprietária da empresa, que
preferiu não ser identificada, a máquina utilizada para trituração é segura e
foi adquirida há cerca de três meses. Segundo ela, a empresa tem oito anos de
atividade e este foi o primeiro acidente registrado com um de seus seis
funcionários.
O operário Adrino Nascimento foi atendido pelo Siate e
encaminhado à Santa Casa, onde chegou consciente. No final da tarde a assessoria
de imprensa do hospital informou que os médicos ainda avaliavam se seria
possível a recuperação dos músculos dilacerados.
O hospital informou
ainda que todo o braço foi atingido pela máquina, mas a parte mais comprometida
foi do cotovelo para baixo.
Silvana Leão
Reportagem Local
Postado por: Adir de
Souza
Data: 16/06/05 14:01:06 h
ACIDENTE GRAVE
no
dia 15 de junho , jornal Cotidiano /Umuarama
Cotidiano . . Cotidiano
.
Tratamento
Vítima de explosão é transferida para Curitiba
Umuarama
Cleverson E. Zanquetti
Irineu Pereira, 43, foi
transferido ontem para Curitiba onde deverá receber
tratamento em clínica
especializada para queimados. Assim como seus colegas
Jurandir de Andrade,
37, Silvio César Rodrigues Camargo, 36 e Valdeci
Francisco dos Santos, 35,
Pereira foi vítima de um acidente de trabalho
ocorrido no último sábado, na
Mineira Palotina, em Umuarama.
De acordo com o laudo do Corpo de Bombeiros
(CB), por volta das 10h30, a
empresa registrou a explosão de uma de suas
caldeiras - utilizada para a
fabricação de piche. Ainda segundo documento do
CB, as quatro vítimas -,
estavam próxima da caldeira e não usavam qualquer
material de proteção.
O cabo Richardson Rodrigues salientou que os
trabalhadores apresentavam
queimaduras de 2º e 3º graus por aproximadamente
60% do corpo. \"Eles estavam
consciente e bastante agitados. Apresentavam
queimaduras graves no pescoço,
dorso, no tórax, além dos membros inferiores
direitos e esquerdos\", relatou.
No início da noite de ontem, representante
do hospital Nossa Senhora
Aparecida informava que o quadro de saúde dos três
pacientes, que
continuavam internados a Unidade de Terapia Intensiva (UTI)
era estável. No
entanto, o porta-voz salientava que Andrade, Camargo e
Santos poderiam ser
transferidos para Curitiba a qualquer instante.
O
médico Luiz Carlos Derenusson, dizia que os pacientes não corriam risco de
morte, mas o quadro de saúde dos trabalhadores era delicado, uma vez que a
evolução do caso poderia alterar a situação dos pacientes.
As causas do
acidente ainda não foram apuradas. A caldeira que explodiu
armazenava cerca
de quatrocentos litros de piche que seriam utilizados na
recuperação de
rodovias da região.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 09/06/05 14:12:44 h
Acidente de Trabalho - Morte na obra da
SABESP.
Notícias
1/6/2005 - Diário de
São Paulo
Acidente de Trabalho - Morte na obra da SABESP.
Desmoronamento durante obra da Sabesp mata funcionário -
Acidente aconteceu
em Campo Limpo no início da noite.
O
desmoronamento de uma obra da Companhia de Saneamento Básico do Estado de
São Paulo (Sabesp) causou a morte de um funcionário que prestava serviços à
empresa. O acidente ocorreu por volta das 18h30 de ontem, na Rua Volta
Redonda, 260, região do Campo Belo, Zona Sul de São Paulo.
O
funcionário Paulo Rocha Vieira estava dentro de uma vala com cerca de dois
metros de profundidade quando a escavação cedeu. Vieira, que rabalhava na
Engiver Serv San, que presta serviços à Sabesp, ve ificava o nivel da vala,
para que uma nova ligação pudesse ser feita na rede de esgotos.
O
Corpo de Bombeiros levou cerca de uma hora para chegar ao local do
desmoronamento e retirar Vieira da vala. Ele foi levado ao PS do Hospital
São Paulo, mas não resistiu. Para a Sabesp, houve negligência dos
funcionários. Segundo assessoria de imprensa da empresa, deveria ter sido
feita uma barreira reforçada para evitar desmoronamentos, já que o solo
estava muito molhado devido às chuvas dos últimos dias.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 03/06/05 10:40:46 h
Empresa terá de indenizar trabalhador que
perdeu parte do corpo em acidente
24/05/2005 -
09h32
Empresa terá de indenizar trabalhador que perdeu parte do corpo em
acidente
da Folha Online
A Terceira Turma do STJ (Superior Tribunal
de Justiça) condenou, em decisão unânime, a empresa Máquinas Omil Ltda., da
cidade de Ibirama (SC), a indenizar um ex-empregado aposentado, o torneiro
mecânico Ingo Frech, que teve quase a metade de seu corpo moído em um acidente
de trabalho.
O caso era polêmico porque Ingo Frech entrou na Justiça em
janeiro de 2000, mas o acidente ocorreu durante o trabalho em 21 de outubro de
1987.
Ele argumentou que, em conseqüência da falta de procedimentos e de
equipamentos adequados de segurança, ficou com a metade esquerda do corpo presa
na máquina que operava, um torno copiador que funciona em mil rotações por
minuto. O acidente lhe causou perda de parte do movimento do braço, fraturas de
costelas, perda do baço e do rim e perfuração do pulmão.
O trabalhador
argumentou que, em razão do acidente, ficou com sérias dificuldades de
movimentação e até mesmo para alimentar-se, pela falta dos órgãos internos,
tendo a empresa simplesmente rescindido seu contrato de trabalho sem lhe pagar
qualquer salário ou auxílio-doença.
Pediu, por tudo isso, indenização
por danos morais, reparação pelos danos estéticos, pensão mensal retroativa à
data do acidente e honorários de advogado à base de 20% do valor da condenação,
tudo corrigido monetariamente e acrescido de juros contados da data do evento
lesivo.
No entendimento do STJ, devido à gravidade e à extensão das
lesões sofridas, o fato de o trabalhador acidentado haver demorado para entrar
na Justiça pedindo a reparação não tem qualquer influência sobre a decisão, já
que a gravidade do acidente permanece a mesma com o correr dos anos.
O
STJ também confirmou o valor da indenização fixada em decisão anterior pelo
Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que havia condenado a empresa ao
pagamento de 200 salários mínimos como indenização por danos morais, outros 200
pelos danos estéticos e pensão mensal vitalícia de um salário mínimo.
Além disso, a Justiça assegurou o ressarcimento de todas as despesas
médicas adiantadas pelo operário, devendo a empregadora arcar também com os
custos do processo e os honorários do advogado do trabalhador, fixados em 15% do
valor da causa.
Segundo o STJ, devido à gravidade do acidente também não
se pode considerar absurdo ou exagerado o valor da indenização fixada tanto para
os danos morais quanto para os estéticos, como argumentava a empresa.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/06/05 14:54:12 h
CURSO DE TECNICO EM MEIO AMABIENTE
SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO
TRABALHO NO ESTADO
DO PARANÁ
AOS COLEGAS TÉCNICOS E TÉCNICAS INTERESSADOS NO CURSO DE
TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE Colégio Estadual PAULO LEMINSKI NO TARUMÃ
EM FRENTE AO DETRAN CURITIBA - DURAÇÃO 1 ANO E MEIO POS-MÉDIO
Solicitamos entrar em contato com mesmo a partir do 15 de junho pelo
telefone 3363-6373
Postado por: Adir de
Souza
Data: 25/05/05 10:09:55 h
TRABALHO ESCRAVO no parana
Cidades cidades@parana-online.com.br
Acordo põe
fim a trabalho escravo
Redação/O Estado do Paraná [25/05/2005]
Foi realizada ontem a audiência entre o Ministério Público do
Paraná (MPT), Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PR) e a empresa Itamarati
Indústria de Compensados, acusada de manter 85 trabalhadores em regime de
escravidão no município de Tunas do Paraná, Região Metropolitana de Curitiba
(RMC). No encontro foi firmado um Termo de Compromisso entre as partes.
Constam no termo que a empresa deve efetuar um registro dos
trabalhadores, pagar as obrigações trabalhistas e sociais, construir refeitório
e alojamento adequado, fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
contra acidentes de trabalho e realizar exames médicos. A empresa deverá também
remover os trabalhadores da fazenda até o município de Tunas do Paraná e
providenciar local adequado ao atendimento dos empregados, que serão assistidos
por Auditores Fiscais do Trabalho (AFTs).
A empresa continua interditada
e, segundo o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, ela só será
desinterditada após o cumprimento das obrigações assumidas na audiência. “Para
que MPT não entre uma ação civil pública por dano moral coletivo, a empresa
poderá recolher uma multa de R$ 100 mil ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT)
ou optar por comprar um kit de combate ao trabalho escravo”, informa Serathiuk.
O kit será composto por veículo, equipamento de GPS, laptop, impressora, câmera
filmadora, binóculo com infravermelho e máquina fotográfica digital. “A empresa
também deverá veicular anúncio que promova combate ao trabalho escravo”, conta.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 20/05/05 14:03:44 h
Funcionário vítima de fofoca ganha
indenização
JUSTIÇA
Banco privado terá de pagar R$ 55 mil a ex-gerente
Curitiba
– A 4.ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2.ª Região (TRT-SP) decidiu
que o BankBoston terá de pagar a um ex-empregado indenização por dano moral no
valor de R$ 55.205. Segundo o ex-gerente de empresa, que entrou com ação na 1.ª
Vara do Trabalho de São Paulo, ele teria sido vítima de discriminação e
humilhação por não ter atingido a meta estipulada.
Como prova, o
ex-gerente apresentou a ata de uma reunião que qualificou sua performance como
lamentável. Para ele, a reunião foi desnecessária e gerou humilhação, pois
também deu motivo para fofocas e comentários entre os demais funcionários. Além
disso, a ata teria sido encaminhada a outros gerentes do banco.
O
BankBoston negou as acusações do ex-empregado, afirmando que, depois da reunião,
o gerente foi tratado com normalidade e que as críticas foram apenas
profissionais, não pessoais. A vara acolheu a tese do banco e indeferiu o
pedido, por entender que o ex-gerente não comprovou ter sofrido a perseguição.
Inconformado, ele recorreu ao TRT-SP.
Para o juiz Paulo Augusto Camara,
relator do recurso no tribunal, o prejuízo subjetivo imposto a um trabalhador,
pelo empregador ou por seus representantes, extrapola o poder diretivo da
empresa e impõe reparo.
De acordo com o relator, uma testemunha
confirmou que o ex-empregado foi tratado de forma diferente pelo gerente-geral,
que “passou a fazer críticas sobre ao seu trabalho”, que chamava sua atenção na
frente dos demais funcionários e que “surgiram comentários” sobre o tratamento
dispensado a ele pelo gerente-geral.
Segundo Camara, o empregador “deve
tentar obter o melhor desempenho de seus colaboradores através de medidas
legítimas e, em não tendo êxito, poderá utilizar a medida extrema, que é a
substituição por outro profissional. Entretanto, deverá abster-se de condutas
vexaminosas, pois o respeito à dignidade humana é o limite da ação”. O relator,
por considerar que a indenização deve representar “impedimento à perpetuação de
comportamentos tirânicos praticados por pessoas que extrapolam os limites do
profissionalismo e da urbanidade, enquanto atuam como representantes do
empregador”, e que “a reparação pecuniária tem por escopo a compensação pela dor
da vítima, a busca da justa reparação”, condenou o BankBoston ao pagamento de
indenização por dano moral no valor de R$ 55.205. Por maioria de votos, a 4.ª
Turma concordou com o juiz Camara.
Da Redação
Postado por: Adir de
Souza
Data: 16/05/05 12:14:38 h
TST esclarece direito à estabilidade por doença
profissional
06/5/2005 - TST esclarece
direito à estabilidade por doença profissional
Fonte: Tribunal Superior do
Trabalho
A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, em decisão
unânime, reconheceu o direito à estabilidade temporária ao empregado que adquire
doença provocada pelo exercício da profissão, mas só manifestada após sua
demissão. A confirmação da garantia do trabalhador, prevista na legislação
previdenciária (Lei nº 8.213/91), levou o TST a negar recurso de revista à
Bridgestone, Firestone do Brasil Indústria e Comércio Ltda.
“A
circunstância de a doença profissional decorrente das atividades desenvolvidas
no curso do contrato de trabalho ter-se se manifestado após sua rescisão não
afasta o direito ao benefício previsto no art. 118 da Lei 8.213/91”, afirmou o
ministro Brito Pereira (relator), no voto que resultou em manutenção de acórdão
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (com sede em São Paulo).
A
questão teve origem na 1ª Vara do Trabalho de Santo André, que determinou a
reintegração, aos quadros da Bridgestone, de um empregado com tenossinovite
(inflamação no tendão) no ombro direito. A doença foi adquirida em razão dos
movimentos repetitivos e anti-ergonômicos do trabalhador necessários à
fabricação de cerca de 250 pneus por dia, no sistema de turnos de revezamento
(seis horas com intervalo de trinta minutos para as refeições ou descanso).
A decisão favorável ao trabalhador foi mantida pelo TRT paulista com
base em laudo pericial e sob a tese de que a inocorrência de afastamento
previdenciário do trabalhador não impede seu direito à estabilidade provisória
de 12 meses. O acórdão regional destacou que, ao contrário do caráter imediato
do acidente do trabalho, a doença profissional é de “lenta e gradual
manifestação”.
O ministro Brito Pereira observou que o TST tem adotado o
entendimento de que a garantia provisória no emprego tem como pressupostos o
afastamento do trabalho por prazo superior a quinze dias e a conseqüente
percepção do auxílio-doença-acidentário. Os requisitos estão previstos na
Orientação Jurisprudencial nº 230 da Subseção de Dissídios Individuais - 1
(SDI-1).
A ausência de afastamento e de percepção do auxílio-doença,
contudo, não consiste em obstáculo ao direito de um trabalhador demitido quando
já era portador de doença profissional. “Se os exames periódicos mencionados
pela empresa não diagnosticaram a doença, o empregado que foi acometido de um
mal profissional não poderá ser prejudicado com o resultado de um exame que não
detectou essa realidade”, ressaltou o relator.
“Sendo incontroverso que
a demissão ocorreu quando o trabalhador estava acometido de doença profissional,
esta torna-se ilegal, mesmo quando a doença se manifesta após a extinção do
contrato de trabalho”, completou Brito Pereira ao negar o recurso da
Bridgestone. (RR 6823/2002-900-02-00.1)
Postado por: Adir de
Souza
Data: 05/05/05 11:45:24 h
AÇÕES JUNTO A DRT E AO MPT
Ações junto à DRT e MPT
Muitos Técnicos, mesmo
sem saber, estão empregados graças à ação do SINTESPAR junto à DRT e ao
Ministério Público do Trabalho. Quando tomamos conhecimento de irregularidades
na composição do SESMT, mais especificamente pela falta de Técnico em Segurança
do Trabalho, o o seu SINDICATO aciona a DRT e o MPT que tem tomado as devidas
providências: a DRT através de Notificação e o MPT através de Termo de Ajuste de
Conduta.
Para que o Sindicato possa agir é preciso ter certeza de que o
SESMT está irregular, bem como, saber nome, endereço completo e CNPJ da empresa.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 03/05/05 10:20:36 h
ACIDENTE FATAL = MAIS UM
Ponta Grossa, Terça, 03 de Maio de 2005
Pedreiro morre no canteiro de obras
PONTA GROSSA – O homem que
caiu ontem de manhã do terceiro andar de um prédio em construção localizado no
cruzamento da Rua Augusto Ribas com a Avenida Vicente Machado, sofreu
traumatismo craniano e morreu quando era atendido pelos socorristas do Siate.
Nadir Ribeiro tinha 46 anos e era pedreiro profissional. O corpo dele foi levado
ao Instituto Médico Legal (IML) pelo Corpo de Bombeiros e à tarde liberado à
família para sepultamento.
As causas do acidente estão sendo apuradas pela
Polícia Científica e Ministério do Trabalho. O perito Ineu Schoemberger começou
ontem mesmo a colher depoimentos de funcionários. Ele disse que o objetivo da
perícia é apurar as circunstâncias em que ocorreu a queda. “Queremos saber
também se as normas de segurança eram respeitadas pelos operários e pelos
responsáveis da obra”, diz.
O encarregado da obra, Nito Fernandes, disse que
Ribeiro construía uma proteção com vigas de madeira, na lateral interna de uma
escadaria, quando despencou de uma altura próxima de 25 metros. “Eu não estava
por perto quando ocorreu o fato e por isso não saberei informar os motivos que
provocaram a queda. O que eu posso dizer é que o cinto de segurança e as luvas,
pertencentes a ele, foram encontrados na escada”, assinala. - M.M.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 02/05/05 11:19:35 h
ACIDENTE FATAL = MAIS UM
01/05/2005
Rapaz morre após se enroscar em máquina
agrícola
Antônio Oliveira dos Martires, 19, morreu na madrugada deste
domingo (01) após se enroscar na semeadeira de uma máquina plantadeira.
Martires prestava serviço como auxiliar na semeadura do trigo de uma
fazenda localizada no distrito de Maravilha (Zona Sul de Londrina).
Segundo um funcionária que operava a máquina, Antônio Marcos estava
auxiliando-o, em cima da plantadeira, quando sua roupa enroscou na catraca do
equipamento. Ele foi puxado para dentro da máquina e morreu na hora.
Redação - Folha News
Londrina
Postado por: Adir de
Souza
Data: 29/04/05 13:37:58 h
MATERIA DO TECNICO MARCELO ZANÃO
Amigos (as)
Hoje chegamos a um dia especial para
aqueles que buscam sempre o melhor para os trabalhadores do Brasil, lutas que a
anos vem se travando com o objetivo de alcançar um ambiente mais humano e digno
de se trabalhar e com responsábilidade !!!
Na atualidade os postos de
trabalho estão bem diferente dos de 1886 onde a greve geral que aconteceu em 1º
de maio na cidade de Chicago onde milhares de trabalhadores foram às ruas para
protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos ...
.... muito se melhorou, mas ainda podemos melhorar e muito o nosso ambiente
de trabalho ! Cada um contribuindo para um ambiente mais harmoniozo e alegre,
forçando com isso a diminuição da pressão do mercado globalizado trouxe.
Hoje não poderia de homenagear a você SINDICALISTA pois hoje é o nosso
dia !!!
Parabéns pelas lutas constantes em prol dos outros,
29
de ABRIL dia do SINDICALISTA
Um abraço amigo
Marcelo Zanão
Postado por: Adir de
Souza
Data: 27/04/05 12:46:23 h
DIA 28 DE ABIL TRABALHO DEVE SER MEIO DE VIDA E
NÃO DE MORTE
TRABALHO DEVE SER MEIO DE VIDA
E NÃO DE MORTE
Curitiba, 28 de abril de 2005.
Dia Mundial de
Manifesto pelas Vitimas de Acidentes e Doenças do Trabalho e pela Prevenção.
Visando alertar a sociedade para a importância da prevenção de acidentes
no trabalho, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) adota, desde 2003, o
dia 28 de Abril como o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, também
lembrado como o Dia Internacional de Manifesto pela Vitimas de Acidentes de
Trabalho e Doenças Profissionais.
A idéia de estabelecer um dia de
manifesto, porém, nasceu bem antes no movimento sindical no Canadá. A data é em
Memória às vítimas de uma explosão ocorrida em 1969 nos Estados Unidos, que
matou 78 mineiros. A iniciativa rapidamente tomou corpo e ganhou o apoio das
entidades internacionais como a OIT, a ONU e a OMS.
Segundo a OIT, 355 mil
trabalhadores morrem por ano, vítimas do acidente de trabalho, o que representa
cerca de 1000 mortes por dia. Se somadas mortes provocadas por acidentes do
trabalho e doença ocupacional o número fica em torno de 1,9 milhões. Isso
representa mais que o dobro das mortes ocorridas em razão das guerras e
epidemias como a AIDS, considerando que muitas doenças do trabalho levam à morte
após longo tempo de incubação.
No Brasil, conforme dados da Previdência
Social considerando somente os trabalhadores com vinculo empregatício pela CLT,
são registradas 2800 mortes por ano, 388.000 acidentes graves com afastamento
temporário e 15.000 casos de incapacidades permanente para o trabalho, com custo
de 24 bilhões por ano.
Apesar da importância da data, ela ainda não faz
parte do calendário oficial. No entanto, existe o Projeto de Lei (PL) 4092/2001
do Deputado Federal, Professor Luizinho, que pretende oficializar a homenagem.
Por outro lado, a cada ano, verifica-se mais adesão do movimento sindical e de
entidades de classe dos profissionais especializados em segurança e saúde no
trabalho para não deixar a data passar em branco.
Convém lembrar ainda que a
segurança e saúde no trabalho, embora represente uma grande chaga nas nossas
relações de trabalho, não ocupam o espaço devido nas agendas sociais. Também não
tem a divulgação proporcional a sua importância. A difusão desse alerta para a
sociedade acaba ficando por conta das representações dos trabalhadores e
entidades técnicas especializadas.
Nós do SINTESPAR,.Sindicato dos Técnicos
de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná com a FUNDACENTRO, MINISTERIO DO
TRABALHO E EMPREGO. DRT.-PARANÁ, e várias Entidades Sindicais estão realizando
um Evento com a fala de autoridades e apos um teatro sobre qualidade de vida no
dia 28/04/05, com inicio às 18:00h. rua da Gloria 175 aberto a todo cidadão
Não deixe de participar! A sua presença representa um gesto concreto no
sentido de a sociedade se organizar para um mundo do trabalho mais digno,
humano,
Confirme sua presença pelo telefone: (41) 322-8971, ou através do
e-mail sintespar@brturbo.com.br com Sra. Isabel.
Atenciosamente,
Adir de Souza
Presidente – SINTESPAR - PR
041-9113-2506
Postado por: Adir de
Souza
Data: 20/04/05 10:49:13 h
Vaga para Técnico
Vaga para Técnico de Segurança do Trabalho, em Curitiba.
Piso da Categoria+ Vale Refeição+Vale Transporte e Plano de Saúde.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/04/05 10:40:01 h
HÁ UM OUTRO CAMINHO AFIRMA SERATHIUK
HÁ UM OUTRO CAMINHO
AFIRMA SERATHIUK
Redação/O Estado do Paraná [17/04/2005]
Um dos nomes cogitados
para ocupar a Secretaria Estadual de Indústria e Comércio na cota do PTB, o
delegado regional do Trabalho Geraldo Serathiuk afirmou que antes de fazer
qualquer indicação o partido deve expor sua visão de desenvolvimento para o
Paraná. Nos dois anos em que vem comandando a Delegacia Regional do Trabalho e
integrando os conselhos Estadual do Trabalho e do Senai, Sesi, Senac, Sesc e
Senar, Serathiuk pode formar uma visão do desenvolvimento proposto pelos
trabalhadores e pelos empresários do Paraná. Por essa razão, acredita que o novo
secretário deve construir um outro caminho. Ele adverte que não pode ser aquele
do governo passado, \"que concentrou crédito e incentivos fiscais a empresas de
origem internacional de alta tecnologia e deslocou milhares de pessoas do campo
sem qualificação para trabalhar num setor industrial urbano que não agregava
mão-de-obra, jogou-as na marginalidade e fez inúmeras empresas paranaenses
quebrarem\".
Modelo autoritário
Serathiuk observa que vivemos em um
estado onde os níveis de desemprego, informalidade, acidentes de trabalho e de
trabalho infantil continuam muito altos, fruto daquele modelo de desenvolvimento
autoritário: \"Qualquer que seja o secretário que assumir deve levar em contra
que precisamos fazer uma reengenharia das políticas de créditos, fiscais e de
qualificação, que não têm sido suficientes para atender a população de baixa
renda e de baixa qualificação, nem incluí -la em padrões mínimos de dignidade\".
Ele admite avanços com a inclusão bancária, microcrédito, políticas
fiscais e de qualificação, \"mas não estamos conseguindo atingir milhares de
paranaenses que vivem em situação de vulnerabilidade social. Pelo contrário, o
que se vê é que as políticas fiscais, de crédito e de qualificação ajudam alguns
segmentos produtivos a manter salários baixos e usar os recursos para
qualificação para substituir trabalhadores que ganham mais\".
O delegado
regional do Trabalho cita ainda casos de empresas que recebem crédito elevado e
pagam salários baixos e não adotam padrões de saúde e segurança no trabalho:
\"Vejo gente batendo palmas em inauguração de empresa que recebeu apoio de
crédito de incentivo fiscal e que paga salário próximo do mínimo e mantém seus
funcionários trabalhando em condições insalubres. Por isso entendo que há outro
caminho. O caminho de criar políticas de crédito, fiscais e de qualificação
voltadas à população de baixa renda e que vive nestes verdadeiros \'apartheids
sociais\' nas periferias dos grandes centros e no campo paranaense\".
Serathiuk defende um modelo de desenvolvimento democrático, com
formatação tripartite envolvendo os municípios, os sindicatos, instituições de
crédito, universidades e órgãos de planejamento:\"Talvez seja uma oportunidade
histórica do PTB contribuir com o governador, que é sensível a bons projetos. Eu
mesmo pedi a ele para incluir os sindicatos de trabalhadores na estruturação dos
arranjos produtivos locais que estão sendo desenvolvidos em 26 regiões do
Paraná. E ele prontamente pediu para convocar as Federações de Trabalhadores,
pois não podemos discutir crédito, incentivo fiscal e recursos de qualificação
sem levar em conta nível de renda, informalidade e níveis de acidente do mundo
do trabalho\".
Lembrou ainda que o governo se comprometeu a estudar uma
lei de incentivo à criação de cooperativas de produção solidária e dar apoio com
incentivo fiscal e de crédito para os milhares de trabalhadores desempregados
\"que vivem em condições subumanas e se submetem a ganhar salários de miséria\",
conclui.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/04/05 11:18:50 h
Novas normas vão melhorar as condições de
trabalho
Novas normas vão melhorar as
condições de trabalho
Redação/O Estado do Paraná [10/04/2005]
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) está preparando uma
nota técnica sobre controle de riscos ocupacionais na indústria da carne. O alvo
são as unidades de abate e processamento de carne suína, bovina e,
principalmente, de aves - que aqui no Paraná experimentou um aumento de quase
50% nas exportações. A principal meta é preservar a saúde dos trabalhadores e
fornecer subsídios aos auditores fiscais do trabalho para que eles possam atuar
melhor neste segmento.
Para a auditora da Seção de Saúde e Segurança do
Trabalhador da Delegacia Regional do Trabalho do Paraná (DRT/PR) Inês Mitishita,
a implementação da nota é fundamental para padronizar as ações fiscais e
orientar os empresários. “Se o MTE não for incisivo e exigir as melhorias nessas
empresas, elas não mudam”, completa a AFT.
No Paraná, de acordo com a
Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, existem no Estado cerca de 80
frigoríficos registrados. Neles trabalham cerca de 80 mil funcionários, que
convivem com situações de insalubridade como ruídos excessivo, baixa
temperatura, trabalho repetitivo e sem pausas e umidade, além de passarem longos
períodos em pé. Essas pessoas trabalham no ritmo estabelecido pela empresa. Em
geral, elas são muito jovens justamente para tolerar melhor os efeitos do
excesso de trabalho e da sobrejornada . “É exigido demais desses trabalhadores”,
afirma a fiscal.
As doenças mais comuns que acometem esses profissionais
são os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (Dort). “Eles
geralmente ficam horas exercendo a mesma atividade, sem pausas e em um ritmo
muito acelerado”, diz Inês. Segundo ela, é muito comum os trabalhadores serem
afastados da função ao aparecerem os sintomas de Dort. “Há vários casos onde nem
mesmo as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) são assinadas, além de não
serem registrados como doenças ocupacionais”, afirma.
As multas para as
irregularidades são cobradas sobre cada item infringido da Norma 17, que
regulamenta a Portaria 3214/78. Se uma empresa não der aos funcionários pausa
para descanso, pode ser multada em até R$ 5.244,00. “Como essas empresas são
muito grandes, esses valores tornam-se insignificantes”, observa a auditora
fiscal do Trabalho.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 08/04/05 10:52:58 h
PAPAI: MATARAM NOSSOS AMIGOS
PAPAI: MATARAM NOSSOS AMIGOS
Minha filha e meu
filho quando saem comigo acabam cumprimentando meus inúmeros amigos que
encontro. Curiosos, me perguntam como consegui ter tantos amigos.
Para
responder contei-lhes uma história: João Serathiuk, este é o nome do seu avô,
meu falecido pai. Os filhos o chamavam de Tata. Natural da região de
Prudentópolis aprendeu o oficio de farmacêutico quando veio servir o Exército em
Curitiba e depois a comissão do Exército na construção da estrada que vai a Foz
do Iguaçu pelo centro do Paraná. Não é por acaso que meus irmãos foram nascendo
nos municípios que margeavam a estrada. Depois foi trabalhar e fixar residência
na cidade onde nasci, Mambore, e na que vivi minha adolescência, Campo Mourão.
Era como todos os farmacêuticos do interior: médico, enfermeiro, dentista,
formulista e parteiro, entre tantas outras práticas na área da saúde. Era muito
afetivo, alegre e brincalhão. Adorava ser leiloeiro em festa de Igreja e como
descendente de cossaco era um exímio jockey nas corridas de cavalo. Por tudo
isso era muito popular em todos os lugares onde viveu. Acabou sendo eleito
vereador em Mambore e Campo Mourão.
