Delegacia do Sintespar vira Noticia

Enviado por Adir de Souza <sintespar@yahoo.com.br> em 21/02/2009, 11:42

[B]Delegacia Regional do Sintespar apresenta sua mesa executiva
Reunião ocorrida no Sindicato dos Metalúrgicos marcou a fundação da Delegacia Regional do Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho
Irati – Cerca de 25 técnicos de segurança do trabalho estiveram presentes à solenidade de fundação e posse da diretoria executiva da Delegacia Regional do Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado do Paraná (Sintespar) na noite de quinta passada (27). Durante a reunião, ocorrida no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos, o delegado regional Admar Borde relatou aos técnicos que a Delegacia Regional terá autonomia, embora seja regulamentada pelo estatuto da Sintespar em Curitiba.
Borde também destacou que, a partir de fevereiro, Irati deverá ter uma sede local do Conselho Regional de Saúde do Trabalhador (Cerest). Borde já representava o Sintespar na região, por fazer parte da mesa executiva eleita em junho deste ano para atuar em Curitiba, onde concorreram duas chapas. O delegado regional frisou que atua no Sintespar em Irati desde 2000, representando a sede estadual do Sindicato, e que no norte do Paraná já existem outras Delegacias Regionais e que a região dos Campos Gerais também necessitava de uma. Borde buscou ajuda para formar a diretoria executiva, de acordo com o que preceitua o estatuto do sindicato e com o apoio do diretor estadual, pois atuava sozinho até então.
A diretoria executiva da Delegacia Regional do Sindicato dos Técnicos em Segurança do Trabalho fica assim composta: delegado regional, Admar Borde; secretária geral, Joelma Aparecida Bonfim; secretário de finanças, João Fernando Razera; secretário de relações sindicais, Alexandre de Godoy Rocha, secretária de desenvolvimento e educação, Cristiane Kazubek e secretário de assuntos institucionais, Antonio Carlos Gomes. A base territorial de atuação da delegacia deve abranger 41 municípios.
Borde comentou com os técnicos presentes a etimologia da palavra “sindicato”, bem como a de “trabalho”, e destacou a responsabilidade do técnico pela segurança e integridade física de todos os funcionários de uma organização, independentemente de quantos forem, tanto que pode responder civil e criminalmente em caso de irregularidades. “Técnico em segurança do trabalho é aquele que acompanha a produção para conferir os problemas, preocupando-se com a saúde e a segurança de quem está sob sua responsabilidade”, enfatizou.
O delegado regional também apresentou os desafios da criação da Delegacia Regional, sendo o primeiro deles a organização da categoria profissional nos locais de trabalho, por regiões e por todas as formas que possibilitem a participação dos técnicos no fortalecimento da entidade como órgão legítimo e intimamente ligado na busca de soluções para seus problemas e os de todos os trabalhadores. O segundo dos desafios consiste em conciliar, no Brasil, o Movimento de Globalização da Economia e as Emergentes Tendências Tecnológicas de Modernização e de Competição com os efeitos dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais.
Borde salientou que “sindicato forte é aquele que é bem representado. Temos um canal aberto com o Ministério do Trabalho, auditores fiscais, Promotoria e Procuradoria do Trabalho”. Recomendou aos técnicos que todas as situações graves em termos de acidentes de trabalho, que envolvam as empresas onde atuam, podem ser comunicadas à Delegacia Regional pelo e-mail: sintespar.irati@rocketmail.com.
Além disso, comentou que em breve deve ser feito um levantamento da quantidade de técnicos em segurança do trabalho que atuam hoje na região para evitar possíveis irregularidades. Uma delas é o pagamento de salário entre R$ 500 e R$ 600, piso associado normalmente à categoria preponderante na empresa em que atuam como o setor madeireiro, por exemplo. O piso salarial estipulado para a categoria corresponde a R$ 1003,00 mensais. A idéia é unificar o valor do piso salarial em todo o país, pois somente os estados do Paraná, São Paulo e Goiás têm piso estabelecido em Convenção Coletiva de Trabalho, assinada com os sindicatos patronais e devidamente homologada no Ministério do Trabalho. Rio Grande do Sul possui apenas o piso relacionado à indústria da construção civil.
Borde ainda apresentou estatísticas sobre as ocorrências de acidentes de trabalho no Brasil, frisando que são apenas as estatísticas oficiais, pois existem muitos casos encobertos pelas empresas, segundo ele. De 1995 a 2005, foram 7,3 milhões de acidentes. Diariamente, acontecem 1874 acidentes típicos, 129 de trajeto (no caminho para o trabalho) e 12 mortes. Comparou com o desastre aéreo da Gol, onde morreram 154 pessoas, dizendo que a quantidade de mortes em acidentes de trabalho corresponde à queda de 17 aviões iguais. Ainda traçou um comparativo entre as mortes por acidentes de trabalho (2708) e por dengue (45), ao longo de 2005. “Isso ocorre porque o Governo investe alto em campanhas de prevenção à dengue e nada em campanhas de prevenção aos acidentes de trabalho”, lamenta.
O coordenador do Cerest, Nelson Luiz Antunes, alertou aos técnicos que, a partir de agora, não terá como encobertar nenhum caso, pois o Cerest investigará qualquer suspeita de acidente de trabalho, sendo que a Vigilância Sanitária deverá ser avisada do acidente em até 24 horas. Nos casos em que for detectada alguma irregularidade, a empresa pode responder processo administrativo.
A data escolhida para a fundação da Delegacia Regional coincide com o dia instituído pela Assembléia Legislativa, em 2003, pela Lei nº 14.033, para comemorar o Dia do Técnico de Segurança do Trabalho e a Semana de Prevenção de Acidentes e Saúde do Trabalhador. A profissão está regulamentada desde 27 de novembro de 1985, através da lei 7.410.

FONTE - http://www.hojecentrosul.com.br/hoje/editorial/delegacia-regional-sintespar-apresenta-sua-mesa-executiva

Comentários de Adir de Souza



Powered by Free PHP message board 1.3 from PHPJunkYard - Free PHP scripts