Delegado do Trabalho do Paraná, Dr. Geraldo Serathiuk, saúda os Técnicos de Segurança pelo seu dia.

Entrevista
Dr. Geraldo, antes de estar Delegado do Trabalho mesmo conhecendo o mundo do Trabalho, Que avaliação o Senhor Faria dos Acidentes  do Trabalho, e qual seu conhecimento?


Geraldo Seratiuk
Delegado Regional do Trabalho do Paraná
Desde o período da faculdade de direito acompanhei o movimento sindical. Participei dos primeiros Enclats para reorganizar o movimento sindical no período do arbítrio. E por isso sempre tive consciência das condições de vida dos trabalhadores dentro das empresas. Entendo que a questão dos acidentes tem vários aspectos que devem ser analisados para chegarmos a suas causas. A longa recessão da economia, por exemplo, fez com que pouco fosse investido em prevenção, pois os sindicatos tinham que lutar por garantia de emprego.
  Agora com a retomada do crescimento vemos os índices de acidente cair e os salários melhorarem. Por isso continuar crescendo ajuda os sindicatos a ter sua pauta de lutas melhores condições de trabalho. E para isso implantar Cipas e Sesmts nas empresas é fundamental. Pois democratiza e ajuda na melhora. E apenas 50% das empresas que deveriam ter têm Cipas e apenas 30% que deveriam ter tem Sesmt. E os sindicatos podem ajudar a DRT denunciando a falta de Cipa e SESMT. Por isso mesmo com a retomada do crescimento trazendo a queda dos índices de acidentes devemos continuar lutando por melhorias no ambiente do trabalho.

Dr Geraldo, e hoje vivendo no dia a dia a quase quatro anos da DRT, indo em todos as a regiões do Paraná, se reunindo com empresários e Trabalhadores.Como o senhor avalia ?  
Vejo que a questão dos acidentes tem sido uma preocupação de trabalhadores e empresários. A DRT tem sido ajudada muito pelas entidades empresarias para divulgar boas praticas de prevenção e da mesma forma pelos sindicatos de trabalhadores que cada vez mais estão estruturando departamentos de saúde e segurança e aprofundando mais o tema. Trabalho para que os órgãos públicos se integrem mais, pois tenho consciência que se articularmos as ações terão mais eficiência e efetividade na implantação de políticas para diminuir os acidentes de trabalho.    

Dr. Geraldo, dia 27 de  novembro é o dia do Técnico de Segurança do Trabalho, antes o senhor só conhecia o Presidente do SINTESPAR e hoje é conhecido por todos estes profissionais de nosso Estado, como o senhor avalia o Trabalho destes profissionais.  
Conheço o Adir de Souza desde os tempos em que se lutar para montar uma Cipa era considerado um ato de subversão e por isso os Técnicos eram perseguidos. O Adir é daqueles que quer um sindicalismo forte, onde exista um sistema de gestão democrática dos sindicatos, tanto que é sindicalista há tantos anos e continua sendo uma pessoa que vive de forma humilde. Graças á luta como a dele hoje o setor produtivo vê que os Técnicos e as Cipas ajudam a melhorar o ambiente, os processos produtivos, a melhora da qualidade dos produtos, o que é bom para empresários e trabalhadores. Por isso a Cipa é um mecanismo de democracia dentro das empresas. E a democracia é a melhor forma de humanizar as relações de trabalho, onde a busca incessante por produtividade sem levar em conta o ser humano é perversa. Por isso a democracia não só deve chegar ao aparelho publico, mas também as empresas. E a representação dos trabalhadores nas Cipas ajuda a construirmos um modelo de desenvolvimento mais justo e humano.