E falando aos meus filhos digo-lhes que
lembro de uma atitude dele que marcou minha vida e meu entendimento sobre a
amizade. Meu pai militante ativo e organizador do PTB na região tinha como
companheiro de partido na Câmara de Vereadores de Campo Mourão um amigo chamado
Querino Cararo. E naquele tempo era difícil ser do PTB. Eles faziam parte da
legislatura 1.960-1.963, que teve também Moacyr Ferraz pelo PCB como vereador.
Querino Cararo originário da cidade de Roncador, acabou tendo problemas, comum
naquele tempo, com grileiros de terra e seus jagunços. Lembro que tentaram
matá-lo. Meu pai imediatamente, parecendo um guerreiro Tuareg defensor da
hospitalidade, comprou armas e legalizou-as para defender o amigo. Por isso,
vivemos momentos de tensão em casa. Vendo que o amigo corria muito perigo,
resolveu escondê-lo. Como tinha parentes na colônia ucraniana Muricy, em São
José dos Pinhais, trouxe o amigo e o escondeu ali. Passado um tempo, os jagunços
acabaram descobrindo o amigo e o mataram barbaramente. Lembro do sofrimento da
família Cararo, do sentimento de frustração e de tristeza do meu pai.
Ao
relembrar deste episódio, conto aos meus filhos que, como migrante deixei para
trás 18 anos de amizades construídas no interior, tendo que começar tudo do
zero. E como meu pai, perdi neste tempo o amigo Heitor Alencar Furtado,
parlamentar democrata, que foi também morto barbaramente. Vivenciei o sofrimento
da família Furtado e homenageie-o dando o seu nome ao meu filho. Esse foi um
período em que o arbítrio afastava as pessoas de mim por causa da luta do meu
pai e irmãos pela democracia, desde o tempo em que morava no interior.
Amedrontando os que se aproximassem, dificultando assim que tivéssemos amigos.
Enquanto isso Gilberto Gil protestava cantando \"amigos presos, amigos sumidos
aqui, pra nunca mais\". Mas, vencemos. Fizemos muitos amigos durante as lutas
pela reconstrução democrática do país. Independente dos amigos terem diferença
de cor, renda e nível cultural. Não importa. Importa sim, os exemplos que
tivemos, como o do meu pai. Um petebista que lutou pela democracia e por uma
sociedade mais justa e depois de perder o amigo viu seus filhos presos e
exilados. E morreu sem vê-los voltar do exílio. Tampouco eles tiveram permissão
do arbítrio para vir ao seu enterro. Morte que engasgou, que ficou presa na
garganta, que não permitiu chorar, pois só nos restou o silêncio na dor que deu
forças para continuar lutando sem pai, pela volta dos exilados. Importante
registrar que, muitos dos exilados não voltaram até hoje, pois sofrem e vagueiam
lá fora em condições precárias, como me conta meu irmão que não voltou e que
trabalha com refugiados.
Estive ao lado de meu pai nestes momentos
difíceis quando perdeu o amigo e os filhos que não pôde conservar ao seu lado.
Com aquele jeito de homem da área da saúde que tratava a todos como paciente.
Inclusive os amigos de forma paciente. E por isso tenho neste episódio um
daqueles paradigmas existenciais, tipo um Rosebud do filme Cidadão Kane, de como
o meu pai cuidava dos amigos. E hoje, falo aos meus filhos: Penso que quando meu
pai lutava pela democracia é como se quisesse dizer que no arbítrio a amizade é
tensa e interrompida e na democracia haveria afetividade e ela floresceria. E
teríamos muitos amigos. Ele estava certo. Pena que ele, Querino Cararo e Heitor
Alencar Furtado, não puderam vivê-la entre nós. Não deu para esperar.
*homenagem aos 60 anos do ex-preso e ex-exilado Vitório Sorotiuk
completados em 12 de abril de 2.005.
Geraldo Serathiuk - Delegado
Regional do Trabalho do Paraná
Postado por: Adir de
Souza
Data: 06/04/05 16:37:27 h
DIGA NÃO AO PEDAGIO
Entidades preparam manifestações contra o pedágio
Diversas entidades da sociedade civil organizada e partidos políticos
farão o lançamento público do Fórum Popular Contra o Pedágio no próximo dia 21
de abril. O movimento pretende reunir mais de 400 organizações do Paraná, a
exemplo do fórum que impediu a privatização da Copel (Companhia Paranaense de
Energia), em 2001.
A data escolhida remete à lembrança de Joaquim José
da Silva Xavier, o Tiradentes, herói nacional morto em 1792 que lutou pela
independência do Brasil.
No ato público do próximo dia 21 de abril serão
divulgadas a “Carta de Princípios” e a coordenação do Fórum Popular Contra o
Pedágio. Além disso, também serão apresentadas as peças publicitárias da
campanha contra o pedágio e o cronograma de atividades do colegiado.
O
Fórum Popular Contra o Pedágio quer lutar em defesa dos usuários das rodovias
estaduais e federais e por isso, de acordo com um de seus membros, se
posicionará contra quaisquer tipos de taxação. Portanto, as concessões dos novos
trechos (especialmente os de número 2, 5, 6 e 7) que o governo federal pretende
colocar em leilão entre agosto e setembro próximos podem sofrer oposição forte
dos paranaenses.
AS PRIMEIRAS REUNIÕES ESTÃO SENDO EFETUADAS NA SEDE DO
SINTESPAR - SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DO PARANÁ
Postado por: Adir de
Souza
Data: 31/03/05 13:39:53 h
LEI PODE MUDAR redução de peso a ser
transportado por empregado
Fonte:Agência Senado
30/03/2005
Senado - CAS - Trabalhadores e técnicos apóiam redução de
peso a ser transportado por empregado
Representantes de trabalhadores e
técnicos do governo defenderam nesta quarta-feira (30), na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), a aprovação de um dispositivo a ser inserido na legislação
trabalhista brasileira, fixando em 20 quilos o peso máximo que um empregado
poderá remover individualmente no transporte, embarque e descarga de
mercadorias. Atualmente, o peso é de 60 quilos.
A intenção ficou clara
durante audiência pública destinada a instruir projeto de lei (PLS 19/03) de
autoria do senador Marcelo Crivella (PL-RJ), em tramitação no colegiado, que
reduz o peso máximo de 60 para 20 quilos. Para o senador, o projeto tem por
mérito preservar a saúde e promover a melhoria das condições de trabalho do
empregado.
Crivella salientou que a lei que trata sobre o tema é antiga
- de 1946 - e precisa ser modernizada. Um dos principais argumentos é que,
naquela época, conforme observou, os trabalhadores não dispunham de sistemas
mecanizados para carga e descarga de mercadorias como existem atualmente, a
exemplo de empilhadeiras e esteiras rolantes. Ele lembrou que, na Europa, o peso
não ultrapassa a 20 quilos, inclusive para os trabalhadores da construção civil.
O senador Francisco Pereira (PL-ES) pediu a urgente aprovação do
projeto. Mas o senador Reginaldo Duarte (PSDB-CE) discordou, afirmando que a
matéria, transformada em lei, será inócua na grande maioria das regiões do país,
com destaque para o Nordeste. O senador Mão Santa (PMDB-PI) disse que diminuir o
peso para 20 quilos \"é ridículo\". E propôs 40 quilos. Para o senador Paulo
Paim (PT-RS), o projeto é de vital importância para a saúde do trabalhador.
Apoio
Para a coordenadora nacional de Defesa do Meio Ambiente do
Trabalho do Ministério Público do Trabalho, Maria Helena da Silva Guthier, o
projeto está de acordo com normas que foram sempre defendidas pelos
profissionais do setor. O mesmo pensamento tem a coordenadora geral de
Normatização e Programas do Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho, do
Ministério do Trabalho e Emprego, Maria de Lourdes Moure. Mas ela observou que,
atualmente, algumas empresas já vêm utilizando pesos inferiores a 20 quilos,
para não provocar danos à saúde e segurança do trabalhador.
Também
participou da reunião o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Indústria (CNTI), José Calixto Ramos. Ele observou que a matéria está em
conciliação com as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Já o
presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Eduardo Lírio Guterra,
apesar de apoiar o projeto, lembrou que em muitos portos brasileiros o uso de
mão de obra para manipular sacarias, que tem o padrão de 60 quilos, ainda é
muito grande.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/03/05 12:21:15 h
Novo auxílio-doença prejudica um milhão
Diário de SP - 28/03/2005
Novo
auxílio-doença prejudica um milhão
As mudanças na concessão do
auxílio-doença vão afetar um milhão de segurados
no país que estão à espera
para receber este tipo de benefício. Só em São
Paulo, são 300 mil
trabalhadores que estão doentes ou se acidentaram e
aguardam a perícia
médica. Segundo a Associação Nacional dos Médicos Peritos
da Previdência
Social (ANMP), a falta de médicos e estrutura nos postos do
INSS prejudica o
atendimento. Estes trabalhadores serão duplamente
prejudicados: ou não terão
direito ao benefício, por causa dos critérios
mais rígidos que serão
adotados (como o aumento da carência para 12 meses),
ou receberão benefício
com valor reduzido.
Mudança no auxílio-doença vai prejudicar 1
milhão de segurados
LUÍS ALFREDO DOLCI
Em São Paulo, 300 mil
trabalhadores podem receber auxílio menor ou perder
direito ao benefício,
prevê a Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP)
As mudanças na
concessão do auxílio-doença vão afetar diretamente um milhão
de segurados no
país que estão à espera para receber este tipo de benefício.
Segundo a
Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social
(ANMP), são
trabalhadores que estão doentes ou se acidentaram e aguardam a
realização da
perícia médica. Não foram atendidos ainda por falta de médicos
e de
estrutura nos postos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No
estado de São Paulo, a ANMP estima que há 300 mil trabalhadores à espera da
perícia.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 23/03/05 16:40:15 h
ACIDENTE FATAL = MAIS UM
A tribuna
Quarta-Feira, 23 de Março de 2005,
07:00
Operários morrem eletrocutados em PG
Da
Reportagem
Dois operários morreram eletrocutados, às 8h30 de
ontem, quando estavam em um andaime realizando um serviço no Edifício Santa
Cruz, na Rua Marechal Hermes da Fonseca, 328, no Canto do Forte, em Praia
Grande. O responsável pela obra poderá ser responsabilizado criminalmente pelo
episódio.
As vítimas Gilmar Almeida Santos, de 22 anos, e Edmilton Oliveira
Pinto, de 39, não usavam equipamentos de segurança, segundo apurou a equipe do
delegado Marcos Roberto da Silva e do investigador Adriano Jorge de Mattos, do
1º DP de Praia Grande (Boqueirão).
Um fiscal do Conselho Regional de
Engenharia e Arquitetura (Crea) esteve no edifício e estimou em nove metros a
altura do andaime, que passava da rede elétrica da rua. Ainda conforme o fiscal,
o andaime tinha rodinhas, estava em um local com leve declividade e estaria
preso ao prédio apenas por um arame.
O serviço no edifício estava sendo
realizado sob a responsabilidade da RR Empreiteira de Mão-de-obra Especializada.
Embora não tenha comparecido ao prédio nem ao distrito, o engenheiro Marcos
Roberto de Souza seria o responsável técnico pela empresa e pela obra no
Edifício Santa Cruz.
‘‘O engenheiro foi identificado por uma advogada da
firma. Ela nos disse que o profissional não pôde comparecer ao distrito porque
está psicologicamente abalado com o acidente’’, disse Mattos. O investigador
aguarda o comparecimento do engenheiro o mais rápido possível na repartição
policial.
Segundo o delegado, se ficar comprovada negligência da empresa, ou
seja, a falta de adoção das medidas de segurança necessárias à realização do
serviço contratado, o responsável pela obra poderá ser indiciado pelo crime de
homicídio culposo (não-intencional).
Leia também:
» Trabalhadores
morrem eletrocutados em obra
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/03/05 12:51:33 h
AGROTOXICOS 17/03/2005
Paraná é o estado que mais recolhe embalagens
vazias
O Paraná mantém a liderança nacional no recolhimento de
embalagens vazias de agrotóxicos. Com o programa Desperdício Zero a Secretaria
do Meio Ambiente e Recursos Hídricos garantiu mais uma vez o primeiro lugar
entre os estados.
Os agricultores paranaenses devolveram 544 toneladas
de frascos só nos dois primeiros meses do ano, o que representa 22,1% do
recolhimento no país.
De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Luiz
Eduardo Cheida, esses resultados mostram o trabalho integrado de toda a cadeia,
que envolve os produtores, revendedores e fabricantes.
Atualmente, o
Paraná tem 15 centrais de recolhimento licenciadas pelo Instituto Ambiental do
Paraná (Iap), localizadas em 14 municípios.
Simone Albieri - Folha
news
Londrina
NOTA
E ASSIM MESMO TODO ANO MAIS DE 120 PESSOAS
(TRRABALHADORES RURAIS) MORREM INTOXICADO PELOS AGROTOXICOS
ADIR DE SOUZA
Postado por: Adir de
Souza
Data: 17/03/05 09:41:02 h
DOR NAS COSTA
QUINTA-FEIRA, 17 de março de 2005
SAÚDE
Dor nas costas é um dos principais motivos de afastamento do trabalho
Queda de produção por problema na coluna pode afetar cotidiano familiar
São Paulo – Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo (FMUSP) analisou 154 pacientes, durante dois anos, que chegaram ao
Hospital das Clínicas se queixando de dores nas costas.
O estudo mostrou
que 80% desse grupo realmente sofre de problemas crônicos na coluna.
O
grupo, formado por chefes de família inseridas no mercado de trabalho, em sua
maioria do sexo feminino, tinha média de 43 anos. A pesquisa, realizada por
médicos da Escola de Postura, da divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital
das Clínicas da FMUSP, estudou itens como capacidade funcional, estado geral de
saúde, dor, vitalidade e saúde mental.
\"Os resultados coincidem com a
literatura científica da área, que mostra serem as dores nas costas uma das
principais causas de afastamento do trabalho em todo o mundo\", disse Carlos
Alexandrino de Brito Júnior, coordenador do estudo. \"E o pior é que o problema
pode ocasionar desequilíbrios familiares, pois a diminuição da capacidade de
produção acaba afetando o cotidiano de outros integrantes da família.\"
A Escola de Postura passou a dar assistência médica a pessoas que sofrem
de dores na coluna. \"A intenção é contribuir para que os portadores da dor
lombar não sejam transformados em pessoas doentes\", disse Brito Júnior.
Agência Governo SP – (11) 2193-8500
Postado por: Adir de
Souza
Data: 16/03/05 10:50:52 h
AMIANTO
Perigo
no ar
Não existem critérios seguros sobre riscos do amianto
por João
José Sady
Desde os tempos da Antiguidade que o amianto atrai as atenções
em razão de sua aptidão para a resistência aos efeitos do fogo. Estas
propriedades de resistência a temperaturas muito elevadas e a diversas agressões
químicas, fizeram com que tenha sido incorporado a múltiplas aplicações em
produtos industriais, na construção, para reforçar o cimento, o plástico e a
borracha, como guarnição de freios ou embreagens, fibras para produção de
tecidos com propriedades isolantes, como isolante térmico em geral.
Os
atrativos decorrentes destas “mil e uma utilidades”, incentivaram a que a
produção mundial chegasse a 5,2 milhões de toneladas em 1973. Nos tempos
recentes, contudo, desencadeou-se uma tempestade de polêmica sobre os riscos ao
ser humano, envolvido nesta utilização, com reflexos na produção que foi
descendo até 1,92 milhão de toneladas em 1997.
No olho do furacão está a
conscientização de que a fricção ou qualquer outro tipo de desgaste deste
material libera partículas microscópicas com efeitos cancerígenos. Desde o
século XIX que já havia estudos desvendando estes males mas, a reação a estes
perigos encontra sua demarragem no último quarto do século XX.
Em 1977 a
Organização Mundial de Saúde endossou a tese de que todos os tipos de amianto
são cancerígenos baseando-se em estudos do “Centre international de lutte contre
le cancer”.
Tal preocupação levou à intervenção da Organização
Internacional do Trabalho a promover a sua convenção 162, de 1986, exigindo
sistemas de proteção dos trabalhadores contra os riscos de câncer do pulmão e da
pleura (mesotelioma), além da asbestose, moléstia muitas vezes fatal, embora não
tenha caráter de neoplasia.
Outro marco é o posicionamento da
Organização Internacional para Standardização que expede norma (ISO 7337, de
1984) relativa a cuidados de proteção que segundo os críticos “exigem
praticamente que o trabalhador se transforme num cosmonauta, sem que haja,
apesar disto, a certeza de que nenhuma fibra possa atravessar os dispositivos de
proteção”.
A consciência dos efeitos deste assassino silencioso,
instaurou uma longa onda de litigiosidade judicial que só nos USA fez com que as
empresas envolvidas já tenham pago cerca de 70 bilhões de dólares em
indenizações.
Acompanhando o consenso com relação a estes riscos, vários
países promoveram o banimento do material que, por aqui, veio a ser
genericamente proscrito mediante a lei 9055 de 1º de junho de 1995. O debate,
contudo, não cessou, eis que, os produtores resistem, levantando a bandeira de
que deve subsistir a utilização de uma forma de amianto que supostamente não
teria este caráter danoso.
Com efeito, existem duas “famílias” deste
mineral que é classificado em dois gêneros: anfibólico e serpentínico. O
primeiro, tem como traço característico a disposição em camadas e tem sido
crucificado como o verdadeiro inimigo da saúde, enaltecendo-se o outro, disposto
em fibras, de cujas variações, o do tipo crisotila é aquele que ocupa 98% do
mercado remanescente do produto.
O legislador brasileiro aceitou esta
tese quando da promulgação da já citada lei 9055/95 que faz exceção quanto ao
amianto crisotila cuja produção e comercialização continua permitida em nosso
país.
Como o debate persiste, nos EUA, o presidente Bush vem construindo
uma operação de salvamento das grandes empresas contra as ações de indenização
em massa movidas por este motivo. Enquanto os movimentos sociais sugeriam a
criação de um grande Fundo para tais indenizações, o Executivo conseguiu aprovar
uma lei, promulgada em 18 de fevereiro de 2005, limitando as indenizações e
cerceando as ações de massa (http://conjur.uol.com.br/textos/252715/).
Para Bush, esta lei (“Class Action Fairness Act”) era necessária porque
advogados gananciosos estavam promovendo uma epidemia de ações levianas, com as
quais estavam enriquecendo, deixando a conta para as empresas e os consumidores.
(http://www.cnn.com/2005/ALLPOLITICS/02/18/limiting.lawsuits.ap/)
Aliás,
em seu primeiro mandato, ele já havia feito sua intervenção nas tormentas do
crisotila. Com efeito, a agência norte-americana de proteção ao meio ambiente
(EPA) gastou anos e milhões de dólares de estudo para preparar e promover ação
judicial para o banimento de todas as formas de amianto e foi derrotada na
sentença do juiz federal do quinto circuito. O governo Bush, todavia, não
permitiu que fosse interposto recurso.
A polêmica chegou ao seu ponto
máximo, no âmbito internacional, quando a França (como quase toda a comunidade
européia) baniu o crisotila, despertando o furor do Canadá que é o maior
produtor mundial. No debate daí surgido, os produtores sustentavam que o traço
sinistro do amianto se resumia aos anfibólicos, enquanto que a França,
agarrava-se às conclusões dos estudos de seus órgãos públicos (INSERM)
sustentando o caráter cancerígeno, também, do crisotila.
Para os
franceses, reconhecido o risco, não existe, ainda, como definir um limite de
tolerância, ou seja, um patamar de exposição que se possa, cientificamente,
considerar como seguro. Registre-se, de passagem, que nos EUA, a Occupational
Safety and Health Administration estabeleceu um limite de segurança padronizado
em 0,2 fibra por centímetro cúbico do ar, mas, reconhece que, seguindo-se este
padrão, é provável que um em cada trezentos trabalhadores venha a contrair
câncer do pulmão.
Malgrado todos os argumentos canadenses, a Organização
Mundial do Comércio deu ganho de causa ao banimento praticado pela França,
rejeitando, inclusive, os recursos interpostos. A seqüência de banimentos vem
continuando em vários países e, mesmo no Brasil, as pressões da sociedade civil,
encabeçada pela Abrea, tem deixado o governo federal pressionado na parede.
A gestão deste risco no Brasil continua governada pela subordinação das
decisões políticas aos critérios econômicos e os perigos do amianto continuam a
pairar em nosso horizonte. Os efeitos malignos do mineral podem ocorrer em razão
de pequenas exposições acumuladas e nem sequer percebidas, somente manifestando
os malefícios depois de muitos anos.
Não existe tratamento médico que
possa eliminar as fibras do organismo. Não existem critérios seguros quanto aos
riscos ligados à exposição não industrial em pequenas quantidades e o mineral
está presente no meio ambiente de forma difusa, sendo utilizado em larga série
de produtos, sobre os quais não detemos controle.
O atual governo
brasileiro que já recuou diante das pressões da indústria na questão dos
transgênicos, havia divulgado, há mais de ano, que haveria de assumir a
proibição do crisotila mas, recentemente, divulgou que está indeciso. Os perigos
continuam no ar e o caminho que será escolhido nesta esquina da História,
dependerá da combatividade e das pressões da sociedade civil.
Revista Consultor Jurídico, 15 de março de
Postado por: Adir de
Souza
Data: 14/03/05 10:01:07 h
ACIDENTE FATAL = MAIS UM
13/03/2005
Choque mata cinegrafista da TV Cidade em
Londrina
Fernando Couto receu descarga elétrica de alta tensão durante
gravações numa boate de Londrina
O cinegrafista da TV Cidade,
retansmissora do SBT, Fernando Couto, 23 anos, morreu na madrugada deste domingo
por uma descarga elétrica de alta tensão enquanto participava das gravações do
programa \"Estação Londrina\", na Boate Fashion, em Londrina. Couto estava
fazendo a iluminação no momento em que, possivelmente, foi atingido por um fio
de alta tensão.
O rapaz trabalhava como cinegrafista e iluminador há
cerca de dois anos na televisão. Chegou a ser atendido por uma enfermeira que
estava na boate e prestou os primeiros socorros, porém não resistiu até a
chegada do Siate.
>> Maiores informações na edição desta
segunda-feira da Folha de Londrina - Cidades
Simone Albieri - Folha
News
Londrina
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/03/05 13:01:08 h
FALAR DE DEMOCRACIA HOJE É FÁCIL
Aos colegas que lerem esta materia que \"não tem nada a
ver com segurança do trabalho\" mas uma carta do Irmão do meu Amigo Geraldo
Serathiuk. que serve para nós refletirmos o Brasil de hoje, e quanto injusto e
desumano foi a didatura militar neste e país que infelizmente ainda temos
defensores, isto se mostra até nos locais de trabalho a falta de atenção que dão
a saude dos trabalhadores, que demagogicamente são chamados de colaboradores.
ADIR DE SOUZA
Assunto: ENC: CARTA DE GERALDO SERATHIUK AOS AMIGOS
De: DRT/PR - Geraldo Serathiuk
Enviada em: terça-feira, 8 de março de
2005 17:45
Para: DRT/PR - Geraldo Serathiuk
Assunto: CARTA DE GERALDO
SERATHIUK AOS AMIGOS
CAROS(AS) AMIGOS(AS)
ABAIXO VOCÊ LÊ A
HISTÓRIA DO MEU IRMÃO NELSON SERATHIUK. IRMÃO QUE FOI AFASTADO DE MIM PELO
REGIME MILITAR QUANDO EU TINHA 15 ANOS. ERA MEU IRMÃO MAIS LIGADO DURANTE A
ADOLESCÊNCIA. FAZ 34 ANOS QUE NOS SEPARAMOS. HA ALGUNS ANOS ELE VEIO PARA CÁ E
COMPROU UM TERRENO DO LADO DA MINHA CASA, PARA UM DIA SE TIVER CONDIÇÕES,
VOLTAR.
> SE DEUS QUISER PODEREMOS VIVER NOSSOS ÚLTIMOS 15 ANOS NO FINAL
DA VIDA PARA CONTARMOS NOSSA ODISSÉIA
ELE É UMA PESSOA MUITO TRISTE. A CARTA
REFLETE ISSO. VIVE NA SUÍÇA E LÁ COMO TODO ESTRANGEIRO É CIDADÃO DE SEGUNDA.
AFORA O FATO DE SER UM PAÍS COM CULTURA E COSTUME DIFERENTE. FRIO. NEM SE
COMPARA COM O JEITO BRASILEIRO CALOROSO DE SER.
AS PESSOAS NÃO SABEM QUE A
ANISTIA FOI POLÍTICA. AFINAL DIZER PARA VOLTAR DEPOIS DE ANOS DE VIDA NO EXÍLIO,
NÃO É BEM ASSIM. POIS SE CONSTRÓI FAMÍLIA E O FATOR ECONÔMICO PESA. E ESTAS
LEGISLAÇÕES DE INDENIZAÇÃO SÃO FEITAS DE UMA FORMA EM QUE NEM TODOS OS CASOS SE
ENQUADRAM.
NESTE MOMENTO EU LEMBRO DO FILME CUBANO \"SANTA CEIA\" ONDE UM
LATIFUNDIÁRIO FAZIA UM ATO DE LIBERTAÇÃO DE 12 ESCRAVOS. QUANDO CHEGOU UM MAIS
IDOSO E DISSE: IR PARA ONDE? E VIVER COMO?
SEM ESQUECER QUE DURANTE OS ANOS
DE EXÍLIO TIVERAM QUE TRABALHAR AS VEZES TAMBÉM COMO MEROS SERVIÇAIS/ESCRAVOS,
COMUM A TODOS OS MIGRANTES.
É A VIDA.
E QUANDO REMEMORO A HISTÓRIA
LEMBRO DE MEU PAI JOÃO SERATHIUK QUE MORREU TRISTE SEM PODER VER SEUS FILHOS
VOLTAREM, BEM COMO DE MEUS IRMÃOS MAIS NOVOS QUE FICARAM AFETADOS POR TODAS AS
CIRCUNSTÂNCIAS DAQUELES MOMENTOS DIFÍCEIS.
> LEMBRO DO MEU PAI VINDO A
CURITIBA EM SETEMBRO DE 73 QUANTO MEUS IRMÃOS ESTAVAM PRESOS NO ESTÁDIO NACIONAL
EM SANTIAGO. ELE VEIO PEDIR PARA AS AUTORIDADES DA ÉPOCA AJUDAR A TIRÁ-LOS DE
LÁ.
VOLTOU FRUSTRADO, POIS VIRARAM AS COSTAS. OUTRO PAÍS OS ACOLHEU.
PESSOAS QUE QUANDO CHEGUEI EM CURITIBA EM 74, NOS VIGIAVAM E NOS ISOLAVAM,
IMPINGINDO MEDO EM QUEM SE APROXIMASSE DA GENTE, NOS FAZENDO ANDAR COM POUCOS
AMIGOS. MAS ELES PERDERAM. POIS GRAÇAS A DEUS A DEMOCRACIA VENCEU E TEMOS MUITOS
AMIGOS.
E HOJE QUANDO ENCONTRO MUITOS QUE APOIARAM AQUELE ESTADO DE COISAS E
TENHO QUE CUMPRIMETÁ-LOS POR DEVER INSTITUCIONAL COMO DELEGADO REGIONAL DO
TRABALHO. O FAÇO COM PROFUNDA INDIFERENÇA. E MESMO ASSIM ELES SÃO EXAGERADOS NO
CUMPRIMENTO. AFINAL SEMPRE ADORARAM OS GOVERNANTES.
É POR ISSO QUE TALVEZ A
GENTE VAI FICANDO CADA VEZ COM UMA CARA DE PEDRA FRIA.
AFINAL NOSSO ROSTO
VAI REFLETINDO AS DURAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA QUE NOS FAZ CONHECER A ALMA
HUMANA COM MAIS PROFUNDIDADE.
ABRAÇO
GERALDO SERATHIUK
Ao
redator chefe da Gazeta do Povo,
Minha irmã gêmea Terezinha Serathiuk me
informou da matéria publicada por vosso jornal. Foi com muita atenção que li a
matéria publicada pela Gazeta do Povo domingo 6 de março 2005. Quero assinalar
que fui perseguido político no Paraná durantes os anos 1970 e 1971 e também
antes sobretudo através de pressões sofridas por membros de minha familia como
João Serathiuk e Vitório Sorotiuk. Em 1970 trabalhei como funcionário do Centro
Acadêmico Hugo Simas durante a gestão de Nelson Olivas e Rafael Chociay em 1971
trabalhei como funcionário do Centro Acadêmico Rocha Pombo durante a gestão de
Paulo McDonald, Odilon Coutinho e Casimiro Linhart.
