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Governo rebate CNI sobre mudança em seguro acidente - Veja Posições
Enviado por Adir de Souza <sintespar@yahoo.com.br> em 27/10/2009, 12:34
Governo rebate CNI sobre mudança em seguro acidente
ISABEL SOBRAL - Agencia Estado
BRASÍLIA - O secretário de Políticas de Previdência do Ministério da Previdência Social, Helmut Schwarzer, descartou hoje a possibilidade de adiamento da data de entrada em vigor das novas regras de cobrança do Seguro Acidente de Trabalho (SAT), que é 1º de janeiro de 2010. "Tecnicamente, não vemos porque a data tenha que ser adiada porque a metodologia utilizada para aplicação das regras foi amplamente negociada com o empresariado, inclusive a CNI (Confederação Nacional da Indústria)", afirmou o secretário.
O Ministério da Previdência Social, em entrevista coletiva, rebateu as críticas e acusações de "falta de transparência" feitas hoje pela CNI ao modelo do novo Seguro Acidente de Trabalho (SAT) que, em resumo, pretende bonificar as empresas que investirem na redução dos acidentes e doenças ligados ao trabalho. "Não há informações (sobre a metodologia) escondidas nem falta de transparência porque tudo foi discutido ao longo de 2009", afirmou o diretor de Políticas de Saúde e Segurança Ocupacional do ministério, Remígio Todeschini.
Ele acusou a CNI de estar fazendo "fumaça" com as críticas porque a entidade representa os dois setores em que há maior número de acidentes no trabalho em seus históricos, que são a indústria da transformação e a construção civil. Pelas novas regras do SAT, as empresas com esse histórico terão um aumento nas suas contribuições no ano que vem.
O presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, anunciou hoje que pedirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o adiamento das regras e, se não for atendido, a entidade apresentará à Justiça uma ação coletiva ou várias ações individuais de empresas contra a nova forma de cobrança do seguro.
Prezado Dary e demais companheiros, O terrorismo do capital contra os avanços da emancipação dos direitos dos trabalhadores brasileiros é notório. A CNI tem um discurso e canaliza seus esforços para a concentração de renda e o dominio hegemonico dos ricos. É contra a redução da jornada; é a favor da terceirização indiscriminada e suas mazelas; a indexização do minimo para pagamento da insalubridade; contra tantas coisas importantes na luta em busca de uma relação digna entre o capital e trabalho, que mais essa não nos causa surpresa; causa-nos repulsa e motivação para intensificarmos a luta. Estamos de acordo e favoraveis as ações imediatas das centrais para uma resposta. Abaixo nota da CNI.
Abraços e a disposição Cleonice Secretária nacional de Saude e Segurança da UGT
23/10/2009 | Aumento elevado e erros fazem CNI exigir revisão do Seguro de Acidente do Trabalho
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, vai propor ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que suste o decreto que muda o sistema de cobrança do Seguro de Acidente do Trabalho. Previstas para entrar em vigor em janeiro de 2010, as mudanças podem aumentar em até 500% os custos das empresas com o seguro.
Segundo Monteiro Neto, a expectativa dos empresários era que a legislação incentivasse as empresas que investem em práticas de prevenção e combate aos acidentes de trabalho. Mas não foi isso que ocorreu.
De acordo com cálculos da CNI, o Decreto 6957/2009, que mudou o enquadramento das empresas às alíquotas do Seguro de Acidente do Trabalho, aumentará os custos para 866 das 1.300 atividades econômicas existentes no país.
Em 236 atividades, o aumento será de 200%, pois a alíquota do seguro passará de 1% para 3% sobre o valor da folha de pagamento. Entre os setores que terão essa elevação estão padarias, indústrias de ônibus e caminhões e de componentes eletrônicos, informou o gerente-executivo da Unidade de Relações do Trabalho da CNI, Emerson Casali.
Fator Acidentário de Prevenção- Além disso, a partir de janeiro, as empresas terão de aplicar o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) ao valor do seguro. Isso poderá elevar ainda mais os custos sobre a folha de pagamento. Criado pela Lei 1066/2003, o FAP varia de 0,5 a 2. É calculado pela Previdência Social com base nos afastamentos por doenças e acidentes ocupacionais registrados em cada empresa. Assim, o FAP pode reduzir ou aumentar o valor do Seguro de Acidente do Trabalho.
Conforme a simulação feita pela CNI, com a aplicação do FAP, o valor do seguro pode subir entre 50% e 500% nas empresas dos 236 setores que tiveram majoração de alíquota do SAT de 1% para 3%. Por exemplo, uma empresa, cuja alíquota do seguro é 1% sobre a folha de salários anual de R$ 100 milhões, recolhe atualmente R$ 1 milhão ao ano a título de Seguro de Acidente do Trabalho, mas poderá chegar a R$6 milhões.
Hoje, dia 23 de outubro de 2009, fomos informados por nota do “Globo” e por entrevista coletiva que a Confederação Nacional da Indústria pretende “organizar caravanas” para pressionar pela revogação do Decreto nº 6957/2009. Esse decreto editado pelo Ministério da Previdência reajustou o SAT(Seguro Acidente de Trabalho) e definiu o FAP(Fator Acidentário de Prevenção).
Queremos nos posicionar a favor do citado decreto, já que o mesmo é um avanço no sentido de fortalecer a prevenção de acidentes e adoecimentos do trabalho. Para conhecimento, em 2008, morreram em acidentes de trabalho ... trabalhadores(as), foram incapacitados... e adoeceram por causa do trabalho,...Esses números demonstram a extrema necessidade de uma política pública ofensiva para diminuí-los.
O FAP é o instrumento perfeito para essa política. Ele premia aquelas empresas que tiverem políticas efetivas de prevenção em saúde e segurança no trabalho diminuindo a alíquota do SAT em até 50% . E pune aquelas empresas que não o fazem aumentando a alíquota.
A CNI ao se posicionar contra o decreto, na verdade, defende as empresas que adoecem, incapacitam, acidentam e matam trabalhadores. Empresas que jogam para toda a sociedade através da Previdência Social o custo da sua irresponsabilidade! Sem contar as vidas e famílias destruídas!
As Centrais Sindicais denunciam essa irresponsabilidade para com a vida dos trabalhadores! E reafirmam sua luta em defesa de todos os instrumentos, como é o Decreto 6957/2009, que efetivamente previnam o acidente e o adoecimento do trabalho.
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