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Protesto da construção civil cobra segurança nas obras
Enviado por Adir de Souza <sintespar@yahoo.com.br> em 26/07/2009, 11:26
Protesto da construção civil cobra segurança nas obras “Daqui pra frente, empresa que cometer acidente de trabalho grave vai ser parada. E vai ficar parada um dia, uma semana, um mês, até que resolva o problema e respeite a vida dos seus trabalhadores”. A afirmação é de Antonio de Souza Ramalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP), durante manifestação que percorreu a região central da Capital e realizou ato em frente à Superintendência Regional do Trabalho (ex-DRT).
Ramalho também reclamou da omissão do Estado e da frouxidão da lei: “Até hoje não vi patrão preso por acidente que matou trabalhador na obra”.
Para o Sindicalista, a tecnologia atual na construção civil é suficiente para tornar seguras as condições de trabalho. “Todo acidente de trabalho é provocado”, diz Ramalho, que rejeita a argumentação patronal de que o trabalhador não gosta de usar equipamento de proteção. “Isso é mentira. Acontece que as empresa oferecem equipamento desconfortável e inadequado. Dão botina 38 pra quem calça número 40”, ele argumenta.
O líder dos trabalhadores na construção civil também denunciou a tentativa de se maquiar os acidentes graves: “Recentemente, tentaram colocar o cinto de segurança num trabalhador depois que ela já tinha morrido. Isso só não aconteceu porque os companheiros não deixaram”.
Unidade - Presente à manifestação, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho), também presidente da Força Sindical, defendeu a união das Centrais contra os acidentes: “Chegou a hora de unir nossos esforços, formando uma grande frente de luta por saúde e segurança”.
Documento - Ao final do ato, Antonio de Souza Ramalho entregou documento com reivindicações ao superintendente regional do Trabalho, José Roberto de Mello. Ao entregar o documento, ele pediu mais rigor na fiscalização e a aplicação de multas.
Centrais - Força Sindical, Nova Central Sindical e UGT participaram do ato em frente à Superintendência.
Mais informações: www.sintaconsp.org.br
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