> > > Cheguei
em Curitiba no início de 1970 e ingressei no Colégio Estadual do Paraná onde
tive certos problemas e em 1971 ingressei no Colégio Camões. (cf. Resistência
Democrática - A Repressão no Paraná - Milton Ivan Heller ed. Paz e Terra e
Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, 1988). Acontece que minha família
(\"os russos\") já estavam \"queimados\" e nas \"listas negras\" des há muito
tempo pois que meu pai foi membro ativo do PTB e meu irm> ão Vitório Sorotiuk
perseguido político e preso na penitenciária do Ahú. Em 1970 fui preso e
interrogado pelo exército no Centro Adacêmico Hugo Simas e constantemente
vigiado pela Polícia Federal inclusive recebendo mensages de ameaças de
eliminação física pois que dava assistência aos presos políticos do Ahú
visitando-os em média duas vezes por semana e ajudando familiares de presos
políticos junto com a falecida e imprescindível irmã Araújo. Em 1971 as ameaças
e eliminações físicas se deslancham inclusive com o desaparecimento e o
assassinato do
companheiro de partido de meu pai o Dr. Rubens Paiva. Eu
vivia pois em Curitiba numa situação insuportável para um jovem de 17 anos que
trabalhava e fazia seus estudos. Policiais federais me acostavam regularmente
para ameaçar-me e enviar mensagens de ameaças à presos políticos e seus
familiares. A Polîcia Federal invadiu em 1971 meu local de trabalho no Centro
Acadêmico Rocha Pombo reiterando ameaças de eliminação física. Companheiros-as
caiam presos no norte do Paraná, dentre os quais a noiva de Vitório Sorotiuk,
Diva Ribeiro de Lima e minha missão ética era a de localizar presos, alertar
autoridades eclesiásticas, advogados e familiares afim de evitar torturas,
desaparecimentos e execuções. Sábado, dia 13 de novembro de 1971, vosso jornal,
A Gazeta do Povo, publicou uma matéria intitulada \"Presos na Rodoviária
elementos procurados pela Polícia Federal\". Esta matéria dizia \" Elementos
componentes da Rádio Patrulha n° 11, da Polícia Militar, detiveram na Estação
Rodoviária, Leonel
Lara e Nelson Serathiuk suspeitos de estarem executando
contrabando e de serem subversivos. O fato occorreu quando a Radio Patrulha n°
11 atendia a solicitação feita pelo agente Natanael Pereira da Silva da Polícia
Federal, no sentido que comparecesse na Estação Rodoviária. Lá chegando, os
policiais constataram a presença daqueles dois elementos os quais estavam
transportando cinco grandes malas. Uma vez que os suspeitos estavam sendo
procurados pelos agentes federais, foram conduzidos á delegacia de Polícia
Federal. Estão sendo providenciadas agora as investigações em tôrno de suas
atividades. O conteúdo daquelas malas não foi revelado acreditando-se que tal
ocorra nas próximas horas\". A publicação desta matéria me confortou no
sentimento de que a minha sentença já estava escrita de antemão pelos servidores
da ditadura militar. Eu e Leonel Lara fomos detidos na quarta-feira dia 10 de
novembro de 1971. Um imenso dispositivo foi armado na Rodoviária com a presença
de dezenas de políciais
militares e mais de meia-dúzia de agentes federais.
Depois de várias horas de interogatório, de revistas de duas malas e pacotes de
presentes, de vexações corporais, ameaças de morte e perguntas sobre pessoas
tais como Virorio Sorotiuk, Olien Lustosa, Carlos Frederico Marés de Souza
Filho, Diva e Ruth Ribeiro, João Serathiuk, Dimas Floriani, José Garcia, membros
de Centros Acadêmicos, de grupos políticos, de familiares, advogados, amigos,
etc de presos fomos liberados na madrugada do dia 11. A matéria foi publicada
sábado dia 13 de janeiro para todo tipo de elocubrações sobre o conteúdo das
\"quatro malas\" dos \"suspeitos de estarem executando contrabando e de serem
subversivos\". Imediatamente, Vitório Sorotiuk apenas liberado do Ahú e outras
pessoas tiveram que cair por precaução na clandestinidade. No dia da minha
prisão na Rodoviária de Curitiba, eu e Leonel havíamos almoçado como nos dias
precedentes no restaurante do Centro Acadêmico Hugo Simas. O agente da polícia
federal, Natanael Pereira da Silva, era estudante da UFP na Faculdade de Direito
e frequentava o restaurante do Centro Universitário. Este e outros indivíduos
cumpriam missão da Polícia Federal de controlar minha vida em Curitiba e seguir
todos meus passos e frequentações. Sòmente que não conseguiu prova absolutamente
nada com a minha detenção e assim fociferou todo tipo de ameaças contra minha
integridade física assim como contra a integridade de amigos e familiares. Para
mim não restava que uma unica solução: tomar o caminho do exílio, abandonando
meu trabalho no Centro Acadêmico Rocha Pombo, meus estudos no Colégio Camões,
meus amigos-as, meus familiares e minha pátria !! Para onde ir senão para o
Chile onde o Presidente Salvador Allende podia nos oferecer proteção, mas não
ilimitada. Dia 12 de setembro de 1973 fui conduzido pelo Exército putschista
Chileno para o Estádio do Chile e enseguida para o Estádio Nacional do Chile,
onde fui submetido à torturas indescriptíveis e inclusive por torturados
brasileiros. Os representantes diplomáticos do Brasil em Santiago do Chile
recusaram me dar proteção como cidadão brasileiro !
Finalmente, estou vivo,
mas revoltado pelo tratamento que nos dão as autoridades políticas e a justiça
brasileira de hoje. Eu estou inscrito na representação diplomática brasileira na
Suíça desde 1980. E nunca fui informado ou contatado por nenhuma autoridade
política ou judiciária brasileira ou chilena sobre os decretos de lei sobre
indenização aos ex-presos e perseguidos políticos e ex-exilados no sentido de
reconhecer a responsabilidade do Estado e de reparar as perseguições, as
humiliações, as torturas físicas e psiquícas que se quedaram gravadas para
sempre no meu corpo e no meu espírito. E portanto, curiosamente, fui anistiado
pela lei de 1979 sem nunca ter sido legal e formalmente inculpado pela justiça
brasileira civil ou militar !!
Senhor redator chefe da Gazeta do Povo, hoje
peço o restabelecimento da verdade, o reconhecimento da minha dignidade humana,
a punição dos responsáveis de torturas, maltratos, ameaças,desinformações e
diversões. Peço ao govêrno do Estado do Paraná um gesto de respeito à minha
dignidade de pessoa humana e reparação.
Meus agracimentos por publicar a
presente carta de leitor.
Nélson Serathiuk
Licencié ès Sciences
Politiques et Développement
Conseiller Communal -Vereador
2, chemin des
Allières
1012 Lausanne
serathiuk@dplanet.ch
Postado por: Adir de
Souza
Data: 08/03/05 12:35:38 h
NR - 10 É BOM LER
A NR10 E O SETOR ELÉTRICO
Julio Cesar de Oliveira
Diretor de Produtos
e Web Segurançamão
De um lado a nova
redação da NR10, publicada pelo Ministro do Trabalho RICARDO BERZOINI, em 08 de
dezembro de 2004, do outro as empresas do setor elétrico responsáveis por quase
7 vezes a mais a média dos acidentes no Brasil (fonte FUNCOGE), e as prestadoras
de serviços, que agora terão que se enquadrar e qualificar sua força de trabalho
eliminando
a informalidade e o amadorismo.
Para uns a publicação foi
motivada pelo espírito social, calcado na necessidade que as empresas terão de
contratar mais trabalhadores para atender o item polêmico e gerar mais empregos,
para outros, o motivo é puramente técnico, calcado na necessidade de proteger e
preservar a vida.
Notadamente a publicação desta Norma causa uma
revolução, pois busca legislar no sentido de não permitir o trabalho isolado,
utilizando a
retórica da necessidade de executar atividades supervisionadas
o que facilitaria o atendimento em primeiros socorros em caso de acidente,
contudo não levou em consideração a existência de novas tecnologias e
medidas de controles implementadas pela maioria das empresas que
modificaram
e atenuaram nas atividades a condição do risco e até mesmo em alguma casos
eliminando o perigo.
A exemplo da NR 18 - PCMAT, quando instituída no
segmento da construção civil, vemos um divisor de águas sendo estabelecido no
setor elétrico, a nova Norma, busca o trabalho não individual, a capacitação da
força de trabalho própria e terceirizada, cria os prontuário a exemplo da NR13,
determina a necessidade em elaborar e manter esquemas unificares,
inclusive
dos estabelecimentos, defini a implementação de medidas de segurança e analise
de riscos em procedimentos de trabalho, ordens de serviços para atender a NR1
item 1.7 alínea \"b\", repensa a vestimenta como mecanismo de proteção, institui
a supervisão e condução das atividades e entre outras atribui a responsabilidade
das empresas em desenvolver planos de emergências para atender as ocorrências
ligadas aos estabelecimentos e aos trabalhadores, essas premissas constituem-se
na síntese as novas
diretrizes e atribuições que deverão ser aplicadas a
favor da força de trabalho própria evoluindo até os contratos com as
terceirizadas.
Uma outra linha de pensamento esta atuando em relação a
Norma, a das associações, como a ABRAGE, ABRATEE, ABRADE e ABRAGET , a
argumentação busca se fundamentar na possibilidade de permitir a realização de
algumas atividades serem realizadas de maneira individual, se considerar para
isto a implementação de procedimentos de trabalhos com analise de riscos passo a
passo, uso de equipamentos de segurança e outros bloqueios e dispositivos, no
todo a argumentação não esta errada, contudo o foco principal parece se esconder
pela preocupação de algumas empresas quanto a ter que contratar mais mão de
obra, gerando assim aumento de custos.
De qualquer forma permitir a
realização de trabalho individual contraria o determinado na NR10 no seu item
10.7.3, outra dificuldade prevista na alternativa proposta pelas associações,
são as relacionadas ás
homologação junto aos Sindicatos das Categorias,
Cipas, Áreas de Segurança, algumas Centrais Sindicais e Sindicatos Estaduais que
se opõem a proposição
do setor elétrico.
Interessante é ver que
empresas públicas e privadas estão trabalhando juntas, trocando experiências,
quem diria, concorrentes de mãos dadas em prol de uma filosofia legal,
\"proteger a vida\".
A exemplo de outros setores, a vida deve continuar
sendo considerada o maior bem da humanidade, e como disse Einstein a 100 anos
atrás \"Acatar toda autoridade, mata a criatividade\", este será o desafio do
setor, que com criatividade deverá atender á autoridade da Lei.
NR10
leia mais
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 03/03/05 11:25:18 h
ACIDENTE GRAVE Aos
colegas da área
Recebi este e-mail abaixo ontem que foi enviado por um
colega Técnico de Segurança solicitando a ajuda para esta jovem de 23 anos que
sofreu este acidente do Trabalho, eu alterei somente os nomes das pessoas, o
resto está original, e se quiser se manifestar fique a vontade acredito que não
podemos ficar só lamentando estes acontecimentos temos que tomar atitudes, a
indignação é muito grande, abaixo alguns e-mails para serem contatados.
SUGESTÃO após verificar que tipo de modelo de maquina fazer contato com
o fabricante, para estudar uma forma de proteção e JÁ foi feito isto no Paraná
há muitos anos com a maquina Piriquito, para desfribrar o rami na região de Urai
e Assai esta empresa poderia fornecer quem comprou maquina e laborar e criar um
grupo de estudos Triaprtite com os Supermercados e Sindicato do Trabalhadores e
Governo para que nuca mais isto aconteça não podemos achar normal um
trabalhador, de vez em quando perder mão o braço...
Delegado Regional do
Ministério do Trabalho no Paraná
Dr. Geraldo Serathiuk
Endereço(s) de
email(s):
gserathiuk.drtpr@mte.gov.br
superdip@superdip.com.br
OBS. O acidente foi dia 26
Ocorreu que ela trabalhando no açougue de um
supermercado em Araucária
(Supermercado DIP) ve sua mão direita esmagada
pela máquina de moer carne,
no atendimento feito pelo SIATE - portão ou CIC
, ela ( o nome será omitido por motivos óbvios)
foi levada ao Hospital do
Trabalhador
com a máquina de moer carne junto, pois não era possível a
retirada
Após intervenção cirúrgica, a mão foi amputada.
O sr.
xxxxxxx é voluntário do
e por muitas vezes ajudou a equipe de segurança
nas suas atividades e sugestões.
Agora ele precisa de nossa ajuda
técnica
para indicar os caminhos para uma ajuda eficaz
para sua filha de
23 anos.
A nossa preocupação é com a parte legalista do acidente
Acredito que seu contato com a promotoria do trabalho
seria de
fundamental importância para o conhecimento
dos melhores caminhos numa
situação dessas.
Esse é a nossa função:
Companheiro
Não pude responder ontem devido a problemas no meu PC, mas fui pessoalmente
na reunião do Fórum e (Procuradoria Regional do Trabalho) Ministério Publico do
Trabalho (órgão federal)
e falei com Dra Ana Lucia que tomará as devidas
providencias.
E vou enviar para ao Ministério do Trabalho Também
Adir de
Souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 02/03/05 12:01:51 h
PARA REFLETIRMOS
Pessoal
Muita positiva a iniciativa de alguns colegas
e mesmo de algumas entidades de organizar cursos e eventos
Tomara que
isso ganhe corpo e que passemos a buscar melhoria nas nossas formações para ai
sim buscarmos mais do mercado de trabalho.
As vezes vejo com tristeza o
quanto nossa gente esta acostumada com vicios de \"outros tempos\" e forma de
pensar por demais antiga. Parece que tudo em nosso pais deve ser ganho no
\"tapetão\" ou na justiça e isso logico acaba abrindo espaço para muitos
interlocutores e dai em diante todos conhecem a historia.
Sabe o que faz
uma area ou uma profissao se manter e ser requisitada ? Capacidade ! Ninguem -
que tenha um negocio ou tente ter - gosta de pagar para nao ter resultados,
gosta de pagar porque e obrigado ou paga com gosto quando nao ve qualquer
aplicaçao ou resultado pratico naquilo que recebeu em troca.
Por toda
sociedade há diversos segmentos que sobrevivem sem qualquer problema ou
regulamentação - porque são necessarios e uteis, porque quando sao chamados a
prestar um serviço - AGREGAM VALOR.
Infelizmente nossa area nunca deu
muita atenção a isso - e por isso passamos parte dos grandes problemas que
temos. Todos aqui sabemos que o problema da infortunistica laboral é grande, é
problema, custa dinheiro, custa isso e mais aquilo - mas sera que sabemos o que
fazer de verdade para que isso mude ? Não creio e basta olhar muitas da questoes
que rodam por aqui para ver que tenho certa razão.
O futuro de nossa
area nao passa por outra cosia que nao seja sermos capazes de cuidar dela de
verdade e isso so ocorre com conhecimento e conhecimento PRATICO, nao estas
coisas que vendem por ai. Um bom profissional tem que saber selecionar as suas
fontes de aprendizado e assim parar de comprar BELEZA, APARENCIA, STATUS -
porque vai la, tem a sensação de que é importante - MAS DEPOIS VOLTA PARA SUA
EMPRESA e nada se aplica. Tenho visto por ai colegas perdendo o empego porque
seguem o canto da sereia - e ainda culpam os outros - quando na verdade sao eles
mesmos os culpados por não saberem nem ao menos o que precisam e porque
precisam.
Portanto, vamos fincar o pé na realidade, vamos ser solidos em
nossos propositos, serios em nossas intenções - menos plano de vÕO (risos) e
mais responsabilidade. Vamos saber escolher EPI pela qualidade e beneficio nao
pela marca do uisque do stand dele na feira. Vamos comprar serviços de gente
seria e honesta e principalmente de gente capaz de fornecer trabalhos com
qualidade e que agreguem valor.
Nossos principais problemas nao estao em
Brasilia, nem nas DRT, menos ainda nos nossos Sindicatos - que na verdade se
alguns deles sao problemas e porque nos somos problemas. Acho engraçado quando
algum colega diz que fulano de tal de tal instituição se vende - sem notar que
ele faz o mesmo no seu dia a dia.
Gosto de atitudes positivas - vamos
mudar as coisas, mas com planos, com trabalho, com sacrificio. Vejam que fazemos
os encontros do SESMT - de graça, as vezes ate com almoço de graça e quantos vão
lá ? Não vao porque querem pronto, querem garantias, querem tutela e nada mais
do que isso. Se não vao aos eventos pagos e tidos como caros - porque nao tem
dinheiro, qual a desculpa para nao ir aos nossos ? Talvez seja a falta de
consciencia de que o TODO DA PREVENÇÃO se faz de cada um, em cada empresa, em
cada profissional. Para que possa encher a boca e dizer SOU PREVENCIONISTA é
´preciso muito mais do que uma carteirinha e para que tenha mercado de trabalho
- é ´preciso que seja capaz de ter algo a trocar pelo aquilo que desejam que me
paguem.
Enfim, se quisermos def ato sobreviver vamos ter que dar o salto
de qualidade - do corporativismo velho e doentio da tutela e buscar unir forças
para nos posicionamos no mercado.
Parabens aos que buscam solução - os
que vivem do problema já formam uma fila muita grande.
Paz e bem,
Cosmo Palasio
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/03/05 13:23:35 h
ASSÉDIO MORAL
E o que
é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e
trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e
prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo
mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que
predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de
um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a
relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a
desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das
condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes
em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que
acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A
vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada,
ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares.
Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado
ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima
e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente
de trabalho, instaurando o \'pacto da tolerância e do silêncio\' no coletivo,
enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando,
\'perdendo\' sua auto-estima.
O desabrochar do individualismo reafirma o
perfil do \'novo\' trabalhador: \'autônomo, flexível\', capaz, competitivo,
criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam
para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar
\'apto\' significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e
culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando
a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A
humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e
trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações
afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem
evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte,
constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de
trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno
internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para
distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países
como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas
são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização
Mundial da Saúde, estas serão as décadas do \'mal estar na globalização\", onde
predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as
novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as
políticas neoliberais.
(*) ver texto da OIT sobre o assunto no
link:
http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm
Fonte: Barreto, M. Uma Jornada de Humilhações. 2000 PUC/SP
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/03/05 12:32:32 h
NO PARANÁ É LEI
LEI Nº 14427 - 07/06/2004
Publicado no Diário Oficial Nº
6746 de 08/06/2004
Súmula: Obriga, conforme especifica, sejam mantidos
aparelhos desfribiladores
em eventos de grande concentração de pessoas.
A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono
a seguinte lei:
Art. 1º. Ficam obrigados os estabelecimentos públicos ou
privados e os eventos de grande concentração de
pessoas a manterem,
permanentemente, em local de fácil acesso, um aparelho desfibrilador automático
externo (DAE) e uma pessoa qualificada a ofertar suporte básico de vida e
manuseio técnico do referido
aparelho, a fim de possibilitarem atendimento
emergencial na ocorrência de parada cardíaca, de acordo com
as normas do
Comitê Nacional de Ressucitação Cárdio Pulmonar.
Art. 2º. Para efeitos desta
lei, consideram-se estabelecimentos públicos ou privados de grande concentração
e circulação de pessoas, os seguintes:
I – os aeroportos;
II – os
shopping centers;
III – os hipermercados;
IV – os estádios de futebol e
ginásio de esporte, com capacidade superior a 1.000 (mil) pessoas;
V – as
instituições de ensino superior;
VI – os clubes sociais e esportivos ou
academias de ginásticas com concentração ou circulação superior
a 1.000
(mil) pessoas/dia;
VII – os centros de eventos e exposições com concentração
ou circulação superior a 1.000 (mil) pessoas/dia;
VIII – as igrejas, templos
religiosos, assembléia de cultos, etc.; e
IX – os teatros, casa de
espetáculo, cinemas, com concentração ou circulação superior a 1.000 (mil)
pessoas.
Art. 3º. Os estabelecimentos públicos ou privados, atingidos por
esta norma, deverão adequar-se aos
mandamentos impostos no prazo de 180
(cento e oitenta) dias, a contar da publicação desta lei.
Parágrafo único.
Na hipótese de descumprimento desta lei, poderá o Poder Público Estadual ou
Municipal,
manifestando-se no âmbito de sua competência, cassar a
autorização de funcionamento do estabelecimento
infrator.
Art. 4º. Esta
Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
PALÁCIO DO GOVERNO EM
CURITIBA, em 07 de junho de 2004.
Roberto Requião
Governador do
Estado
Claudio Murilo Xavier
Secretário de Estado da Saúde
Caíto Quintana
Chefe da Casa Civil
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/03/05 10:31:10 h
NOSS SINDICATO PARTICIPA DO FORUM
Lembramos que a reunião da Coordenação Executiva do
FÓRUM DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE DO TRABALHO DO ESTADO DO PARANÁ ocorrerá no
dia 02 de março, ás 14h00.
Data:02/03/05
Hora:14h00
Local:
Procuradoria Regional do Trabalho da 9º Região
Rua Vicente Machado, 84 - (
próximo ao Tribunal do Trabalho)
Atenciosamente,
Secretaria
Executiva
NOTA - Este Forum foi criado em todo o País
Pelo Ministerio Publico do Trabalho, e todos os problemas relacionado ao mundo
do Trabalho, má condições de trabalho, trabalho infantil são tratados neste
forum mas mais importante é que a sociedade denuncie, e nossa entidade estã
aberta para receber denuncias e levar a forum.
Adir de Souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 24/02/05 11:36:11 h
ORGULHO DE SER BRASILEIRO
Isso passou dia 11/03/04 em todos os telejornais....
Ailton 28 anos casado com Sônia grávida de 4 meses,
desempregado a
dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao
rio Piratuaba-SP a 5km de sua
casa pescar para ter
uma \"misturinha\" com o arroz e feijão, pegou 900gr de
lambari, e sem saber que era proibido a pesca, foi detido por
dois dias.
Ah! levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança
de R$ 280,00 para liberá-lo
e terá que pagar ainda a uma
multa ao IBAMA de R$ 724,00. A sua mulher
Sônia, grávida de 4
meses sem saber o que aconteceu com o marido que
supostamente
sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve
aborto espontâneo. Ao sair da detenção Ailton recebe a
noticia que sua
esposa estava no hospital e perdeu seu filho,
pelos míseros peixes que
ficaram apodrecendo no lixo da
delegacia. Quem poderá devolver o filho de
Sônia e Ailton?
Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira,
Presidente
da PETROBRÁS, responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300
mil litros de óleo na Baía de Guanabara. Matando milhares de
peixes e
pássaros marinhos; responsável pelo derramamento
de cerca de 4 milhões de
litros de óleo no Rio Iguaçu,
destruindo a flora e fauna e comprometendo o
abastecimento de
água em várias cidades da região. Encontra-se em liberdade.
Pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de
Brasília.
Não concordar com isso e encaminhar para o maior
número de pessoas possíveis
a sua indignação já é um bom
começo... Esta é uma campanha em favor da
VERGONHA NA CARA.
E com os Acidentes do Trabalho é mesma coisa morre mais
trabalhor acidentado do trabalho do que na guerra do Iraque,que no atentado das
torres no Estado Unidos
Postado por: Adir de
Souza
Data: 23/02/05 11:52:48 h
REFORMA POLITICA
REFORMA POLÍTICA: SÓ FUNCIONARÁ COM COEFICIENTE ELEITORAL
NACIONAL A reforma política que tem sido indicada há muitos anos como
>
tema importante na agenda do Congresso Nacional, e acaba sendo transferida
> para o futuro, deve merecer uma análise para entendermos as causas de
sua
> protelação.
> Fala-se na necessidade de se estabelecer à
fidelidade
> partidária, o financiamento público de campanha, o fim das
coligações
> proporcionais, o sistema de listas partidárias, a cláusula
de exclusão
> para os partidos políticos e um sistema eleitoral misto.
Mas não se fala
> num dos temas mais importantes para a reforma política,
qual seja, a
> distorção do sistema representativo pela falta da adoção
do coeficiente
> eleitoral nacional, que agride o Estado de direito
democrático.
> Ora vejamos, o sistema adotado pela nossa Constituição
> Federal. No caso da Câmara dos Deputados, casa de representação do
povo,
> determina que poderão se eleger um mínimo de oito e um máximo de
setenta
> deputados federais por Estado-membro, não adotando a forma de
coeficiente
> eleitoral nacional, que seria o de aproximadamente 220.000
votos para
> eleger cada deputado federal. Sistema esse em muito
estruturado no regime
> de arbítrio com vistas a impedir o crescimento da
oposição nos grandes
> centros urbanos. Tal opção acabou produzindo uma
distorção em que
> aproximadamente 44 milhões de eleitores elegem 263
deputados federais e 65
> milhões de eleitores elegem apenas 250
deputados federais. Pois,
> Estados-membros como Acre, Amapá, Roraima e
outros elegem deputados
> federais com um coeficiente eleitoral inferior
a 40.000 votos, enquanto
> Estados-membros como Minas Gerais, São Paulo,
Rio de Janeiro e outros
> elegem seus deputados federais com um
coeficiente eleitoral bem superior a
> 220.000 votos. Tal mecanismo
distorce o sistema representativo e não se
> justifica. Nos EUA, por
exemplo, Estados-membros como Alaska, Dakota,
> Vermont, mais populosos
que os nossos Estados-membros menos populosos,
> elegem apenas um
deputado federal, pois adotam um sistema aproximado de
> coeficiente
eleitoral nacional.
> O Senado Federal, casa de representação dos
Estados-membros,
> que deveria ter como atribuição discutir matérias de
interesse da União e
> de conflitos entre as unidades federativas,
mantendo o equilíbrio para o
> desenvolvimento das regiões, mas por
distorção do sistema representativo,
> os senadores têm um dos campos de
atribuições e competências dos mais
> amplos do mundo, podendo votar e
vetar tudo. E pela forma de impor um
> mínimo de três senadores por
Estado-membro gera uma distorção em que
> aproximadamente, 45 milhões de
eleitores elegem 59 senadores e 64 milhões
> de eleitores elegem apenas
22 senadores. Simbolizado na figura do senador
> eleito com 10 milhões de
votos tendo o mesmo peso de um senador que se
> elegeu com 300.000 votos.
Isso é tão grave, pois com o campo de atribuição
> e competência tão
amplo acaba barrando a modernização das legislações
> brasileiras, pois
representantes de Estados-membros poucos populosos e com
> economia
pequena acabam impondo projetos específicos e locais, às vezes
>
pessoais, em detrimento aos interesses estratégicos da sociedade
>
brasileira.
> Diante deste dilema, a reforma política vai sendo
>
protelada, e o eleitor brasileiro em alguns Estados-membros vale 0,5 voto
> e em outros vale 15,4 votos. Não é por acaso o desinteresse pelas
> eleições, pois a distorção do sistema representativo distancia o
> representante do representado e compromete o sistema democrático.
Alguns
> atribuem de forma ingênua e outros de forma ardilosa os
problemas às
> questões morais dos componentes do parlamento e induzem a
sociedade a
> pensar que a simples mudança no sistema partidária e
eleitoral ou a
> aprovação de um Código de Ética resolve. Não resolve.
> Em função desta distorção, qualquer Presidente da
> República
eleito pelo voto direto, por mais progressista que seja, tem e
> terá
problema de governabilidade. É só ver o caso recente do presidente
> Lula
que foi eleito, tendo 40 milhões de votos no primeiro turno, em que
> se
tivéssemos o coeficiente eleitoral nacional, teria elegido uma bancada
>
de apoio muito maior. Mas a distorção do sistema representativo fez eleger
> bem menos, demostrando a aberração de não adotarmos o coeficiente
> eleitoral nacional.
> Há de se considerar que, a distorção do
sistema
> representativo acaba gerando um custo muito alto para o país
manter a
> governabilidade, pois para garantir a maioria no parlamento,
se sujeita à
> criação e a manutenção de inúmeras estruturas de Estado
federal. E, por
> conseqüência, estaduais e municipais desnecessárias,
além da manutenção de
> um sistema tributário questionável que onera o
setor produtivo nacional e
> a sociedade, que são forçados a pagar a
conta desta distorção.
> Por isso, a sociedade brasileira deve debater a
reforma
> política sob a ótica de um novo pacto federativo, não só sob o
enfoque da
> reforma do sistema partidário e eleitoral, mas para que se
redefinam as
> atribuições dos senadores, o critério de composição do
Senado Federal e
> inclua a mudança na eleição da Câmara dos Deputados.
Devendo-se exigir a
> implantação do coeficiente eleitoral nacional,
sobre ao fundamento do
> princípio \"um cidadão, um voto\", que desaguará
na reforma do Estado com o
> objetivo de se construir verdadeiramente um
Estado de direito democrático,
> e por decorrência, um novo modelo de
desenvolvimento democrático para
> todos os brasileiros.
> Geraldo
Serathiuk, advogado, especialista pelo IBEJ-Pr.
> gserathiuk@aol.com
>
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/02/05 13:44:36 h
CIOLENCIA URBANA
VIOLÊNCIA - Números foram divulgados ontem de manhã pela direção
Vítimas de armas de fogo custam R$ 1 mi/ano ao HU
Em 2004 passaram pelo
hospital 154 vítimas de armas de fogo
Novecentos e cinqüenta e quatro
mil e oitocentos reais. Quase R$ 1 milhão. Esse é o gasto anual do maior
hospital público de Londrina com todos os pacientes internados vítimas de armas
de fogo.
O Hospital Universitário (HU) recebe praticamente todos os dias
pessoas que foram baleadas nas ruas da Cidade e o tratamento desses casos é
considerado um dos mais dispendiosos. Além disso, os custos não são cobertos
pelos repasses do Sistema Único Saúde (SUS). Segundo informações do próprio
hospital, apenas 17% do que é gasto têm origem no governo federal.
E os
números de feridos assustam. Somente no ano passado foram atendidas no HU 154
vítimas de arma de fogo. Em 2003, foram 177 vítimas. Nos índices de internação
por causas violentas, segundo a superintendência do hospital, os números desse
tipo de paciente só é menor do que os acidentados no trânsito de Londrina.
