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GRANDE ABC ACUMULA REGISTROS DE ACIDENTES DE TRABALHO
Enviado por Adir de Souza <sintespar2006@yahoo.com.br> em 12/08/2009, 09:16
GRANDE ABC ACUMULA REGISTROS DE ACIDENTES DE TRABALHO Segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o auxílio-doença acidentário é concedido ao segurado incapacitado para o trabalho em decorrência de acidente ou de doença profissional - caso dos 4.707 funcionários citados. O fato é que nem todos os acidentados recebem o benefício - algumas lesões são leves e não precisam de afastamento -, por isso, o número de acidentados pode ser ainda maior.
"Trabalhadores são humanos, não máquinas. Precisamos partir disso para destacar a importância de prevenir acidentes. Infelizmente os números ainda são altos e falta investimento por parte da maioria das empresas", destacou Mauro Soares, diretor de Saúde, Segurança no Trabalho e Meio Ambiente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Segundo definição do INSS, considera-se acidente de trabalho aquele ocorrido no exercício de atividades profissionais ou ocorrido no trajeto casa-trabalho-casa. "O ritmo de trabalho está alucinante. Com a sinalização de uma retomada pós-crise econômica, as empresas precisam elevar seus índices de produção. Com isso, os funcionários estão sobrecarregados, depois das demissões de inúmeros trabalhadores no início do ano", lembrou o diretor.
Comemoração - A discussão sobre a necessidade de prevenir acidentes é antiga. Ontem foi o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho.
"Devemos cuidar para que as estratégias de ajuste e recuperação econômica não tomem caminhos frustrados que desvalorizem a vida humana e a segurança no lugar do trabalho", afirmou Juan Somavia, diretor-geral da OIT (Organização Internacional do Trabalho). "Supõe-se que o trabalho deva facilitar a vida, não tirá-la. O trabalho decente significa também um trabalho sem riscos." Segundo estatísticas de abril de 2009 da OIT, os acidentes do trabalho são a causa da morte de dois milhões de pessoas por ano em todo o mundo, e de acordo com a organização, esses números representam mais mortes do que as ocasionadas pelo uso de drogas e álcool juntos.
Somados a esses números são registrados em média 270 milhões de acidentes não fatais e 160 milhões de novos casos de doenças no ambiente de trabalho a cada ano. Histórico - No início da década de 1970, a iniciativa do Banco Mundial em cortar os financiamentos para o Brasil caso o quadro de acidentes de trabalho não fosse revertido resultou na publicação das portarias 3236 e 3237, em 27 de julho de 1972. Segundo estimativas da época, 1,7 milhão de acidentes ocorriam anualmente no País e 40% dos profissionais sofriam lesões.
O então ministro do Trabalho, Júlio Barata, atualizou o artigo 164 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), que discorre sobre as condições internas da empresa em relação à Saúde e segurança no trabalho, mais precisamente sobre a atuação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).
Texto retirado do site CUT Link Abrir
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