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Fiscal do Crea visita obra onde carpinteiro morreu soterrado
Enviado por Adir de Souza <sintespar@yahoo.com.br> em 06/01/2010, 02:17
A obra está parada. Mesmo assim, os problemas que colocam em risco a vida dos operários e de quem passam pelo local continuam.
http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1435347-10039,00-FISCAL+DO+CREA+VISITA+OBRA+ONDE+CARPINTEIRO+MORREU+SOTERRADO.html Na manhã dessa terça-feira (5), um auditor da Superintendêcia Regional do Trabalho esteve na obra, mas não conseguiu vistoriar porque não havia nenhum operário nem engenheiro no local.
Logo depois, um fiscal do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia(Crea) foi verificar se a obra é registrada. “Se não houver registro da obra, o Crea imediatamente notifica a administração para que ela interdite o local, até que os registros sejam feitos e os responsáveis técnicos sejam apontados. Pelos menos o que tem na placa, eu já anotei e vou verificar no Crea”, afirma o fiscal Antônio Gabriel.
Ontem, dia 4 de janeiro, um operário morreu e outro ficou ferido. De acordo com os bombeiros, eles estavam dentro de uma vala para retirar as placas da parede, que já tinha sido concretada. Mas a parede oposta, que era de barro, desabou neles. O carpinteiro Raimundo Rodrigues da Costa, 56 anos, morreu soterrado. O outro escapou sem ferimentos, mas foi levado pro Hospital de Base em estado de choque.
Em uma semana, esse foi o segundo acidente em obras no DF. No ano passado, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil registrou 42 acidentes com 15 mortes. “Nós temos hoje, para todo o DF e para todo o Entorno, 30 auditores fiscais. E mesmo com a boa vontade que eles têm, não dão conta de fazer a prevenção”, diz o presidente do sindicato, Edgar Andrade.
O DFTV já havia denunciado a obra da 115 Sul por invasão de área pública. Os tapumes colocados na calçada ainda impedem a passagem de pedestres e dificultam a visão de quem dirige pelo local. A Secretaria da Ordem Pública disse que os responsáveis pela obra foram notificados, mas, até agora, nada foi feito.
“A invasão vem pela calçada e quem precisa atravessar tem que passar no meio da rua. E ainda não tem nenhuma visão dos carros que estão passando”, reclama a dona de casa Sônia Domingues.
“Sobra um espaço pequeno da calçada e ainda tem os entulhos”, acrescenta o aposentado Benedito Salazar.
Raimundo Rodrigues da Costa era casado e tinha dois filhos. O corpo ainda não foi liberado pelo IML. O enterro deve ser ainda hoje, em Águas Lindas.
Kenzô Machida / Wesley Araruna
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