O tempo médio estipulado pelos médicos para fazer cirurgias e recuperar
uma pessoa gravemente ferida por disparos de arma de fogo é de uma semana. Para
essas intervenções, independentemente do período em que o paciente vai ficar
internado, o SUS repassa para o HU R$ 1.056. No entanto, o custo médio de cada
paciente – incluindo até o salários dos profissionais que dão atenção ao
paciente – é de R$ 6,2 mil.
“O resto o hospital absorve. Temos que fazer
uma ginástica nos valores que recebemos para administração e tentar diminuir a
diferença. Mas temos uma dívida mensal”, disse o superintendente do HU,
Francisco Eugênio Alves de Souza.
Pelo seu nível de complexidade no
atendimento, o HU pode ser considerado um dos principais hospitais para o
atendimento de pessoas baleadas. Francisco de Souza ainda lembrou que o custo
para um paciente baleado vai além da mesa de cirurgia das áreas de emergência.
Depois de todos os procedimentos e internação por grande período em alas como a
Unidade de Terapia Intensiva (UTI) começa a recuperação. Muitas vezes são
necessários fisioterapeutas e outros profissionais para devolver a saúde física
ao paciente. “Depois ele ainda vai passar pelo HC (Hospital de Clínicas) para
outros atendimentos”, completou ele.
Hoje em dia ainda não é possível
saber quanto em recursos de saúde são utilizados globalmente, para os cuidados
das vítimas da violência em Londrina. Segundo a gerente da Divisão de
Assistência em Saúde (DAS), Rosângela Libanori, a rede municipal de saúde ainda
não possui levantamentos desse tipo. “Nesse sentido o nosso Sistema de
Informação Hospitalar ainda apresenta muitas distorções.”
Fernando
Araújo
E MAIS:
Campanha tenta incentivar desarmamento
Postado por: Adir de
Souza
Data: 16/02/05 15:40:21 h
PARA REFLETIRMOS
NÃO DEU ESPAÇO PARA COLOCAR NO LIVRO DE VISITAS
Colegas para refletirmos juntos e compartilharmos com outros que não nos
conhecem, eu tenho a felicidade de conhecê-los pessoalmente e por ser mais velho
vou ousar e tentar dizer que não existe certo ou errado o Luciano Jovem é assim
mesmo e nem poderia ser ao contrário, inconformado em ver nos termos um piso
baixo mas somente Paraná, Goiás E são Paulo tem em Goiás é mais baixo que nosso
piso em São Paulo 1.600 e poucos mais lá estão 50% das empresas do país e 50%
das maiores empresa do país.
Quando se brinca que a luta continua é porque
no passado os trabalhadores trabalhavam até 15,16, horas por dia, velhos,
crianças, mulheres, e alguns não concordaram e foram lutar para mudar, hoje no
Brasil é 44 semanais mas já foi muito mais, da luta para as 08:00 horas muita
gente morreu e nasceu o primeiro de maio e guardando as devidas proporções, na
nossa área não é diferente muita gente deu muito de seu tempo e sua vida, pra
nossa luta, teve colegas que estava viajando, quando estávamos brigando com MEC
para aprovar este curso que hoje existe no ensino informal e seu pai faleceu no
Interior e nos não conseguíamos localizar o nosso amigo não tinha celular e nem
tínhamos telefone em casa, vários foram demitidos por ser da Associação hoje
Sindicato, um deles demitido da empresa em Londrina e teve câncer e Faleceu não
tinha garantias da previdência eu lhe dou o Nome da nossa chapa Pedro Martinez
Romí de saudosa memória, um outro colega que trabalhou em Imbituva e por ver os
desmandos dos madeireiros fez várias denuncias ao Ministério publico e ao
Ministério do Trabalho e também foi presidente do PT partido dos trabalhadores
na cidade e foi morto com 3 tiros em frente a sua casa, outro bateu o carro em
uma viagem para cascavel para uma reunião com os Técnicos da região, outro
demitido de uma grande cooperativa de Maringá e ainda hoje temos dois diretores
demitidos e que estamos na justiça mas sempre ganhamos, e este que aqui escreve,
não foi diferente, e quando fiz o curso de Supervisor de Segurança não foi
diferente do Luciano, eu trabalhava na obra da refinaria da Petrobrás em
Araucária e fazia o curso no sesi em Curitiba e morava em Campo largo e todo dia
fazia este trajeto de (ônibus) e era auxiliar administrativo e ganhava uma
micharia para a grande maioria tudo é difícil com muito sacrifício, e depois de
vários anos na profissão criamos a Associação em 1981 e sindicato em 88, e em
1986 estávamos fazendo uma campanha de Segurança na Construção civil em
Londrina, palestras nas obras e ocorreu um acidente de soterramento onde
morreram 02 trabalhadores e na folha de Londrina do dia 10 em entrevista disse
tudo que estava errado, falta de escoramento desrespeito com ser humano, dos
empresários que não ligavam para as condições do trabalhadores lasquei o verbo
numa página inteira do jornal, e daí mandaram voltar para Curitiba no outro dia
e fiquei na geladeira como se diz na linguagem popular até dia 09 de maio de 88
quando fui afastado do meu trabalho quase três anos sem salário e sem poder
arrumar outro emprego e ganhei na justiça em julho de 1992 fui reintegrado ao
meu trabalho e estou aqui na Fundacentro fazendo este nosso trabalho que adoro e
da nossa entidade sempre defendendo nossos colegas, ( e faria de tudo de novo se
preciso fosse) com certeza absoluta tem muita gente que nem conhecemos que
passou bons bocados por esta profissão, e a Indignação do Serrano que teve que
lutar muito também para estar na profissão e ele Tem consciência Política que
deveria estar mais próximo do Sindicato há muito mais tempo, porque vê as
injustiças que nossos colegas sofrem no dia a dia no seu trabalho e a
dificuldade de unir uma categoria que infelizmente não é só a nossa é de todos
os trabalhadores que acham tempo para tudo menos para o Sindicato, mas quando
estão desempregados, não saem de lá e depois somem, mas eu não desanimo estarei
sempre atendendo da melhor forma, o mais importante é o sentimento de dever
cumprido e se possível dando uma palavra de apoio estar desempregado é muito
ruim para qualquer cidadão, este é um pouco de historia sem querer ser arrogante
mas para mostrar que as coisas não acontecem por acaso como acidente alguém
botou mão na, massa e que faz a diferença entre falar e tentar fazer, reclamar e
achar que outros resolvam nossos problemas,
E às vezes nos somos meio
egoísta e pensamos que só nós defendemos os trabalhadores, mas ainda tem muita
gente tentando fazer o melhor em prol da nossa área.
Adir de Souza
Em
tempo. Demiti o meu chefe antes de voltar ao Trabalho
A UNICA SAÍDA
É ESTARMOS ORGANIZADOS NÃO EXISTE OUTRA FORMA SE QUISER DEFENDER OS SEUS
INTERESSES SÓ ALCANÇARÁ LUTANDO PELO INTERESSE DE TODOS
Alguma atividades do passado
Estivemos em Brasília
várias vezes de (Ônibus) na CES. Comissão de Enquadramento Sindical, e
conseguimos algo inédito, que é fazer defesa pessoalmente junto a esta
representação, para conseguirmos existir, de fato e direito.
Após a
Regulamentação da Profissão estivemos várias vezes no MEC, para termos um
curriculum, e com várias dificuldades pois, havia interesses de entidades
ligadas ao patronato, para ficar com a formação dos Técnicos, que poderiam ser
bons técnicos, mas idiotas com cidadãos.
Trabalhamos muito para que os
técnicos de Segurança do Trabalho tivesse baixado pelo ministério do Trabalho as
Atribuições, que muito profissionais nem sabem que possuem.
Criamos uma
entidade nacional, para melhor representar os Técnicos, para mostrar às
autoridades que o movimento era forte e organizado, a ANSET, Associação Nacional
dos Técnicos de Segurança do Trabalho, que foi para congregar, e não para
fabricar estrelas, foi trabalho conjunto, de pessoas de vários estados, e
dedicação pessoal.
Participamos da Organizamos o 1º CONTEST, CONGRESSO
NACIONAL DOS TÉCNICOS DE SEGRANÇA DO TRABALHO, em outubro de 1986 na cidade de
Fortaleza, que o mérito e trabalho maior foi do companheiro Clézio que mais
tarde, fugiu de fortaleza só com a roupa do corpo, para não morrer, por ter
feito denuncias de condições de trabalho degradantes e os grandes empresários
não gostaram. E este evento reuniu mais de 500 técnicos de todo país, para ouvir
palestra técnicas mas acima de tudo discutir assuntos pertinentes a sua
atividade e o encaminhamento de suas lutas, sem o objetivo de ser um evento
lucrativo, ou alguém ganhar dinheiro ou mercantilista com se faz hoje em dia.
Em 1988 participamos ativamente durante a constituinte, podemos dizer
com orgulho que não teve nenhum membro da constituinte que não recebeu material
sobre Segurança do Trabalho e grupo de representes das então associações de
técnicos de várias partes do Brasil, o Gabinete do então deputado Federal do
Paraná Santinho Furtado era o nosso QG.e usamos telefone e fotocópias, e de São
Paulo o Deputado Cunha Bueno, pessoas que seremos eternamente gratos, o que
existe de Segurança do Trabalho e sobre a eleição e da e estabilidade, dos
membros da CIPA na constituinte e Palavra Segurança junto com Saúde foi
negociado com então centrão grupo de membros da direita dentro do congresso, e
pessoal da área da saúde já fazia lob junto aos constituintes os que hoje
defendem que a vigilância sanitária deve fiscalizar a área do trabalho e hoje
usam a lei 8080 e o Secretario de Segurança do Ministério do Trabalho na época
defendia esta idéia Sr. Riani Costa que depois virou vereador no interior de São
Paulo pelo PT, temos no Sindicato do Paraná as fotos se for necessário provar.
Participamos da organização do 2º CONTEST, CONGRESSO NACIONAL DOS
TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO, de 10 a 14 de julho de 1989 na cidade de
Florianópolis, evento este que reuniu
800 Técnicos de todo país, e
autoridades da área de prevenção de vários estados, Secretarias do Trabalho, e o
evento foi comandado pelo então presidente do Sindicato dos Técnicos de Santa
Catarina, o Saudoso companheiro Sérgio Roberto Machado, que infelizmente faleceu
em acidente automobilístico no Estado da Bahia, e com a participação ativa do
SINTESP. SINDICATOS DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO DO ESTADO DE SÃO PAULO
E DO SINTESPAR- - SINDICATOS DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO DO ESTADO DO
PARANÁ
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/02/05 15:20:53 h
AMIANTO
Fonte:
STF - Notícias
14/02/2005 - 18:15 - Chega ao Supremo ação da
CNTI contra lei fluminense sobre amianto
O Supremo Tribunal Federal
(STF) recebeu Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3406), com pedido de
liminar, ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria
(CNTI). A entidade pretende suspender a Lei 3579/01, do Estado do Rio de
Janeiro, que proíbe a produção, extração e comercialização de produtos que
contenham amianto crisotila - matéria-prima de telhas e caixas d´água.
De acordo com a entidade, a vedação imposta pela lei fluminense fere o
princípio da livre iniciativa, expresso no parágrafo único do artigo 170 da
Constituição Federal, e viola também o artigo 22, que estabelece como
competência legislativa exclusiva da União organizar, manter e executar a
inspeção do trabalho. \"Não pode o Legislativo estadual dispor contra a lei
federal de regência, e muito menos fixar regras gerais, pois para estas a União
tem prioridade, já exercida\", sustenta a confederação.
Segundo a CNTI,
o amplo emprego do amianto anfibólico ou amianto marrom na América do Norte,
Europa, Austrália e Japão, no passado, criou o \"mito generalizado de que o
amianto é perigoso, causa câncer de pulmão e outras doenças respiratórias,
generalização essa que não pode ser estendida ao amianto branco\". A entidade
explica que o amianto crisotila, conhecido como amianto branco, é utilizado
atualmente em várias indústrias brasileiras que consomem 150 mil toneladas do
produto por ano. Localizadas em grande parte dos estados da Federação, essas
empresas são responsáveis pela produção anual de mais de 160 milhões de metros
quadrados de telhas e um milhão e 500 mil unidades de caixas d´água.
Por
fim, a entidade pede a concessão da liminar com o objetivo de suspender a
eficácia da lei fluminense, tendo em vista que \"a cada dia que a norma
permanece em vigor avultam-se os prejuízos dela decorrentes\". O ministro Gilmar
Mendes é o relator da ADI.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/02/05 15:19:47 h
AMIANTO
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/02/05 15:11:30 h
DRT PARANÁ EVENTO
DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO NO ESTADO DO PARANÁ – DRT/PR
CONVITE
A CÂMARA TÉCNICA DE REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS
TERCEIRIZÁVEIS DA DRT/PR
CONVIDA PARA O
I FÓRUM ESTADUAL DOS
SERVIÇOS TERCEIRIZÁVEIS
Palestrante
Professor LÍVIO GIOSA*
Que será realizado no próximo dia 28 de fevereiro, às 14 horas, no
Auditório do Teatro do SESC, localizado à Rua Visconde do Rio Branco, 969 –
Curitiba-PR.
Favor confirmar presença até o dia 23/02/2005 – Fone (41)
222-8183 com Sileide / Camila
* Professor Lívio Giosa, Administrador
de Empresas com especialização em “Business Administration” pela New York
University, Coordenador do PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresariais,
Vice-Presidente da ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do
Brasil, Autor de vários livros e publicações, dentre os quais: “TERCEIRIZAÇÃO:
Uma Abordagem Estratégica”.
* A CÂMARA DE SERVIÇOS TERCEIRIZÁVEIS É
COMPOSTA POR MEMBROS DA DRT/PR, DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO E DOS
SINDICATOS PATRONAIS E LABORAIS DAS CATEGORIAS DE ASSEIO E CONSERVAÇÃO,
VIGILÂNCIA, EMPRESAS DE RECURSOS HUMANOS E TRABALHO TEMPORÁRIO.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 15/02/05 14:10:01 h
CONTRIBUIR COM SUA ENTIDADE
AZULCONTRIBUA COM A SUA ENTIDADE NO MÊS DE MARÇO SERÁ
DESCONTADO UM DIA DE TRABALHO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL FALE COM RESPONSAVEL DO
RH DA EMPRESA EM QUE ATUA PARA QUE SUA CPONTRIBUIÇÃO NÃO VÁ PARA O SINDICATO
PREPONDERANTE, MAS SIM PARA NOSSA ENTIDADE, POIS, QUANDO OS COLEGAS TEM
PROBLEMAS É NOS QUE ELES PROCURAM E NOSSA TEM OBRIGAÇÃO DE ATENDÊ-LOS DA MELHOR
FORMA POSSIVEL
CONTRBUIÇÃO SINDICAL
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SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DO PARANÁ
Reconhecido pelo Ministério do Trabalho em 30/09/88
Publicado no
D. O. U. 04/10/88
Técnico de Segurança do Trabalho - Profissão
Regulamentada
Lei 7.410 de 27/11/85 e Regulamentado pelo Decr. Nº 92530
de 09/04/86
- www.sintespar.com.br sintespar@yahoo.com.br
A
contribuição Sindical é prevista na legislação consolidada pelo Decreto Lei nº
5.452 de 01 de maio de 1943.
Veja o que diz a CLT
Artigo 578 –
As contribuições são devidas aos Sindicatos pelos que participam de categorias
econômicas ou profissionais representadas pelas referidas entidades sob a
denominação de Contribuição Sindical – pagas, recolhidas e aplicadas.
Artigo
579 – A Contribuição Sindical é devida pôr todos aqueles que participam de uma
determinada categoria econômica ou profissional em favor do Sindicato
representativo da respectiva categoria profissional recolhida de uma só vez
anualmente.
Artigo 580 – É correspondente a um dia de trabalho.
Artigo
583 – (Parágrafo 2º) – O comprovante de depósito da Contribuição Sin
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dical será remitido ao Sindicato respectivo.
Artigo 606 – Às entidades Sindicais cabe, em caso de falta de pagamento da
Contribuição Sindical, promover a respectiva cobrança mediante ação executiva.
Portanto como previsto, especialmente no Artigo 580 da CLT, o desconto
da Contribuição Sindical corresponde a 01 (um) dia de trabalho, sem limite,
conforme exemplo abaixo:
Assim sendo, o recolhimento relativo ao Técnico
de Segurança de Trabalho, tem que ser recolhido ao SINTESPAR - Sindicato dos
Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná, como Empregado, Autônomo
ou Profissional Liberal.
Onde pagar
Via quia enviado pelo
Sindicato
Até o vencimento em qualquer agência bancária ou nas casas
lotéricas
SINDICATOS DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DO
PARANÁ
Através da presente estamos comunicando aos colegas Técnicos de
Segurança do Trabalho e os Departamento de Recursos Humanos das Empresa do
Paraná que possuam em seus quadros TÉCNICOS DE SEGURANÇA, que depois de efetuado
os recolhimentos, deve ser enviado a nossa entidade referente ao TÉCNICO DE
SEGURANÇA DO TRABALHO, conforme artigos 580 e 586 da CLT.
Art. 580 A
contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente, e consistirá:
I - na importância correspondente à remuneração de um dia de trabalho,
para os empregados, qualquer que seja a forma da referida remuneração.
Art. 583 § 2º O comprovante de depósito da contribuição sindical,
efetuado na forma deste capitulo será remetido aos respectivos sindicatos ou
órgãos a que couber, na conformidade das instruções expedidas pelo Ministério do
Trabalho.
Constituição Federal/88 – Art. 8º IV “A Assembléia Geral
fixará contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será
descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação
sindical respectiva, independente da contribuição prevista em lei”.
As
questões de Segurança e Saúde no Trabalho em nosso país são disciplinadas pela
Lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1.977, Normas Regulamentadoras (NR) aprovada
pela Portaria nº 3.214 de 08 de junho de 1.978, e regulamentação da Profissão do
Técnico de Segurança do Trabalho, Lei 7.410/85 e seu Decreto 92.530/86, e as
atividades definidas pela Portaria 3.275/89.
Vale esclarecer que o TÉCNICO
DE SEGURANÇA DO TRABALHO, conforme Artigo 511 da CLT em seu (§ 3º “Categoria
Profissional Diferenciada é a que se forma dos empregados que exerçam profissões
ou funções diferenciadas por força de estatuto profissional especial ou em
conseqüência de condições de vida singulares)”.
Para tanto, informamos
que as empresas que recolherem para as categorias preponderantes o fazem de
maneira errônea, pois o recolhimento deve ser efetuado para o Sindicato
especifico da categoria, mandando a referida guia de contribuição.
É um
Sindicato de Profissionais Técnicos com Profissão Regulamentada pela Lei
7.410/85 - representa a categoria pela sua formação diferenciada, reúne todos os
Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná, não importando o setor de
atividade econômica em que sua empresa se situe. Nesse caso, decisiva, como
critério de agrupamento, é a profissão, independentemente da categoria onde é
exercida. Portanto, o Técnico de Segurança Trabalho, faz parte da competência do
SINTESPAR.
Os responsáveis pelos recursos humanos das empresas e o
próprio técnico de Segurança desconhecem o aspecto legal da nossa profissão que
é diferenciada por não termos um correlato econômico, e por isto recolhem
contribuição Sindical erroneamente, para as categorias preponderantes, temos
assinadas e registrada no Ministério do Trabalho várias convenções isto é como
somos categoria diferenciada temos que fechar a mesma com todos os sindicatos
Patronais, portando não temos apenas uma convenção como os outros Sindicatos,
mas devemos lembrar que mesmo a negociação sendo efetuada com diferentes
Sindicatos o valor do piso não é diferenciado mas sim um valor único para todos
TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO. Garantindo todos os anos um reajuste sobre
mesmo
As questões de Segurança e Saúde no Trabalho em nosso país são
disciplinadas pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, Normas
regulamentadoras (NR) aprovadas pela portaria Nº 3214 de 08 de junho de 1978, e
regulamentação da profissão do Técnico de Segurança do Trabalho, Lei 7.410/85 e
seu Decreto 92.530/86, e as atividades definidas pela portaria 3275/89.
Vale esclarecer que o TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO conforme
Artigo 511 da CLT em seu (§ 3º “Categoria Profissional Diferenciada é a que se
forma dos empregados que exerçam profissões ou funções diferenciadas por força
de estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida
singulares”). Para tanto, informamos que as empresas que recolheram para as
categorias preponderantes o fazem de maneira errônea, pois o recolhimento deve
ser efetuado para o Sindicato especifico, pois nossa entidade existe desde 1988
não só para congregar e fazer o encaminhamento dos interesses e anseios da
categoria, mas também pelo dever social que abrange a nossa atividade.
Conhecemos de perto o segmento produtivo de nosso Estado, e sabemos que são
sensíveis, não só as mazelas e a dor que se segue na família causadas pelos
Acidentes e doenças do Trabalho, mas também os seus altos custos a empresas e a
toda sociedade Paranaense.
E é com este objetivo que estamos solicitando
a sua atenção para o nosso pleito, a direção da nossa entidade não recebe nada
para atividade Sindical, os recursos são investidos em eventos que levam a
nossos colegas de profissão conhecimento para bem exercer a sua atividade. Sem
mais para o momento.
participe da vida de seu sindicato de opinioes
sugira www.sintespar.com.br
Atenciosamente
Adir de Souza.
Presidente
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/02/05 16:12:31 h
ASSÉDIO MORAL Assédio Moral foi tema de debate
no Fórum Social
Mundial 2005
Schirlei Azevedo Ribeiro
O Assédio
Moral e suas diversas faces foram temas de nove oficinas, durante o Fórum Social
Mundial 2005. Ao final, os participantes das oficinas lançaram o Fórum Nacional
pelo Fim do Assédio Moral e a Rede Latino Americana de Combate ao Assédio Moral
(Brasil, Uruguai, Argentina, Cuba).
“Assédio moral é uma
violência contra as condições de trabalho, à intimidade e privacidade e à
dignidade do trabalhador”, observa Margarida Barreto, médica do trabalho e
referência em estudos sobre assédio moral, presente em todas as oficinas.
No decorrer de quatro dias, os participantes das oficinas
vivenciaram a dor de trabalhadores assediados, que necessitam se fazer ouvir,
expor uma situação que fere, machuca e destrói, em busca de apoio e de solução.
O Assédio Moral é uma violação aos direitos mais fundamentais. O
assédio moral é uma violência que nos paralisa, estigmatiza. Mas de que forma
solucionar uma situação que envolve muito mais que uma simples relação de
trabalho?
Vale ressaltar, também, um assunto que chamou a
atenção dos participantes, quando discutiam segurança e saúde do trabalhador: o
médico do trabalho contratado pela empresa ou o médico perito do INSS, são
denunciados pelo modo como atendem os pacientes ou pela descaracterização do
acidente de trabalho.
Mas, ao mesmo tempo, é necessário refletir
sobre as condições de trabalho desses profissionais, também fortes vítimas nesse
processo. É preciso reavaliar essa questão e questionar sempre:
· a quem interessa a caracterização do acidente de trabalho?
· como mudar as condições de trabalho impostas por políticas econômicas
e de desenvolvimento?
O que é assédio moral no trabalho?
É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes
e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no
exercício de suas funções. São mais comuns em relações hierárquicas autoritárias
e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e
aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais
subordinados. Estas situações desestabilizam a relação da vítima com o ambiente
de trabalho e a organização, forçando-a a desistir do emprego.
O assédio
moral caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que
prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus
subordinados, acarretando prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a
organização.
A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, e
passa a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e
desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e de serem também
humilhados, associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços
afetivos com a vítima. E, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos
do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o \'pacto da tolerância e do
silêncio\' no coletivo. A vitima gradativamente se desestabiliza e fica
fragilizada, \'perdendo\' sua auto-estima.
O desabrochar do
individualismo reafirma o perfil do \'novo\' trabalhador: \'autônomo,
flexível\', capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável.
Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a
excelência e saúde perfeita.
Qualificar o trabalhador como \'apto\'
significa responsabilizá-lo pela formação/qualificação e culpabilizá-lo pelo
desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, impondo aos trabalhadores um
sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração
interfere de modo direto na vida do(a) trabalhador(a), comprometendo sua
identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, e ocasionando graves danos
à saúde física e mental*. Tais danos podem evoluir para a incapacidade
laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém
concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no
trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da
Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A pesquisa da OIT aponta
distúrbios da saúde mental relacionados com as condições de trabalho em diversos
paises desenvolvidos como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados
Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas,
classificadas pela OIT e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como décadas do
\'mal estar na globalização’: predominarão depressões, angústias e outros danos
psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de
trabalho e vinculados às políticas neoliberais.
Ideologias do ‘Agüente’
ou ‘Desista’
“Pelo medo, nos submetemos, para manter o emprego, o
salário, os benefícios”, explica a médica Margarida Barreto. “Nesse momento
percebemos no trabalhador, a ideologia do Agüente, que impõe suportar a
violência, em silêncio, submetendo-se a essa tortura. Ou a ideologia do Desista,
geralmente imposta pela própria família e a sociedade.”
Para a
pesquisadora cubana Lidia Guevara, também participante das oficinas no FSM, “é
necessário haver mudanças para que o centro de trabalho não se converta no
último campo de batalha”. Lidia cita, como exemplo, caso em que o trabalhador
morre em acidente de trabalho, a empresa paga funeral, entrega flores, faz todo
um ritual. “Na hora de cobrar a indenização, a família tão emocionada com a
atitude da empresa, apenas diz ‘Não, eles já foram tão bons durante o funeral’,
e fica tudo por isso mesmo.”
Segundo Soraya Bomfim
(Fundacentro-BA), os doentes e acidentados no trabalho e as mulheres acima de 35
anos com filhos menores são as maiores vítimas do assédio moral. Para Soraya, “é
uma ameaça que devasta a vida, onde os trabalhadores não suportam a pressão e
desistem, forçados a pedir demissão”.
Com o neoliberalismo,
houve a reestruturação no mundo do trabalho e por conseqüência o trabalhador
perdeu ainda mais sua identidade e seus direitos, explica José Heloani,
professor da USP. “Nos Serviços Públicos, em função de uma pseudo-estabilidade,
há uma perversidade maior nas características do assédio”, destaca. “Não é
apenas um conflito, mas uma crise, o trabalhador passa a ser uma pessoa não
grata na Empresa.”
A participação do Tribunal Popular sobre Assédio
Moral e Sexual nas Relações de Trabalho, com o apoio do Deputado Federal Mauro
Passos (PT/SC), foi fundamental para a discussão da desnaturalização do assédio.
“A educação é o principal meio de mudarmos essas relações”, afirma o deputado.
“Quando o trabalhador e a trabalhadora sabem de seus direitos, reproduzem as
informações e lutam para que os mesmos sejam garantidos.” Autor do Projeto Lei
que discute o assédio moral como violação dos direitos humanos, Mauro Passos
apresentou o projeto. Durante as oficinas propôs-se que esse projeto discuta
também a inversão do ônus da prova. O Deputado colocou-se à disposição dos
movimentos e sindicatos para debater o Projeto e ampliá-lo com Emendas.
Participação dos sindicatos na formação e nas mudanças
Os Sindicatos, representantes dos trabalhadores, devem promover
a formação. Mais ainda: os sindicatos têm a obrigação de colocar a segurança e
saúde dos trabalhadores em primeiro plano durante as negociações coletivas.
O sindicato deve abrir as portas da entidade para as denúncias. Formar
seus coordenadores e coordenadoras, que são as referências da classe, para
perceberem a dor daquele que chega ao Sindicato quando já não tem mais para onde
ir. É fundamental saber ouvir, olhar nos olhos e sentir a sua dor, humanizar as
relações em todos os momentos. Criar grupos de solidariedade, comissões internas
para a discussão e fiscalização do assédio. Incluir cláusulas sobre assédio
moral nas negociações.
De que vale um reajuste salarial acima da
inflação do período se o trabalhador não tiver um ambiente de trabalho seguro e
saudável?
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/02/05 12:50:30 h
ENTENDA REFORMA SINDICAL
AZULCuritiba, 10 de Fevereiro de 2005
PROJETO
RESTRINGE USO DE RADAR EM RODOVIAS
A Comissão de Viação e Transportes
analisa o Projeto de Lei 4501/04, apresentado pelo deputado Carlos Nader
(PL-RJ), que limita a utilização de radares de controle de velocidade. De acordo
com a proposta, apenas os equipamentos conhecidos como \"lombadas eletrônicas\"
serão permitidos nas rodovias, e sua instalação só será autorizada em locais de
alto risco, como áreas de travessia de pedestres ou de grande incidência de
acidentes de trânsito.
Pelo projeto, a lombada eletrônica terá colunas
fixadas nas laterais das pistas ou um pórtico sobre a via, para facilitar sua
visualização. Além disso, deverá mostrar a velocidade dos veículos por meio de
um painel digital e emitir um sinal sonoro em caso de excesso de velocidade.
O que diz a lei
A atual legislação prevê a comprovação da
infração por declaração do policial de trânsito ou por equipamento eletrônico ou
audiovisual, mas não faz referência aos locais de instalação dos radares ou
lombadas eletrônicas. \"Os agentes fiscalizadores do Estado, de maneira
ardilosa, instalam os equipamentos como se fossem armadilhas, com o único fito
de flagrar os motoristas infratores e, assim, aplicar-lhes pesadas multas\",
afirma o autor do projeto.
Tramitação
O projeto está apensado
(isto é, tramita em conjunto) ao PL 3140/00, do deputado Chico da Princesa
(PSDB-PR), que aborda o mesmo tema e ao qual estão anexadas outras 19 propostas.
Da Comissão de Viação e Transportes, onde aguarda designação de relator, a
matéria seguirá para exame das comissões de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo.
BR-163 E BR-272 ESTÃO SEM CONSERVAÇÃO
Desde o começo do
ano, as rodovias BR-163 e BR-272, ligando Marechal Cândido Rondon e Francisco
Alves a Guaíra, estão sem conservação. Em uma ponte de 350 metros, na BR-272,
sobre o Rio Piquiri, a falta de manutenção é visível em vários pontos, devido às
crateras que se formam.
Segundo matéria publicada pelo jornal Gazeta do
Povo, o supervisor do Departamento Nacional de Infra-Estrutura do Transportes
(Dnit) em Foz do Iguaçu, Vicente Veríssimo Júnior, informa que as rodovias e a
ponte estão sob a responsabilidade do governo do Paraná desde o começo de
janeiro.
Segundo o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagens
(DER) no Paraná, Rogério Tizzot, a transferência de domínio da BR-272 estava
prevista para janeiro de 2006, porém uma portaria do Ministério dos Transportes,
publicada em dezembro passado, antecipou a mudança em um ano. Tizzot adiantou
que o governo do Paraná está mantendo entendimentos com o Dnit para redefinir o
domínio das estradas.
As BRs 272 e 163 ligam Guaíra ao restante do
Paraná. Por elas passam os veículos que entram ou saem do estado pela Ponte
Ayrton Senna, no Rio Paraná, em Guaíra.
CONHEÇA A PROPOSTA DO
FNT FINALIZADA
Já estão prontos os textos da proposta de emenda à
Constituição e do Projeto de Lei que propõem mudanças na legislação sindical
brasileira. Eles devem ser encaminhados pelo governo ao Congresso Nacional no
início do mês de março.
Com o envio do projeto ao legislativo o Fórum
Nacional do Trabalho conclui uma importante etapa da sua tarefa de promover a
negociação tripartite e paritária entre trabalhadores, empregadores e governo
para realização das reformas sindical e trabalhista. O teor das propostas pode
ser lido no arquivo abaixo ou no ícone informativos relacionado na barra de
menus da página inicial. Clique Aqui
PATRÕES DISCORDAM DE
BERZOINI
Apesar de declarar apoio à reforma sindical, as confederações
patronais deixaram claro ontem para o ministro Ricardo Berzoini (Trabalho) que
discordam de pontos da proposta que o governo encaminhará ao Congresso Nacional
em março. As entidades vão pressionar os parlamentares para mudar o texto.
Entre as divergências está a regra que estabelece a representação
sindical nos locais de trabalho. \"Isso não pode ocorrer de forma impositiva.
Isso deveria se dar por meio de negociação\", disse o presidente da CNI
(Confederação Nacional da Indústria), deputado , Armando Monteiro Neto (PTB-PE).
Ele acrescentou que o setor produtivo se comprometeu a apoiar o
\"núcleo\" da reforma sindical diante da promessa do governo de dar andamento à
reforma trabalhista. O governo já acenou que não pretende realizar as mudanças
até o final do mandato. Ontem, Berzoini voltou a dizer que a discussão da
reforma trabalhista deverá ser concluída até o final do semestre.
Fonte:
Folha de S.Paulo
ROTEIRO BÁSICO PARA ENTENDER A REFORMA SINDICAL
A reforma sindical deverá ser um dos pontos de destaque nos debates na
Câmara dos Deputados em 2005. Atinge dispositivos constitucionais e a legislação
infra-constitucional. No que se refere à legislação ordinária e/ou complementar,
vem sendo prevista desde o advento da Constituição Federal de 1988 que afastou a
intervenção do Estado na organização sindical. Já em 1989 surgiram as primeiras
proposições, quer do governo federal, como de parlamentares. Dada a complexidade
da matéria e posicionamentos antagônicos entre as entidades sindicais de
trabalhadores e destas com as dos empregadores, pouco se construiu a respeito.
Ao mesmo tempo em que se pretendia a reforma na estrutura sindical, a
questão da reforma da legislação do trabalho - desde o suporte constitucional
até a base legislativa ordinária - passou a ser o alvo do governo federal a
partir de 1994, quando se iniciaram as medidas de
flexibilização-terceirização-precarização nas relações de trabalho.
Mesmo assim, as tentativas ocorridas no período 1994/2002 no campo da
reforma sindical foram inviabilizadas tendo em vista a resistência de setores
significativos do movimento dos trabalhadores e de diversos parlamentares. A
partir do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, implementa-se a
discussão no Fórum Nacional do Trabalho sobre ambas as reformas mas, de
imediato, decidiu-se pela prioridade da reforma sindical como ante-sala da
reforma trabalhista.
O saldo dos trabalhos no Fórum Nacional do Trabalho
é contraditório pois (1) de se um lado houve o aprofundamento e a extensão do
debate (2) por outro lado ocorreu o engessamento nas teses defendidas por apenas
parte do movimento sindical dos trabalhadores e empregadores, com a exclusão de
muitas entidades, em particular as Confederações Nacionais de Trabalhadores e os
organismos dos magistrados, procuradores e advogados.
Todas as proposições
estão sendo encaminhadas à Câmara dos Deputados que inicia seu novo período
legislativo com a difícil tarefa de harmonizar posições por vezes antagônicas,
buscando dar ao país uma legislação democrática e que consolide a organização
sindical dos trabalhadores e dos empregadores.
No sentido de indicar um
roteiro para estudo e entendimento da matéria, apresentamos um esboço do caminho
a percorrer.
I. A estrutura atual
Abrangência: A atual
organização sindical abrange: - os setores profissionais dos trabalhadores,
inclusive autônomos, profissionais liberais, diferenciados, rurais, domésticos e
pescadores; - os setores econômicos dos empresários; - os servidores públicos
municipais, estaduais e federais, inclusive da polícia civil e federal. É
proibida a organização sindical dos magistrados e militares.
Sistema legal.
Constituição Federal e CLT: A organização sindical está definida: - pela
Constituição Federal, artigos 8.º e 37; - pela CLT, artigos 511 a 610, (alguns
revogados face as normas constitucionais). As dúvidas resultantes da aplicação
da Constituição e da CLT são decididas pelo Poder Judiciário, atualmente através
da Justiça do Trabalho, Emenda Constitucional 45/2004: \"Art. 114 - Compete à
Justiça do trabalho processar e julgar: III - As ações sobre representação
sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos
e empregadores\".
II. A Constituição Federal de 5.10.1988
Artigo 8.º
- a) princípio da liberdade da associação profissional ou sindical. - b)
unicidade sindical. - c) defesa dos direitos e interesses coletivos ou
individuais da categoria. - d) direito de estabelecer contribuições financeiras
para o custeio do sistema confederativo, mantida a contribuição sindical
obrigatória fixada na CLT. - e) sistema confederativo (sindicato, federação,
confederação), não incluindo a Central.- f) liberdade de filiação e desfiliação
a sindicato. - g) obrigatoriedade do sindicato participar nas negociações
coletivas de trabalho. - h) direito do aposentado em votar e ser votado. - i)
estabilidade provisória do dirigente sindical e do candidato em eleição
sindical. Artigo 37, VI - garantia ao servidor público civil do direito à livre
associação sindical (princípio do pluralismo)
III. Unicidade sindical
Sistema do sindicato único: A unicidade sindical foi mantida pela
Constituição Federal, a saber: - Preservada a estrutura existente antes de 1988.
- Somente um sindicato pode representar a categoria profissional ou econômica. -
É proibida a criação de novos sindicatos na mesma base territorial, mínimo de um
município. - Somente pode existir outro sindicato, desmembrando-se do então
existente, com a decisão dos trabalhadores interessados.
Divergências sobre
a unicidade sindical: (a) Controvérsias: Entretanto, como a norma constitucional
da unicidade não foi regulamentada, questões controvertidas são submetidas à
decisão do Poder Judiciário, atualmente nas varas e Tribunais da Justiça do
Trabalho (emenda constitucional 45/04), em especial diante da criação de novas
entidades sindicais. (b) Registro: O registro da entidade sindical deve ser
efetivado no sistema de arquivo do Ministério do Trabalho, mas, ocorrendo
impugnação desse registro, a matéria será submetida à decisão da Justiça do
Trabalho. (c) Enquadramento sindical: O enquadramento sindical previsto na CLT
continua sendo mantido, mas muitas entidades sindicais foram sendo constituídas,
registradas ou reconhecidas judicialmente com denominações profissionais e
econômicas não existentes antes de 1988.
IV. Pluralidade sindical
Coexistência de várias entidades com idêntica representatividade:
Enquanto na unicidade prevalece o conceito de um só sindicato representativo de
determinada categoria (ou parte dela), na pluralidade podem coexistir várias
entidades sindicais de trabalhadores ou empregadores, ou de servidores públicos,
para representar apenas os associados, mesmo de setores profissionais ou
econômicos iguais.
No caso brasileiro, caso viesse a prevalecer o
conceito da pluralidade, ocorreria a eliminação do conceito de categoria
profissional ou econômica. - O pluralismo possibilitaria o Sindicato por
empresa, por ramo(s), por setor(es), ou interempresas, inter-ramos,
intersetores. Esse sistema está aplicado nas regras do sindicalismo europeu e
norte-americano, mas há variáveis muito diversificadas, segundo a história da
organização dos trabalhadores em cada país.
Em geral, mesmo vigorando o
princípio da liberdade sindical, as Centrais Sindicais e outras entidades
estabelecem procedimentos comuns de convivência e representação. Em muitos
países há legislação própria regulamentando o sistema sindical e em outros
apenas há dispositivo constitucional permitindo a livre organização sindical.
V. As Centrais Sindicais
As Centrais Sindicais de trabalhadores
e servidores públicos foram criadas antes e depois da Constituição de 1988, com
reconhecimento de fato pelo governo:- A Central Única dos Trabalhadores, a
primeira, é de 1983. - Seguiram-se outras, como a CGT, Força Sindical, USI, CAT,
CGTB, SDS. - Em 2005, deverá ser criada nova Central, organizada por diversas
Confederações de Trabalhadores (CNTI, CNTC, CNTTT, CONTEC, CNPL, CONTRATUH).
As Centrais estão filiadas a organizações sindicais internacionais, como
a CIOSL-ORIT, CMT, CLAT. As Centrais não têm poderes de representação judicial
dos trabalhadores, já que não estão amparadas pela Constituição e por lei
específica. Mas são reconhecidas de fato, inclusive tendo seus representantes
nomeados para funções públicas em organismos vinculados aos interesses dos
trabalhadores, como o FAT, FGTS, Conselho Estadual do Trabalho.
VI. A
Convenção 87 da OIT
Convenção 87 da OIT está sendo analisada no Senado
Federal, já tendo sido aprovada na Câmara dos Deputados. Caso venha a ser
aprovada em definitivo, estabelecerá o princípio da plena liberdade sindical,
pelo qual poderão ser criados os sindicatos livremente. Porém, diante das normas
da Constituição, sua aplicação estará condicionada pela Carta Magna. Portanto,
mesmo aprovada, sua aplicação dependeria de reforma constitucional, através de
proposta de emenda constitucional (PEC).
VII. Propostas de emenda
constitucional
Foram apresentadas na Câmara dos Deputados e no Senado
Federal as seguintes emendas constitucionais face o artigo 8.º: - PEC 29/2003 -
Deputados Maurício Ramos e Vicentinho (Pluralidade sindical) - PEC 121/2003 -
Dep. Almir Moura (Centrais Sindicais - Contribuição negocial) - PEC 314/2004 -
Dep. Ivan Valente (Pluralidade sindical) - SF PEC 40/2003 - Sem. Sibá Machado
(Substituição processual - Eliminação da contribuição sindical). As propostas de
emenda constitucional estão na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal e ainda não se iniciou a discussão
das mesmas).
Na CCJC a Proposta de Emenda Constitucional terá parecer
apenas quanto a constitucionalidade da matéria. Caso seja rejeitada, será
arquivada. Caso seja aprovada na CCJC, será formada Comissão Especial para o
recebimento de emendas e a análise do mérito. Caso haja aprovação da PEC na
Comissão Especial, irá a voto no plenário, em dois turnos, dependendo de três
quintos de votos de aprovação, ou seja, de 308 dos 513 deputados federais. Se
aprovada, irá ao Senado Federal. O Ministério do Trabalho e Emprego encaminhou
ao Presidente da República sua proposta de emenda constitucional ao artigo 8.º
da CF/88 que, caso seja remetida à Câmara dos Deputados, será incorporada às
propostas já existentes, tendo a mesma tramitação que as demais.
Fonte:
Edésio Passos e-mail: edesiopassos@terra.com.br
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/02/05 10:16:49 h
ACIDENTE FATAL
Agência Estado
Quarta-feira, 09 de fevereiro de 2005
- 04h06
Explosão em mina na Sibéria faz nove mortos
Moscou - Pelo menos, nove pessoas morreram e 17 foram dadas como
desaparecidas, em conseqüência de umaexplosão, provavelmente por gás metano,
hoje, na mina Esaulskaya, na localidade de Novokuznetsk, na Sibéria,
informou uma fonte local. Segundo a fonte, dois feridos foram internados em
estado grave.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/02/05 10:13:13 h
ACIDENTE COM CALDEIRA
Agência Estado VERMELHO Quarta-feira, 09 de fevereiro
de 2005 - 08h33
Explosão em caldeira deixa dois feridos em SP
São Paulo - Duas pessoas ficaram gravemente feridas após a explosão de
uma
caldeira de uma indústria de embalagem, por volta das 7h45 de hoje, na
rua
Hassib Mofarrej, 1.100, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. De
acordo com informações do Corpo de Bombeiros, quatro viaturas foram enviadas
para o local. Não há informações sobre as causas da explosão.VERMELHO
Postado por: Adir de
Souza
Data: 04/02/05 12:55:06 h
04/02/2005 memória da reunião da CTPP NOVAS NORMAS REGULAMENTADORAS EM NEGOCIAÇÃO
Realizada, no
último dia 31 de janeiro, na FUNDACENTRO/SP, a 40ª Reunião Ordinária da Comissão
Tripartite Paritária Permanente - CTPP, que definiu a pauta de elaboração e
alteração das próximas Normas Regulamentadoras a serem negociadas:
a)
Criação do Grupo Técnico de Trabalho e elaboração da Norma Regulamentadora de
Espaços Confinados.
A proposta base já foi colocada em consulta pública
e, assim que as bancadas nomearem seus respectivos representantes, serão
iniciadas as negociações tripartites.
b) Alteração da Norma
Regulamentadora n° 12 - Maquinas e Equipamentos.
O DSST iniciará as
ações para elaboração da proposta base de alteração da NR 12 (Máquinas e
Equipamentos). A primeira delas será a realização de um seminário envolvendo os
diversos atores sociais responsáveis pela fabricação e utilização de máquinas e
equipamentos.
c) Proibição de Prensas de Engate por Chaveta O DSST
elaborará, ainda neste trimestre, proposta base para proibição de fabricação de
prensas de engate por chaveta em todo o território nacional.
d) Proteção
de Máquinas e Equipamentos Agrícolas
Após a publicação da NR
31(Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura,
Exploração Florestal e Pesca), será criado um Grupo de Trabalho para elaborar
proposta base de proteção de máquinas e equipamentos agrícolas.
- O DSST
apresentou proposta de elaboração do Anexo da NR 17 (Ergonomia), para definição
de condições de segurança e saúde no setor de teleatendimento. A proposta foi
aceita pelos trabalhadores, entretanto, a bancada patronal solicitou nova
avaliação para o segundo semestre, após a conclusão de outras Normas em
negociação, especialmente o Anexo de Checkout de Supermercados.
- A
bancada dos trabalhadores apresentaram proposta de negociação da NR 7 (Programas
de Controle Médico de Saúde Ocupacional) e NR 9 (Programas de Prevenção de
Riscos Ambientais), o que será também avaliado após conclusão de outras normas
gerais em negociação.
Mais informações: Rogério - Coordenação-Geral de
Normatização e Programas (61) 317 6767
AGENDA DE EVENTOS PARA 2005-02-04
PUBLICADA PORTARIA ALTERANDO REDAÇÃO DA NR 18
Publicada no DOU
de 27/01/2005 - Seção I, a Portaria n° 114 de 17 de janeiro de 2005, que altera
a redação dos itens 18.14.24 (Gruas) e 18.18 (Telhados e Coberturas), inclui o
Anexo III e insere definições no Glossário da Norma Regulamentadora 18,
alterando os itens 18.14.24 e 18.18, com objetivo de atualizar o texto normativo
relativo à dinâmica do processo produtivo do Setor da Indústria da Construção.
Portaria disponível no site do MTE a partir do dia 14/02.
Mais
informações: Rogério - Coordenação-Geral de Normatização e Programas (61) 317
6767
PUBLICADA PORTARIA INTERMINISTERIAL N° 19, DE 28/01/05 - ESTABELECE
METAS DE INSPEÇÃO DO TRABALHO PARA 2005
Publicada no DOU de 31/01/2005 a
Portaria Interministerial nº 19, de 28/01/05, que estabelece as metas da
Inspeção do Trabalho para 2005. Na área de segurança e saúde no trabalho, a
principal novidade é a alteração do critério de priorização de atividades
econômicas. Para 2004, o critério se baseava na gradação de risco da legislação
previdenciária. Para 2005, foi construída uma relação de setores econômicos
prioritários, com base em critérios epidemiológicos, a partir dos dados
estatísticos de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
As novas
regras valorizam a análise de acidentes de trabalho graves e fatais, resgatando
sua importância como ferramenta na prevenção.
Portaria disponível no
site do MTE a partir do dia 14/02.
Mais informações - Coordenação Geral
de Fiscalização e Projetos - 61 317 669
Postado por: Adir de
Souza
Data: 04/02/05 12:55:06 h
LER DORT
Ler – Lesões
por Esforços Repetitivos - e Dort – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho - estão preocupando empresas e funcionários. Os profissionais
acometidos por estes problemas, que atingem pessoas de várias idades, precisam
se manter afastados de suas atividades profissionais por um determinado período.
Segundo uma pesquisa realizada em outubro de 2001 pelo Datafolha, 64% dos 1.072
profissionais entrevistados com LER e DORT afirmam que os sintomas das doenças
prejudicam o desempenho profissional; todos já tiveram quer ficar afastados da
empresa por um determinado período.
As conhecidas doenças profissionais
atingem pessoas que realizam o mesmo tipo de movimento diversas vezes ao dia.
\"LER e Dort são problemas que podem ocorrer quando a pessoa usa demais uma
determinada parte do corpo, repetindo ou mobilizando gestos, o que causa um
sofrimento local nas articulações\", explica o ergonomista Laerte Idal Sznewar.
Para Laerte, o problema não é está nas pessoas, mas sim no que elas
fazem e na maneira como fazem. Estas doenças não atingem somente os
profissionais que passam grande parte do dia digitando, mas qualquer outro que
fique muito tempo fazendo os mesmos movimentos, principalmente os que trabalham
com produção em série, linhas de montagem e desmontagem, atividades que exigem
exercícios muito fragmentados. \"O relaxamento da postura, punhos estendidos e
todas as tarefas mal projetadas também são causadoras do problema\", alerta o
ergonomista.
PRATICANDO EXERCÍCIOS PARA EVITAR ESFORÇOS REPETITIVOS
Para Laerte, as pessoas podem e devem fazer exercícios dentro ou fora do
trabalho, mas fazer só isso é errado. \"Só a ginástica laboral não adianta; ela
é uma pausa que tira a pessoa da situação de estresse, mas sozinha não resolve,
apenas só reduz as queixas\", explica. Segundo o especialista, também é preciso
melhorar o trabalho e ter em mãos as ferramentas adequadas para isso. \"Não
adianta fazer os exercícios e trabalhar numa mesa pequena, onde só cabe o
computador, sem espaço para apoiar o braço, por exemplo\", questiona.
Fábio Branco Cabral concorda com Laerte ao dizer que o posto de trabalho
é como se fosse um carro: quando entramos nele, precisamos ajustar o banco e os
retrovisores. Na Softway, por exemplo, assim que um novo funcionário chega ele
preenchimento um formulário sobre a sua estatura e o seu posto de trabalho. \"De
acordo com as respostas, fornecemos os equipamentos adequados ao posto de
trabalho e ao porte físico do novo colaborador, além de dar orientações sobre os
ajustes dos equipamentos e orientação postural\", complementa. E atenção: nem
sempre comprar equipamentos de escritório mais baratos é sinônimo de economia.
Se a empresa fornece um equipamento qualquer ao funcionário, pode perder o que
economizou nos dias em que o colaborador pedir afastamento por problemas como
LER ou DORT. \"Às vezes, uma economia aparente pode causar prejuízo. É preciso
projetar as tarefas com ferramentas adequadas e escolher com cuidado os
equipamentos de trabalho\", aconselha Laerte.
Essa situação tem levado
empresas de gestão de seguro- saúde a trabalharem dobrado, pois, ao mesmo tempo
em que desejam manter seus colaboradores com bom atendimento médico, as
corporações não querem correr o risco de garantir o benefício, mas cavar um
abismo em suas contas de modo a ter num futuro próximo muitos colaboradores
saudáveis, porém sem salários.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 01/02/05 13:09:42 h
1º ENCONTRO DE 2005
--------------------------------------------------------------------------------
Um grande abraço aos colegas de Maringá e região que compareceram ao
encontro dos Técnicos de cooperativas e Usinas, foi muito bom rever os
dinossauros da categoria E EXPERIENTE Colegas como o Valentim, elair(com maior
repeito) e turma nova, e quem tirou fotos do evento favor nos enviar para
colocarmos na nossa página, e quando realizar a sua SIPAT nos envie programação
e fotos
um grande abraço a todos
Postado por: Adir de
Souza
Data: 27/01/05 19:08:57 h
PISO SALARIAL
PISO SALARIAL 2005 - SALÁRIO NORMATIVO
Fica
assegurado para os TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO em todo Estado do Paraná
salário normativo de ingresso no valor de, R$ 860,53 (oitocentos e sessenta
Reais e
cinqüenta e três centavos) mensais.
Tendo em vista que a
presente convenção coletivade trabalho estar sendo celebrada ao final do mêsde
janeiro, eventuais diferenças deverão ser pagas junto ao pagamento no mês
subseqüente.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 25/01/05 13:56:53 h
ENCONTRO DOS TÉCNICOS DE USINAS E COPERATIVAS
EM MARINGA
C O N V I T E
TEMOS O PRAZER EM
CONVIDÁ-LO PARA O 1º ENCONTRO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DAS USINAS DE AÇÚCAR E
ÁLCOOL , COOPERATIVAS DO ESTADO DO PARANÁ, A SER REALIZADO NO DIA 29/01/2005, NA
CIDADE DE MARINGÁ - PR.
INICIO AS 08:00 HS DIA 29/01/2005
TEMAS DO
ENCONTRO: PERÍODO DA MANHÃ
* PALESTRA SOBRE NR 10
* PALESTRA SOBRE
IMPORTÂNCIA DOS PÉS
* APRESENTAÇÃO LINHA INDURA - ROUPAS DE PROTEÇÃO CONTRA
ARCO
ELÉTRICO, FOGO REPENTINO E EXPOSIÇÃO AO FOGO - IDEALWORK
*
APRESENTAÇÃO LINHA EPI \'s - IDEALWORK
* APRESENTAÇÃO LINHA UNIFORMES
PROFISSIONAIS - IDEALWORK
* APRESENTAÇÃO LINHA DE CALÇADOS DE SEGURANÇA -
MARLUVAS
* TROCA DE INFORMAÇÕES - RELATOS / NECESSIDADES/ E SUGESTÕES
ENTRE OS PARTICIPANTES
ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS
C H U R R
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 19/01/05 14:51:00 h
CURSOS 2005
# CURSO
IMPLEMENTAÇÃO DA NOVA NR - 10
Sócio Em Dia R$75,00 - demais R$150,00
Carga horária: 9h. Das 19h às 22h.
20/02 à 23/02
# PERFIL
PROFISSIOGRÁFICO PREVIDENCIÁRIO
Sócio em dia R$ 75,00 – Demais R$ 150,00
Carga horária: 12h das 19 às 22h.
28/03 À 31/03
# PROFESSOR DE
CIPA (TÉCNICAS DE TREINAMENTOS)
Sócio em dia R$ 150,00 – Demais R$ 300,00
Carga horária: 30h - das 19 as 22h.
25/04 à 06/05
# FORMAÇÃO DE
INSTRUTOR DE TREINAMENTO DE PREVENÇÃO
E COMBATE A INCÊNDIOS
Sócio em dia
R$ 225,00 – Demais R$ 450,00
Carga horária: 12 h - das 19 às 22h.
07/03
à 10/03
09/05 à 12/05
Aula Prática: das 8 às 14h.
12/03 e 14/05
# TÉCNICAS DE UTILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS DE MEDIÇÕES DE AGENTES
AMBIENTAIS
Sócio em dia R$ 75,00 – Demais R$ 150,00
Carga horária: 12 h
- das 19 às 22h.
14/03 à 17/03
# ELAB./IMPLEMENTAÇÃO DO PPRA – PREV.
DE RISCOS AMBIENTAIS
Sócio em dia R$ 75,00 – Demais R$ 150,00
Carga
horária: 12 h - das 19 às 22h.
21/03 à 24/03
# CURSO INSTRUTOR DE
OPERADORES DE EMPILHADEIRA
Sócio em dia R$ 150,00 – Demais R$ 300,00
Carga horária: 18 h - das 19 às 22h.
04/04 à 07/04
Aula Prática: das
8 às 14h.
09/04
# ELABORAÇÃO DE ANÁLISE ERGONÔMICA
Sócio em dia
R$ 75,00 – Demais R$ 150,00
Carga horária: 12 h - das 19 às 22h.
11/04 à
14/04
# CURSO PRIMEIROS SOCORROS/ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
Sócio em
dia R$ 75,00 – Demais R$ 150,00
Carga horária: 12 h - das 19 às 22h.
16/05 à 19/05
# OS INTERESSADOS ENTRAR EM CONTATO PELO E-MAIL
sintespar@brturbo.com
Postado por: Adir de
Souza
Data: 12/01/05 12:58:04 h
DELEGADO DO TRABALHO FALA PARA O REQUIÃO QUADRO
DA ÁREA DOTRABALHO NO PARANÁ
MINISTÉRIO DO TRABALHO E
EMPREGO
DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO DO PARANÁ
REQUIÃO E SERATHIUK SE REÚNEM
COM MEMBROS DO
GOVERNO ESTADUAL
O Governador Roberto Requião promoveu uma reunião,
em seu gabinete com a presença dos Secretários de Estado Mauricio Requião da
Educação, Reinhold Stephanes do Planejamento, Padre Roque do Trabalho, Milton
Buabssi de Assuntos da Comunidade, os diretores do Brde Carlos Mares e Amadeu
Geara e o diretor do Banco Social Antonio Rycheta, para que o Delegado Regional
do Trabalho, Geraldo Serathiuk, apresentasse a visão do Ministério do Trabalho e
Emprego sobre as políticas de qualificação, aprendizagem, economia solidária e a
importância da participação dos sindicatos na estruturação dos arranjos
produtivos. Serathiuk fez críticas ao modelo de desenvolvimento econômico
implantado no governo anterior que levou ao aumento do desemprego, da
informalidade, dos níveis de acidente de trabalho e da diminuição da renda dos
trabalhadores. E, mesmo enaltecendo as políticas do governo federal e estadual
na área do crédito e de políticas fiscais que geraram 220 mil empregos no
Estado, afirmou que existem milhares de desempregados que precisam ser
organizados de forma solidária com apoio de políticas de qualificação, crédito e
fiscais diferenciadas para que possam ter trabalho. Da reunião coordenada pelo
Governador Roberto Requião ficou decidido que a Secretaria de Estado do
Planejamento vai analisar a estruturação das redes de cooperativas de produção
de economia solidária, a entrada do Brde, Banco Social e Secretaria de Estado do
Planejamento (coordenadoria de arranjos produtivos) no Conselho Estadual do
Trabalho e a implementação de ações conjuntas da Secretaria de Estado da
Educação, MPE e da DRT com objetivo de formação de aprendizes.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
041 219-7774
Postado por: Adir de
Souza
Data: 10/01/05 16:20:27 h
FISCALIZAÇÃO DO MINISTERIO DOTRABALHO
M I N I S T É R I O
DO TRABALHO
E E M P R
E G O
Delegacia Regional do Trabalho no Estado do Paraná
DRT do Paraná fiscalizará setores que geram maior numero de
acidentes e mortes no trabalho
A Delegacia Regional do Trabalho
por meio de diretriz da Secretaria de Inspeção do Trabalho do M.T.E.,
fiscalizará em 2005 as atividades consideradas de risco 3 e 4 pela legislação
previdenciária, que geram o maior numero de acidentes e mortes no trabalho. Os
setores que serão mais fiscalizados são os de: extração mineral, cultivo
agrícola, agrotóxico, inseticida, frigoríficos, madeira, papel, plástico, tinta,
química, pneus, cimento, combustíveis, galvânicas, metal-mecanica, transporte
coletivo e rodoviário, obras viárias, construção pesada, energia, comércio
atacadista entre outros. Segundo o Delegado Regional do Trabalho Geraldo
Serathiuk, Paraná hoje é o 4º Estado em acidentes e mortes, com uma média nos
últimos anos, de 28 mil acidentes e 230 mortes. Este fator gera ao Brasil um
déficit de R$21 bilhões de reais ao ano, com custos acidentários só na economia
formal.
Assessoria de imprensa
041 219-7774
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/12/04 10:52:58 h
ACIDENTE EM TOLEDO
27/12/2004
Acidente com trator mata um homem em Toledo
Um grave acidente com trator matou um homem, neste domingo à tarde, em
Toledo. O veículo teve a carreta agrícola desengatada quando trafegava em uma
estrada na área rural. Na carreta estavam pelo menos 10 pessoas que voltavam de
um piquinique.
Como a carreta desengatou em uma subida, ela desceu de ré
totalmente desgovernada. As pessoas conseguiram saltar. Mas, mesmo tendo
saltado, Antônio Mateus Kappes, decidiu verificar - sobre a carreta - se nenhuma
criança havia ficado. Neste momento, a carreta capotou matando-o no local.
Informações da Tarobá
Simone Albieri - Folha News
Londrina
27/12/2004
Caminhão-tanque explode e
mata quatro na BR-116
A explosão de um caminhão-tanque, na madrugada
deste domingo, matou quatro pessoas e interditou um trecho da BR-116, entre
Curitiba e São Paulo, durante 13 horas.
De acordo com a PRF, um caminhão
contendo grande quantidade de gás liquefeito de petróleo (GLP), invadiu a pista
contrária da Rodovia Régis Bitencourt, no KM 356, em Miracatu, no Vale do
Ribeira, na BR-166. O tanque do veículo explodiu e atingiu uma carreta carregada
de arroz. Outros seis carros que transitavam nos dois sentidos do trecho também
foram atingidos pelas chamas.
Quatro pessoas, inclusive o motorista do
caminhão-tanque, foram carbonizadas e ainda não puderam ser identificadas pela
polícia, que também procura por mais corpos. Outras cinco vítimas estão
internadas em estado grave.
Os oficiais estão apurando as causas do
acidente e não descartaram a hipótese do motorista ter dormido ao volante.
Simone Albieri - Folha News
Londrina
Postado por: Adir de
Souza
Data: 28/12/04 10:24:23 h
ACIDENTE DO TRABALHO GERA PENSÃO AO FILHO
26/12/2004 - Última Instância
Acidente de Trabalho
- Morte gera indenização para filho
Pai morre em acidente de
trabalho e menor ganha indenização
A Oitava Câmara Cível do Tribunal de
Justiça de Minas Gerais condenou o Município de Timóteo a pagar uma indenização
de R$20.000 a um menor (representado inicialmente no processo pela mãe Maria
Luzia Vieira) por danos morais, pela morte de seu pai em 02/05/2000. Além disso,
ficou determinado que receberá uma pensão até os 25 anos de idade, referente a
2/3 do último salário recebido pelo seu pai em vida.
O pai do menor José
Aparecido Vieira era carpinteiro e realizava reparos no telhado da Escola
Municipal Carlos Drummond de Andrade, a sete metros de altura, utilizando apenas
uma tábua como equipamento de proteção, quando pisou em falso e caiu, sofrendo
traumatismo craniano que resultou em sua morte. As testemunhas ouvidas no
processo afirmaram que ele trabalhava sem equipamentos de segurança e sem
instruções para a realização adequada do serviço que prestava.
Para o
município de Timóteo, a culpa do acidente é exclusivamente da vítima que estaria
distraída e abalada psicologicamente devido à doença de sua esposa (acometida de
tumor cerebral, vindo a falecer em 06/09/2000).
Sendo assim, a tutela do
menor e representação no processo foi transferida para sua tia paterna Maria
Aparecida Vieira. O município solicita a redução do valor fixado a título de
danos morais e do prazo de pagamento da pensão mensal, para que seja devida até
que o autor complete 18 anos de idade.
Segundo o relator do processo, o
desembargador Roney Oliveira, a vítima não recebeu capacete, cinto de segurança,
cordas ou qualquer outro equipamento exigido pelas normas de segurança, para
evitar acidentes de trabalho, tendo sido o serviço realizado de forma precária e
inadequada. \"A contribuição da vítima para o sinistro influi no valor da
indenização a ser fixada, e tendo em vista a precariedade das condições de
trabalho, conclui-se que qualquer pessoa em seu lugar corria o mesmo risco de
vida, pelo que a culpa não pode a ela ser atribuída, nem sequer em menor grau\",
justifica o relator.
Para o desembargador, não há dúvidas que o autor,
mesmo na tenra idade sofrerá abalos psicológicos causados pela falta do pai, o
que merece ser reparado através da indenização por danos morais. \"Os primeiros
anos de vida são muito importantes na formação da personalidade de qualquer
indivíduo, motivo pelo qual considera-se essencial o apoio psicológico dos pais,
do que já foi privado o menor, também pelo falecimento de sua mãe por motivo de
saúde\".
O relator considerou a pensão mensal estabelecida na sentença
suficiente para que o menor possa ser alimentado e educado, considerando também
o prazo de pagamento até 25 anos de idade, devido às necessidades do menor no
que se refere à sua formação escolar e cultural, sobretudo por sua condição de
órfão.
TJ-MG
Postado por: Adir de
Souza
Data: 23/12/04 10:38:50 h
GERALDO SERATHIUK FALA DOS PROBLEMAS
Curitiba - O delegado Regional do Trabalho no Paraná, Geraldo
Serathiuk, avalia que os números do crescimento econômico deste ano, e, por
conseqüência, do emprego é motivo de comemoração. Mas, a exemplo do presidente
Lula, garante que ainda há muito por fazer.
\"É importante perceber que
mesmo com políticas de popularização do crédito e de incentivos fiscais para os
pequenos e médios empresários, que diminuiu a informalidade e a aprovação de
novos marcos regulatórios que ajuda o crescimento, ainda precisamos trabalhar
para uma maior inclusão social e melhoria dos níveis de renda\".
O delegado
lembra que o Paraná continua com índices muito altos de informalidade, quarto
colocado em níveis de acidente e morbidez no trabalho e os salários ainda estão
muito baixos. Serathiuk informa que os setores que tem gerado emprego, por
estarem exportando, a exemplo dos frigoríficos, têm problemas de baixos salários
e de geração excessiva de doenças por movimentos repetitivos. \"No caso do setor
da madeira, registra-se ainda elevada ocorrência de acidentes no serviço, no
setor agrícola temos altos índices de informalidade, exportando, sim, déficit
previdenciário para o futuro. No segmento do vestuário, além da informalidade,
temos baixos salários e a exposição dos trabalhadores a ambientes de trabalho
precário\".
Geraldo Serathiuk avalia que o mérito do presidente Lula tem
sido o de ressaltar o crescimento econômico e do emprego, mas, ao mesmo tempo,
reconhecer a necessidade de melhorar a distribuição da renda, na busca de um
crescimento com inclusão social. \"E a população está entendendo isso, ao
demonstrar aprovação nas pesquisas, enquanto que governantes que só comemoram
sem mostrar a dura realidade e o que pretendem fazer, não tem tido aprovação\",
comenta o delegado do Trabalho.
Serathiuk ressaltou a importância do governo
propor uma lei da economia solidária, dando apoio de crédito e fiscal às
cooperativas, para que a população que vive na informalidade, principalmente nas
regiões metropolitanas, seja incluída socialmente. Ele também defende um novo
modelo de educação profissional e de qualificação gratuita, envolvendo o setor
educacional público e o sistema \"S\" (Sesc, Senai, Senac), a disseminação dos
consórcios de produtores rurais para combater a informalidade no campo e o
agendamento da discussão da melhoria na renda dos trabalhadores durante a
implantação dos arranjos produtivos.
\"Afinal, não adianta comemorarmos
crescimento sem distribuição de renda. Isso já aconteceu no Paraná no governo
passado, mas a maioria da população não recebeu os benefícios do crescimento. É
só ver os índices de acidentes, informalidade, desenvolvimento humano e renda e
a perda da capacidade de investimento dos municípios e do Estado\", compara
Geraldo Serathiuk.
Quarta-Feira, 22 de Dezembro de 2004 -
http://www.gazetadoparana.com.br/
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Postado por: Adir de
Souza
Data: 26/11/04 12:12:39 h
FAZER PÓLITICA TAMBÉM É SEGURANÇA NO
TRABALHO
Vilson
E´isto que se tem que fazer
imaginem se todos os Municipios do Paraná os nossos colegas começarem a fazer
este Trabalho, irão falar mais de Segurança do Trabalho, participarem do
conselho municipal de sáude nos ocuparemos um espaço, e quanto podemos melhorar
as condições de trabalho que irá beneficiar milhares de trabalhadores e irá dar
visibilidade a nossa profissão para termos mais respeito para que até as
prefeitura contratem pois, são poucas que tem o SESMT Você foi uns dos poucos
que está colocando em pratica de verdade parabens, e vou tomar a liberdade e vou
enviar o seu e-mail para toda a minha lista.
E para a vereador DIRCEU DIMAS
PEREIRA que abraçou a nossa causa QUE NÃO É SÓ NOSSA É DE TODOS OS TRABALHADORES
DO BRASIL PARABENS PELO TRABALHO.
E ISTO É PAPEL DE VEREADOR DE VERDADE E
NÃO FICAR SO FAZENDO RROJETO DE LEI DE NOME DE RUA E DANDO ONIBUS PARA VELORIO
ADIR DE SOUZA
Prezado Adir: E demais amigos, dia 27 é
reconhecido como nosso dia, um dia muito importante como as demais profissões,
mas falo de coração que desde o momento em que assumi a missão de ser Técnico de
Segurança, senti o peso da verdadeira responsabilidade.
Prezados amigos: Me
sinto muito util a sociedade, principalmente quando sou procurado para prestar o
pouco de minha formação tanto para o mais humilde funcionario de chão de fabrica
como para o mais alto cargo, tambem sou muito procurado por Universitarios para
auxiliar e fornecer subesidios para trabalhos.
Esta semana pegando o exemplo
do nosso Sindicato Requeri junto ao Presidente da Camera Municipal de Pato
Branco, Vereador Dirceu Dimas Pereira para que neste mes que é comemorado nosso
dia seja feito uma Lei para que o Municipio junto as entidades DRT, Secretarias
de Saude, Regionais de Saude, Vigilancia Sanitaria, APSEST: Associação dos
Profissionais de Segurança e Saude do Trabalho e atividades Afins, promovam no
Municipio a Semana de Prevenção de acidentes no Trabalho.
Nosso amigo Dirceu
vai fazer um esforço para que seja votado este ano ainda em carater
extraordinario.
Solicito aos amigos que desejarem enviar E-mail para nosso
amigo Vereador Dirceu Dimas Pereira agradecendo a atenção que ele deu para nossa
classe.
E-mail: ddpmulti@brturbo.com.br (Dirceu Dimas Pereira)Pato
Branco_Pr.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 16/11/04 12:13:54 h
SEGURANÇA DO TRABALHO
EMPRESAS SE ESQUECEM DA SAÚDE DO TRABALHADOR
Nos últimos
oito anos o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná subiu de R$ 35 bilhões para R$
70 bilhões. Seria uma boa notícia para os trabalhadores, se a atenção à
segurança e a qualidade de vida também tivessem evoluído. Mas não é o que
observa o chefe do Setor de Segurança e Saúde do Trabalhador da Delegacia
Regional do Trabalho, Sérgio Silveira de Barros. \"Ainda estamos longe de
alcançar um ambiente plenamente saudável\", comenta.
Barros afirma que
muita coisa melhorou nos últimos 10 anos, mas os empresários ainda não têm muita
preocupação em humanizar o ambiente de trabalho. Não conseguem enxergar o
trabalhador como um ser integral, que são diferentes uns dos outros e cada um
tem os seus limites. \"Quando surgem problemas, são apenas peças que se
desajustaram\", fala.
Um dos termômetros que indicam que a produtividade
aumentou significativamente é a elevação do PIB paranaense. No entanto, as
empresas têm conseguido esse desenvolvimento com um número cada vez menor de
trabalhadores. Em muitos casos, quem consegue a vaga acaba sobrecarregado e
aceita a pressão com medo do desemprego. \"Cada vez mais são usados métodos
sofisticados de produção. Mas a relação trabalho versus capital continua a
mesma\", comenta.
O resultado disso pode ser medido pelas estatísticas
de acidentes de trabalho, que estão em ascendência. No Paraná, em 2001, foram
23.231, em 2002, 27.710 e em 2003, 28.862. Eles mostram inclusive, que nos
últimos anos pode ter havido um retrocesso na área de segurança do trabalhador.
Em 1998, eram 30 mil, depois os números tiveram uma boa queda, mas agora estão
voltando aos patamares anteriores.
\"Precisamos estudar mais a situação para
encontrar a explicação\", fala Barros.
O setor campeão de problemas é o
moveleiro. Os trabalhadores precisam movimentar toras pesadas de madeira e,
entre as várias atividades, lidar com serras afiadas. \"Geralmente os acidentes
ocorrem devido a falta de equipamentos adequados\", comenta Barros. Além disso,
nas serrarias o barulho é muito intenso e a poeira é presença constante, o que
pode provocar a surdez e problemas respiratórios.
Em segundo lugar está
o setor de logística, transporte e movimentação de cargas. \"Os acidentes
ocorrem com empilhadeiras, guindastes e caminhões\", comenta. Já a construção
civil melhorou os seus índices, mas ainda aparece em terceiro lugar.
Doenças
O número de casos de doenças laborais é bem menor do que
os acidentes de trabalho. Em 2001 foram 635, em 2002, 906 e em 2003, 958. Barros
fala que a estatística está subestimada. Para ele, o Instituto Nacional da
Seguridade Social (INSS) ainda possui uma visão conservadora no reconhecimento
das patologias com caráter laboral. A maioria é classificada como doenças
comuns.
Quem acaba prejudicado é o trabalhador, que após a sua
recuperação, teria um ano de estabilidade no emprego. Nesses casos, a empresa
teria que melhorar o ambiente de trabalho ou mudá-lo de função para que não
voltasse a ficar doente, em vez de apenas mandá-lo embora.
Entre as
doenças, o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (Dort) está em
primeiro lugar sendo a metade dos casos. Depois vem as perdas auditivas com 30%
e por último as doenças de pele e respiração.
A Dort é comum no setor de
comércio e serviços. Um dos culpados é o mobiliário usado pelos funcionários,
além do esforço repetitivo. Outros segmentos que apresentam o problema são a
indústria de automóveis e, mais recentemente, as empresas de call center e os
abatedouros de carne. No próximo ano, a meta do Ministério do Trabalho será
fiscalizar mais de perto os dois últimos setores.
A surdez também faz
muitas vítimas devido a falta de proteção adequada. A maioria das empresas
cumpre apenas uma das exigências, a do uso de protetores de ouvido individuais.
No entanto, é a menos eficiente. Ainda não existe a preocupação em isolar
acusticamente a máquina.
Custo-Brasil
Para Barros, a postura dos
empresários não é muito inteligente. Ele explica que várias pesquisas já
mostraram que para cada R$ 1 investido na saúde do trabalhador, o retorno é de
R$ 5. O Brasil também sai perdendo. Por ano, o INSS e a saúde pública gastam R$
21 bilhões, cerca de um terço do PIB paranaense. Barros compara os valores com a
construção da usina hidrelétrica de Itaipu. \"A cada dois anos teríamos recursos
para construir pelo menos uma. É o custo-Brasil que ainda é muito pouco
estudado\", comenta.
Fonte: Elizangela Wroniski [14/11/2004]
MULHERES SÃO MAIS SUSCETÍVEIS AS DORTS
Entre as Doenças
Osteomusculares Relativas ao Trabalho (Dort) as mais comuns são a tendinite, a
cervicobraquialgia, síndrome do carpo e a lombalgia. Todas elas são provocados
devido ao esforço repetitivo ou porque as pessoas trabalham muito tempo em pé.
Segundo o médico do trabalho que atua no Hospital de Clínicas (HC) da
Universidade Federal do Paraná (UFPR), Walcemir Rolandi Vieira, dependendo da
atividade, até 15% dos trabalhadores de uma empresa podem ser acometidos pelo
problema.
A maioria das pessoas atingidas é mulher. Walcemir explica que
isso acontece devido a musculatura que é mais frágil. Outro dado importante é o
fato que o sexo feminino tem tendência maior a depressões, doença que também
está relacionada a Dort.
O problema também acomete trabalhadores que têm
dupla jornada de trabalho, a fim de aumentar a renda. O médico comenta que em
alguns casos as pessoas chegam a ficar até um ano afastadas do trabalho. Quando
retornam, precisam ser deslocadas para outro setor para que o problema não
volte.
Para evitar o problema, ele aconselha que as empresas adotem a
ginástica laboral e também que os trabalhadores fortaleçam a musculatura através
de exercícios físicos.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 11/11/04 14:57:43 h
AGROTOXICOS MATA NO PARANÁ
Vida e Saúde jornalismo@parana-online.com.br
Agrotóxicos mataram 3.368 pessoas em 5 anos no Paraná
Rosângela
Oliveira [ 11/11/2004 ]
Nos últimos cinco anos, 3.368 pessoas morreram
no Paraná vítimas de intoxicação por agrotóxicos. Desse total, 37% foram
suicídios, 42% por uso profissional e 15% por acidentes. Os dados preliminares
de 2004 apontam 420 vítimas de intoxicação, sendo 44% por suicídio. O
levantamento é da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa). A inversão nos casos vem
preocupando as autoridades.
A bióloga chefe da Divisão de Zoonoses e
Intoxicação da Sesa, Giselia Rúbio, diz que esses números podem estar aquém da
realidade, pois existem muitas subnotificações de casos. Ela comenta ainda que
em muitas situações de intoxicação a culpa não é apenas do agricultor. \"Muitas
vezes ele é apenas um empregado, e o patrão não disponibiliza EPI (equipamento
de proteção individual) ou orientação técnica para o manuseio dos produtos\",
aponta.
Para ter acesso aos agrotóxicos, o agricultor precisa de uma
receita, que só pode ser indicada por um técnico ou engenheiro agrônomo. Mas o
que acontece em alguns casos, cita a bióloga, é que algumas revendas acabam
disponibilizando os produtos sem a receita. \"O profissional também tem sua
parcela de culpa quando não verifica isso ou não orienta da forma adequada\",
argumenta.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura
e Agronomia do Paraná (Crea-PR), Luiz Antônio Rossafa, diz que outro problema
preocupante é o volume de produtos contrabandeados que circulam no Brasil.
Rossafa diz que isso prova a fragilidade da fiscalização federal. Segundo o
presidente do Crea, o órgão vem fiscalizando as terapias de risco na produção
rural, mas é preciso que todos façam a sua parte. \"Sem participação dos
profissionais, cooperativas e produtores, fica difícil uma produção sem risco\",
diz.
Consciência
Na opinião dos profissionais, para tentar
reverter esse quadro é preciso uma conscientização da população. \"Temos que
buscar uma outra opção de agricultura, seja orgânica ou hidropônica, para a
incidência de produtos no campo ser menor\", pondera Giselia Rúbio. Com o
aumento da procura, acrescenta, também haverá uma queda nos preços, liquidando
com os argumentos de que esse tipo alimento é mais caro. Luiz Antônio Rossafa
vai mais longe e diz que, antes de consumir um produto sem agrotóxico, as
pessoas devem ter em mente que estão valorizando uma agricultura familiar, e que
atrás dela vem uma série de outros valores agregados.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 09/11/04 14:14:04 h
AMIANTO MATA!
DIREITOS HUMANOS
Morto pelo amianto
O ex-operário
da Brasilit Sebastião Alves da Silva, símbolo internacional da luta contra a
fibra cancerígena, perdeu sua última batalha
ELIANE BRUM
Raphael Falavigna/ÉPOCA
\'\'Sei que vou terminar minha
vida
num tubo de oxigênio,
mas não quero morrer me
sentindo uma
formiguinha\'\'
SEBASTIÃO ALVES DA SILVA,
ex-operário da Brasilit
ASFIXIA Sebastião perdeu parte do pulmão esquerdo de câncer e o direito pela
asbestose
Sebastião Alves da Silva parou de respirar às 23h20 da
sexta-feira 15. Ele só tinha um pedaço do pulmão esquerdo, o resto tinha sido
roubado pelo câncer. O que sobrou do órgão e todo o pulmão direito foi
paralisando e endurecendo ao longo dos últimos anos numa doença chamada
asbestose. Causada pela contaminação por amianto (asbesto), ela é conhecida como
\'\'pulmão de pedra\'\'. Havia 100 dias que Sebastião estava ligado 24 horas a
máquinas de oxigênio. Tinha completado 66 dias de internação no Hospital das
Clínicas, de São Paulo. Às 19 horas daquela sexta-feira, ele não conseguia
falar. Ergueu a mão e acenou para a esposa, Irene. Sucumbiu quatro horas depois,
quando os pulmões não conseguiram mais fazer o movimento de
inspiração-expiração. Sebastião, então, morreu por asfixia. Acabara de completar
68 anos de idade e 46 de casamento.
Há três anos, Sebastião disse a
Época: \'\'Eu sei que vou terminar minha vida amarrado a um tubo de oxigênio. Só
não quero morrer me sentindo uma formiguinha\'\' (LEIA MAIS NA REPORTAGEM A
MALDIÇÃO DO AMIANTO). Símbolo internacional da luta contra o asbesto, Sebastião
não queria ser esmagado pelo poder das multinacionais do amianto. Suas últimas
imagens estarão no documentário A Lenta Morte do Amianto, dedicado a ele pela TV
franco-alemã Arte. No início deste mês, a Al Jazeera havia feito uma matéria
sobre o operário para o mundo árabe. Ex-funcionário da Brasilit de São Caetano,
em São Paulo, onde entrou adolescente e saiu aposentado, Sebastião tornou-se uma
referência por sua quase inabalável resistência. \'\'Cada um que fizer acordo
enfraquece a nossa luta\'\', dizia aos companheiros. Ele tinha vencido em ação
na Justiça, mas a Brasilit recorreu. Em 29 de setembro, quando estava havia 50
dias no hospital e só conseguia balbuciar umas poucas palavras, fechou um acordo
com a empresa por meio de seus advogados. No dia 8 deste mês, o recibo foi
assinado. Morreu no mesmo dia em que o cheque de R$ 58 mil foi descontado no
banco. A esposa diz que a parte da família foi de R$ 38 mil. A maior parcela do
dinheiro foi consumida para pagar dívidas contraídas ao longo de seis anos de
doença.
A Brasilit, que faturou R$ 260 milhões em 2003, substituiu o
amianto como matéria-prima por fio de polipropileno. \'\'Pagamos ao Sebastião
valor semelhante ao determinado pelo juiz e no plano de saúde avançamos ainda
mais\'\', diz Carlos William Ferreira, diretor da Brasilit. \'\'Pela sentença, a
empresa teria de pagar um plano apenas pelas doenças decorrentes do amianto, mas
nós demos a ele um global. Se ele escorregasse e quebrasse o pé, poderia usar o
plano de saúde.\'\' Sebastião não corria esse risco. Há anos ele já não
conseguia dançar nos bailes da terceira idade que promovia, por falta de ar.
Havia 21 dias não podia se mover. Diante do quadro, a empresa forneceu uma
carteirinha de saúde com validade até 31 de dezembro. Ele teve uma semana para
usá-la. Quem pagou os custos de sua doença foi o Sistema Único de Saúde. Pela
política de indenizações da empresa, segundo Ferreira, o funcionário que abre
mão do plano de saúde recebe R$ 100 mil.
Raphael Falavigna/ÉPOCA
CONTAMINADOS Operários da indústria do amianto, doentes, eles entraram
com ação no Conar
Desde o dia 15, Sebastião passou a integrar uma lista de
128 ex-operários mortos por doenças causadas pela contaminação do asbesto - 49
com laudos terminados e 79 ainda não concluídos. Outros 638 ex-trabalhadores
estão doentes. \'\'Esse acordo foi uma covardia da empresa\'\', diz Fernanda
Giannasi, auditora fiscal do Ministério do Trabalho. \'\'Na iminência da perda,
a família assina até papel em branco.\'\'
Sebastião morreu num momento
político crucial para a indústria do amianto. Desde maio, o governo federal
constituiu uma comissão interministerial para decidir sobre o futuro da fibra no
país. Os trabalhos deveriam estar encerrados em dezembro, mas a coordenação
pediu prorrogação. \'\'Não há consenso no governo\'\', diz o coordenador,
Domingos Lino. \'\'Os ministérios da Saúde, do Trabalho, da Previdência e do
Meio Ambiente querem banir porque é cancerígeno, mas o de Minas e Energia e o do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio não.\'\' O amianto está banido em 42
países, a maioria deles do Primeiro Mundo.
Reunida no Instituto
Brasileiro do Crisotila, a indústria do amianto iniciou no dia 7 uma campanha
publicitária nacional no valor de R$ 4 milhões. O mote é \'\'Amianto crisotila.
Respeitando a vida, fazendo o Brasil crescer\'\'. Cerca de 95% do amianto
mundial é da espécie crisotila. Todos os tipos são cancerígenos, segundo a
International Agency on Research of Cancer, da Organização Mundial da Saúde.
\'\'É possível o uso controlado, sem causar danos à saúde\'\', defende a
presidente do instituto, Marina de Aquino. \'\'Não há registro de doenças
ocupacionais nos trabalhadores admitidos a partir de 1980.\'\'
A
Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), que abriga os
trabalhadores contaminados, entrou com uma ação no Conselho Nacional de
Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) pedindo a suspensão da campanha. \'\'Já
vi dezenas de operários morrer por causa do amianto. É criminoso usar uma fibra
cancerígena porque é barata e tem mercado no mundo subdesenvolvido\'\', diz o
pneumologista Ubiratan de Paula Santos, da Faculdade de Medicina da USP.
\'\'Pesquisas comprovaram que não é possível proteger totalmente o trabalhador,
mesmo com máscaras.\'\'
Na última semana de vida de Sebastião, sempre
que ia ao hospital visitá-lo, Irene via um outdoor da campanha: \'\'Se o amianto
não faz mal, por que meu marido está morrendo?\'\', revoltava-se. Ela e
Sebastião pertenciam ao que chamavam de \'\'grande família Brasilit\'\'. O
amianto impregna-se às lembranças de sua vida como aos alvéolos dos pulmões.
Conheceram-se trabalhando na fábrica. O pai dela era operário e morreu de câncer
no pulmão. O filho chegou a entrar na empresa. Parte da casa deles é de amianto.
Até as cuecas de Sebastião eram feitas de sacos da fibra tingidos de azul. Ao
ser enterrado, Sebastião levou nos pulmões cimentados o amianto que o matou
lentamente.
O CAMINHO DO MAL
O amianto aloja-se no pulmão dos
trabalhadores e, em 10% dos casos, leva à morte por asbestose
O pó de
amianto é aspirado pelo nariz e pela boca durante o manuseio
A fibra
acumula-se nos alvéolos. O pulmão inicia um processo de cicatrização permanente
e vai endurecendo. A vítima tem falta de ar progressiva até morrer de asfixia. É
o chamado \'\'pulmão de pedra\'\'
Os operários do amianto têm 50 vezes mais
chance de ter câncer de pulmão
98% dos casos de mesotelioma diagnosticados
no mundo foram causados pelo amianto
A asbestose é incurável, progressiva e
fatal. Leva de 15 a 25 anos para se manifestar e mata, em média, em cinco anos
Postado por: Adir de
Souza
Data: 05/11/04 10:50:17 h
INCENDIO NO CENTRO DE CURITIBA
DESASTRE-Medo de tragédia faz faculdade encerrar aulas mais
cedo
Incêndio atinge boate e restaurante
Fogo começou no
Cinelândia e também causou estragos no Lidô, no centro de Curitiba
Jonathan
Campos/Gazeta do Povo
Fogo destruiu telhado de prédio no centro; não
havia ninguém no local no momento do incêndio.
Um incêndio de grandes
proporções destruiu totalmente um restaurante dançante e danificou parte de uma
boate no centro de Curitiba, ontem à tarde. As chamas atingiram a boate Lidô e o
restaurante Cinelândia Dançante. Não houve feridos. O fogo começou por volta das
14h30 e só foi totalmente apagado por volta das 17h. Os bombeiros tiveram de
usar cinco carros e uma escada Magirus.
Ainda não se sabe a origem do
incêndio, mas segundo o Corpo de Bombeiros é provável que o início das chamas
tenha sido no Cinelândia. A hipótese de incêndio criminoso não está descartada.
Os bombeiros, a Polícia Militar e a Defesa Civil isolaram a área ao redor dos
dois estabelecimentos. O trânsito na esquina da Avenida Visconde de Nacar com a
Rua Carlos Carvalho foi interditado durante meia hora. O tráfego ficou
congestionado na área. Os bombeiros isolaram uma loja de materiais hidráulicos
ao lado do Cinelândia Dançante para evitar que o fogo se espalhasse para os
edifícios vizinhos. A faculdade Sociedade Paranaense de Ensino e Informática
(Spei), que fica próximo da Lidô, interrompeu as aulas. Os estudantes saíram às
pressas da faculdade. O prédio da instituição não foi atingido.
Não havia ninguém dentro da boate e do restaurante dançante na
hora do incêndio. \"O horário de funcionamento é a partir de 16 horas\", disse o
proprietário da Lidô, Aldo Cardoso. Dentro da Cinelândia Dançante havia vários
eletrodomésticos, mesas, cadeiras e outros móveis. O fogo destruiu tudo no
interior do estabelecimento. O teto do restaurante, que tem área de 400 metros
quadrados, desabou. O proprietário, Tadeu Reichardt, estava transtornado. Ele
ainda não calculou o prejuízo. Reichardt é dono do negócio há 22 anos e contou
que esta foi a primeira vez que ocorreu um incêndio no local. Tadeu desconhece a
causa do incêndio. Ainda ontem, ele registrou queixa na Central de Polícia. A
boate Lidô teve cerca de 30% da estrutura danificada. O dono não sabe o valor do
prejuízo.
Técnicos da Comissão de Segurança em Edificações e Imóveis da
prefeitura (Cosedi) foram ao local averiguar se a estrutura do edifício ficou
comprometida. \"Se houver abalo na estrutura, os proprietários vão ter de
reconstruir o prédio\", disse o inspetor Nelson Lima, da Comissão Municipal de
Defesa Civil. A boate e o restaurante continuam interditados até que saia o
laudo da Cosedi. Peritos do Instituto de Criminalística vão analisar o edifício
para saber a causa do incêndio. O resultado deve sair em 30 dias.
Alexandre Cegalla
Postado por: Adir de
Souza
Data: 25/10/04 14:02:31 h
ACIDENTE COM CALDEIRA
Acidente leva terror ao Bom Jardim
FONTE: DRT -
25/10/2004
Julierme Torres
Da Redação
A explosão de um dos
extratores das caldeiras da empresa Organização Tabajara Ltda. (ORTAL), única do
Rio Grande do Norte a beneficiar a cera de carnaúba, causou aflição a moradores
de bairro Bom Jardim (zona norte). Um cenário de guerra.
O acidente ocorreu
por volta das 9h20 de ontem. A explosão foi tão forte que atingiu casas e
danificou veículos que estavam distantes 500 metros da fábrica. Pelo menos 18
pessoas foram conduzidas com queimaduras para o Hospital Regional Tarcísio Maia
(leia mais na página 2).
Uma das vítimas foi o auxiliar de serviços gerais
Edson Barbosa da Silva, 27. Ele estava no telhado de casa consertando a antena
de TV, quando ocorreu a explosão. Edson mora na Rua Epitácio Pessoa, que fica a
mais de 500 metros da fábrica. Mesmo assim, teve queimaduras nas costas e caiu,
quando o telhado desabou.
Moradores de áreas mais próximas da fábrica
entraram em desespero. A dona-de-casa Maria Valdirene Gomes, por exemplo, só
pensou em fugir. A casa dela fica vizinha à Ortal, na Rua Arthur Bernardes
(parte de trás da fábrica). Ela começou a colocar toda a mobília na calçada, no
desespero de tentar se mudar com os dois filhos.
“Eu pensei que era o fim do
mundo. Foi tão quente que eu pensei que o sol estava caindo”, disse Valdirene,
depois de ser confortada por outros moradores que, temendo novas explosões,
saíram das casas e lotaram as ruas.
Outros moradores ouvidos pelo Jornal de
Fato relataram o momento da explosão. Disseram que o estrondo foi tão forte que
chegaram a imaginar um terremoto. Simultaneamente, veio um vapor muito quente.
Foi justamente esse vapor que causou as queimaduras nas pessoas.
Se a
explosão causou alvoroço nos moradores, entre os funcionários da fábrica o
desespero foi ainda maior. José Antônio de Freitas, 27, é o mais perfeito
exemplo disso. Ele trabalha na extração da cera. “Quando houve a explosão eu me
tranquei no banheiro. Depois não conseguia mais abrir a porta”, confessou.
A
EMPRESA – A Organização Tabajara Ltda. ocupa uma área de 7.500 metros quadrados,
entre a Avenida Alberto Maranhão e a Rua Arthur Bernardes, no bairro Bom Jardim
(zona norte de Mossoró).
Na empresa trabalham 40 funcionários, que se
revezam para manter o funcionamento 24 horas, todos os dias da semana. A Ortal
tem uma produção de 250 toneladas de cera de carnaúba por mês. 80% dessa
produção é exportada para Estados Unidos, México, Alemanha, França, Itália,
Inglaterra, Japão e Austrália.
Crianças e adolescentes são atingidos
REGY CARTE
Da Redação
O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM)
registrou atendimento de 18 feridos na explosão na Organização Tabajara Ltda.
(ORTAL), até as 14h de ontem, entre eles dois adolescentes e três crianças. Dois
deles, Manoel Nogueira de Oliveira, 55, e Antônio Soares da Silva, 54, foram
transferidos para o Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, por volta das 13h30 de
ontem, com queimaduras de 1o e 2o graus em várias partes do corpo. São
soldadores da Ortal e estavam dentro da empresa no momento da explosão.
Antônio Soares conta que estava trabalhando quando ouviu a explosão. “Não
deu tempo para reagir. O fogo se alastrou em seguida e o desespero tomou conta
de todos”. Ele sofreu queimaduras nas costas, rosto, pescoço e braços.
O
atendimento de urgência mobilizou 15 profissionais, que de imediato cuidaram do
resfriamento da pele e da imobilização da área atingida. Os dois pacientes em
estado mais grave foram transferidos para Natal porque o HRTM não dispõe de
unidade especializada para o tratamento de queimaduras graves.
Alguns foram
liberados em seguida e outros ficaram em observação. Com queimaduras de 1o e 2o
graus, o garoto Jhonatan Bruno Pereira, 6, foi operado ontem de tarde no HRTM.
As outras duas crianças feridas, Francisco Dimas Pereira Segundo, 3, Ana Luzia
de Melo, 3, ficaram em observação.
A maioria dos feridos estava na rua ou em
casa na hora da explosão. Maria Francisca de Lima, 28, mora por trás da Ortal e,
embora no interior da casa, sofreu queimaduras nos braços, nas pernas e no
rosto. Abalada psicologicamente e com bolhas espalhadas pelo corpo, quase não
conseguia falar. “Houve um desespero muito grande. A explosão e o fogo. Foi
horrível”, contou.
O atendimento de urgência no Tarcísio Maia começou depois
das 11h e durou cerca de duas horas. Além dos ferimentos, a equipe médica
cuidava da parte psicológica dos pacientes, sobretudo das crianças, em pânico
com as cenas de horror a que assistiram.
Número de feridos supera o
divulgado pelo HRTM
O acidente na Ortal não resultou em morte, segundo o
Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP). Saíram gravemente feridas
dezenas de pessoas, a maioria com queimaduras de 1o e 2o graus. O Hospital
Regional Tarcísio Maia atendeu 18 pessoas, mas o número de feridos é maior.
Muita gente que sofreu queimaduras leves não procurou o hospital. Os
pacientes em estado mais grave chegavam ao HRTM em estado de choque. Os dois
transferidos para Natal serão submetidos a cirurgia no Hospital Walfredo Gurgel.
Das 18 pessoas atendidas no Tarcísio Maia, duas foram transferidas para
Natal, três estão em tratamento em Mossoró, uma no centro cirúrgico e outra no
setor de pediatria do HRTM, e a terceira na Casa de Saúde de Dix-sept Rosado.
Muitos foram liberados após os primeiros socorros.
Provável causa:
falta de prevenção
As causas da explosão na fábrica de cera de carnaúba da
Organização Tabajara Ltda. (ORTAL) não estão elucidadas. Mas, numa primeira
análise, os indícios apontam para a inexistência de uma política de prevenção de
acidentes dentro da empresa.
O Jornal de Fato consultou o especialista em
prevenção de acidentes Alderi Nunes para buscar subsídios para explicar o
acidente. Ele, de imediato, levantou a possibilidade de não estar havendo
manutenção, ou de a empresa não ter profissionais treinados para lidar com
caldeiras.
Essa suspeita vem de dois pontos. O primeiro é que as caldeiras
da Ortal já são antigas. Funcionam com combustível sólido (madeira) queimada.
Esse tipo de equipamento requer um cuidado maior. Uma equipe preparada para
lidar com ele e atenta para perceber o menor sinal de problema.
“É preciso
fazer manutenção constantemente e ter um sistema de treinamento assistido para
os funcionários que trabalham com a caldeira”, explicou Alderi Nunes, lembrando
que os órgãos de fiscalização precisam fazer a inspeção periódica no
equipamento.
Sobre o extrator, que foi justamente a parte que explodiu na
caldeira da Ortal, Alderi disse que ele funciona como se fosse um exaustor. É
preciso ter o controle sobre a quantidade de vapor. Se esse controle não for
bem-feito existe o risco de haver a explosão.
Outro ponto que Alderi
questionou diz respeito à quantidade de gente operando as caldeiras. O
especialista lembrou que a norma número 13 (NR-13) do Ministério do Trabalho,
que trata do trabalho com caldeiras, fixa números variáveis de operadores de
acordo com a potência do equipamento.
Funcionários da Ortal que foram
ouvidos pelo Jornal de Fato deixaram dúvidas sobre o cumprimento dessas normas.
Jesus José Luiz trabalhou na fábrica com extrator da cera. Ele disse que no
interior da empresa existe um reservatório com 60 mil litros de solvente. O
produto, altamente inflamável, é usado na separação da cera.
Além do
solvente, Jesus disse que existem muitos outros produtos químicos na fábrica que
são usados no processo de produção. O armazenamento irregular só aumentava o
risco de acidentes.
Outro agravante é que a Ortal não estava preparada para
enfrentar uma situação de emergência, como foi a de ontem. Homens do Corpo de
Bombeiros que foram ouvidos pelo Jornal de Fato disseram que na fábrica não
existe um sistema eficiente de proteção a incêndio. A maior prova é que no local
havia poucos extintores e nenhum hidrante.
Funcionário disse que
acidentes eram rotina
Os funcionários da Ortal já estavam acostumados aos
acidentes. Trabalhando sem equipamentos de proteção e lidando diretamente com
produtos químicos e temperaturas elevadas, muitos trazem no corpo a marca desses
acidentes.
Cícero Elias da Silva, 38, é um desses funcionários. Ele trabalha
na Ortal fazendo o preparo da cera. Ontem, em meio ao nervosismo do acidente,
ele revelou que é comum ocorrerem acidentes de trabalho na empresa.
Em um
desses acidentes, no último mês de fevereiro, Cícero teve parte do corpo
queimada. Ele, que estava trabalhando na hora da explosão de ontem, levantou a
camisa e mostrou as cicatrizes deixadas pela queimadura. A marca está em todo o
lado direito do corpo.
Cícero contou que sobreviveu à explosão de ontem por
um acaso. Ele tinha sido chamado no escritório da firma. Quando entrou na sala
ouviu a explosão. “Graças a Deus não foi a caldeira toda, se não todo mundo
teria morrido”, disse.
A maior preocupação de Cícero foi com um companheiro
de trabalho, que ele chama de “Borrachinha”. Era o borracheiro da Ortal, que
trabalhava muito perto do local da explosão. “Ele saiu com o corpo todo
queimado”, contou.
Acidentes marcam a Ortal desde 1994
A
explosão na fábrica da Organização Tabajara Ltda. (ORTAL) não foi por acaso. Os
perigos de se ter uma empresa desse porte, que trabalha com caldeiras e produtos
químicos, em área residencial já haviam sido alertados pela imprensa e pelos
próprios moradores, que sempre foram ignorados pelo poder público.
O
primeiro aviso do risco que a Ortal representa para os moradores do bairro Bom
Jardim veio em 1993. Na ocasião, houve um acidente em uma das caldeiras da
empresa. Apesar das proporções bem menores, o fato assustou a população.
Nesses dez anos, os moradores fizeram seguidas mobilizações. Foram
abaixo-assinados, protestos, ofícios e denúncias. Tudo sempre esbarrou na
inoperância do Ministério Público e na vista grossa dos órgãos ambientais (Idema
e Ibama) e também da Prefeitura de Mossoró.
A convivência entre população e
Ortal sempre foi arranhada. As chaminés da empresa soltavam resquícios de
produtos que se temiam ser químicos. A presença da fábrica também desvalorizou
os imóveis e obrigou muita gente a se mudar. Esse transtorno foi, diversas
vezes, denunciado na imprensa. O Jornal de Fato mostrou o problema pela última
vez no dia 14 de novembro do ano passado, quando um pó escuro estava saindo das
chaminés da Ortal e caindo nas casas vizinhas.
“Eu sabia que isso ia
terminar acontecendo. Já teve uma explosão dessas em 1994. Eu já morava aqui”,
disse o morador Ednor Nunes da Silva, 23. Ele estava revoltado, ontem, porque a
explosão causou um susto em sua mulher, que está grávida.
Outra moradora é
dona Terezinha Medeiros. Ela mora exatamente por trás da Ortal e disse que já
estava cansada de falar, sem ser ouvida por ninguém. “Nós já fizemos de tudo
aqui. Foi abaixo-assinado, foi ofício, foi tudo. Nunca ninguém ligou para nada”,
disse.
EXPECTATIVA – Agora, por causa das proporções do acidente de
ontem, os moradores estão mais confiantes na retirada da Ortal. Eles já estão se
mobilizando para organizar um novo abaixo-assinado. O documento será, novamente,
entregue ao Ministério Público e também à Prefeitura de Mossoró.
Moradores
também estão se organizando para acionar os proprietários da Ortal na Justiça.
Eles vão pedir indenização pelos prejuízos materiais que o acidente de ontem
causou e também pelos danos físicos que várias pessoas tiveram.
Corpo de Bombeiros é desestruturado
O incêndio,
depois da explosão na fábrica de cera de carnaúba da Organização Tabajara Ltda.
(ORTAL), comprovou a fragilidade do sistema público para emergência na cidade de
Mossoró. O Corpo de Bombeiros da cidade está totalmente desestruturado para
situações de maior gravidade.
Ontem, por exemplo, o caminhão do Corpo de
Bombeiros chegou com mais de uma hora e meia depois que o incêndio começou.
Mesmo assim, o único caminhão da corporação não tinha água suficiente para
apagar o fogo. Por volta das 11h, o trabalho foi interrompido por falta d’água.
Para suprir essa carência, o jeito foi apelar para os carros-pipa. Três
caminhões vieram trazendo água para que os bombeiros pudessem trabalhar e
controlar o fogo. Um exemplo que serve de alerta para situações futuras.
Mas
a fragilidade do Corpo de Bombeiros de Mossoró já havia sido mostrada na semana.
Durante um incêndio à mata, na extensão da rodovia BR-110, a corporação também
teve que interromper o trabalho várias vezes, por causa da falta d’água.
Apesar de ainda ter deficiências, o Corpo de Bombeiros de Mossoró esteve em
situação pior. A corporação, há cerca de cinco anos, foi ridicularizada durante
um incêndio no casarão histórico da dona-de-casa Odete Rosado, também chamado de
“Catetinho”.
Na ocasião, a corporação sequer tinha carro e mangueira para
combater o fogo. Os soldados tiveram que carregar água em baldes, com a ajuda de
moradores, para conseguir apagar o fogo.
Hoje, a única viatura do Corpo de
Bombeiros de Mossoró é de médio porte, já reaproveitada do Corpo de Bombeiros de
Natal. O carro já não atende à necessidade do município.
FUNCIONAMENTO – O
Corpo de Bombeiros de Mossoró está instalado no Aeroporto Dix-sept Rosado. A
corporação tem equipe de plantão, que pode ser acionada pelo telefone 193. Além
do combate a incêndio, os bombeiros também têm a atribuição de inspecionar
instalações contra o risco de incêndio.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 25/10/04 13:02:25 h
ACIDENTE FATAL
Trabalhadores Morrem Eletrocutados
Acidente precisou de
apenas alguns segundos e muita displicência
Segundo artigo publicado no
jornal Gazeta do Povo dois homens morrem eletrocutados no mês de setembro, em
Cascavel (Paraná), após um acidente de trabalho. Eles montavam uma estrutura
metálica na fachada de um prédio de dois andares, quando a barra de ferro que
estava com
uma das vítimas atingiu a rede elétrica. Eles receberam uma forte
descarga elétrica e, como estariam sem cinto de segurança, caíram de uma altura
de aproximadamente dez metros em uma rua no centro da cidade.
Eles receberam
os primeiros socorros e foram encaminhados ao hospital. Mauro Bortoloto Sorbara,
36 anos, morreu no caminho do Hospital. A segunda vítima morreu logo depois de
dar entrada na unidade de saúde. Foi apurado que Sorbara era o proprietário de
empresa que prestava o serviço e o outro homem seria seu empregado
Postado por: Adir de
Souza
Data: 21/10/04 11:25:40 h
TRABALHO ESCRAVO
Governo cria cadastro de empresas que mantêm mão-de-obra escrava
Fonte: Folha On Line - 19/10/2004
As empresas
que mantém funcionários em condições degradante ou escrava serão incluídas numa
lista negra do governo. A criação do cadastro de empregadores foi regulamentada
por meio de portaria do Ministério do Trabalho, publicado no \"Diário Oficial\"
da União de hoje.
Serão incluídas nesse cadastro as empresas que
\"tenham mantido trabalhadores em condições análogas à de escravo\".
A
inclusão do nome da empresa nesse cadastro ocorrerá após decisão administrativa
final.
De acordo com a portaria, o Ministério do Trabalho deverá
atualizar semestralmente esse cadastro de trabalho escravo.
As empresas
incluídas no cadastro serão fiscalizadas pelo Ministério do Trabalho pelo
período de dois anos após. Após esse período, caso não haja reincidência, a
empresa poderá ser excluída do cadastro.
Para sair do cadastro, as
empresas terão de pagar as multas resultantes da ação fiscal e comprovar a
quitação de eventuais débitos trabalhistas e previdenciários.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 19/10/04 16:54:44 h
Governo proíbe o uso de jateamento de areia
Fonte: Central de notícias -
http://www.centraldenoticias.net - 19/10/2004
Governo proíbe o uso de
jateamento de areia e as empresas têm 90 dias para se adaptar à nova regra
A
medida é para reduzir os males causados à saúde pelo pó de silica
Saúde - 19/10/2004 · 14:00:16
LOC: Governo proíbe o uso de
jateamento de areia e as empresas têm 90 dias para se adaptar à nova regra
Uma portaria do Ministério do Trabalho assinada hoje pela manhã proíbe o
jateamento de areia, muito utilizado na indústria metalúrgica para limpeza e
polimento de peças metálicas, na fabricação de vidros foscos e na construção e
manutenção de embarcações. A técnica provoca a liberação do pó de sílica, que,
quando inalado continuamente, pode causar uma doença pulmonar grave, a silicose.
Apesar de pouco conhecida, a silicose é uma das enfermidades ocupacionais de
maior prevalência no País. Segundo a Fundacentro, Fundação de Segurança e
Medicina do Trabalho, ligada ao Ministério do Trabalho, cerca de seis milhões de
brasileiros estão potencialmente expostos à doença. Para o engenheiro Francisco
Kulcsar, da Fundacentro, a decisão do governo de proibir o jateamento de areia é
de grande importância para o combate à silicose. Isso porque a técnica, embora
não seja a única fonte de contaminação pelo pó de sílica, potencializa os riscos
de desenvolvimento da doença.
“Quando se utiliza uma operação violenta
com o jateamento abrasivo com a areia, essa doença, que normalmente leva anos
para se desenvolver, em poucos meses ou em poucos anos ela pode se estabelecer e
causar silicose aguda nesses trabalhadores.”
Mas proibir o
jateamento não é suficiente. Outras atividades econômicas, como a construção
civil e a mineração, também envolvem a sílica e não podem descuidar da proteção
ao trabalhador. Segundo Francisco, já há técnicas que eliminam a produção de
poeira, como o uso de cortadoras e serras com presença de água. Além disso, as
empresas devem oferecer aos empregados equipamentos de proteção individual, como
máscaras, que reduzem o contato com o pó. Quando não se usa o jateamento de
areia, o processo de contaminação pela sílica pode levar até 20 anos e, muitas
vezes, surpreende o trabalhador mesmo depois de ele ter abandonado o emprego que
lhe causou o mal. Francisco Kulcsar alerta que a silicose, embora não tenha cura
e possa levar ao câncer pulmonar, é evitável. Basta que se tomem os devidos
cuidados.
OBS no Paraná já é proibido Lei Estadual
De Brasília,
Ana Raquel Macedo.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 19/10/04 11:13:11 h
A NEGOCIAÇÃO E REFORMA TRABALHISTA-SINDICAL
A negociação e a reforma trabalhista-sindical
A
proposta de negociação nacional sob liderança do Presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, formulada pela Central Única dos Trabalhadores e \"com a participação das
entidades re-presentativas do movimento sindical, empresários e setores sociais
que desejam ver garantido o desenvolvimento sustentável do país\", como acentuou
o presidente da CUT Luis Marinho, reaviva a questão da atualidade da
interligação da reforma trabalhista-sindical e do pacto social. Este um dos
pontos vitais a serem enfrentados pós o quadro político-eleitoral a ser definido
até 31 de outubro.
Possibilidade do Pacto Social - Exatamente um dos pontos
mais sensíveis refere-se à possibilidade de um pacto social, maduro o país para
esse objetivo, eis que: 1) as relações capital e trabalho estão em estágio
avançado no desenvolvimento do capitalismo local; 2) há organizações e
dirigentes sociais e sindicais capazes ao diálogo; 3) o momento de afirmação
democrática é um dos mais profundos já vividos pela nossa sociedade; 4) os
graves problemas econômicos e sociais nos impelem a soluções consensuais
imediatas; 5) O Presidente Lula quer esse pacto. As dificuldades iniciais estão
situadas: a) na inexistência, ainda, de pontos claros a serem atacados de
imediato; b) quem são os interlocutores principais; c) a persistência de
disputas menores em detrimento da necessidade de acordos nas questões centrais
econômicas e sociais; d) instrumentos organizativos mais precisos para
intermediar o diálogo; e) as grandes carências sociais e as diferenças
regionais.
Organização empresarial e sindical - Para fazer avançar a
possibilidade desse pacto social, há necessidade do governo se apoiar na
organização empresarial e sindical. O movimento sindical dos empregados e dos
empregadores detém um dos sistemas organizativos melhor formatados em nosso
país. A principal organização no campo social é a empresa, seguida pelas
organizações sindicais. Há empresários e dirigentes sindicais experientes,
testados nas lutas e nas contradições econômicas e sociais, conhecedores dos
principais problemas do empresariado e da classe trabalhadora. Assim, as
organizações empresariais e o movimento sindical deverão ter participação
efetiva nos projetos do governo, não ficando na expectativa de serem acionados,
mais, ao contrário, de se constituírem em agentes ativos e definidores das
mudanças necessárias. Ainda mais: o combate ao desemprego, à exclusão social, à
fome e outros pontos essenciais para a redefinição de nosso país socialmente,
são metas que as empresas e o movimento sindical podem fixar como suas
prioridades e, neste sentido, reforçar a programática de governo.
Ampliar o
Fórum Nacional do Trabalho - O debate no âmbito do Fórum Nacional do Trabalho é
um dos caminhos para consensuar o movimento sindical em torno de propostas
básicas, mas por si só não será a solução para as questões enfrentadas no mundo
do trabalho e do capital. A estratégia para enfrentamento das reformas da
legislação trabalhista indica um marco inicial: determinar quais as questões
consensuais e quais as divergentes entre capital e trabalho. O Fórum poderá
ajudar em se conseguir a clareza necessária quanto ao que se deve manter e o que
se deve mudar, segundo prioridades efetivas, sem o que pouco avançaremos nas
mudanças pretendidas. Deve, ainda, ser precisado o papel do Fórum e o papel do
Conselho Consultivo e Econômico e Social, para que estas duas formas
organizativas venham a trabalhar de modo integrado e complementar. O Fórum deve
ter sua composição ampliada, para ser equilibrada a representação do governo, do
Parlamento, de todos os segmentos das organizações sindicais empresariais e do
trabalho, dos advogados, magistrados e procuradores do trabalho, servidores
públicos. O critério será sempre o da representatividade de cada setor, mas sem
excluir nenhum segmento. Somente uma composição democrática e aberta permitirá
que o Fórum possa ser um instrumento útil ao país.
Legislação do Trabalho e
a luta contra a flexibilização - Discute-se muito hoje sobre mudança na
legislação do trabalho, como forma de flexibilizar os direitos e criar as
condições para a regularização do trabalho informal, especialmente com a
desoneração da folha de salário. Por trabalho informal entenda-se o trabalho sem
a observância das regras mínimas de sua proteção constitucional e legal. Não
existe a fraude apenas porque o encargo social é elevado, mas pela impunidade
dos que descumprem da norma legal e abusam do ser humano. A desoneração do
trabalho, do ponto de vista fiscal, por si só será inócua, pois a legislação de
garantia do trabalhador deve ser observada rigorosamente. Medidas iniciais têm
sido sugeridas,como: a) a desoneração fiscal parcial; b) registro de todo e
qualquer trabalhador subordinado a quem dele aproveitar o trabalho; c)
manutenção dos encargos mínimos de previdência e seguro de acidente do trabalho;
d) obrigatoriedade de acordo e/ou convenção coletiva de trabalho normatizando
todos os setores econômicos; e) ao mesmo tempo, fixar o limite da aplicação
dessa norma legal diferenciada, ou seja, a que setor econômico aproveita, a que
empreendimentos e atividades. Ainda no que concerne a uma reforma da legislação
do trabalho ela pode ser iniciada com a aplicação das medidas acima sugeridas,
acrescentando-se a necessidade de: a) fixar um sistema efetivo de
acompanhamento, esclarecimento e fiscalização para o cumprimento da lei; b)
profunda mudança no sistema processual do trabalho, reorganização da Justiça do
Trabalho e sua modernização; c) fortalecimento das instâncias de orientação e
mediação do Ministério do Trabalho e da Procuradoria do Trabalho, efetivação das
normas constitucionais por lei complementar.
Organização sindical, sistema
da unicidade e centrais - São necessárias medidas que viabilizem a reforma da
legislação sindical sem cair na pulverização da organização sindical, com seu
conseqüente enfraquecimento. Para a reforma sindical poderiam ser adotadas os
seguintes encaminhamentos: 1) imediata legalização das centrais sindicais para
que possam ser incluídas no sistema de unicidade sindical brasileiro; 2)
imediata organização sindical nos locais de trabalho sob controle das atuais
entidades sindicais; 3) imediata regulamentação para criação de novas entidades
sindicais sob controle conjunto do governo e organização sindical econômica e
profissional; 4) estabelecer uma pauta de pontos consensuais e divergentes que
possibilitem o avanço do diálogo entre as organizações sindicais de
trabalhadores e destas com o setor empresarial. Quanto a organização sindical
brasileira, virou moda dizer que se trata de um movimento fraco, tendo como
parâmetro países da Europa e os Estados Unidos da América do Norte. Vale
rechaçar tal assertiva, eis que o movimento sindical brasileiro de trabalhadores
e de empregadores é um dos mais bem organizados em todo o mundo, a saber: a) tem
abrangência em todos os setores econômicos e profissionais, portanto de cem por
cento de representação, pelo sistema constitucional da unicidade sindical; b)
tem sustentação constitucional e legal; c) tem base em um amplo sistema de
acordos e convenções coletivas de trabalho; d) possui uma base política de
representação nos Parlamentos; e) tem base material e patrimonial extensa e
contínua; f) tem um sistema de assistência jurídica e social amplo; g) possui
reconhecimento e respeito social; h) tem estruturação internacional, face a
filiação às principais organizações internacionais; i) o dirigente sindical
empregado possui estabilidade no emprego garantida constitucionalmente. Algumas
das fragilidades existentes no movimento sindical dos trabalhadores decorrem de
vícios estruturais a serem superados: a) inexistência de organização sindical no
local de trabalho sob controle das atuais entidades sindicais; b) incapacidade
das principais entidades estabelecerem um plano de luta e de trabalho comum que
reflita as reivindicações de toda a classe trabalhadora; c) baixo índice de
sindicalização em alguns setores; d) fragmentação corporativista; e) debilidades
financeiras em muitas entidades.
A efetividade do Direito do Trabalho -
Finalmente, devemos examinar nosso modelo de Direito do Trabalho, muitas vezes
atacado como ultrapassado e impeditivo de avanços nos campos econômico e social.
No Brasil existem, como fontes do Direito do Trabalho, as normas internacionais
das Convenções da OIT aprovadas pelo Brasil, a Constituição Federal de 1988, a
Lei e seus Regulamentos, os Acordos e Convenções Coletivas de Trabalho, as
Sentenças Normativas e a Jurisprudência dos Tribunais do Trabalho. Se a
aplicação desse universo protetivo fosse eficiente, muitos de nossos males
deixariam de existir. Ou seja, não será pela geração do Direito que poderemos
apontar nossa debilidade. Pelo contrário: em nosso país temos um Direito do
Trabalho evoluído, nos falta é a instrumentalização para sua efetividade. A
democracia representativa se tornou insuficiente, exige-se a democracia
participativa. Ser cidadão está assegurado constitucionalmente, mas o tornar-se
cidadão depende de um longo caminho de lutas a ser percorrido. Por isso, é atual
a questão da reforma trabalhista e muito mais a da necessidade de uma ampla
negociação nacional pós-eleições municipais.
(*) Edésio Passos
(edesiopassos@terra.com.br) é advogado, assessor jurídico de entidades sindicais
de trabalhadores, integrante do Instituto dos Advogados Brasileiros, da
Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas e do corpo técnico do
Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, membro da Comissão
Nacional do Direito e Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e
ex-deputado federal (PT/PR).
Fonte:
http://www.parana-online.com.br/index.php?pag
Postado por: Adir de
Souza
Data: 18/10/04 14:52:45 h
DOR NAS COSTA TA,MBÉM AFETA AS CRIANÇAS
SEGUNDA-FEIRA, 18 de outubro de 2004
SAÚDE-70%
dos meninos e meninas têm ou vão ter desvios de postura que podem trazer
complicações
Dor nas costas também afeta crianças
Mochila, tevê
e computador em excesso: receita para ter problemas de coluna ainda antes da
adolescência
Horas em frente à televisão. Horas em frente ao computador.
Carregar uma mochila pesada nas costas para ir à escola. Esses são alguns dos
ingredientes de uma receita que têm aumentado o número de crianças com problemas
de coluna, antes mesmo da chegada à adolescência. Hoje, estima-se que sete em
cada dez crianças, de 5 a 14 anos, têm ou vão ter problemas posturais. São casos
mais simples, como cifose, até situações mais graves, como artroses.
A
fisioterapeuta Luciana Erzinger explica que os problemas surgem pela falta de
condicionamento físico e pela postura errada que muitas crianças têm ao andar.
As crianças acabam passando muito tempo em frente a televisão ou computador e
sentam de maneira errada, o que prejudica a coluna. Além disso, as mochilas
carregadas em um ombro só também são causadoras de problemas. \"A postura errada
faz o músculo ficar mais fraco e curto e isso traz um desvio na coluna\",
afirma.
Por outro lado, a criança que é muito atarefada, com diversos
tipos de aulas extra-curriculares, também fica sobrecarregada e pode ter
conseqüências. De acordo com a fisioterapeuta, esse excesso de tarefa acaba
muitas vezes causando lesões nos ossos e músculos.
Cifose
Luciana conta que o problema mais comum que atinge essa faixa etária é a
cifose, que é um aumento anormal da concavidade posterior da coluna. A cifose é
causada principalmente pela má postura e pelo condicionamento físico
insuficiente. Nos casos mais graves pode acontecer escoliose, que é um desvio
lateral na coluna. Mas os problemas não ficam só na infância. Muitas vezes, a má
postura da criança gera complicações graves na fase adulta. \"Por causa dos
hábitos errados, muita gente acaba sofrendo de artrose e hérnia de disco, muitas
vezes tendo que fazer até cirurgia\", afirma a fisioterapeuta.
A
estudante Juliana Barros Erig Lima, de 11 anos, é uma dessas crianças que já
sofrem de problemas na coluna. Há alguns meses ela sentia algumas dores nas
costas. Há um mês, o incômodo se intensificou. A mãe de Juliana, Márcia,
encaminhou a filha para um tratamento postural (veja na matéria relacionada -
link abaixo). Márcia conta que o problema se originou na má postura da filha.
\"Ela carrega uma mala pesada, senta torta, passa horas em frente ao computador
e não faz exercício\", conta.
Mochilas
O excesso de peso nas
mochilas escolares também é um dos grandes causadores das problemas posturais.
Todos os dias, a criança acaba levando muitos livros e pendurando a mochila em
um ombro só. Luciana explica que a coluna acaba se descompensando de um dos
lados, causando dor e desconforto. Márcia concorda. \"É um absurdo o que minha
filha carrega. Quando eu tenho que carregar um pouquinho, eu já fico com dor nas
costas\", reclama. Para a fisioterapeuta, uma boa opção são as malas com
rodinhas, mas a alça precisa estar em uma altura certa.
Paula Girardi
FONTE GAZETA DO POVO
Postado por: Adir de
Souza
Data: 14/10/04 11:14:56 h
ACIDENTE COM RETROESCAVADEIRA
13/10/2004
Vizinhas morrem atropeladas por retroescavadeira
A menina Jessica Goetten, de três anos, e sua vizinha Delmira Carvalho
Santana, 58, morreram atropeladas por uma retroescavadeira, em São José dos
Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
O irmão de Jessica,
Eduardo Goetten, de quatro anos, que também foi atropelado, foi levado ao
hospital do município pelo tratorista. O menino teve ferimentos graves mas nesta
quarta-feira já estava fora de perigo.
O acidente aconteceu na
segunda-feira. O motorista do trator, Arildo Lisboa, 31, apresentou-se na
Delegacia de São José dos Pinhais e contou que o freio do trator falhou. Ele vai
responder a inquérito por homicídio culposo.
Informações da Folha de
Londrina
Simone Albieri - Folha News
Londrina
Postado por: Adir de
Souza
Data: 13/10/04 13:15:59 h
A VIDA DOS TRABALHADORES
08/10/2004
>
> Fórum do Vestuário quer
>
apoio para as indústrias
>
> A criação de condições concretas para
o desenvolvimento da indústria
> do vestuário e a conseqüente geração de
novos empregos com aumento
> salarial estão entre os principais objetivos
do Fórum Permanente do
> Vestuário, que se reuniu nesta sexta-feira (dia
8), em Curitiba. Segundo
> avaliação do técnico do Dieese Cid Cordeiro, é
necessário criar linhas de
> crédito e fomento, além da definição de
políticas fisco-tributárias
> especiais para o setor.
> Cordeiro
explicou que esses incentivos são essenciais para a mudança do
> padrão
salarial do trabalhador paranaense do segmento, que é um dos mais
>
baixos da. Enquanto a média salarial estadual é de R$ 660,00, a do
>
segmento do vestuário chega a apenas R$ 360,00. \"A conclusão é que, para o
> trabalhador permanecer no emprego depois de qualificado, é preciso que
a
> indústria tenha condições de pagar salários mais atraentes. Sem isso,
os
> trabalhadores serão qualificados e, depois, buscarão setores com
melhores
> salários, o que significaria jogar dinheiro fora. E o
resultado esperado
> pode ser conseguido através do apoio a essa
indústria\", explica o delegado
> regional do Trabalho, Geraldo
Serathiuk, que participou da reunião do
> fórum.
> Para Serathiuk,
esses fatores são fundamentais para o sucesso do programa
> estadual de
qualificação profissional, que pretende beneficiar 11 mil
> trabalhadores
com o investimento de aproximadamente R$ 9 milhões dos
> governos federal
e estadual e do Sistema S.
> Segundo estatísticas do Dieese, a
precarização do trabalho no setor é
> grave. Elas mostram que apenas 30%
dos trabalhadores do setor são
> registrados em carteira de trabalho, 16%
são assalariados informais e mais
> de 50% trabalham informalmente em
suas próprias casas. Segundo o IBGE, em
> 2002 o setor respondia mais de
56,9 mil postos de trabalho (cerca de 3% do
> total estadual) e
arrecadava cerca de R$ 2,55 milhões em Imposto sobre
> Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS). Nos últimos doze meses, criou
> quase 53
mil postos formais de trabalho, o que representa uma variação
> positiva
de mais de 7% entre o total de demissões e admissões verificadas
> no
período.
> Fazem parte do Fórum Permanente do Vestuário representantes do
INSS, BRDE,
> secretarias estaduais da Indústria e Comércio e do
Trabalho, Emprego e
> Promoção Social, DRT,Fundacentro, Fiep, Fetiep,
CNTI, sindicatos de
trabalhadores de
> oito municípios e as centrais
sindicais CGT, CUT e Força Sindical,
Sindicato dos Tecnicos de Segurança do
Trabalho no Estado do Paraná
>
>
>
>
>
>
Postado por: Adir de
Souza
Data: 08/10/04 14:27:45 h
NOVA PORTARIA
Prezados (as) Senhores (as),
Atenciosamente,
Rogério
Alves
61 317-6767
SECRETARIA DE INSPEÇÃO DO TRABALHO
PORTARIA N.° 98, DE 07 DE OUTUBRO DE 2004
“Divulgar para consulta
pública a proposta de Anexo I da Norma Regulamentadora 17 “Trabalho em Checkouts
e dos Operadores de Caixas de Supermercado”.
A SECRETÁRIA DE INSPEÇÃO DO
TRABALHO e o DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO, no uso de
suas atribuições legais, conforme disposto no inciso II, do artigo 14, e no
inciso I, do artigo 16, do Decreto n.º 5.063/04, que aprova a Estrutura
Regimental do Ministério do Trabalho e Emprego, e
Considerando que o
processo de trabalho atual dos operadores de checkouts, em especial de caixas de
supermercado, impõe de forma simultânea, elevado esforço mental, visual e
físico, exigência de grande responsabilidade e sobrecarga estática de segmentos
corporais acompanhada de movimentos repetitivos dos membros superiores;
Considerando que a atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho em empresas com
esta atividade em todo o País, vem demonstrando a ocorrência de distúrbios
osteomusculares relacionados ao trabalho entre os operadores de checkouts
gerando a necessidade de serem adotadas medidas de proteção aos trabalhadores
nessa função;
Considerando que têm sido verificadas intervenções no campo da
ergonomia visando o bem estar dos operadores por algumas empresas e
instituições, gerando a necessidade de sistematizar as ações em ergonomia para
esta atividade em todo o Brasil; e
Considerando o disposto na Portaria n.º
1.127, de 02 de outubro de 2003, que estabelece procedimentos para elaboração de
normas regulamentares relacionadas à saúde, segurança e condições gerais de
trabalho, e aprovação pela Comissão Tripartite Paritária Permanente – CTPP, em
reunião de 22/09/2004, resolvem:
Art. 1° - Divulgar para consulta pública a
proposta de texto básico do Anexo 1 da Norma Regulamentadora 17 “Trabalho em
Checkouts e dos Operadores de Caixa de Supermercado” elaborada pela Comissão
Nacional de Ergonomia, do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho –
DSST/SIT/MTE.
Art. 2° - Fixar prazo de 60 dias, após a publicação deste ato,
para o recebimento de sugestões, que deverão ser encaminhadas para:
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
Departamento de Segurança e Saúde no
Trabalho
Coordenação-Geral de Normatização e Programas
Esplanada dos
Ministérios, Bloco “F”, Edifício Anexo “B”, 1º Andar, Sala 105
CEP 70059-900
– Brasília / DF
E-mail: conor.ssst@mte.gov.br
Art. 3° - Esta portaria
entra em vigor na data de sua publicação.
RUTH B.V.VILELA
Secretaria
de Inspeção do Trabalho
MÁRIO BONCIANI
Diretor do Departamento de
Segurança e Saúde no Trabalho
ANEXO 1 da NR-17
Trabalho em Checkouts
e dos Operadores de Caixa de Supermercado
1. Objetivos
Estabelecer
parâmetros e diretrizes mínimas para adequação das condições de trabalho dos
operadores de checkout, visando à prevenção dos problemas de saúde, segurança e
ambiente de trabalho a eles relacionados.
2. O posto de trabalho
2.1. Em
relação ao mobiliário do checkout e às suas dimensões, incluindo distâncias e
alturas, no posto de trabalho dever-se-á:
a) atender às características
antropométricas de pelo menos 95% dos trabalhadores, respeitando os alcances dos
membros e da visão, ou seja, compatibilizando as áreas de visão ótima com
manipulação ótima;
b) assegurar a postura ereta para o trabalho na posição
sentada e/ou na posição em pé, e as posições confortáveis dos membros superiores
e inferiores, nestas duas situações;
c) respeitar os ângulos limites e
trajetórias naturais dos movimentos, durante a execução das tarefas, e evitar,
tanto quanto possível, a flexão e a torção do tronco;
d) garantir um espaço
adequado, conforme critérios técnicos e ergonômicos de conforto do trabalhador,
ao longo do maior eixo da bancada, para livre movimentação do operador e
colocação da cadeira, a fim de permitir a alternância do trabalho na posição em
pé com o trabalho na posição sentada;
e) manter uma cadeira de trabalho com
assento e encosto para apoio lombar ajustáveis à estatura do trabalhador e à
natureza da tarefa;
f) colocar apoio para os pés, de forma tal que evite a
ocorrência de contusões.
2.2. Em relação ao equipamento e às ferramentas
utilizadas pelos operadores de checkout para o cumprimento de seu trabalho:
a) devem ser escolhidos de modo a favorecer os movimentos simples de fácil
domínio muscular e que não exijam força, pressão, preensão, flexão, extensão ou
torção acentuada dos segmentos corporais;
b) devem ser posicionados no posto
de trabalho dentro dos limites de alcance manual e visual do operador,
permitindo a livre movimentação e colocação dos membros superiores e inferiores,
e respeitando a natureza da tarefa;
c) a proteção contra acidentes de
natureza mecânica ou elétrica nos checkouts deve ser feita com base no que está
previsto nas normas regulamentadoras do MTE ou em outras normas nacionais,
tecnicamente reconhecidas, ou ainda, na falta destas, em normas internacionais;
d) os equipamentos e ferramentas devem ser mantidos em perfeitas condições
de funcionamento.
2.3. Em relação ao ambiente físico de trabalho e ao
conjunto do posto de trabalho:
a) as condições de iluminamento, ruído,
conforto térmico, bem como a proteção contra outros fatores de risco químico e
físico devem obedecer ao que está previsto na NR-17 e outras normas
regulamentadoras do MTE;
b) quando couber, os postos onde trabalham os
operadores devem ser protegidos contra vento, correntes de ar ou grandes
variações climáticas;
c) o mobiliário e o equipamento devem ser de cores
opacas, que evitem reflexos no campo visual do trabalhador.
2.4. Na
concepção do posto de trabalho do operador de checkout deve-se prever a
possibilidade de fazer adequações ou ajustes localizados, levando em
consideração a variação antropométrica existente entre os operadores.
3. A
manipulação de mercadorias
3.1. Garantir que a manipulação de mercadorias
não acarrete o uso de força muscular excessiva por parte dos operadores de caixa
e checkout, através de:
a) negociação do tamanho e volume das embalagens de
mercadorias com fornecedores;
b) uso de equipamentos e instrumentos de
tecnologia adequada;
c) formas alternativas de apresentação do código de
barras correspondente à mercadoria ao leitor ótico;
d) disponibilidade de
pessoal auxiliar;
e) outras medidas que ajudem a reduzir a sobrecarga do
operador na manipulação de mercadorias.
3.2. Projetar e instalar
dispositivos auxiliares para o transporte de mercadorias no checkout, sempre
que, em função do volume, peso ou quantidade das mesmas, houver limitação para a
execução manual das tarefas por parte dos operadores.
3.3. A pesagem e o
empacotamento de mercadorias não podem fazer parte das atribuições do trabalho
de operador de checkout.
3.4. Para o atendimento de pessoas idosas,
gestantes, portadoras de deficiências ou que apresentem algum tipo de
incapacidade momentânea, deve-se prever a presença de pessoal para auxiliar o
cliente e o operador de caixa na manipulação de mercadorias.
3.5. Os
operadores devem ser treinados quanto a métodos de trabalho, variações posturais
e operações manuais que ajudem a prevenir a sobrecarga osteomuscular e reduzam a
fadiga.
4. A organização do trabalho
4.1. A disposição física e o número
de checkouts em atividade (abertos) e de operadores deve ser compatível com o
movimento em todos os momentos de funcionamento das lojas, de modo a garantir a
adequação do ritmo de trabalho às características psicofisiológicas de cada
operador, através de:
a) equipe de reserva para substituição;
b) filas
únicas por grupos de caixas e checkouts;
c) caixas especiais (por exemplo,
idosos, gestantes, deficientes, clientes com pequenas quantidades de
mercadorias);
d) outras medidas que ajudem a manter o movimento adequado de
atendimento sem a sobrecarga do operador de caixa e checkout.
4.2. São
garantidas saídas do posto de trabalho, a qualquer momento da jornada, a fim de
que os operadores atendam às suas necessidades fisiológicas, e visando à
prevenção da fadiga física e mental, excluído o intervalo para refeição previsto
na Consolidação das Leis do Trabalho.
4.3. É vedado promover qualquer
sistema de avaliação do desempenho com base no número de mercadorias ou compras
por operador, para efeitos de remuneração ou vantagens de qualquer espécie.
4.4. É vedada qualquer tarefa de segurança patrimonial ou fiscalização de
furto de mercadorias pelos operadores de caixa de checkout.
5. Os aspectos
psicossociais do trabalho
5.1. Um cartaz com os dizeres abaixo especificados
deverá ser colocado em local visível em cada um dos checkouts:
\" Sr.
Cliente:
O Ministério do Trabalho e Emprego exige que as condições de
trabalho estejam adequadas para que os empregados possam atendê-lo
satisfatoriamente, sem prejuízo para a sua saúde. Você também pode colaborar:
a) aguardando com tranqüilidade;
b) colocando as mercadorias ao alcance
fácil do funcionário;
c) dirigindo-se à direção da loja, em caso de
discordância de preços ou qualquer outro tipo de divergência.
5.2. Todo
trabalhador envolvido com o trabalho em checkout deve portar um dispositivo de
identificação visível, com nome, sobrenome e/ou apelido, escolhido (s) pelo
próprio trabalhador.
5.3. É vedado obrigar ao trabalhador o uso, permanente
ou temporário, de uniformes ou vestimentas ou propagandas, que causem
constrangimento ou firam à sua dignidade pessoal.
5.4. É vedado ao
empregador qualquer tipo de orientação, verbal ou escrita, que estimule os
clientes a influir, diretamente e em tempo real, no processo de trabalho do
operador de checkout. Esta participação pode ser estimulada através de pesquisas
estruturadas, caixas de sugestões, contatos com ouvidoria e outros meios que
permitam avaliação técnica e administrativa prévia à implantação.
5.5.
Cópias destas recomendações devem ser colocadas à disposição dos clientes, para
consulta, em cada loja.
6. Informação e formação dos trabalhadores
6.1.
Todos os trabalhadores envolvidos com o trabalho de operador de checkout devem
receber treinamento, cujo objetivo é aumentar o conhecimento da relação entre o
seu trabalho e as doenças, o que pode causá-las e como podem ser evitadas.
6.2. Como público alvo do treinamento, deve ser incluído todo o pessoal de
operação, gestão e de recursos humanos relacionados ao trabalho de operador de
ckeckout.
6.3. Este treinamento deverá conter, no mínimo:
6.3.1. Noções
sobre os fatores de risco para a saúde, decorrentes da modalidade de trabalho de
operador de caixa adotado na loja (em pé, sentado, misto), relacionados aos
seguintes tópicos:
a) o posto de trabalho:
- noções básicas de
ergonomia;
- fatores importantes no dimensionamento do posto de trabalho:
tipos de postura (sentado, em pé, andando, alternado); tipos de trabalho
(dinâmico e estático);
- considerações importantes para a execução de
atividades em pé e/ou sentado;
- conseqüências da manutenção de posturas
inadequadas no posto de trabalho
b) a manipulação de mercadorias:
-
noções básicas a respeito da coluna vertebral;
- tipos de cargas (forma,
peso, pegadas);
- relação entre postura corporal e posição da carga;
-
considerações importantes para a execução de atividades de levantamento e
transporte de carga;
- recomendações básicas para diminuição da força
aplicada durante o trabalho.
c) a organização do trabalho:
- hierarquia
dentro da empresa: organograma das áreas (administrativa, produção, segurança,
etc.);
- jornada de trabalho, escala de funcionários e pausas;
-
considerações sobre ritmo de trabalho, pressão da chefia, monotonia,
fragmentação de tarefas, repetitividade, horas extras;
- fluxo das
mercadorias.
d) os aspectos psicossociais do trabalho:
- considerações
sobre a relação entre o supervisor e o operador de caixa;
- considerações
sobre a relação entre cliente e operador de caixa;
- perspectivas coletivas
(por exemplo, colaboração entre equipes).
6.3.2. Informação sobre as doenças
mais encontradas entre operadores de checkout, principalmente, as que envolvem o
sistema osteomuscular, o sistema vascular e a saúde mental.
- Importância da
percepção corporal do trabalhador na relação entre trabalho e saúde.
- As
medidas de prevenção tanto em nível individual quanto coletivo.
6.3.3.
Aspectos legais pertinentes às questões de saúde do trabalhador, envolvendo:
- Aspectos trabalhistas (Consolidação das Leis do Trabalho e Normas
Regulamentadoras de Saúde e Segurança no Trabalho);
- Aspectos
previdenciários;
- Direitos constitucionais;
- Direitos do consumidor;
- Acordos e convenções coletivas nacionais ou regionais.
6.4. Cada
trabalhador deverá receber um treinamento com duração mínima de 4 (quatro)
horas, a cada seis meses, iniciado a partir do momento da admissão, exceto nos
domingos e feriados.
6.4.1. Os trabalhadores devem ser informados com
antecedência sobre mudanças que venham a ocorrer no processo de trabalho.
6.5. O treinamento deverá incluir, obrigatoriamente, a distribuição de uma
cartilha que contenha os aspectos já detalhados no item 6.3. e alíneas.
6.6.
A forma do treinamento (p. ex. contínuo ou intermitente, presencial ou à
distância, por palestras, cursos ou audio-visual) fica a critério de cada loja.
6.7. A elaboração do conteúdo técnico, execução e avaliação dos resultados
do treinamento devem contar com a participação de integrantes do Serviço
Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho, representantes da Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes, coordenadores do Programa de Controle Médico
de Saúde Ocupacional e Programa de Prevenção de Riscos de Ambientais, ou outras
entidades definidas em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
Postado por: Adir de
Souza
Data: 07/10/04 12:12:31 h
ADIR PRESENTE NO EVENTO
SÃO PAULO - SINTESP COMEMORA 32 ANOS DO SESMT
Sintesp comemora 32 anos do Sesmt
O Sintesp comemorou os 32
anos da criação do Sesmt (Serviço Especializado em Segurança e Saúde do
Trabalho) e o dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho no dia 27/07
com uma palestra do assistente da Secretaria de Previdência Social do MPS
(Ministério da Previdência Social), Paulo Rogério Albuquerque de Oliveira, que
falou sobre o SAT (Seguro Acidente do Trabalho). O advogado Jorge Gimenez
Berruezo também falou sobre o mesmo tema. A flexibilização do SAT vai fazer com
que as empresas que não realizam gerenciamento de riscos paguem uma maior
alíquota. \"Com isso aqui estamos revolucionando o conceito de Sesmt. A empresa
vai contratar um técnico porque precisa e ele será valorizado, pois será um
consultor de recomenda ções. O patrão vai cobrar produção com segurança\",
afirma Oliveira.
Após as palestras, houve um bolo em comemoração ao
aniversário do Sesmt. O evento não parou por aí. Ainda houve um debate no qual
representantes de diversas entidades puderam falar da importância e das
dificuldades do Sesmt. Estiveram presentes no debate Raul Casanova, diretor da
Animaseg (Associação Nacional da Indústria de Materiais de Segurança e Proteção
ao Trabalho); José Damásio de Aquino, chefe da Divisão de Equipamentos de
Segurança da Fundacentro; João Guilherme, agente de fiscalização da DRT-SP;
Milton Perez, superintendente da ABPA (Associação Brasileira para Prevenção de
Acidentes); Adir de Souza, presidente do Sindicato dos Técnicos de Segurança do
Trabalho do Paraná; e Ivone Martini, diretora da Anent (Associação Nacional de
Enfermagem do Trabalho).
Cada profissional deu seu depoimento. O
presidente do Sintesp, Armando Henrique, abriu o debate ressaltando que quando
se fala em Sesmt é impossível não associá-lo aos quatro profissionais relatados
na NR-4 – médico e profissionais de enfermagem do trabalho, engenheiro e técnico
de segurança. Para Raul Casanova, a evolução na segurança e saúde só foi
possível por causa do trabalho desses profissionais. José Damásio de Aquino
reiterou o apoio da Fundacento ao evento do Sintesp. Já João Guilherme ressaltou
que o Sesmt é muito importante para o trabalho da DRT e que a reformulação do
Sesmt é uma prioridade do diretor do DSST (Departamento de Segurança e Saúde do
Trabalho), Mário Bonciani.
Adir de Souza frisou em sua fala que houve um
avanço, pois na década de 70 o Brasil era campeão mundial de acidentes de
trabalho os Técnicos de Segurança contribuiram muito para mudar esta realizade.
Milton Perez, que também presenciou esse avanço, afirmou que é preciso união
entre os profissionais e que a formação constante é extremamente necessária.
\"Não podemos parar no tempo\", disse Perez.
Já a enfermeira Ivone
Martini buscou mostrar a caminhada dos profissionais, principalmente de
enfermagem, desde a década 70. Como era no início do Sesmt com os trabalhadores
sujeitos a agentes de risco e sem conhecimento de práticas elementares de SST.
Ela explicou que se iniciou com um trabalho preventivo, partindo mais
recentemente para a qualidade de vida. Agora seria preciso, segundo ela,
\"estender o modelo para todas empresas, preservando os profissionais, pois eles
já têm o conhecimento\". Também sugeriu a atualização do modelo, separando \"o
joio do trigo\", a revisão do dimensionamento e que o custo do dano ao
trabalhador recaia sobre quem tira proveito dele. Visando as mudanças, Armando
Henrique disse que há uma vantagem no período atual: \"Temos muitos obstáculos,
mas temos muita força para vencê-los. Hoje as decisõe s passam pelas nossas
mãos\".
Postado por: Adir de
Souza
Data: 06/10/04 10:43:29 h
VANTAGENS DE SER SÓCIO
TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO PARANÁ
O
profissional é respeitado na proporção da sua competência e nível de organização
da categoria que pertence através das suas entidades representativas, e o que
faz uma entidade Sindical ser grande atuante é a participação de sua classe no
nosso caso o SINTESPAR, quando assumi a Presidência do nosso sindicato em Julho
de 1999 estabeleci uma meta de crescimento do quadro associativo, pois
possuíamos na época uma cadastro de
394 Técnicos de Segurança do Trabalho e
hoje possuímos 1.339 Técnicos com nome e endereços residenciais sem contar das
empresas, e isto foi com muito trabalho pois ninguém possui no Estado um
cadastro como este, mas isto ainda não trouxe para nossa entidade resultados
financeiros pois poucos
contribuem e isto foi proposital era preciso mostrar
primeiro aos colegas que a nossa entidade existe e é importante para defender
nossos interesses.
Agora está na hora de pedirmos a todos os colegas a sua
participação e sua contribuição não só financeira, mas participativa, o
sindicato Não é o nosso endereço da rua Francisco Torres o Sindicato é cada
Técnico defendendo a nossa profissão participando das atividades na sua cidade
ou região principalmente dos conselhos municipais de Saúde somente assim iremos
conquistar espaços merecidos e ser o condutor de nossos destinos.
Hoje
os Associados podem contar com:
CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO COM A
FIEP
E MAIS 38 SINDICATOS PATROANAIS
- PISO SALARIAL DE R$
810,83 E DATA BASE EM JANEIRO
- Palestras Teecnicas e seminários
sempre com temas atuais.
- Desconto de 50% em TODOS OS CURSOS ministrados
pelo SINTESPAR.
- Participação com desconto em todos os eventos promovidos
pelo SINTESPAR.
- Assistência jurídica (trabalhista, criminal e
previdenciária).
- Homologações.
- Processos de fiscalização
(solicitação e acompanhamento).
- Defesa dos direitos individuais e
coletivos da categoria.
- Convenção Coletiva de Trabalho com piso salarial .
- Bolsa de empregos.
- Participação na reformulação das normas
regulamentadoras.
- Participação nas comissões tripartite representando os
trabalhadores.
- Participação em várias instituições Como: Fórum do
Ministério Publico
federal, Estadual. Conferências Municipal e estadual de
Saúde e na CIST.
- Página na internet e auxilio imediato em caso de consulta
Técnica
-Estamos entabulando negociações com Ministério do Trabalho para
Efetuarmos
Registros profissionais dos novos colegas dentro em breve teremos
novidades
a respeito
Lembramos ainda que teremos importantes
demandas para defesa da nossa categoria, como:
Mudança da NR4,
Legislação Trabalhista, Modelo Sindical,
Previdência Social, Sistema de
Formação, Regulamentação do Conselho de Classe etc., estas lutas são de todos e
ocuparemos os espaços no futuro na
proporção da nossa capacidade de adesão e
de organização e mobilização.
Adir de Souza
Postado por: Adir de
Souza
Data: 05/10/04 14:13:41 h
PORQUE SER SOCIO
Como Funciona a Contribuição
O Sindicato
dos Técnicos de Segurança do Trabalho no Estado do Paraná.
Somente Temos
02(duas) Contribuições, que são A sindical 01 ( um ) dia de Trabalho no mês de
Março e que somente 60% vai para o Sindicato, e nem Todas as empresas contribuem
corretamente, uma grande parte o faz para a categoria preponderante na empresa,
a qual solicitamos aos Técnicos verificar na sua carteira profissional, se está
sendo efetuado para nossa entidade como manda a lei.
Taxa Confederativa.
A qual consta de convenção coletiva assinada com Vários Sindicatos
Patronais e FIEP. por sermos categoria diferenciada. Que é de 3% do Piso
salarial de R$810,83 do salário normativo da categoria, trimestralmente. Que é
R$ 24,00 (vinte e quatro reais trimestralmente) ISTO É 1% DO PISO AO MES
OUTROS SINDICATOS
01 - Mensalidade de Associado
(para ter direito de votar e ser votado)
02- Reversão salarial / taxa
assistencial
( no mês da data base )
03- contribuição sindical
( um
dia de trabalho mês de março )
04- Taxa Confederativa (X % definido em
assembléia da categoria)
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